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Ter, Jun

1º de Maio

  • A celebração do Dia Internacional do Trabalhador, 1º de Maio, em 2016, não aconteceu em clima de festa, mas de resistência e defesa da democracia.

    As atividades aconteceram por todo o Brasil em caráter de assembleia popular da classe trabalhadora, convocadas pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. A mobilização contra o golpe de Estado também se reafirmou nas bandeiras históricas dos trabalhadores, em prol de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho.

  • Atividades terão início às 10h com a participação de artistas de diferentes gêneros musicais que em breve serão divulgados na programação

    As centrais sindicais - CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Intersindical (Classe Trabalhadora) e Intersindical (Instrumento de Luta e Organização), CSB, CGTB, Nova Central e CSP-Conlutas, ao lado das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, informam que as atividades do 1º de maio na capital paulista serão realizadas no Vale do Anhangabaú, na região central. O evento estava marcado anteriormente para a Praça da República.

    O evento terá início às 10h, com apresentações artísticas e culturais. Em breve serão divulgados os artistas e a programação completa. À tarde será realizado o ato político.

    A mudança se dá por recomendação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da Polícia Militar e outros órgãos públicos, a partir da configuração do evento e da expectativa de público deste ano já que, pela primeira vez na história, os movimentos e entidades sindicais – principalmente a CUT e a Força Sindical - organizam o Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em um único local.

    A unidade das centrais se dá em torno da luta contra a reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro (PSL) que, na prática, pode impedir os brasileiros de acessarem o direito à aposentadoria ao estabelecer regras difíceis de serem atingidas.

    Neste sentido, as organizações também trazem como mote do evento a defesa dos direitos trabalhistas, a luta por emprego, direitos sociais, democracia e soberania nacional. O 1º de Maio de 2019 tem o apoio da Rádio Top FM, Rede Brasil Atual e TVT.

    SERVIÇO
    1º de Maio Unificado das Centrais Sindicais
    A partir das 10h
    Vale do Anhangabaú – centro da cidade de São Paulo

  • Diante de um público de 200 mil pessoas, lideranças sindicais, sociais e políticas reafirmaram nesta quarta-feira (1/5), Dia Internacional do Trabalhador, a disposição para convocar uma greve geral contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro (PSL). No 1º de Maio mais representativo da história – com todas as centrais sindicais, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo –, cresceu o consenso para uma nova paralisação nacional, já pré-convocada para 14 de junho.

    Por André Cintra

    “O golpe de 2016 abortou o sonho do povo brasileiro e impôs um retrocesso inédito, com medidas como a contrarreforma trabalhista e o congelamento dos gastos públicos. Foi uma orientação reacionária que o governo Bolsonaro está aprofundando”, declarou Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

    Segundo ele, “é um momento importante, um momento de reflexão”, que passa pela unidade das centrais e do conjunto do movimento sindical. “Temos de buscar uma perspectiva de desenvolvimento para o País, de geração de empregos, de um Brasil melhor.”

    Na opinião Ubiraci Oliveira, o Bira, presidente da CGTB, “este é um momento histórico. Os trabalhadores do Brasil se uniram contra esse crime que é a reforma da Previdência”. De acordo com Bira, a proposta de desmonte da Previdência Social apresentada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) “é ruim para todo mundo, mas é pior para as mulheres”.

    O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, afirmou que o sindicalismo não pode sucumbir a uma “reforma que tira direitos e mantém privilégios”. Luiz Gonçalves, o Luizinho, da Nova Central (NCST), ressaltou a unidade: “Estamos juntos com as demais centrais contra essa mentira que está prevalecendo”. Para Vagner Freitas – que preside a CUT –, “a única forma de barrar essa reforma é fazer o enfrentamento nas ruas. É greve geral!”.

    Políticos

    O deputado federal Orlando Silva, presidente do PCdoB-SP, acusou o presidente Jair Bolsonaro de liderar uma gestão entreguista, “a serviço das grandes empresas” e de interesses externos. “Bolsonaro tem um governo formado por um bando de malucos e um bando de usurpadores. Ele brinca com a democracia e quer acabar com a luta dos trabalhadores, com os sindicatos”, afirmou Orlando.

    O parlamentar destacou o bem-sucedido empenho do movimento sindical para viabilizar um Dia do Trabalhador unificado, em conjunto com as frentes e com os partidos de oposição ao governo Bolsonaro. “Esta é a reposta que temos de dar: todos unidos em defesa da democracia, dos direitos e do nosso povo. Hoje tem de ser o começo, o primeiro passo de uma grande caminhada, que vai produzir uma grande greve geral e dizer ‘não’ à reforma da Previdência!”.

    Dois candidatos à Presidência nas eleições 2008, Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (PSOL), marcaram presença no 1º de Maio Unitário. “Não é nem uma reforma da Previdência. A gente precisa chamar a coisa pelo nome: é a destruição da Previdência pública no Brasil, disse Boulos. “Claro que temos diferenças. Mas, quando se trata de defender direitos, este palco fala a mesma língua.”

    Haddad retomou uma bandeira de sua campanha eleitoral: “Temos que defender que a pessoa tenha um livro numa mão e uma carteira de trabalho na outra”. E defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado sem provas e preso desde abril de 2018. “Não teremos paz e segurança enquanto Lula estiver preso”, disse Haddad.

    Pela Frente Brasil Popular falou João Pedro Stédile, dirigente nacional do MST. “Nós, dos movimentos populares, estamos aqui para cerrar fileiras com o movimento sindical e dizer que mobilizaremos nossa base contra a reforma da Previdência”, afirmou Stédile. “O povo brasileiro não suportará nenhuma perda de direitos. Viva o povo brasileiro! Lula livre!”

     

    Com informações de vermelho.org.br

  • Por Altamiro Borges

    Finalmente, as centrais sindicais brasileiras decidiram se unir para enfrentar a brutal ofensiva neofascista contra o trabalho e a democracia. Após mais de três décadas de cisão, os protestos do Dia Internacional dos Trabalhadores serão unitários neste 1º de Maio. O eixo das manifestações será a luta em defesa da aposentadoria, contra a “deforma” previdenciária do carrasco Jair Bolsonaro. Os atos em todo o país, convocados pelas 10 centrais – seis delas reconhecidas oficialmente –, servirão como um esquenta para a greve geral já marcada para 14 de junho.

    A unificação gerou surpresa na mídia burguesa. A Folha registrou: “O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) motivou uma união inédita. Pela primeira vez na história do sindicalismo nacional, todas as centrais estarão sobre o mesmo palanque no 1º de maio. As medidas nas áreas da Previdência e trabalho encampadas pela equipe econômica do ministro Paulo Guedes provocaram uma parceria singular. Contra a aprovação da reforma, CUT e Força Sindical se uniram na organização da festa do Dia do Trabalhador. Com um orçamento de R$ 700 mil – fruto do rateio das dez centrais –, os sindicalistas pretendem reunir 200 mil trabalhadores no Vale do Anhangabaú, na região central da cidade de São Paulo”.

    A Folha patronal – que critica o “ultradireitista” Jair Bolsonaro, mas defende de forma apaixonada o seu golpe da Previdência – até tenta destilar veneno contra o protesto unitário, afirmando que a razão principal da unidade é a asfixia financeira do sindicalismo. “Editada às vésperas do Carnaval, a Medida Provisória 873 suspende o desconto da contribuição sindical da folha de pagamento, exigindo que a cobrança dos trabalhadores que desejam contribuir com os sindicatos de suas categorias ocorra via boleto bancário. Sob ameaça de perda de arrecadação, as centrais decidiram unir esforços”.

