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Qui, Jun

Leci Brandão

  • Artistas, jornalistas, cineastas e intelectuais se mobilizam contra o golpe e convocam para a participação no ato da Frente Brasil Popular desta sexta-feira (18) em todo o país. “Há um golpe em marcha, mas juntos podemos combatê-lo”, afirma o jornalista carioca José Trajano.

    José Trajano diz que juntos vencemos:

     

    O jornalista esportivo reforça a necessidade de união de todas as forças democráticas contra a golpe da direita. “Se a gente tem alguma divergência partidária é hora de colocar isso em segundo plano. Nós temos que nos unir porque há um golpe em marcha, um golpe da direita”.

    O ator baiano Wagner Moura desabafa contra essa onda de ódio e violência. Sobre o judiciário ele afirma que “é evidente que as investigações estão sendo usadas como massa de manobra para a disputa política”.

    Assista Wagner Moura aqui.

    Moura aprofunda a crítica dizendo que “a grande imprensa, evidentemente, se a gente olhar pra trás, todos estiveram envolvidos no golpe de 64”. Já a cantora carioca Leci Brandão também dá o seu recado e reafirma que “não vai ter golpe”.

    O músico pernambucano Lirinha grava mensagem convocando para as manifestações do dia 18 “como uma pessoa que ama este país, que ama as pessoas deste país”. Vejo “uma vereda de injustiça, baseada em devolver o poder para grupos que sempre se opuseram à força desta Nação”, acentua.

    Lirinha chama para a luta:

     

    A cineasta paulista Tata Amaral afirma que "a gente tá vendo uma mudança muito bonita na cultura, no imaginário e na produção de nós brasileiros. Por isso a gente vai pras ruas dia 18. Não vai ser possível o projeto de segurar alguns privilégios pra uma parcela pequena da população. Isso não vai mais funcionar".

    Tata Amaral privilégios para poucos nunca mais:

     

    Enquanto Moura ressalta seu desejo de que se acabe o “circo midiático” e as investigações e o trabalho do judiciário respeitem a Constituição. “Sou a favor das investigações, mas sou mais a favor da democracia. Por uma investigação desprovida de ódio político e pela defesa da democracia e do Estado de Direito”.

    Já Lirinha complementa afirmando que “por amor ao país vamos seguir em frente contra esse golpe das altas torres nas coberturas do nosso Brasil”. Todos artistas e intelectuais comprometidos com o país e com a democracia se engajam na luta contra o golpe à democracia.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • O movimento negro se une à deputada estadual Leci Brandão (PCdoB) para realizar, nesta terça-feira (10), às 18h30, uma audiência pública para debater a matança de jovens negros, pobres e moradores da periferia. A audiência acontece no Auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp, na av. Pedro Álvares Cabral, 201, na capital paulista).

    Lidiane Gomes, secretária da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP), conta que leciona em escola pública da periferia há 14 anos e há 5 anos em escola da rede privada e sente a diferença de perspectivas de vida porque “como pode uma criança pobre acreditar que o estudo lhe dará boas chances de ter uma vida abastada, se ela vai para a escola esperando sua primeira refeição do dia?”

    audiencia contra genocidio juventude negra

    Participarão da audiência mães que perderam seus filhos pelas mãos do Estado e as entidades do movimento negro em São Paulo, além da Rede de Proteção e Enfrentamento ao Genocídio. A deputada Leci Brandão convida a todas as pessoas que acreditam na necessidade de parar com essa matança a parrticiparem dessa audiência.

    Confirme presença pela página do Facebook da audiência aqui.

    O Atlas da Violência 2017, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que de cada 100 pessoas assassinada no Brasil entre 2005 e 2015, 71 foram negras, boa parte de jovens.

    Ainda de acordo com o Atlas, mais de 318 mil jovens foram assassinados no país nesse período. Os homens jovens, negros e pobres continuam sendo as principais vítimas com mais de 92% das mortes.

    Gomes ressalta a necessidade de criação de políticas públicas para combater a brutal diferença das escolas públicas da periferia e as escolas particulares. “Na periferia, as crianças e jovens ficam expostos a todo tipo de violência e até ao aliciamento por traficantes. Aí ou morrem pelas mãos da polícia ou pelo tráfico”.

    Por isso, denuncia a professora de história no interior de São Paulo, “as crianças da escola pública têm menos chances de sobreviverem do que os da escola privada. Essa audiência pode apontar caminhos para mudarmos essa triste realidade”.

