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Ter, Mar

1º de Maio

  • 1º de Maio de 2016

    A celebração do Dia Internacional do Trabalhador, 1º de Maio, em 2016, não aconteceu em clima de festa, mas de resistência e defesa da democracia.

    As atividades aconteceram por todo o Brasil em caráter de assembleia popular da classe trabalhadora, convocadas pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. A mobilização contra o golpe de Estado também se reafirmou nas bandeiras históricas dos trabalhadores, em prol de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho.

  • 1º de maio: Assembleia Legislativa do Amazonas faz homenagem à classe trabalhadora

    A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realiza na manhã desta sexta-feira (27), uma sessão solene para homenagear a classe trabalhadora e refletir sobre o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora - 1º de maio -. A sessão é uma iniciativa do deputado estadual José Ricardo (PT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Amazonas (CTB-AM) participa da homenagem.

    “A nossa participação nesta sessão é para denunciar os ataques promovidos pelo governo golpista ao mundo do trabalho e ao movimento sindical para retroceder décadas nos direitos trabalhistas”, afirma Isis Tavares, presidenta da CTB-AM.

    ctb am 1 de maio 2018

    Ela convida a todas e todos a participarem do ato político na segunda-feira (30), a partir das 8h, no centro de Manaus, para denunciar à população que “a reforma trabalhista não foi feita gerar empregos, muito pelo contrário ela está aumentando o desemprego e precarizando as relações de trabalho, deixando a classe trabalhadora refém de uma legislação e de uma política econômica que só atende ao empresariado”.

    Leia mais

    Unidade e luta: CTB Amazonas se reúne para preparar ato pelo Dia do (a) Trabalhador (a)

    aleam audiencia publica dia do trabalhador

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • 1º de Maio: ato em Barcelona, na Espanha, também grita contra o golpe de Estado no Brasil

    Os Jornalistas Livres mostram que o mundo realmente acordou par ao Brasil e mostram vídeo de ato em Barcelona, na Espanha, da Marcha de 1º de Maio, no qual manifestantes gritaram contra o golpe no Brasil.

    Organizado pelo coletivo Amigos da Democracia, o ato se iniciou na Praça Urquinaona e segue a caminho da Catedral de Barcelona com bandeiras e placas com dizeres como: "Parem o golpe no Brasil", "Não vai ter golpe" e "Fora Bolsonaro criminoso".

    Além de brasileiros, cubanos e idependentistas catalanes, a marcha também reuniu coletivos de vários países. 

     Vídeo Amigos da Democracia:

    Portal CTB com Jornalistas Livres

  • 1º de maio: Ato em defesa da democracia em Sergipe

    Um dia de luta e resistência. Assim será este 1º de Maio - Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora - para a CTB-SE e para os sergipanos que irão se reunir nesta terça-feira (1º), a partir das 8h, na Praça da Juventude, no Conjunto Augusto Franco, Bairro Farolândia, em Aracaju. No ato, a classe trabalhadora fará a defesa da democracia, dos direitos trabalhistas, da aposentadoria, do emprego e da liberdade do ex-presidente Lula.

    “Vamos fazer um ato para demonstrar nossa indignação. Estamos há dois anos vivendo um retrocesso desde que a grande imprensa, o Judiciário e parte da classe política deram um golpe na democracia e isso nós não podemos aceitar”, diz Adêniton Santana, presidente da CTB-SE.

    Para o dirigente sindical, o golpe, iniciado com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff - afastada do cargo sem ter cometido nenhum crime - continua com a entrega do patrimônio do povo brasileiro ao capital internacional, com a aprovação de projetos lesivos à classe trabalhadora e com a prisão do ex-presidente Lula.

    "É dever do movimento sindical sair na defesa de Lula, que tanto fez para os trabalhadores e para o país, e que foi condenado sem provas. Portanto, esse Dia do Trabalhador será um dia de resistência na luta do povo pelo restabelecimento da nossa democracia”, enfatiza.

    Adêniton Santana e a diretoria da CTB-SE convocam todos os trabalhadores e a sociedade a participar do ato da Central nesta terça-feira, 1º de Maio, no Augusto Franco. “Vamos fazer um movimento muito forte para nos contrapor a tudo isso. É importante mostrar para a sociedade que após o golpe a economia no Brasil entrou em declínio, os trabalhadores perderam direitos e o desemprego aumentou”, afirma.

    Niúra Belfort - CTB-SE

  • 1º de maio: cearenses saem às ruas contra a reforma trabalhista, por emprego e Lula Livre

    A classe trabalhadora cearense marcha nesta terça-feira (1º) - Dia do Trabalhador e da Trabalhadora – contra as reformas do desgoverno Temer, pela soberania nacional e contra o fascismo, a partir das 9h, no Centro Poliesportivo da Parangaba (avenida General Osório de Paiva, Parangaba, Fortaleza).

    “As consequências da nefasta reforma trabalhista saltam aos olhos”, diz Luciano Simplício, presidente da CTB-CE. “São mais de 13 milhões de desempregados, quase ninguém consegue trabalho com carteira assinada e a opressão sobre a classe trabalhadora avança”.

    O ato conta com participação da CTB-CE, CUT-CE, Intersindical-CE, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. Por isso, insiste Simplício, “trabalhadoras e trabalhadores avante, nada a temer. Faremos deste 1º de maio a grande resistência. Então, todas e todos às ruas”.

    Portal CTB

  • 1º de maio: classe trabalhadora paraense toma as ruas de Belém em defesa da democracia

    "As lutas da classe trabalhadora se intensificam no Pará em defesa dos nossos direitos", diz Cleber Rezende, presidente da CTB-PA. De acordo com ele o 1º de maio - Dia do Trabalhador e da Trabalhadora - promete lotar  a Praça da República, na avenida Presidente Vargas, no centro de Belém, a partir das 9h desta terça-feira (1º).