    O ato no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, terá a presença dos dirigentes das dez centrais sindicais, dos líderes dos partidos contrários à “deforma” previdenciária e das direções da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo – que reúnem MST, UNE, MTST e a quase totalidade dos movimentos sociais brasileiros. Em outros estados também estão programados atos unitários. Confira a programação parcial das atividades, segundo painel elaborado pela CUT:

    *****

    BAHIA

    14h00 – 1º de maio unificado no Farol da Barra, em Salvador.

    BRASÍLIA

    13h00 – Ato do 1º de maio da classe trabalhadora no Taguaparque, com apresentações culturais de Vanessa da Mata, Odair José, Israel e Rodolffo, entre outras atrações locais.

    No 1º de maio também será celebrado os 40 anos do Sindicato dos Professores de Brasília (Sinpro-DF).

    CEARÁ

    15h00 – Ato unificado na Praia de Iracema, em Fortaleza, com concentração na Avenida Beira Mar, próximo ao espigão da Rui Barbosa.

    GOIÁS

    14h00 – Concentração na Praça Cívica, em frente ao Coreto.

    17h00 – Ato político e atividades culturais com shows e outras atrações na Praça Universitária.

    MATO GROSSO

    16h00 – Ato político e cultural, com artistas regionais, na Praça Cultural do Bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.

    MATO GROSSO DO SUL

    9h00 às 12h00 – Ato unificado do 1º de maio na Rua Anacá com a Rua Barueri, bairro Moreninha II

    PARAÍBA

    14h00 – Caminhada com concentração em frente ao Centro de Zoonoses dos Bancários

    17h00 – Ato cultural no Mercado Público de Mangabeira

    PERNAMBUCO

    9h00 – Concentração na Praça do Derby, em Recife

    PIAUÍ

    8h00 – Ato do 1º de maio na Praça da Integração, em Teresina.

    RIO DE JANEIRO

    9h00 às 14h00 – Ato na Praça Mauá, com barraquinhas para coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, além de outras atividades organizadas pelos sindicatos e movimentos populares.

    14h00 às 17h00 –Os trabalhadores e trabalhadoras sairão em bloco pelas ruas, intercalando bloco e fala política das centrais sindicais e movimentos que compõem as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

    SERGIPE

    8h00 – Concentração do ato na Praça da Juventude ─ Conjunto Augusto Franco. Em seguida, caminhada em direção aos Arcos da Orla de Atalaia, onde ocorrerá um ato político e cultural com coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência.

    RIO GRANDE DO SUL

    Porto Alegre

    15h00 – Ato na Orla do Guaíba - programação completa será definida nesta terça-feira (23)

    Caxias do Sul

    14h00 – Ato nos Pavilhões da Festa da Uva

    Bagé

    14h00 – Concentração na Praça do Coreto, com aminhada pela Avenida 7 de Setembro;

    Erechim

    10h00 – Concentração no Bairro Atlântico

    Passo Fundo

    14h00 às 17h00 – Ato no Parque da Gare

    Pelotas

    14h00 às 18h00 – Ato com mateada e atividades artísticas na Praça Dom Antônio Zattera

    Santa Maria

    10h00 às 17h00 – Atividades com ato ecumênico, almoço coletivo, apresentações culturais, mateada, lançamento do Comitê Regional contra a Reforma da Previdência e ato público no Alto da Boa Vista, no bairro Santa Marta.

    Ijuí

    14h00 – Concentração seguida de ato na Praça Central.

    Rio Grande – (a definir)

    SANTA CATARINA

    Florianópolis

    9h30 – Debates sobre a Reforma da Previdência e atividades culturais na comunidade do Mont Serrat

    Palhoça

    Debates sobre a Reforma da Previdência e atividades na ocupação Nova Esperança.

    Blumenau

    15h00 – Ato público em defesa da Previdência na Praça da Prefeitura.

    SÃO PAULO (região metropolitana e interior)

    Campinas

    9h30 – Concentração no Largo do Pará com caminhada até o Largo da Catedral

    10h30 – Ato no Largo da Catedral

    11h00 – Ida ao 1º de maio em São Paulo, no Vale do Anhangabaú

    *A Missa dos Trabalhadores na Catedral será das 9h00 às 10h30

    Osasco

    6h30 – 11º Desafio dos Trabalhadores, tradicional corrida e caminhada de rua do dia 1º de maio, com concentração a partir das 6h30.

    São Bernardo do Campo

    Ação Interreligiosa

    9h00 – Concentração na Rua João Basso, 231, com procissão até a Igreja da Matriz

    9h30 – Missa

    Sorocaba

    14h00 às 22h00 – O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) organiza um ato político-cultural no Parque dos Espanhóis, com a presença de Ana Cañas, Detonautas, Francisco El Hombre, entre outros

  • A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realiza na manhã desta sexta-feira (27), uma sessão solene para homenagear a classe trabalhadora e refletir sobre o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora - 1º de maio -. A sessão é uma iniciativa do deputado estadual José Ricardo (PT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Amazonas (CTB-AM) participa da homenagem.

    “A nossa participação nesta sessão é para denunciar os ataques promovidos pelo governo golpista ao mundo do trabalho e ao movimento sindical para retroceder décadas nos direitos trabalhistas”, afirma Isis Tavares, presidenta da CTB-AM.

    ctb am 1 de maio 2018

    Ela convida a todas e todos a participarem do ato político na segunda-feira (30), a partir das 8h, no centro de Manaus, para denunciar à população que “a reforma trabalhista não foi feita gerar empregos, muito pelo contrário ela está aumentando o desemprego e precarizando as relações de trabalho, deixando a classe trabalhadora refém de uma legislação e de uma política econômica que só atende ao empresariado”.

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    Unidade e luta: CTB Amazonas se reúne para preparar ato pelo Dia do (a) Trabalhador (a)

    aleam audiencia publica dia do trabalhador

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Os Jornalistas Livres mostram que o mundo realmente acordou par ao Brasil e mostram vídeo de ato em Barcelona, na Espanha, da Marcha de 1º de Maio, no qual manifestantes gritaram contra o golpe no Brasil.

    Organizado pelo coletivo Amigos da Democracia, o ato se iniciou na Praça Urquinaona e segue a caminho da Catedral de Barcelona com bandeiras e placas com dizeres como: "Parem o golpe no Brasil", "Não vai ter golpe" e "Fora Bolsonaro criminoso".

    Além de brasileiros, cubanos e idependentistas catalanes, a marcha também reuniu coletivos de vários países. 

     Vídeo Amigos da Democracia:

    Portal CTB com Jornalistas Livres

  • Um dia de luta e resistência. Assim será este 1º de Maio - Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora - para a CTB-SE e para os sergipanos que irão se reunir nesta terça-feira (1º), a partir das 8h, na Praça da Juventude, no Conjunto Augusto Franco, Bairro Farolândia, em Aracaju. No ato, a classe trabalhadora fará a defesa da democracia, dos direitos trabalhistas, da aposentadoria, do emprego e da liberdade do ex-presidente Lula.

    “Vamos fazer um ato para demonstrar nossa indignação. Estamos há dois anos vivendo um retrocesso desde que a grande imprensa, o Judiciário e parte da classe política deram um golpe na democracia e isso nós não podemos aceitar”, diz Adêniton Santana, presidente da CTB-SE.

    Para o dirigente sindical, o golpe, iniciado com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff - afastada do cargo sem ter cometido nenhum crime - continua com a entrega do patrimônio do povo brasileiro ao capital internacional, com a aprovação de projetos lesivos à classe trabalhadora e com a prisão do ex-presidente Lula.

    "É dever do movimento sindical sair na defesa de Lula, que tanto fez para os trabalhadores e para o país, e que foi condenado sem provas. Portanto, esse Dia do Trabalhador será um dia de resistência na luta do povo pelo restabelecimento da nossa democracia”, enfatiza.