    Campanha contra o genocídio da juventude negra 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Nesta quarta-feira (15), acontece a entrega da 29ª edição do Prêmio da Música Brasileira, às 20 horas, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A premiação é anual e nesta edição presta homenagem a Luiz Melodia (1951-2017).

    A deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP), pelo CD "Simples Assim", concorre com Ana Costa ("Do Começo ao Infinito") e Sandra Portella ("Banho de Fé") ao prêmio de Melhor Cantora de Samba. "Ana Costa e Sandra Portella são grandes cantoras. Então a felicidade já me pegou só pela indicação”, diz Leci.

    CD completo "Simples Assim", de Leci Brandão 

    Ela conta que o seu mais recente CD recebeu o título “Simples Assim”, porque "tudo foi feito com muita simplicidade e a gente tem que agradecer a Deus por esse resultado”.

    Além de homenagear o cantor e compositor carioca Luiz Melodia, o Prêmio da Música Brasileira 2018 já tem Chico Buarque como o vencedor de Melhor Canção. E não se trata de nenhum exercício de adivinhação.

    As três músicas indicadas são de sua autoria: “As Caravanas”, “Massarandupió”, em parceria com o neto Chico Brown e “Tua Cantiga”, com Cristóvão Bastos. As três fazem parte do seu disco mais recente “Caravanas", que também concorre como Melhor Álbum de MPB.

    Álbum "Caravanas", de Chico Buarque, completo 

    Homenageado

    O autor de “Pérola Negra”, “Magrelinha”, “Farrapo Humano” e “Ébano”, entre centenas de outras canções, recebe merecida homenagem um ano após a sua morte. Criado no morro de São Carlos, bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, Luiz Melodia criou um estilo ímpar e com muita criatividade misturou samba, MPB, rock, blues e soul.

    Ébano, de Luiz Melodia 

    História do prêmio

    Nasceu como Prêmio Sharp de Música, em 1987 e foi com esse nome até 1998. A premiação parou de 1999 a 2001. Em 2002, passou a se chamar Prêmio Caras de Música e no ano seguinte virou Prêmio Tim de Música, até 2008, no ano seguinte recebeu o nome de Prêmio da Música Brasileira, mantido até hoje.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • A Cachoeira das Andorinhas , no Vale do Ribeira, é uma das belezas naturais que serão exploradas

    A mídia burguesa quase não publicou, mas na terça-feira (7), a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o Projeto de Lei (PL) 249/2013, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que libera 25 parques estaduais à iniciativa privada, por um prazo de 30 anos.

    Com o costumeiro autoritarismo, o governador e seus aliados não consultaram as comunidades indígenas e quilombolas, residentes em alguns desses parques. “É um verdadeiro atentado à natureza e às populações tradicionais, que tiram sua subsistência dessas regiões”, afirma Antoninho Rovaris, secretário de Meio Ambiente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    "Na prática o que esse projeto propõe é que essas áreas passem a ser exploradas por empresas que deverão cobrar ingressos da população que quiser ter acesso a esses locais. Fora isso, as áreas de manejo poderão ser exploradas de outras formas o que pode comprometer o equilíbrio ambiental da região", afirma a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB).

    Até a secretária estadual de Meio Ambiente, Patrícia Iglecias reconhece que "é possível ter cobrança de tarifa se isso ficar claro em um estudo, mas esse não é o objetivo. E mesmo em situações com cobrança de tarifa, o que se faz é regras para isenções para quem mora na região ou para quem é do município”.

    caverna do diabo eldorado

    Nem a famosa Caverna do Diabo escapa

    Rovaris diz que “é mais um projeto movido pela sanha capitalista, que não respeita absolutamente nada. Põe o lucro acima de tudo”. Para ele, “entregar à iniciativa privada áreas de conservação é contra qualquer atitude de bom senso. Significa apenas o começo de destruição que os neoliberais pretendem fazer”.

    A coordenadora do Programa Vale do Ribeira do Instituto Socioambiental, Raquel Pasinato, diz que as comunidades que, segundo ela, “já são parte da região”, não foram consultadas e podem ficar sem ter onde morar. Cinco áreas de conservação localizam-se no Vale do Ribeira e afetam várias comunidades.

    trilha Parque Estadual da Cantareira

    Trilha do Parque Estadual da Cantareira faz parte da lista privatista

    Já o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) diz que “agora estamos assistindo a essa afronta, a esse crime, de entregar 25 parques estaduais para madeireiras e empresas privadas”.