    Segundo Rezende, o movimento sindical, os movimentos sociais e os partidos políticos se unem contra o estado de exceção instaurado no Brasil com o golpe de Estado de 2016. "A direita que não tem votos golpeia a democracia para implantar seu projeto neoliberal e assim acabar com o Estado brasileiro, com as conquistas do povo da útlima década, com as riquezas nacionais e com a democracia", diz Rezende. "Somente com unidade e luta venceremos".

    Portal CTB

  • 1º de maio: CTB-PE participa de ato contra a reforma trabalhista e por Lula Livre em Recife

    As trabalhadoras e os trabalhadores de Pernambuco se somam aos milhares de manifestantes que lotarão Curitiba nesta terça-feira (1º) - Dia do Trabalhador e da Trabalhadora - e realizam um grande ato pela revogação da reforma trabalhista e pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso político do golpe de Estado de 2016 desde o dia 7 de abril. O ato acontece em Recife, na Praça da Democracia, no bairro Derby, às 9h. Realização da Frente Brasil Popular, seção de Pernambuco.

    "O Brasil pede a unidade da classe trabalhadora e das forças progressistas para derrotar o golpe de 2016, que liquida nossas conquistas mais importantes e entrega o patrimônio nacional", afirma Helmilton Beserra, presidente da CTB-PE. "Além de exigir a revogação da reforma trabalhista, estaremos nas ruas neste 1º de maio para exigir a libertação do presidente Lula".

    Portal CTB

     

  • 1º de maio: defender os direitos, a liberdade e a nação

    O 1º de maio de 2018 é um momento emblemático de resistência do povo brasileiro à avalanche conservadora e reacionária, que assola as conquistas democráticas e sociais, obstruindo os dutos que possibilitam saídas políticas mais amplas para esse estado de exceção. Precisa sinalizar o papel dos trabalhadores e trabalhadoras nessa assimétrica luta de classes no país.

    Ao realizar-se sob o ditame nefasto da reforma trabalhista neoliberal, o 1º de maio precisa refletir e ser depositário dos diversos movimentos vitoriosos, que demonstraram capacidade de enfrentamento às medidas anti-trabalho mobilizando milhares de trabalhadores e trabalhadoras, indicando que não aceitam regredir à condição de escravos e estão dispostos a avançar na luta.

    O Golpe atingiu em cheio a classe trabalhadora, de forma cirúrgica, tornando ainda mais cruel a vida do povo, estabelecendo um futuro sem promissão, incerto e recessivo. A precarização do trabalho e o achatamento salarial; o crescimento do desemprego com aproximadamente 14 milhões de sem emprego; o congelamento orçamentário, a falta de investimento e a desindustrialização; a redução de 80% dos programas sociais são motivos suficientes para a resistência sob a bandeira de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho.

    Diante do atual cenário político, em que a política, criminalizada, refugiou-se nos tribunais e nos subterrâneos, a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras é determinante para abrir picadas nessa “juquira braba” imprópria ao plantio de novas safras para o povo. É preciso pautar a democracia para romper com a “estranha situação” que condenou sem provas e encarcerou a maior liderança política do país em véspera da eleição presidencial: o operário Luiz Inácio Lula da Silva. #LULALIVRE.

    Unir todos e todas para resistir é a diretiva. Os que produzem no país, os insatisfeitos e atingidos com os rumos do Brasil; os defensores da democracia e da soberania, do desenvolvimento e dos direitos sociais precisam compreender o momento crítico e a necessidade de uma Frente Ampla como resistência e instrumento de retomada do Estado democrático de direito. E a classe trabalhadora brasileira precisa indicar esse rumo.

    Érico Leal é diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Pará e Municípios e da CTB-PA.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • 1º de maio: Trabalhadoras e trabalhadores gaúchos fazem ato contra a reforma trabalhista

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Rio Grande do Sul (CTB-RS) participa de ato show unificado no Dia do Trabalhador e da Trabalhadora - 1º de maio -, na terça-feira (1º), das 10h às 13h, na Redenção, em Porto Alegre. 

    Com as mesmas propostas do ato da capital gaúcha, em Caxias do Sul, o ato acontece em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região pela revogação da reforma trabalhista , em defesa do emprego, da democracia e por Lula Livre. O ato show de Caxias ocorre  nos Pavilhões da Festa da Uva. O evento que tem a promoção da Rádio Viva e acontece das 13h às 20h.

    As atrações confirmadas são: Musical JM, Banda Enigma, Flor da Serra, Banda Universitária, Arrastão Sertanejo, Musical Reencontro, Tchê Garotos e As Mineirinhas. Além das apresentações, estão agendados sorteio de brindes e atos de protesto com os temas Revogação da Reforma Trabalhista. Empregos e democracia. 

    Portal CTB

     

     

  • 200 mil comemoram 1º de Maio em SP; centrais falam em nova greve e ocupação de Brasília

    O Dia do Trabalhador de 2017, 1º de maio, foi dominado por um discurso fortemente contrário ao governo Temer e suas reformas. Em várias capitais do Brasil, as centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo demonstraram que não darão trégua a Michel Temer e sua camarilha golpista.

    O discurso mais recorrente foi o de comemoração à greve geral do dia 28 de abril, que paralisou 40 milhões de trabalhadores em todo o Brasil. Em São Paulo, quase todo discurso incorporou essa grande vitória, de uma forma ou de outra, e escarneceu os assessores do Planalto por chamarem-na de “fracasso”. "Fracasso é o seu, Temer, é o golpe que você deu e já está indo por água abaixo!", bradou o coordenador-geral Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, de cima do caminhão de som. "O senhor tem mais de 90% de rejeição e quer aprovar reformas infames!"

    Outro tema recorrente foi a pesquisa Datafolha divulgada durante o feriado, que revela que 7 em cada 10 brasileiros são contrários à reforma da Previdência. Entre os funcionários públicos, a rejeição chega a 83%. No Rio de Janeiro, um terceiro ponto importante foi a ação opressiva brutal da Polícia Militar durante a greve geral, quando membros da corporação atiraram bombas de gás diretamente no palco e feriram um organizador. O ferimento gravíssimo do estudante Mateus Ferreira dos Santos, quase morto pela PM de Goiânia, também gerou grande indignação.