    Adêniton Santana e a diretoria da CTB-SE convocam todos os trabalhadores e a sociedade a participar do ato da Central nesta terça-feira, 1º de Maio, no Augusto Franco. “Vamos fazer um movimento muito forte para nos contrapor a tudo isso. É importante mostrar para a sociedade que após o golpe a economia no Brasil entrou em declínio, os trabalhadores perderam direitos e o desemprego aumentou”, afirma.

    Niúra Belfort - CTB-SE

  • A classe trabalhadora cearense marcha nesta terça-feira (1º) - Dia do Trabalhador e da Trabalhadora – contra as reformas do desgoverno Temer, pela soberania nacional e contra o fascismo, a partir das 9h, no Centro Poliesportivo da Parangaba (avenida General Osório de Paiva, Parangaba, Fortaleza).

    “As consequências da nefasta reforma trabalhista saltam aos olhos”, diz Luciano Simplício, presidente da CTB-CE. “São mais de 13 milhões de desempregados, quase ninguém consegue trabalho com carteira assinada e a opressão sobre a classe trabalhadora avança”.

    O ato conta com participação da CTB-CE, CUT-CE, Intersindical-CE, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. Por isso, insiste Simplício, “trabalhadoras e trabalhadores avante, nada a temer. Faremos deste 1º de maio a grande resistência. Então, todas e todos às ruas”.

    Portal CTB

  • "As lutas da classe trabalhadora se intensificam no Pará em defesa dos nossos direitos", diz Cleber Rezende, presidente da CTB-PA. De acordo com ele o 1º de maio - Dia do Trabalhador e da Trabalhadora - promete lotar  a Praça da República, na avenida Presidente Vargas, no centro de Belém, a partir das 9h desta terça-feira (1º).

    Segundo Rezende, o movimento sindical, os movimentos sociais e os partidos políticos se unem contra o estado de exceção instaurado no Brasil com o golpe de Estado de 2016. "A direita que não tem votos golpeia a democracia para implantar seu projeto neoliberal e assim acabar com o Estado brasileiro, com as conquistas do povo da útlima década, com as riquezas nacionais e com a democracia", diz Rezende. "Somente com unidade e luta venceremos".

    Portal CTB

  • As trabalhadoras e os trabalhadores de Pernambuco se somam aos milhares de manifestantes que lotarão Curitiba nesta terça-feira (1º) - Dia do Trabalhador e da Trabalhadora - e realizam um grande ato pela revogação da reforma trabalhista e pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso político do golpe de Estado de 2016 desde o dia 7 de abril. O ato acontece em Recife, na Praça da Democracia, no bairro Derby, às 9h. Realização da Frente Brasil Popular, seção de Pernambuco.

    "O Brasil pede a unidade da classe trabalhadora e das forças progressistas para derrotar o golpe de 2016, que liquida nossas conquistas mais importantes e entrega o patrimônio nacional", afirma Helmilton Beserra, presidente da CTB-PE. "Além de exigir a revogação da reforma trabalhista, estaremos nas ruas neste 1º de maio para exigir a libertação do presidente Lula".

    Portal CTB

     

  • O 1º de maio de 2018 é um momento emblemático de resistência do povo brasileiro à avalanche conservadora e reacionária, que assola as conquistas democráticas e sociais, obstruindo os dutos que possibilitam saídas políticas mais amplas para esse estado de exceção. Precisa sinalizar o papel dos trabalhadores e trabalhadoras nessa assimétrica luta de classes no país.

    Ao realizar-se sob o ditame nefasto da reforma trabalhista neoliberal, o 1º de maio precisa refletir e ser depositário dos diversos movimentos vitoriosos, que demonstraram capacidade de enfrentamento às medidas anti-trabalho mobilizando milhares de trabalhadores e trabalhadoras, indicando que não aceitam regredir à condição de escravos e estão dispostos a avançar na luta.

    O Golpe atingiu em cheio a classe trabalhadora, de forma cirúrgica, tornando ainda mais cruel a vida do povo, estabelecendo um futuro sem promissão, incerto e recessivo. A precarização do trabalho e o achatamento salarial; o crescimento do desemprego com aproximadamente 14 milhões de sem emprego; o congelamento orçamentário, a falta de investimento e a desindustrialização; a redução de 80% dos programas sociais são motivos suficientes para a resistência sob a bandeira de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho.

    Diante do atual cenário político, em que a política, criminalizada, refugiou-se nos tribunais e nos subterrâneos, a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras é determinante para abrir picadas nessa “juquira braba” imprópria ao plantio de novas safras para o povo. É preciso pautar a democracia para romper com a “estranha situação” que condenou sem provas e encarcerou a maior liderança política do país em véspera da eleição presidencial: o operário Luiz Inácio Lula da Silva. #LULALIVRE.

    Unir todos e todas para resistir é a diretiva. Os que produzem no país, os insatisfeitos e atingidos com os rumos do Brasil; os defensores da democracia e da soberania, do desenvolvimento e dos direitos sociais precisam compreender o momento crítico e a necessidade de uma Frente Ampla como resistência e instrumento de retomada do Estado democrático de direito. E a classe trabalhadora brasileira precisa indicar esse rumo.

    Érico Leal é diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Pará e Municípios e da CTB-PA.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Rio Grande do Sul (CTB-RS) participa de ato show unificado no Dia do Trabalhador e da Trabalhadora - 1º de maio -, na terça-feira (1º), das 10h às 13h, na Redenção, em Porto Alegre. 

    Com as mesmas propostas do ato da capital gaúcha, em Caxias do Sul, o ato acontece em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região pela revogação da reforma trabalhista , em defesa do emprego, da democracia e por Lula Livre. O ato show de Caxias ocorre  nos Pavilhões da Festa da Uva. O evento que tem a promoção da Rádio Viva e acontece das 13h às 20h.

    As atrações confirmadas são: Musical JM, Banda Enigma, Flor da Serra, Banda Universitária, Arrastão Sertanejo, Musical Reencontro, Tchê Garotos e As Mineirinhas. Além das apresentações, estão agendados sorteio de brindes e atos de protesto com os temas Revogação da Reforma Trabalhista. Empregos e democracia. 

    Portal CTB

     

     

  • O Dia do Trabalhador de 2017, 1º de maio, foi dominado por um discurso fortemente contrário ao governo Temer e suas reformas. Em várias capitais do Brasil, as centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo demonstraram que não darão trégua a Michel Temer e sua camarilha golpista.

    O discurso mais recorrente foi o de comemoração à greve geral do dia 28 de abril, que paralisou 40 milhões de trabalhadores em todo o Brasil. Em São Paulo, quase todo discurso incorporou essa grande vitória, de uma forma ou de outra, e escarneceu os assessores do Planalto por chamarem-na de “fracasso”. "Fracasso é o seu, Temer, é o golpe que você deu e já está indo por água abaixo!", bradou o coordenador-geral Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, de cima do caminhão de som. "O senhor tem mais de 90% de rejeição e quer aprovar reformas infames!"

    Outro tema recorrente foi a pesquisa Datafolha divulgada durante o feriado, que revela que 7 em cada 10 brasileiros são contrários à reforma da Previdência. Entre os funcionários públicos, a rejeição chega a 83%. No Rio de Janeiro, um terceiro ponto importante foi a ação opressiva brutal da Polícia Militar durante a greve geral, quando membros da corporação atiraram bombas de gás diretamente no palco e feriram um organizador. O ferimento gravíssimo do estudante Mateus Ferreira dos Santos, quase morto pela PM de Goiânia, também gerou grande indignação.