    A deputada estadual Marcia Lia (PT) reclama que “ninguém se dignou a chamar os ambientalistas” para debater sobre o PL. "Entendemos que aquela população que vive nesses parques, os caiçaras, os quilombolas, as populações ribeirinhas, os indígenas, enfim, toda essa população que vive há muitos anos nesses espaços será prejudicada”.

    David Martim, líder indígena da Aldeia Jaraguá, que fica no parque estadual de mesmo nome, também objeto da privatização, vê no projeto uma ameaça a anos de esforços pelo reconhecimento das terras indígenas. "Para nós, indígenas, nossa terra é a nossa casa", diz. Das três aldeias que formam o complexo tradicional, no Jaraguá, duas ainda aguardam demarcação.

    Abaixo a lista completa dos parques que serão privatizados:

    PE Campos do Jordão
    PPE Cantareira
    PE Intervales
    PE Turístico do Alto Ribeira
    PE Caverna do Diabo
    PE Serra do Mar (Núcleo Santa Virginia)
    PE Serra do Mar (Núcleo São Paulo)
    PE Jaraguá
    PE Carlos Botelho
    PE Morro do Diabo
    PE Ilha do Cardoso
    PE de Ilha Bela
    PE Alberto Löfgren
    Caminho do Mar
    Estação Experimental de Araraquara
    Estação Experimental de Assis
    Estação Experimental de Itapeva
    Estação Experimental de Mogi Guaçu
    Estação Experimental de Itirapina
    Floresta Estadual de Águas de Santa Bárbara
    Floresta Estadual de Angatuba
    Floresta Estadual de Batatais
    Floresta Estadual de Cajuru
    Floresta Estadual de Pederneiras
    Floresta Estadual de Piraju

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com Rede Brasil Atual, Portal Vermelho, Folha de S.Paulo e G1

  • Aos gritos de “estamos na rua, ô Geraldo a culpa é sua”, nesta quarta-feira (4), estudantes de diversas regiões da Grande São Paulo foram à Assembleia Legislativa (Alesp) levar apoio aos secundaristas que ocupam a Alesp desde ontem à tarde (leia aqui também).

    A manifestação começou às 14h em frente à Alesp com a participação de dezenas de jovens representando entidades do movimento estudantil e social. “Cadê a Justiça? A merenda tá na conta da Suíça”, gritavam porque a polícia militar bloqueou os acessos e impediu os manifestantes de entrar.

    Também gritavam a todo o momento “ocupar e resistir”. Palavras de ordem que vêm desde o ano passado nas cerca de 200 ocupações de escolas feitas contra a “reorganização escolar”.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) levou toda sua solidariedade aos estudantes que defendem a  instauração da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda (leia mais aqui).

    Paulo Nobre, secretário-geral da CTB-SP foi um dos representantes da central na doação de alimentos e materiais de higiene pessoal.

    O secretário de Políticas Sociais da CTB nacional, Carlos Rogério Nunes disse que “a CTB apoia integralmente este justo movimento da luta do povo pela valorização da educação pública".

    E reafirmou o compromisso da CTB com "a transparência e rigorosa investigação de toda e qualquer acusação de fraude, principalmente quando envolve alimentação de crianças e jovens”.

    rogerio ato alesp estudantes

    “Já não basta as acusações de corrupção nas verbas do Metrô e trens do estado, agora estão roubando a merenda das crianças e os deputados não querem investigar, causa indignação profunda em qualquer pessoa que almeje umfuturo com mais Justiça, solidariedade humana e igualdade de direitos”, disse Nobre.

    Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da central em São Paulo afirmou que “não querem investir em educação pública porque não querem que os filhos dos pobres estudem”.

    Emerson Santos, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, um dos ocupantes da Alesp, disse que o clima lá dentro estava tenso, mas um grupo de deputados os acompaha permanentemente para garantir-lhes a segurança. "Sempre paira a ameaça de a tropa de choque entrar e nso tirar daqui sem diálogo", falou.

    Leia mais

    Estudantes reivindicam merenda e Geraldo Alckmin manda a tropa de choque

    O advogado Victor Henrique Grampa, presidente da Comissão de Direito Educacional e Políticas Públicas de Educação da Organização dos Advogados do Brasil, de São Paulo, disse em vídeo que ainda não havia nenhuma ordem de reintegração de posse até aquele momento.