    Veja também: as fotografias do Dia do Trabalhador em São Paulo

    Em Salvador, o ato transcorreu de forma positiva, com um pauta unitária entre CTB e mais seis centrais e as duas Frentes. O Farol da Barra tornou-se palco para discursos políticos inflamados e diversas apresentações culturais. Em Brasília, evento similar ocorreu nos arredores da Funart pela manhã, e em Fortaleza os sindicalistas se encontraram no Sindicato dos Bancários.

    Em São Paulo foi realizado o maior dos atos, com 200 mil pessoas, coordenado pela CTB, pela CUT e pela Intersindical. Entre os oradores estava o presidente da CTB, Adilson Araújo, que fez uma fala apaixonada sobre a necessidade de resistência nesse momento de reformas ultraliberais.

    “Este 1º de Maio acontece no centenário da primeira greve geral do Brasil, é um marco importante, sobretudo diante dos ataques de Michel Temer. A sociedade está convencida de que as ruas são o remédio para romper com o conservadorismo, e quer uma resposta para o caos social que se verificou após a instalação desse golpe contra o voto democrático e popular”, discorreu o presidente. “O caminho é fortalecer a construção unitária das centrais sindicais, trabalhadores e movimentos sociais. Assim, a gente vai conseguir sacudir a poeira, dar a volta por cima e apresentar uma nova agenda para a sociedade”.

    “A sociedade reclama a retomada do crescimento econômico, com geração de emprego e renda, e nós não temos outra alternativa que seja dizer, em alto e bom som, ‘Fora, Temer!”, concluiu Adilson. Assista ao discurso completo:

    Tentativa de repressão do ato em SP

    Infelizmente, os organizadores do ato em São Paulo foram surpreendidos com a atitude truculenta e autoritária do prefeito da cidade, João Doria, que tentou mais de uma vez impedir o prosseguimento do ato. Conta o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves: “Foi muito difícil fazer esse ato acontecer, por intransigência do governo municipal, que acha que a Av. Paulista é uma das empresas dele. O prefeito impediu que nós fizéssemos o nosso ato, ou pelo menos tentou, chamou a polícia aqui, disse que ia guinchar o caminhão”.

    Onofre descreveu um comportamento ditatorial por parte da Prefeitura, nas primeiras horas da manhã. Doria teria mandado a PM cercar os organizadores, inclusive com motocicletas, forçando uma retirada total do vão do MASP. Os sindicatos resistiram, o que causou uma escalada de ameaças até a apreensão de todo o equipamento do ato, incluindo os caminhões. Finalmente, depois de três horas de tensão desnecessária, foi permitido que a manifestação acontecesse, mas a prefeitura impôs uma série de barreiras arbitrárias, inclusive impedindo os trios elétricos de descerem com a passeata a Av. da Consolação.

    O claro objetivo foi o de desarticular o ato.

    “Depois de muita luta, de muita resistência, nós conseguimos realizar o nosso ato. A Av. Paulista é do povo brasileiro, é dos trabalhadores, é dos trabalhadoras. E esta é uma festa importante, nós assistimos ao Brasil parar no dia 28, e isso é uma continuidade”, analisou Onofre. “É bem verdade que nós não temos nada para comemorar com esse governo, é bem verdade que nós não temos nada para dizer que ele fez para esse povo, mas temos que dizer que nós temos luta, organização e resistência. Essa é a marca, é isso que nós estamos fazendo aqui hoje, milhares de pessoas que vieram lutar pelos seus direitos”.

    Ouça a avaliação de Onofre:

    O ato terminou pacificamente na Praça da República, onde um outro trio elétrico aguardava os participantes com os artistas Emicida, Leci Brandão, MC Guimê, As Bahias e a Cozinha Mineira, Bixiga 70, e Ilu Obá De Min. Alguns deles dedicaram a apresentação ao cantor Belchior, que morreu neste fim de semana.

    Planos para próximos atos

    Já nesta terça-feira (2), as centrais sindicais se reúnem com o presidente do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir as propostas de reforma trabalhista e da Previdência. Calheiros já se declarou favorável a alterar a Reforma Trabalhista, chamando-a de “reforma de ouvidos moucos”.

    Depois, na quinta-feira (4), uma nova reunião entre as centrais decidirá sobre a possibilidade de preparar uma nova greve geral, ou uma ocupação em Brasília, que os propositores imaginam chegar até 100 mil pessoas. Tanto Adilson quanto Onofre afirmam que, apesar de ainda demandar muitos acertos, a CTB é favorável à realização de novos atos até que se instale um governo eleito de forma legítima.

    Portal CTB

  • A tristeza de um país que não valoriza seu trabalhador

    É duro dizer isso nas proximidades do 1º de Maio, mas o trabalhador brasileiro vale muito pouco para os governos de Temer, Sartori e Marchezan.

    A farsa de que a reforma trabalhista traria mais emprego e dinamizaria o mercado foi descoberta antes do que imaginava; a nova lei já deixou claro que seu único propósito é retirar direitos, diminuir a renda do povo e aumentar os lucros do patronato.

    No primeiro trimestre de 2018,o desemprego, segundo o IBGE, cresceu, atingindo 13,1% da população (13,7 milhões de pessoas). O número de carteiras assinadas no setor privado foi de 32,9 milhões, um dos menores níveis. Em contrapartida, o trabalho intermitente teve saldo de mais de 3 mil postos somente em março.

    Dados também do IBGE mostram que em 2017 o trabalhador empobreceu, com uma queda de 0,56% de seu rendimento mensal. E a diferença salarial entre o 1% mais rico e os 50% mais pobres é de 36 vezes. Como se não bastasse tudo isso, a Medida Provisória que tornava a reforma “menos pior” para o trabalhador caducou, aumentando a insegurança.