    Veja também: as fotografias do Dia do Trabalhador em São Paulo

    Em Salvador, o ato transcorreu de forma positiva, com um pauta unitária entre CTB e mais seis centrais e as duas Frentes. O Farol da Barra tornou-se palco para discursos políticos inflamados e diversas apresentações culturais. Em Brasília, evento similar ocorreu nos arredores da Funart pela manhã, e em Fortaleza os sindicalistas se encontraram no Sindicato dos Bancários.

    Em São Paulo foi realizado o maior dos atos, com 200 mil pessoas, coordenado pela CTB, pela CUT e pela Intersindical. Entre os oradores estava o presidente da CTB, Adilson Araújo, que fez uma fala apaixonada sobre a necessidade de resistência nesse momento de reformas ultraliberais.

    “Este 1º de Maio acontece no centenário da primeira greve geral do Brasil, é um marco importante, sobretudo diante dos ataques de Michel Temer. A sociedade está convencida de que as ruas são o remédio para romper com o conservadorismo, e quer uma resposta para o caos social que se verificou após a instalação desse golpe contra o voto democrático e popular”, discorreu o presidente. “O caminho é fortalecer a construção unitária das centrais sindicais, trabalhadores e movimentos sociais. Assim, a gente vai conseguir sacudir a poeira, dar a volta por cima e apresentar uma nova agenda para a sociedade”.

    “A sociedade reclama a retomada do crescimento econômico, com geração de emprego e renda, e nós não temos outra alternativa que seja dizer, em alto e bom som, ‘Fora, Temer!”, concluiu Adilson. Assista ao discurso completo:

    Tentativa de repressão do ato em SP

    Infelizmente, os organizadores do ato em São Paulo foram surpreendidos com a atitude truculenta e autoritária do prefeito da cidade, João Doria, que tentou mais de uma vez impedir o prosseguimento do ato. Conta o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves: “Foi muito difícil fazer esse ato acontecer, por intransigência do governo municipal, que acha que a Av. Paulista é uma das empresas dele. O prefeito impediu que nós fizéssemos o nosso ato, ou pelo menos tentou, chamou a polícia aqui, disse que ia guinchar o caminhão”.

    Onofre descreveu um comportamento ditatorial por parte da Prefeitura, nas primeiras horas da manhã. Doria teria mandado a PM cercar os organizadores, inclusive com motocicletas, forçando uma retirada total do vão do MASP. Os sindicatos resistiram, o que causou uma escalada de ameaças até a apreensão de todo o equipamento do ato, incluindo os caminhões. Finalmente, depois de três horas de tensão desnecessária, foi permitido que a manifestação acontecesse, mas a prefeitura impôs uma série de barreiras arbitrárias, inclusive impedindo os trios elétricos de descerem com a passeata a Av. da Consolação.

    O claro objetivo foi o de desarticular o ato.

    “Depois de muita luta, de muita resistência, nós conseguimos realizar o nosso ato. A Av. Paulista é do povo brasileiro, é dos trabalhadores, é dos trabalhadoras. E esta é uma festa importante, nós assistimos ao Brasil parar no dia 28, e isso é uma continuidade”, analisou Onofre. “É bem verdade que nós não temos nada para comemorar com esse governo, é bem verdade que nós não temos nada para dizer que ele fez para esse povo, mas temos que dizer que nós temos luta, organização e resistência. Essa é a marca, é isso que nós estamos fazendo aqui hoje, milhares de pessoas que vieram lutar pelos seus direitos”.

    Ouça a avaliação de Onofre:

    O ato terminou pacificamente na Praça da República, onde um outro trio elétrico aguardava os participantes com os artistas Emicida, Leci Brandão, MC Guimê, As Bahias e a Cozinha Mineira, Bixiga 70, e Ilu Obá De Min. Alguns deles dedicaram a apresentação ao cantor Belchior, que morreu neste fim de semana.

    Planos para próximos atos

    Já nesta terça-feira (2), as centrais sindicais se reúnem com o presidente do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir as propostas de reforma trabalhista e da Previdência. Calheiros já se declarou favorável a alterar a Reforma Trabalhista, chamando-a de “reforma de ouvidos moucos”.

    Depois, na quinta-feira (4), uma nova reunião entre as centrais decidirá sobre a possibilidade de preparar uma nova greve geral, ou uma ocupação em Brasília, que os propositores imaginam chegar até 100 mil pessoas. Tanto Adilson quanto Onofre afirmam que, apesar de ainda demandar muitos acertos, a CTB é favorável à realização de novos atos até que se instale um governo eleito de forma legítima.

    Portal CTB

  • Por Altamiro Borges

    “Se acreditais que enforcando-nos podeis conter o movimento operário, esse movimento constante em que se agitam milhões de homens que vivem na miséria, os escravos do salário; se esperais salvar-vos e acreditais que o conseguireis, enforcai-nos! Então vos encontrarei sobre um vulcão, e daqui e de lá, e de baixo e ao lado, de todas as partes surgirá a revolução. É um fogo subterrâneo que mina tudo”. Augusto Spies, 31 anos, diretor do jornal Diário dos Trabalhadores.

    "Se tenho que ser enforcado por professar minhas idéias, por meu amor à liberdade, à igualdade e à fraternidade, então nada tenho a objetar. Se a morte é a pena correspondente à nossa ardente paixão pela redenção da espécie humana, então digo bem alto: minha vida está à disposição. Se acreditais que com esse bárbaro veredicto aniquilais nossas idéias, estais muito enganados, pois elas são imortais''. Adolf Fischer, 30 anos, jornalista.

    “Em que consiste meu crime? Em ter trabalhado para a implantação de um sistema social no qual seja impossível o fato de que enquanto uns, os donos das máquinas, amontoam milhões, outros caem na degradação e na miséria. Assim como a água e o ar são para todos, também a terra e as invenções dos homens de ciência devem ser utilizadas em benefício de todos. Vossas leis se opõem às leis da natureza e utilizando-as roubais às massas o direito à vida, à liberdade e ao bem-estar”. George Engel, 50 anos, tipógrafo.

    “Acreditais que quando nossos cadáveres tenham sido jogados na fossa tudo terá se acabado? Acreditais que a guerra social se acabará estrangulando-nos barbaramente. Pois estais muito enganados. Sobre o vosso veredicto cairá o do povo americano e do povo de todo o mundo, para demonstrar vossa injustiça e as injustiças sociais que nos levam ao cadafalso”. Albert Parsons lutou na guerra da secessão nos EUA.

    As corajosas e veementes palavras destes quatro líderes do jovem movimento operário dos EUA foram proferidas em 20 de agosto de 1886, pouco após ouvirem a sentença do juiz condenando-os à morte. Elas estão na origem ao 1º de Maio, o Dia Internacional dos Trabalhadores. Na atual fase da luta de classes, em que muitos aderiram à ordem burguesa e perderam a perspectiva do socialismo, vale registrar este marco histórico e reverenciar a postura classista destes heróis do proletariado. A sua saga serve de referência aos que lutam pela superação da barbárie capitalista.

    A origem do 1º de Maio está vinculada à luta pela redução da jornada de trabalho, bandeira que mantém sua atualidade estratégica. Em meados do século XIX, a jornada média nos EUA era de 15 horas diárias. Contra este abuso, a classe operária, que se robustecia com o acelerado avanço do capitalismo no país, passou a liderar vários protestos. Em 1827, os carpinteiros da Filadélfia realizaram a primeira greve com esta bandeira. Em 1832, ocorre um forte movimento em Boston que serviu de alerta à burguesia. Já em 1840, o governo aprova o primeiro projeto de redução da jornada para os funcionários públicos.

    Greve geral pela redução da jornada

    Esta vitória parcial impulsionou ainda mais esta luta. A partir de 1850, surgem as vibrantes Ligas das Oito Horas, comandando a campanha em todo o país e obtendo outras conquistas localizadas. Em 1884, a Federação dos Grêmios e Uniões Organizadas dos EUA e Canadá, futura Federação Americana do Trabalho (AFL), convoca uma greve nacional para exigir a redução para todos os assalariados, “sem distinção de sexo, ofício ou idade”'. A data escolhida foi 1º de Maio de 1886 - maio era o mês da maioria das renovações dos contratos coletivos de trabalho nos EUA.

    A greve geral superou as expectativas, confirmando que esta bandeira já havia sido incorporada pelo proletariado. Segundo relato de Camilo Taufic, no livro “'Crônica do 1º de Maio”, mais de 5 mil fábricas foram paralisadas e cerca de 340 mil operários saíram às ruas para exigir a redução. Muitas empresas, sentindo a força do movimento, cederam: 125 mil assalariados obtiveram este direito no mesmo dia 1º de Maio; no mês seguinte, outros 200 mil foram beneficiados; e antes do final do ano, cerca de 1 milhão de trabalhadores já gozavam do direito às oito horas.

    “Chumbo contra os grevistas”, prega a imprensa

    Mas a batalha não foi fácil. Em muitas locais, a burguesia formou milícias armadas, compostas por marginais e ex-presidiários. O bando dos “'Irmãos Pinkerton” ficou famoso pelos métodos truculentos utilizados contra os grevistas. O governo federal acionou o Exército para reprimir os operários. Já a imprensa burguesa atiçou o confronto. Num editorial, o jornal Chicago Tribune esbravejou: “O chumbo é a melhor alimentação para os grevistas. A prisão e o trabalho forçado são a única solução possível para a questão social. É de se esperar que o seu uso se estenda”.

    A polarização social atingiu seu ápice em Chicago, um dos pólos industriais mais dinâmicos do nascente capitalismo nos EUA. A greve, iniciada em 1º de Maio, conseguiu a adesão da quase totalidade das fábricas. Diante da intransigência patronal, ela prosseguiu nos dias seguintes. Em 4 de maio, durante um protesto dos grevistas na Praça Haymarket, uma bomba explodiu e matou um policial. O conflito explodiu. No total, 38 operários foram mortos e 115 ficaram feridos.

    Os oito mártires de Chicago

    Apesar da origem da bomba nunca ter sido esclarecida, o governo decretou estado de sítio em Chicago, fixando toque de recolher e ocupando militarmente os bairros operários; os sindicatos foram fechados e mais de 300 líderes grevistas foram presos e torturados nos interrogatórios. Como desdobramento desta onda de terror, oito líderes do movimento - o jornalista Auguste Spies, do “'Diário dos Trabalhadores”', e os sindicalistas Adolf Fisher, George Engel, Albert Parsons, Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe - foram detidos e levados a julgamento. Eles entrariam para a história como “Os Oito Mártires de Chicago”.

    O julgamento foi uma das maiores farsas judiciais da história dos EUA. O seu único objetivo foi condenar o movimento grevista e as lideranças anarquistas, que dirigiram o protesto. Nada se comprovou sobre os responsáveis pela bomba ou pela morte do policial. O juiz Joseph Gary, nomeado para conduzir o Tribunal Especial, fez questão de explicitar sua tese de que a bomba fazia parte de um complô mundial contra os EUA. Iniciado em 17 de maio, o tribunal teve os 12 jurados selecionados a dedo entre os 981 candidatos; as testemunhas foram criteriosamente escolhidas. Três líderes grevistas foram comprados pelo governo, conforme comprovou posteriormente a irmã de um deles (Waller).

    A maior farsa judicial dos EUA

    Em 20 de agosto, com o tribunal lotado, foi lido o veredicto: Spies, Fisher, Engel, Parsons, Lingg, Fielden e Schwab foram condenados à morte; Neebe pegou 15 anos de prisão. Pouco depois, em função da onda de protestos, Lingg, Fielden e Schwab tiveram suas penas reduzidas para prisão perpétua. Em 11 de novembro de 1887, na cadeia de Chicago, Spies, Fisher, Engel e Parsons foram enforcados. Um dia antes, Lingg morreu na cela em circunstâncias misteriosas; a polícia alegou “suicídio”. No mesmo dia, os cinco “'Mártires de Chicago” foram enterrados num cortejo que reuniu mais de 25 mil operários. Durante várias semanas, as casas proletárias da região exibiram flores vermelhas em sinal de luto e protesto.

    Seis anos depois, o próprio governador de Illinois, John Altgeld, mandou reabrir o processo. O novo juiz concluiu que os enforcados não tinham cometido qualquer crime, “tinham sido vitimas inocentes de um erro judicial”. Fielden, Schwab e Neebe foram imediatamente soltos. A morte destes líderes operários não tinha sido em vão. Em 1º de Maio de 1890, o Congresso dos EUA regulamentou a jornada de oito horas diárias. Em homenagem aos seus heróis, em dezembro do mesmo ano, a AFL transformou o 1º de Maio em dia nacional de luta. Posteriormente, a central sindical, totalmente corrompida e apelegada, apagaria a data do seu calendário.

    Em 1891, a Segunda Internacional dos Trabalhadores, que havia sido fundada dois anos antes e reunia organizações operárias e socialistas do mundo todo, decidiu em seu congresso de Bruxelas que “no dia 1º de Maio haverá demonstração única para os trabalhadores de todos os países, com caráter de afirmação de luta de classes e de reivindicação das oito horas de trabalho”. A partir do congresso, que teve a presença de 367 delegados de mais de 20 países, o Dia Internacional dos Trabalhadores passou a ser a principal referência no calendário de todos os que lutam contra a exploração capitalista.

  • É duro dizer isso nas proximidades do 1º de Maio, mas o trabalhador brasileiro vale muito pouco para os governos de Temer, Sartori e Marchezan.

    A farsa de que a reforma trabalhista traria mais emprego e dinamizaria o mercado foi descoberta antes do que imaginava; a nova lei já deixou claro que seu único propósito é retirar direitos, diminuir a renda do povo e aumentar os lucros do patronato.

    No primeiro trimestre de 2018,o desemprego, segundo o IBGE, cresceu, atingindo 13,1% da população (13,7 milhões de pessoas). O número de carteiras assinadas no setor privado foi de 32,9 milhões, um dos menores níveis. Em contrapartida, o trabalho intermitente teve saldo de mais de 3 mil postos somente em março.

    Dados também do IBGE mostram que em 2017 o trabalhador empobreceu, com uma queda de 0,56% de seu rendimento mensal. E a diferença salarial entre o 1% mais rico e os 50% mais pobres é de 36 vezes. Como se não bastasse tudo isso, a Medida Provisória que tornava a reforma “menos pior” para o trabalhador caducou, aumentando a insegurança.

    No Rio Grande do Sul e em Porto Alegre, esta realidade também está posta, com características locais igualmente ruins. Sartori aposta em um acordo absurdo com a União para recuperar as finanças do Estado e quer vender parte do patrimônio dos gaúchos, ao mesmo tempo em que o RS segue sem investimentos, piorando a economia, e o governo faz malabarismos para pagar os servidores que vivem na corda bamba sem saber direito se terão seus salários pagos integralmente. Em Porto Alegre não é diferente: Marchezan aposta numa política de precarização dos serviços e desrespeito aos servidores e aos cidadãos.

    Neste cenário, é preciso reafirmar que nossa classe trabalhadora merece ser valorizada porque está em suas mãos o nosso desenvolvimento. Para superar este cenário, é imprescindível união e mobilização no 1º de Maio e sempre que houver atos e manifestações, para mostrar nossa insatisfação e desejo de mudança no sentido do desenvolvimento com geração de emprego, distribuição de renda, garantia de direitos e justiça social.