    No Rio Grande do Sul e em Porto Alegre, esta realidade também está posta, com características locais igualmente ruins. Sartori aposta em um acordo absurdo com a União para recuperar as finanças do Estado e quer vender parte do patrimônio dos gaúchos, ao mesmo tempo em que o RS segue sem investimentos, piorando a economia, e o governo faz malabarismos para pagar os servidores que vivem na corda bamba sem saber direito se terão seus salários pagos integralmente. Em Porto Alegre não é diferente: Marchezan aposta numa política de precarização dos serviços e desrespeito aos servidores e aos cidadãos.

    Neste cenário, é preciso reafirmar que nossa classe trabalhadora merece ser valorizada porque está em suas mãos o nosso desenvolvimento. Para superar este cenário, é imprescindível união e mobilização no 1º de Maio e sempre que houver atos e manifestações, para mostrar nossa insatisfação e desejo de mudança no sentido do desenvolvimento com geração de emprego, distribuição de renda, garantia de direitos e justiça social.

    Abgail Pereira, vice-presidenta do PCdoB-RS e pré-candidata do PCdoB ao governo do Rio Grande do Sul.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Artistas homenageiam classe trabalhadora no 1º de maio com postagens contra a reforma trabalhista

    Viraliza na internet a campanha “Somos contra a reforma trabalhista”, abraçada por inúmeros artistas, no 1º de maio - Dia do Trabalhador e da Trabalhadora – porque "o trabalhador merece respeito! Afinal, é ele que faz o país andar!", escreveu a atriz Nathalia Dill, em seu Instagram.

    nathalia dill contra reformas instagram

    A campanha faz parte de uma homenagem à classe trabalhadora no 1º de maio. Além de Nathalia Dill aderiram ao movimento as atrizes Alinne Moraes, Taís Araújo, Camila Pitanga, Leandra Leal e Suzy Rêgo, os atores Rocco Pitanga, Herson Capri, Paulo Betti, Lázaro Ramos, a cineasta , entre muitos outros.

    Além de participar da campanha, o ator Lúcio Mauro Filho postou um longo texto onde afirma contribuir com a previdência desde os 17 anos. Ele também reconhece que tem um “salário acima da média”, mas nem por isso pode se “omitir, como cidadão”.

    Mauro Filho escreveu ainda que “questões com essa profundidade, devem ser discutidas arduamente com todos os setores da sociedade, pois avança sobre direitos conquistados com muita luta”.

    lucio mauro filho conra reforma da previdencia

    E complementa: “Não dá para ser tocada, por um governo tampão, que se instaurou da forma que foi”. Com a hashtag #nãodecidapornósporquetemosvoz, os artistas postaram fotos com a carteira profissional para simbolizar as garantias da classe trabalhadora como férias, 13º, salário digno, FGTS, descanso remunerado, entre outras conquistas que correm riscos.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Fotos: Instagram/Reprodução

  • Centrais sindicais se unem em lançamento de livro e prometem luta por direitos

    Na noite desta segunda-feira (19), ocorreu o lançamento do livro “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”, de José Luiz Del Roio.

    As seis maiores centrais sindicais (CTB, CUT, Nova Central, Força Sindical, CSB e UGT) do país se uniram para patrocinar o importante documento histórico sobre o dia mais importante do ano para a classe trabalhadora. O lançamento se deu na sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

    Roio contou que o livro foi escrito e lançado há 30 anos num momento muito diferente na vida do país. “O Brasil saia de uma ditadura e começava a respirar ares democráticos, importante para a classe trabalhadora se organizar”.

    Para ele, o capital tem um problema há décadas que é o decréscimo da taxa de lucros. "E se existe decréscimo de lucros a crise se aprofunda e querem jogar, como sempre, o preço nas costas da classe trabalhadora”.

    De acordo com o escritor, “o Brasil era praticamente uma exceção e, por isso, tornou-se insuportável, então vem o golpe”.

    Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, ressaltou o papel transformador que a formação exerce sobre os sindicalistas. “Lênin já dizia que sem teoria não tem revolução”, disse.

    “Muito importante que a classe trabalhadora se aproprie de sua história para conscientização e atuação mais qualificada nas lutas que estão por vir. Vida longa às centrais sindicais”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Centrais sindicais unidas fazem mais de 40 horas de atividades em Goiânia

    A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO), Ailma Maria de Oliveira conta que, na capital do estado Goiânia, a manifestação do 1º de Maio está sendo unificada.

    São mais de 40 horas ininterruptas de manifestações espalhadas por Goiânia, com participação de parlamentares, dirigentes sindicais, movimentos populares e um grande número de artistas e importantes juristas.

    “Combinamos de realizar um ato com unidade para fortalecer o movimento popular na luta contra o golpe da direita sem votos”, afirma Ailma. De acordo com ela, “a CTB e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) se uniram em atos no sábado e no domingo”.

    “Tivemos também uma Grande Plenária Popular que aprovou a Carta pelo Brasil”, afirma a presidenta da CTB-GO. “As manifestações estão sendo muito representativas com entidades da cidade e do campo”.

    Para Ailma, “o golpe que está sendo tramado no país é para acabar com os direitos da classe trabalhadora e com os programas sociais que combatem à desigualdade”.

    Portal CTB

  • Convocado para 10 de maio o Dia Nacional de Luta por direitos e democracia

    Compondo uma intensa agenda de luta em defesa da democracia, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) convoca a classe trabalhadora para o dia nacional de lutas no próximo dia 10 de maio. De acordo com o presidente da CTB, Adilson Araújo, a data tem um sentido histórico, tendo em vista a votação do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff.

    "Repudiamos o golpe em curso no país e conclamamos nossas bases para luta. A CTB sabe de que lado da história quer ficar e marcharemos ao lado de todos e todas que sabem o valor e perigo que a democracia sofre nesse momento", afirmou o líder cetebista.