    Abgail Pereira, vice-presidenta do PCdoB-RS e pré-candidata do PCdoB ao governo do Rio Grande do Sul.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • O 1º de maio de luta contra o fim da aposentadoria e por mais empregos e salários decentes terá a participação de Leci Brandão, Ludmilla, Simone e Simaria, Paula Fernandes, entre outros artistas confirmados

    O Dia Internacional do Trabalhador será histórico este ano. Pela primeira vez, a CUT e demais centrais sindicais – Força Sindical, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB e UGT -, além das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, estarão juntas no ato unificado do 1º de maio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, a partir das 10h.

    As centrais sindicais brasileiras se uniram contra a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) e no ato de 1º de maio vão anunciar os próximos passos da luta.

    Além da defesa do direito à aposentadoria, está na pauta a luta pelos direitos trabalhistas, por emprego, direitos sociais, democracia, soberania nacional e a defesa de uma proposta de reforma Tributária que assegure justiça social na arrecadação de impostos.

    O Dia Internacional do Trabalhador será histórico no Brasil este ano

    Atos em todo o Brasil

    Em São Paulo, o 1º de maio Unificado, que terá início às 10h, com apresentações artísticas e culturais, e ato político no período da tarde, tem o apoio da Rádio Top FM, Rede Brasil Atual e TVT.

    Entre os artistas confirmados para se apresentarem no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista, estão Leci Brandão, Ludmilla, Simone e Simaria, Paula Fernandes, Toninho Geraes, Mistura Popular, Maiara e Maraísa, Kell Smith, e Júlia e Rafaela.

     

    1 demaio brasilartistas

     

     

    Confira onde serão os atos do 1º de maio nos demais estados do país (em atualização):

    BAHIA

    14h - 1º de maio unificado no Farol da Barra, em Salvador.

    BRASÍLIA

    13h – Ato do 1º de maio da classe trabalhadora no Taguaparque, com apresentações culturais de Vanessa da Mata, Odair José, Israel e Rodolffo, entre outras atrações locais.

    No 1º de maio também será celebrado os 40 anos do Sindicato dos Professores de Brasília (Sinpro-DF).

    CEARÁ

    15h - Concentração na Avenida Beira Mar, próximo ao espigão da Rui Barbosa,e ato unificado na Praia de Iracema, em Fortaleza, ao lado do Centro Cultural Belchior Largo Luis Assunção.

    GOIÁS

    14h – Concentração na Praça Cívica, em frente ao Coreto.

    17h - Ato político e atividades culturais com shows e outras atrações na Praça Universitária.

    MATO GROSSO

    16h – Ato político e cultural, com artistas regionais, na Praça Cultural do Bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.

    MATO GROSSO DO SUL

    9h às 12h – Ato unificado do 1º de maio na Rua Anacá com a Rua Barueri, bairro Moreninha II.

    MINAS GERAIS

    Contagem

    7h – Missa do Trabalhador, na Praça da Cemig - Cidade Industrial, com ato e marcha após a missa

    Venda Nova

    9h – Carreata em frente à Praça da Matris, centro

    Santa Luzia

    8h – Praça da Juventude - Bairro Cristina B

    PARÁ

    9h – Ato do 1º de maio no Mercado de São Brás, em Belém.

    PARAÍBA

    14h – Caminhada com concentração em frente ao Centro de Zoonoses dos Bancários.

    17 – Ato cultural no Mercado Público de Mangabeira.

    PARANÁ

    8h – Café da manhã, celebração ecumênica e caminhada, na Paróquia São João Batista, Rua Baltazar Carrasco dos Reis, 698, Bairro Rebouças.

    PERNAMBUCO

    9h - Concentração na Praça do Derby, em Recife.

    PIAUÍ

    8h - Ato do 1º de maio na Praça da Integração – C.S.U do Parque Piauí, em Teresina.

    RIO DE JANEIRO

    9h às 14h - Ato na Praça Mauá, com barraquinhas para coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, além de outras atividades organizadas pelos sindicatos e movimentos populares.

    14h às 17h - Os trabalhadores e trabalhadoras sairão em bloco pelas ruas, intercalando bloco e fala política das centrais sindicais e movimentos que compõem as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

    SERGIPE

    8h - Concentração do ato na Praça da Juventude - Conjunto Augusto Franco. Em seguida, caminhada em direção aos Arcos da Orla de Atalaia, onde ocorrerá um ato político e cultural com coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência.

    RIO GRANDE DO SUL

    Porto Alegre

    14h – Concentração na Rótula das Cuias

    15h - Caminhada na Orla do Guaíba

    16h – Ato na Rótula do Gasômetro

    Caxias do Sul

    14h – Ato nos Pavilhões da Festa da Uva

    Bagé

    14h – Concentração na Praça do Coreto, com aminhada pela Avenida 7 de Setembro;

    Erechim

    10h – Concentração no Bairro Atlântico

    Passo Fundo

    14h às 17h – Ato no Parque da Gare

    Pelotas

    14h às 18h - Ato com mateada e atividades artísticas na Praça Dom Antônio Zattera

    Santa Maria

    10h às 17h – Atividades com ato ecumênico, almoço coletivo, apresentações culturais, mateada, lançamento do Comitê Regional contra a Reforma da Previdência e ato público no Alto da Boa Vista, no bairro Santa Marta.

    Ijuí

    14h – Concentração seguida de ato na Praça Central.

    Rio Grande – (a definir)

    SANTA CATARINA

    Florianópolis

    9h – Concentração no Parque do Maciço do Morro da Cruz

    9h30 – Atividades Culturais

    10h – Culto Ecumênico

    11h – Panfletagem e diálogo com a comunidade sobre a Reforma da Previdência

    Palhoça

    14h - no Campo de Futebol Frei Damião, com atividades culturais, recreação para as crianças e debate sobre a Reforma da Previdência

    Blumenau

    15h - Ato público unificado na Praça da Prefeitura

    Chapecó

    15h – Sindicato dos Bancários de Chapecó (Rua Porto Alegre, esquina com Benjamim Constant)

    Lages

    Ocupa Calçadão em defesa da Previdência Pública e dos direitos dos Trabalhadores

    Local: Calçadão Centro de Lages (Em frente ao Banco do Brasil)

    15h - Concentração

    15h30 - Atividade Cultural

    15h45 - Debate 'Impactos da Reforma da Previdência n@s Trabalhador@s da Iniciativa Privada'

    16h30 - Intervenção Cultural

    16h40 - Debate 'Impactos da Reforma da Previdência n@s Trabalhador@s do Serviço Público'

    17h15 - Intervenção cultural

    17h25 - Debate 'Impactos da Reforma da Previdência na Vida das das Mulheres'

    18h - Intervenção cultural e final da atividade.

    Caçador

    Roda de conversa com chimarrão em defesa dos direitos no parque central de Caçador

    SÃO PAULO (região metropolitana e inteiror)

    Campinas

    9h30 – Concentração no Largo do Pará com caminhada até o Largo da Catedral

    10h30 – Ato no Largo da Catedral

    11h – Ida ao 1º de maio em São Paulo, no Vale do Anhangabaú

    *A Missa dos Trabalhadores na Catedral será das 9h às 10h30

    Osasco

    6h30 - 11º Desafio dos Trabalhadores, tradicional corrida e caminhada de rua do dia 1º de maio, com concentração a partir das 6h30.

    São Bernardo do Campo

    Ação Inter-religiosa

    9h - Concentração na Rua João Basso, 231, com procissão até a Igreja da Matriz

    9h30 - Missa

    Sorocaba

    14h às 22h - O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) organiza um ato político-cultural no Parque dos Espanhóis, com a presença de Ana Cañas, Detonautas, Francisco El Hombre, entre outros.

  • Viraliza na internet a campanha “Somos contra a reforma trabalhista”, abraçada por inúmeros artistas, no 1º de maio - Dia do Trabalhador e da Trabalhadora – porque "o trabalhador merece respeito! Afinal, é ele que faz o país andar!", escreveu a atriz Nathalia Dill, em seu Instagram.

    nathalia dill contra reformas instagram

    A campanha faz parte de uma homenagem à classe trabalhadora no 1º de maio. Além de Nathalia Dill aderiram ao movimento as atrizes Alinne Moraes, Taís Araújo, Camila Pitanga, Leandra Leal e Suzy Rêgo, os atores Rocco Pitanga, Herson Capri, Paulo Betti, Lázaro Ramos, a cineasta , entre muitos outros.

    Além de participar da campanha, o ator Lúcio Mauro Filho postou um longo texto onde afirma contribuir com a previdência desde os 17 anos. Ele também reconhece que tem um “salário acima da média”, mas nem por isso pode se “omitir, como cidadão”.

    Mauro Filho escreveu ainda que “questões com essa profundidade, devem ser discutidas arduamente com todos os setores da sociedade, pois avança sobre direitos conquistados com muita luta”.

    lucio mauro filho conra reforma da previdencia

    E complementa: “Não dá para ser tocada, por um governo tampão, que se instaurou da forma que foi”. Com a hashtag #nãodecidapornósporquetemosvoz, os artistas postaram fotos com a carteira profissional para simbolizar as garantias da classe trabalhadora como férias, 13º, salário digno, FGTS, descanso remunerado, entre outras conquistas que correm riscos.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Fotos: Instagram/Reprodução

  • Reunido nesta segunda-feira em São Paulo o Fórum das Centrais Sindicais reiterou o apoio ao dia de luta e paralisação nacional contra a reforma da Previdência convocado para 15 de março pelas entidades que representam os profissionais da Educação, que estão entre os mais prejudicados pelas mudanças propostas pela dupla Bolsonaro/Guedes para o sistema de aposentadoria pública.

    O fórum, que reúne 10 centrais sindicais, avaliou de forma positiva os atos unificados do dia 1º de Maio e reafirmou a convocação unitária da greve geral em defesa das aposentadorias para 14 de junho. Os sindicalistas vão se articular com os partidos, frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, CNBB e outras confissões religiosas, além do conjunto das organizações populares e democráticas.

    "Estamos mobilizando as bases com o propósito de realizar uma paralisação ainda mais ampla do que em 28 de abril de 2017, que foi considerada por muitos observadores como a maior greve geral da história do movimento sindical brasileiro", observou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

  • As centrais sindicais – CTB, CUT, CSB, Força Sindical, Nova Central, UGT, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, e os movimentos sociais - Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, lançam às 10 horas, nesta quinta-feira (11), em frente ao Teatro Municipal, na Praça Ramos, em São Paulo, o 1º de Maio 2019, que neste ano será unificado. 

    Este ano o Dia do Trabalhador será realizado na Praça da República, a partir das 10 horas e terá como lema: “Em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores e das Trabalhadoras – Contra o Fim da Aposentadoria por mais Empregos e Salários Decentes”.

    Será um ato com artistas consagrados da música popular brasileira e muita luta contra a proposta do governo de reforma da Previdência.

     

    AGENDA: Lançamento do 1º de Maio Unificado das centrais sindicais

     

    Data: 11 de abril

    Horário: 10 horas

    Local: Praça Ramos, em frente ao Teatro Municipal

  • Na noite desta segunda-feira (19), ocorreu o lançamento do livro “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”, de José Luiz Del Roio.

    As seis maiores centrais sindicais (CTB, CUT, Nova Central, Força Sindical, CSB e UGT) do país se uniram para patrocinar o importante documento histórico sobre o dia mais importante do ano para a classe trabalhadora. O lançamento se deu na sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

    Roio contou que o livro foi escrito e lançado há 30 anos num momento muito diferente na vida do país. “O Brasil saia de uma ditadura e começava a respirar ares democráticos, importante para a classe trabalhadora se organizar”.

    Para ele, o capital tem um problema há décadas que é o decréscimo da taxa de lucros. "E se existe decréscimo de lucros a crise se aprofunda e querem jogar, como sempre, o preço nas costas da classe trabalhadora”.

    De acordo com o escritor, “o Brasil era praticamente uma exceção e, por isso, tornou-se insuportável, então vem o golpe”.

    Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, ressaltou o papel transformador que a formação exerce sobre os sindicalistas. “Lênin já dizia que sem teoria não tem revolução”, disse.

    “Muito importante que a classe trabalhadora se aproprie de sua história para conscientização e atuação mais qualificada nas lutas que estão por vir. Vida longa às centrais sindicais”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO), Ailma Maria de Oliveira conta que, na capital do estado Goiânia, a manifestação do 1º de Maio está sendo unificada.

    São mais de 40 horas ininterruptas de manifestações espalhadas por Goiânia, com participação de parlamentares, dirigentes sindicais, movimentos populares e um grande número de artistas e importantes juristas.

    “Combinamos de realizar um ato com unidade para fortalecer o movimento popular na luta contra o golpe da direita sem votos”, afirma Ailma. De acordo com ela, “a CTB e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) se uniram em atos no sábado e no domingo”.

    “Tivemos também uma Grande Plenária Popular que aprovou a Carta pelo Brasil”, afirma a presidenta da CTB-GO. “As manifestações estão sendo muito representativas com entidades da cidade e do campo”.

    Para Ailma, “o golpe que está sendo tramado no país é para acabar com os direitos da classe trabalhadora e com os programas sociais que combatem à desigualdade”.

    Portal CTB

  • Compondo uma intensa agenda de luta em defesa da democracia, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) convoca a classe trabalhadora para o dia nacional de lutas no próximo dia 10 de maio. De acordo com o presidente da CTB, Adilson Araújo, a data tem um sentido histórico, tendo em vista a votação do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff.

    "Repudiamos o golpe em curso no país e conclamamos nossas bases para luta. A CTB sabe de que lado da história quer ficar e marcharemos ao lado de todos e todas que sabem o valor e perigo que a democracia sofre nesse momento", afirmou o líder cetebista.

    E emenda: "Precisamos construir o dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos, sobretudo em defesa do emprego, da democracia e da soberania. A luta segue no Senado e a voz das ruas contra o golpe é fator decisivo nesta disputa de difícil correlação de forças".

    Ele avisa que a "CTB denuncia e o continuará combatendo com todas as suas forças a onda golpista que tenta acabar com os direitos do nosso povo". E destacou que contra os golpistas travestidos de hérois da pátria, se erguem uma onda cheia de energia, cor e conragem para defender as conquistas e seguir rumo a retomada do crescimento econômico".

    Ao avaliar os perigos e impactos em um eventual governo Michel Temer, Araújo diz que ,hoje, sopram, os ventos trazem uma agenda regressiva como norte para o país. "O projeto Ponte para o Futuro sugere o retorno a um passado sombrio e precisamos reagir, definir melhor a nossa estratégia de luta", afirmou.

    "A militância da CTB deve empreender todo esforço para trabalhar na paralisação de bancos, fábricas, comércio, protestos em rodovias e outras iniciativas", orienta Adilson Araújo.

    Maio resistente

    • 10 de maio: paralisação nacional bancos, fábricas, comércio, protestos em rodovias.

    • I Marcha Nacional das Mulheres Indígenas em Brasília, entre os dias 10 e 13 de maio.   

    Portal CTB - Joanne Mota

  • A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) presente no grande ato do 1º de Maio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com Lula e Dilma para fazer este Dia do Trabalhador o maior da história do Brasil.

    Trabalhadores e trabalhadoras contra o golpe de Estado em marcha para devolver o poder à direita entreguista, antinacional e antipopular. Em todo o país, a CTB leva sua brava militância para as ruas em defesa da democracia.