    E emenda: "Precisamos construir o dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos, sobretudo em defesa do emprego, da democracia e da soberania. A luta segue no Senado e a voz das ruas contra o golpe é fator decisivo nesta disputa de difícil correlação de forças".

    Ele avisa que a "CTB denuncia e o continuará combatendo com todas as suas forças a onda golpista que tenta acabar com os direitos do nosso povo". E destacou que contra os golpistas travestidos de hérois da pátria, se erguem uma onda cheia de energia, cor e conragem para defender as conquistas e seguir rumo a retomada do crescimento econômico".

    Ao avaliar os perigos e impactos em um eventual governo Michel Temer, Araújo diz que ,hoje, sopram, os ventos trazem uma agenda regressiva como norte para o país. "O projeto Ponte para o Futuro sugere o retorno a um passado sombrio e precisamos reagir, definir melhor a nossa estratégia de luta", afirmou.

    "A militância da CTB deve empreender todo esforço para trabalhar na paralisação de bancos, fábricas, comércio, protestos em rodovias e outras iniciativas", orienta Adilson Araújo.

    Maio resistente

    • 10 de maio: paralisação nacional bancos, fábricas, comércio, protestos em rodovias.

    • I Marcha Nacional das Mulheres Indígenas em Brasília, entre os dias 10 e 13 de maio.   

    Portal CTB - Joanne Mota

  • CTB a luta é pra valer: este 1º de Maio promete ser o maior da história

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) presente no grande ato do 1º de Maio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com Lula e Dilma para fazer este Dia do Trabalhador o maior da história do Brasil.

    Trabalhadores e trabalhadoras contra o golpe de Estado em marcha para devolver o poder à direita entreguista, antinacional e antipopular. Em todo o país, a CTB leva sua brava militância para as ruas em defesa da democracia.

    1º de maio 2016 anhangabau ctb

    A hora é essa. Às ruas para mostrar que o Brasil não é uma “república de bananas”. Se a classe trabalhadora não tomar as ruas para defender suas conquistas e a democracia, a coisa pode ficar muito pior.

    A CTB se mantém firme na luta e defende a unidade de todas as forças democráticas e populares do país para construir uma frente ampla contra o golpe e para fazer o Brasil avançar rumo ao país dos sonhos e do futuro com liberdade, justiça e igualdade. #CTBALutaÉPraValer.

    1º de maio 2016 anhangabau ctb 1

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Fotos: Joanne Mota

  • Enquanto morar for privilégio, ocupar é um direito

    Prédio ocupado que desabou após pegar fogo na terça-feira (1º) no Largo Paissandu, em São Paulo (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

    Na madrugada do dia 1º de maio de 2018, em São Paulo, uma tragédia aconteceu na ocupação do Largo Paissandu. As entidades e movimentos sociais que atuam na defesa do direito à moradia vêm manifestar solidariedade às famílias que estavam no imóvel. É inadmissível que este momento de tristeza e dor seja manipulado pelos verdadeiros responsáveis por tais situações para criminalizar os movimentos e os trabalhadores de baixa renda, que não têm alternativa senão viver nas ocupações.

    As famílias que vivem em ocupações são vítimas do descaso, da irresponsabilidade do Estado e da especulação imobiliária - que impõem alto custo de habitação, sobretudo nas áreas centrais. Não é a primeira e não será a última tragédia, enquanto o investimento público para o enfrentamento do problema habitacional não for significativo e comprometido com o acesso à moradia como um direito.

    Enquanto a população de baixa renda é penalizada, os latifúndios urbanos concentram dívidas milionárias e descumprem reiteradamente a Constituição Federal. A Prefeitura desrespeita o Plano Diretor, uma vez que há mais de um ano deixou de notificar os proprietários de imóveis que não cumprem a função social da propriedade, o Governo Federal corta o Programa Minha Casa Minha Vida para os mais pobres e o Governo do Estado tem apostado suas ações na implantação das Parcerias Público-Privadas, que não atendem os mais pobres e enriquecem as empreiteiras e donos de imóveis. Ainda, o Poder Judiciário – que goza de um imoral auxílio moradia – ignora o descumprimento da lei pelos proprietários e se posiciona, via de regra, pelo despejo e remoção de milhares de famílias, agravando a desigualdade social. Existem inúmeros imóveis públicos em plenas condições de reforma para uso habitacional.

    As ocupações são a resposta das famílias organizadas frente a essa situação. Os atuais Governos, ao acusar os movimentos, demonstram uma atitude covarde por parte daqueles que são os principais responsáveis por essa crise e, em aliança com o mercado, pelo aprofundamento da tragédia urbana.

    Por fim, reiteramos unidade na resistência de cada ocupação e exigimos: a responsabilização do Estado em cada recusa à regularização de energia elétrica, saneamento e prevenção de riscos em ocupações; o investimento público na viabilização de moradias dignas; o enfrentamento à especulação imobiliária; políticas de mediação de conflitos fundiários com participação popular; a conversão dos edifícios ociosos em moradia popular; e a regularização fundiária de ocupações.

    Quantos prédios ainda irão cair até que sociedade e governos entendam que a moradia é um direito de todos e um dever do Estado? Permaneceremos mobilizados.