    1º de maio 2016 anhangabau ctb

    A hora é essa. Às ruas para mostrar que o Brasil não é uma “república de bananas”. Se a classe trabalhadora não tomar as ruas para defender suas conquistas e a democracia, a coisa pode ficar muito pior.

    A CTB se mantém firme na luta e defende a unidade de todas as forças democráticas e populares do país para construir uma frente ampla contra o golpe e para fazer o Brasil avançar rumo ao país dos sonhos e do futuro com liberdade, justiça e igualdade. #CTBALutaÉPraValer.

    1º de maio 2016 anhangabau ctb 1

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Fotos: Joanne Mota

  • Prédio ocupado que desabou após pegar fogo na terça-feira (1º) no Largo Paissandu, em São Paulo (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

    Na madrugada do dia 1º de maio de 2018, em São Paulo, uma tragédia aconteceu na ocupação do Largo Paissandu. As entidades e movimentos sociais que atuam na defesa do direito à moradia vêm manifestar solidariedade às famílias que estavam no imóvel. É inadmissível que este momento de tristeza e dor seja manipulado pelos verdadeiros responsáveis por tais situações para criminalizar os movimentos e os trabalhadores de baixa renda, que não têm alternativa senão viver nas ocupações.

    As famílias que vivem em ocupações são vítimas do descaso, da irresponsabilidade do Estado e da especulação imobiliária - que impõem alto custo de habitação, sobretudo nas áreas centrais. Não é a primeira e não será a última tragédia, enquanto o investimento público para o enfrentamento do problema habitacional não for significativo e comprometido com o acesso à moradia como um direito.

    Enquanto a população de baixa renda é penalizada, os latifúndios urbanos concentram dívidas milionárias e descumprem reiteradamente a Constituição Federal. A Prefeitura desrespeita o Plano Diretor, uma vez que há mais de um ano deixou de notificar os proprietários de imóveis que não cumprem a função social da propriedade, o Governo Federal corta o Programa Minha Casa Minha Vida para os mais pobres e o Governo do Estado tem apostado suas ações na implantação das Parcerias Público-Privadas, que não atendem os mais pobres e enriquecem as empreiteiras e donos de imóveis. Ainda, o Poder Judiciário – que goza de um imoral auxílio moradia – ignora o descumprimento da lei pelos proprietários e se posiciona, via de regra, pelo despejo e remoção de milhares de famílias, agravando a desigualdade social. Existem inúmeros imóveis públicos em plenas condições de reforma para uso habitacional.

    As ocupações são a resposta das famílias organizadas frente a essa situação. Os atuais Governos, ao acusar os movimentos, demonstram uma atitude covarde por parte daqueles que são os principais responsáveis por essa crise e, em aliança com o mercado, pelo aprofundamento da tragédia urbana.

    Por fim, reiteramos unidade na resistência de cada ocupação e exigimos: a responsabilização do Estado em cada recusa à regularização de energia elétrica, saneamento e prevenção de riscos em ocupações; o investimento público na viabilização de moradias dignas; o enfrentamento à especulação imobiliária; políticas de mediação de conflitos fundiários com participação popular; a conversão dos edifícios ociosos em moradia popular; e a regularização fundiária de ocupações.

    Quantos prédios ainda irão cair até que sociedade e governos entendam que a moradia é um direito de todos e um dever do Estado? Permaneceremos mobilizados.

    #QuemOcupaNãoTemCulpa

    São Paulo, 1º de maio de 2018

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    Central de Movimentos Populares
    Frente de Luta por Moradia
    União dos Movimentos de Moradia
    Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
    Movimento Moradia para Todos

    Frente Brasil Popular
    Frente Povo Sem Medo

    Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos
    Peabiru TCA
    Usina Ctah
    LabJuta UFABC
    Coletivo de ocupações, favelas e cortiços da cidade de São Paulo
    Observatório de Remoções
    Observa SP
    LabCidade FAU USP
    LabHab FAU USP
    Fórum Aberto Mundaréu da Luz
    Sindicato dos Arquitetos de São Paulo
    Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico
    Instituto Pólis

    Rede Mulher e Habitat
    Secretaria Latino Americana de Vivienda y Habitat Popular
    Coalizão Internacional do Habitat

    Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Leste 1
    Movimento de Moradia da Regiao Sudeste
    Movimento dos Trabalhadores Sem Terra da Zona Oeste
    Unificação das Lutas de Cortiços e Moradia
    Movimento em Defesa do Favelado da Região Belem
    Movimento de Defesa dos Favelados - Santo André
    Associação dos Sem Teto Taboao Diadema
    Associação Independente da Vila Nova Esperança
    Associação de Moradores da Sólon
    Movimento de Moradia City Jaraguá
    Movimento de Moradia na Luta por Justiça
    Associação Nossa Luta Nossa Terra Diadema
    Central Pró Moradia Suzanense
    Movimento Independente de Luta Por Habitação de Vila Maria - Ocupação Douglas Rodrigues
    Associação de moradores Pantanal capela do socorro
    Movimento Terra Livre

  • Para comemorar os 130 anos do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, as seis maiores centrais sindicais brasileiras (CTB, CUT, CSB, Força Sindical, Nova Central e UGT) se uniram para patrocinar o relançamento do livro “1º de Maio: cem anos de luta”, de José Luiz Del Roio, de 1986, e agora rebatizado com o título “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”, com apresentação de João Guilherme Vargas Neto.

    “A luta secular da classe trabalhadora no mundo coleciona históricas cenas de resistência e importantes vitórias. Em maio deste ano completaram-se 130 anos da épica greve operária de Chicago (EUA) pela redução da jornada de trabalho a oito horas diárias. Brutalmente reprimida pelo governo da burguesia, a paralisação deu origem ao Dia Internacional do Trabalho e, desde 1886, é lembrada e homenageada em todo 1º de Maio”, diz Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    livro 1 demaio lancamento

    Roio conta que lhe foi pedido em 1986 para escrever “um texto simples explicando como havia surgido o 1º de Maio”. Mas ele fez um clássico da literatura do movimento sindical> Uma obra que apresenta a história da classe trabalhadora carregada de lutas, conquistas e também repressão e morte.

    No Brasil, o movimento sindical surge no início do século 20 com a industrialização do país, já uma República, em que vigorava a importação de mão de obra europeia, principalmente de italianos. O autor relata as dificuldades de organização dos trabalhadores e trabalhadoras em um país com cerca de 80% de analfabetos, onde a escravidão havia sido abolida poucos anos atrás.

    O Dia do Trabalhador foi instituído com muita luta no país. Até que a nascente burguesia resolveu cooptar e o 1º de Maio virou feriado nacional - em 26 de dezembro de 1924 - com o objetivo de festejar o trabalho e não refletir sobre ele, muito menos defender os direitos da classe trabalhadora.

    Por isso, “reeditar e divulgar a história do 1º de Maio é fundamental para a luta sindical. Através dela podemos saber das barbaridades às quais o trabalhador era, e ainda é, exposto”, revela Milton Cavalo, presidente do Centro de Memória Sindical.

    O 1º de Maio é “o dia em que, ano após ano, no Brasil, reiteramos e renovamos a luta da classe trabalhadora contra a exploração capitalista, pela igualdade entre todos os seres humanos, pelos direitos sociais, pelo desenvolvimento nacional com valorização do trabalho”, reforça Araújo.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

    Serviço

    Lançamento “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”

    Dia: 19 de setembro de 2016 (segunda-feira) | Horário: 17 horas
    Local: Sindicato dos Comerciários de São Paulo – Rua Formosa, 99, São Paulo
    Autor: José Luiz Del Roio
    Editora: Centro de Memória Sindical - Edição: 2ª - Ano: 2016