    #QuemOcupaNãoTemCulpa

    São Paulo, 1º de maio de 2018

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    Central de Movimentos Populares
    Frente de Luta por Moradia
    União dos Movimentos de Moradia
    Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
    Movimento Moradia para Todos

    Frente Brasil Popular
    Frente Povo Sem Medo

    Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos
    Peabiru TCA
    Usina Ctah
    LabJuta UFABC
    Coletivo de ocupações, favelas e cortiços da cidade de São Paulo
    Observatório de Remoções
    Observa SP
    LabCidade FAU USP
    LabHab FAU USP
    Fórum Aberto Mundaréu da Luz
    Sindicato dos Arquitetos de São Paulo
    Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico
    Instituto Pólis

    Rede Mulher e Habitat
    Secretaria Latino Americana de Vivienda y Habitat Popular
    Coalizão Internacional do Habitat

    Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Leste 1
    Movimento de Moradia da Regiao Sudeste
    Movimento dos Trabalhadores Sem Terra da Zona Oeste
    Unificação das Lutas de Cortiços e Moradia
    Movimento em Defesa do Favelado da Região Belem
    Movimento de Defesa dos Favelados - Santo André
    Associação dos Sem Teto Taboao Diadema
    Associação Independente da Vila Nova Esperança
    Associação de Moradores da Sólon
    Movimento de Moradia City Jaraguá
    Movimento de Moradia na Luta por Justiça
    Associação Nossa Luta Nossa Terra Diadema
    Central Pró Moradia Suzanense
    Movimento Independente de Luta Por Habitação de Vila Maria - Ocupação Douglas Rodrigues
    Associação de moradores Pantanal capela do socorro
    Movimento Terra Livre

  • Livro que conta a história do 1º de Maio é relançado pelas centrais sindicais nesta segunda (19)

    Para comemorar os 130 anos do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, as seis maiores centrais sindicais brasileiras (CTB, CUT, CSB, Força Sindical, Nova Central e UGT) se uniram para patrocinar o relançamento do livro “1º de Maio: cem anos de luta”, de José Luiz Del Roio, de 1986, e agora rebatizado com o título “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”, com apresentação de João Guilherme Vargas Neto.

    “A luta secular da classe trabalhadora no mundo coleciona históricas cenas de resistência e importantes vitórias. Em maio deste ano completaram-se 130 anos da épica greve operária de Chicago (EUA) pela redução da jornada de trabalho a oito horas diárias. Brutalmente reprimida pelo governo da burguesia, a paralisação deu origem ao Dia Internacional do Trabalho e, desde 1886, é lembrada e homenageada em todo 1º de Maio”, diz Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    livro 1 demaio lancamento

    Roio conta que lhe foi pedido em 1986 para escrever “um texto simples explicando como havia surgido o 1º de Maio”. Mas ele fez um clássico da literatura do movimento sindical> Uma obra que apresenta a história da classe trabalhadora carregada de lutas, conquistas e também repressão e morte.

    No Brasil, o movimento sindical surge no início do século 20 com a industrialização do país, já uma República, em que vigorava a importação de mão de obra europeia, principalmente de italianos. O autor relata as dificuldades de organização dos trabalhadores e trabalhadoras em um país com cerca de 80% de analfabetos, onde a escravidão havia sido abolida poucos anos atrás.

    O Dia do Trabalhador foi instituído com muita luta no país. Até que a nascente burguesia resolveu cooptar e o 1º de Maio virou feriado nacional - em 26 de dezembro de 1924 - com o objetivo de festejar o trabalho e não refletir sobre ele, muito menos defender os direitos da classe trabalhadora.

    Por isso, “reeditar e divulgar a história do 1º de Maio é fundamental para a luta sindical. Através dela podemos saber das barbaridades às quais o trabalhador era, e ainda é, exposto”, revela Milton Cavalo, presidente do Centro de Memória Sindical.

    O 1º de Maio é “o dia em que, ano após ano, no Brasil, reiteramos e renovamos a luta da classe trabalhadora contra a exploração capitalista, pela igualdade entre todos os seres humanos, pelos direitos sociais, pelo desenvolvimento nacional com valorização do trabalho”, reforça Araújo.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

    Serviço

    Lançamento “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”

    Dia: 19 de setembro de 2016 (segunda-feira) | Horário: 17 horas
    Local: Sindicato dos Comerciários de São Paulo – Rua Formosa, 99, São Paulo
    Autor: José Luiz Del Roio
    Editora: Centro de Memória Sindical - Edição: 2ª - Ano: 2016

  • Multidão lota a Cinelândia em protesto contra as reformas de Temer e a violência policial

    Mais de 30 mil pessoas lotam a Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, contra as reformas do governo ilegítimo de Michel Temer e também parar protestar contra a violência policial ocorrida na manifestação da greve geral da sexta-feira (28).

    "Neste 1º de maio, os cariocas lotam as ruas da Cidade Maravilhosa para mostrar aos governantes que somos de luta e estamos dispostos a defender nossos direitos e combater todos os retrocessos desse governo machista, racista e homofóbico", diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ).

    Portal CTB

  • No 1º de maio, Sindsaúde-CE reforça luta pela democracia e contra o golpe

    O ato em Fortaleza neste domingo, 1º de Maio, foi promovido pela Frente Brasil Popular, que congrega vários movimentos sociais, centrais sindicais, categorias profissionais, partidos políticos e representantes de diversos setores, unidos contra o golpe e pela democracia. Mais de seis mil trabalhadores disseram "não" ao golpe e a Michel Temer e reforçaram a defesa da democracia e das conquistas sociais. A concentração foi na Avenida Leste-Oeste, nas proximidades do antigo kartódromo e da Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará. De lá, os manifestantes saíram em caminhada, rumo à Barra do Ceará, um dos maiores e mais populosos bairros de Fortaleza e também um dos mais belos cartões postais da capital cearense, com o encontro do Rio Ceará com o mar.

    Durante a caminhada, os participantes gritaram palavras de ordem contra o golpe e em defesa da democracia. Centrais sindicais, lideranças ligadas aos movimentos sociais, parlamentares, representantes de partidos políticos e dos mais diversos setores se somaram à grande manifestação no 1º de maio contra o golpe.

    O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará (Sindsaúde-CE) participou do ato, destacado em uma ala que, através de faixas, cartazes e teatro de improviso, denunciou a ameaça de direitos, como a terceirização sem limites, a mudança na CLT, com a prevalência de acordos em detrimento de direitos até então assegurados, além do fim da política de valorização do salário mínimo.

    “Xô Golpistas” - dizia uma das faixas assinadas pelo Sindsaúde-CE, que também levou para o ato o trenzinho contra o golpe. Na encenação teatral, o grupo Trama de Teatro, mostrou as caras dos malfeitores Temer e Cunha que querem exterminar o futuro dos trabalhadores do Brasil, rasgando a Constituição Federal e a Carteira de Trabalho, com todas as conquistas realizadas.

    "Nos últimos 14 anos, o Brasil conquistou a inclusão social de 40 milhões de pessoas, viu o trabalhador com mais comida na mesa, com reajustes reais anuais do salário mínimo e com filho na universidade, coisa que antes era direito exclusivo da Casa Grande, do filho do patrão. Se o golpe se confirmar, os direitos trabalhistas e o acesso à educação vão sofrer grandes riscos, nas mãos de Michel Temer e dos neoliberais do PSDB, que fizeram o que fizeram durante o governo FHC", disse o deputado federal Chico Lopes, presente no ato.

    “Aquele foi um governo de crise econômica muito maior do que a atual, de muitas demissões, desligamento de servidores, de desemprego em massa, de arrocho salarial, de privatizações, entrega do patrimônio público a preço de banana... Mas isso a maioria dos atuais comentaristas econômicos não diz. Parece que não lembram", avalia.

    O trabalhador precisa estar alerta e se manter firme na luta em defesa dos direitos e da democracia.

    Fonte: Sindsaúde-CE

  • Presidenta da CTB-GO presta homenagem ao estudante Mateus Ferreira da Silva

    Aqui em Goiânia (capital de Goiás) estamos todas e todos com o coração dilacerado pelo ato covarde da Polícia Miltiar do governador Marconi Perillo. O estudante Mateus Ferreira da Silva é o nosso herói neste 1º de maio.

    Estamos nas ruas contra as reformas do governo ilegítimo que acabam com os direitos da classe trabalhadora, mas estamos também solidários à família do estudante que está em estado grave no hospital.

    Não podemos mais aceitar a criminalização dos movimentos sociais e os ataques brutais àps pessoas que saem às ruas dendenfendo os seus direitos.

    Por isso, rendo homenagens ao Mateus Ferreira da Silva. Estudante trabalhador sem emprego, como milhares de brasileiros, mas com uma diferença de alguns, ele vai à luta.

    É muito importante também exigir a punição do policial que desferiu esse golpe na cabeça do jovem Mateus. O governo de Goiás deve essa resposta à sociedade.

    Como diz o saudoso Gonzaguinha: "Eu acredito é na rapaziada/Que segue em frente e segura o rojão/Eu ponho fé é na fé da moçada/Que não foge da fera,/Enfrenta o leão/Eu vou à luta com essa juventude/Que não corre da raia a troco de nada/Eu vou no bloco dessa mocidade/Que não tá na saudade e constrói/A manhã desejada".

    Ailma Maria de Oliveira, presidenta da CTB-GO. Foto: Catalão Notícias


     

  • Presidenta do Sedin, Claudete Alves da Silva, diz que educador não é vagabundo

    Presente ao ato do 1º de maio - Dia do Trabalhador e da Trabalhadora - na avenida Paulista, em São Paulo, a presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), Claudete Alves da Silva, conversou com a reportagem do Portal CTB.

    "As educadoras e educadores da infância de São Paulo participaram ativamente da greve geral do dia 28 e participamos deste histórico 1º de maio para mostrar que não somos vagabundos, como disse o prefeito João Doria".

    Ela explica que as trabalhadoras e os trabalhadores da educação infantil da capital paulista estão presentes na principal data da classe trabalhadora como uma forma de resistência contra as reformas do governo Temer.

    "Queremos manter e ampliar nossas conquistas. Não aceitamos que cortem nossos direitos e lutaremos com todas as nossas forças para trabalhar com dignidade e também podermos nos aposentar. Defendemos ainda uma educação de qualidade para todas as crianças", conclui.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Rossetto promete enviar ao Congresso proposta de ratificação da Convenção 189 nesta semana

    Em comemoração ao Dia da Trabalhadora Doméstica, que ocorre em 27 de abril, o Ministério do Trabalho e Previdência reuniu trabalhadoras e trabalhadores domésticos, em uma solenidade em São Paulo nesta sexta-feira (29), onde garantiu que vai enviar ao Congresso Nacional uma proposta de ratificação da Convenção 189, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    O ministro Miguel Rossetto assegurou que o governo visa atender essa antiga reivindicação das trabalhadoras domésticas. A Convenção 189 regulamenta o trabalho doméstico, estendendo-lhes os direitos de toda a classe trabalhadora, de acordo com a legislação vigente em cada país.

    Representando a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a secretária da Mulher da CTB-SP, Gicélia Bitencourt saudou o acontecimento e fez alusão também à Convenção 156 da OIT, que determina a igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

    Além disso, ela afirmou que “o país vive um momento delicado em sua conjuntura política, mas uma ação dessa natureza serve para reforçar a pauta trabalhista, garantindo os direitos conquistados e proporcionando melhorias nas condições de trabalho das domésticas”.

    Ela também acredita que um evento desse porte “às vésperas do 1º de Maio, nesse momento de luta, colabora para aumentar a mobilização das trabalhadoras e trabalhadores para defender a democracia e as conquistas importantes para a vida de quem produz a riqueza deste país.

    Portal CTB

  • Sergipanos se unem no 1º de Maio contra o golpe e em defesa da democracia

    Vai ter arte, cultura e luta no 1º de Maio, em Aracaju, Sergipe. Um ato conjunto, convocado pela Frente Sergipana Brasil Popular, Movimento Arte Abraça a Democracia e Advogados pela Democracia, será realizado na Praça da Juventude do Conjunto Augusto Franco, Bairro Farolândia, a partir das 14 horas. Será mais uma manifestação reunindo sergipanos contrários ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A CTB-SE, uma das primeiras centrais sindicais a ir às ruas contra essa tentativa de golpe em curso no País e integrante da Frente Brasil, estará na praça, juntamente com os trabalhadores, para dizer que rejeita toda e qualquer ação de destituição da presidenta do cargo para o qual foi eleita pela maioria do povo brasileiro.

    “É um ato em defesa da democracia brasileira. Não pode e não deve ser um ato só de militantes. Convidamos todos os cidadãos que defendem a democracia, que ainda é tão frágil e base de todas as conquistas, a se unirem nesse 1º de Maio. Não podemos permitir que mais de 54 milhões de votos de eleitores brasileiros sejam jogados no lixo por uma elite conservadora que não aceitou a derrota nas urnas. A democracia é o nosso pão de cada dia; o ar que a gente respira”, disse Edival Góes, presidente da CTB-SE.

    ctb se cartaz 1 de maio

    Segundo Edival, os trabalhadores precisam saber que por trás desse golpe há uma determinação de setores da direita de assumirem o comando do País para retirar direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e ampliar a terceirização. O dirigente da CTB-SE lembrou que a presidente Dilma Rousseff não cometeu nenhum crime de responsabilidade, mas em total desrespeito à Constituição, esses setores conservadores iniciaram um processo de impeachment e querem retirar a presidenta do cargo de qualquer maneira.

    “Precisamos manter a luta, a mobilização, denunciando as arbitrariedades cometidas pela direita no País. Só a voz das ruas pode impedir a continuidade desse processo”, assegurou. A manifestação está prevista para começar às 14 horas. Até às 17 horas, o palco se transformará na Assembleia dos Trabalhadores contra o Golpe. Lideranças dos movimentos social, sindical e político, trabalhadores do campo e da cidade de diversas categorias, se posicionarão em relação ao processo de impeachment da presidente. Em seguida, os artistas sobem ao palco no 2º espetáculo A Arte Abraça da Democracia.

    Mas essa manifestação não ficará restrita aos militantes. Será aberta a todo e qualquer cidadão, inclusive, às crianças. Aquelas que forem ao ato terão direito a pipoca, algodão doce e pula-pula. Hoje pela manhã, todas as informações a respeito do ato foram repassadas à imprensa durante entrevista coletiva à imprensa.

    Niúra Belfort - CTB-SE

     

  • Trabalhadoras e trabalhadores de Sergipe defendem a retomada da democracia

    O 1º de Maio foi um dia de protesto e de resistência em Aracaju, Sergipe. Liderados pela CTB-SE, os trabalhadores e as trabalhadoras se concentraram na Praça da Juventude do Conjunto Augusto Franco, Bairro Farolândia, para dizer não ao retrocesso imposto pelo 

    golpe de 2016, não às reformas que retiram direitos conquistados, ao desemprego e à prisão do ex-presidente Lula, e sim ao restabelecimento da democracia e à retomada do desenvolvimento. A manifestação começou por volta das 9 horas. Nem mesmo a instabilidade climática impediu a realização do ato. Lideranças políticas, a exemplo de Márcio Macedo, vice-presidente nacional do PT; a vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino; o vereador do PCdoB
    da capital Antônio Bittencourt, e a secretária de Estado da Casa Civil, Conceição Vieira, prestigiaram o ato promovido pela CTB-SE.

    Desemprego

    Do protesto participaram ainda bancários, radialistas, trabalhadores da indústria da construção pesada, auditores fiscais, aposentados, gráficos e servidores públicos estaduais e federais, a exemplo de Diego Araújo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado (Sintrase). O dirigente sindical ressaltou que o povo brasileiro tem nas mãos o poder de dar um novo rumo ao País. “Quem votou contra o trabalhador e contra o povo, não pode ser reeleito. 2018 é o ano de mudar essa realidade”, defendeu. Uma realidade cruel, segundo Diego, que condena quase 14 milhões de brasileiros ao desemprego, que retira direitos conquistados e que reajusta o salário mínimo abaixo da inflação, após 14 anos de aumento real. “É preciso que a classe trabalhadora esteja atenta e unida para não deixar que os retrocessos avancem”, salientou.

    75 anos da CLT

    Para a presidente do Sindicato dos Bancários e vice-presidente nacional da CTB, Ivânia Pereira, a saída está nas ruas. “Não existe alternativa, não existe salvação da classe trabalhadora fora das mobilizações de rua. É preciso lutar, reagir para não perder os direitos já conquistados”, disse. A dirigente dos bancários ressaltou ainda que este 1º de Maio deveria ser de comemoração pelos 75 anos da CLT. “Mas estamos aqui reagindo a uma atualização da nossa CLT que foi quebrada, destroçada pela reforma trabalhista”, enfatizou.

    Uma reforma que retirou dos trabalhadores direitos conquistados com muita luta, que criou a jornada intermitente de trabalho o que, aliada à terceirização, representa um retrocesso, segundo o presidente da CTB-SE, Adêniton Santana. “As reformas aprovadas por esse governo golpista atingiram duramente a CLT. Estamos regredindo. Um grande contingente de brasileiros voltou à linha de pobreza. No entanto, este é um ano de eleição, e nós não
    podemos permitir que os parlamentares que aplicaram um golpe no Brasil sejam reeleitos”, afirmou.

    Prisão

    Um golpe perpetrado pelo parlamento e pela mídia. “Não foi um golpe dos tanques, das armas, mas de um parlamento cuja maioria significativa não representa os anseios da classe popular, dos trabalhadores. É preciso que cada vez mais homens e mulheres trabalhadores e trabalhadoras participem do processo eleitoral e ocupem espaço de poder no parlamento e no executivo”, conclamou o vereador Antônio Bittencourt.

    Esse mesmo golpe levou à prisão o ex-presidente Lula, condenado sem provas pela Operação Lava Jato. Para Ivânia Pereira, do Seeb-SE, defender Lula livre hoje é defender a democracia. “É defender que amanhã não sejamos presos por fazer uma greve, porque para a Lava Jato não é preciso provar nada”, disse.

    Para Santana, da CTB-SE, o 1° de Maio foi um grito de indignação do povo sergipano que não aceita o retrocesso e lutará com garra para barrar a reforma da Previdência e estancar a perda de direitos.

    Niúra Belfort - CTB-SE

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