    “Mesmo que eles queiram reintegrar, eles têm que fazer isso dentro do Estado Democrático de Direito. E a gente ainda está no Estado Democrático de Direito e ninguém vai atropelar isso”, disse.

    Ele explicou que existem muitos adolescentes dentro da Alesp e, por isso, é preciso ouvir o Ministério Público e o Conselho Tutelar. “Não é de qualquer forma que se faz as coisas”, afirmou.

    O ator Pascoal da Conceição, o popular Professor Abobrinha do programa infantil “Castelo Rá-Tim-Bum”, solidarizou-se com os jovens e criticou a atitude do presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB).

    “Jovens trazendo a educação para a linha de frente e o governo paulista mandando a polícia, é abominável”. Para Pascoal, “estão usando a tática da superação, uma tática nazista para vencer pelo cansaço e pelo terror”.

    Dos 94 deputados, apenas 25 assinaram o pedido de CPI da Merenda. “faltam sete para o pedido poder ir adiante”, explica a deputada Leci Brandão (PCdoB). Carlos Giannazi, do PSOL teve uma conversa com Capez, que contou ter pedido a reintegração de posse.

    Veja a disposição dos estudantes:

     

    “A Alesp é um puxadinho do governo estadual”, disse. Enquanto Leci falava do dilema de ver que essas “crianças estavam aqui com fome e com sede, com tudo desligado e proibida a entrada de comida e água, tivemos que trazer alimento para eles. Essa luta é pela educação e deve ser motivo de orgulho para toda a sociedade”.

    Os jovens levaram barracas e ergueram acampamento também do lado de fora da Assembleia e garantem permanecer ali até a CPI ser instaurada. “Não arredaremos pé porque defendemos um direito de todos que é o de uma alimentação adequada e uma educação de qualidade”, afirmou Emerson.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Fotos: Érika Ceconi

  • Para homenagear as professoras e professores de todo o país, o Portal CTB fez uma enquete com os profissionais da educação, filiados à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    No ano passado foi perguntado à educadora e educadores o que é ser professor?Neste ano, por todos os desastres promovidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer, a pergunta feita foi: vale a pena ser professora ou professor?

    No início deste ano, o governo federal cortou R$ 4,3 bilhões do orçamento do Ministério da Educação. Além desse corte, os docentes têm pouco a comemorar sobre as condições de trabalho, já que a Emenda Constitucional 95 congela por 20 anos os seus salários e os investimentos em serviços públicos.

    Para Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB, “uma das prioridades do governo golpista é atacar a educação pública para impedir o livre pensar e dessa forma dominar a sociedade mais facilmente”.

    De acordo com ela, os projetos do Ministério da Educação visam limitar a escola pública ao âmbito do ensino básico. E ainda tirando matérias essenciais para desenvolver o senso crítico das crianças e jovens.

    “Desobrigar o ensino de Filosofia, Sociologia, História, Artes e Educação Física, mostram o propósito de manter o saber restrito a uma minoria, que terá essas matérias em escolas particulares e caríssimas”.

    Além disso, incluem “ensino religioso confessional, impondo uma religião sobre as outras, dificultando inclusive o debate de questões importantes a que a escola tem sido chamada e os conservadores temem”.

    Mesmo assim, diz Betros, “vale a pena ser professora, porque todos os dias renovamos o nosso conhecimento absorvendo o saber de nossos alunos e com essa troca evoluímos e juntamente com os estudantes criamos as possibilidades para a construção do novo”.

    Ouça Anjos da guarda, de Leci Brandão 

    Confira as respostas abaixo:

    Berenice Darc, secretária da Mulher da CTB-DF

    “Com certeza. Vale a pena. Sou professora na EJA (Educação de Jovens e Adultos), cada novo aprendizado, cada nova descoberta, cada conquista, cada sorriso dos nossos estudantes nos dá a certeza, que vale a pena. A educação, ainda é um elemento que pode transformar o ser em sujeito e a partir daí transformar sua realidade e ver o resultado disso é muito bacana. Por isso tudo, vale muito a pena”!

    Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora CTB

    “A classe trabalhadora de um modo geral, vive um momento de resistência pelos direitos questão nos tirando, de defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito. E as professoras e os professores sentem mais com muita tristeza essa agenda de retrocessos.

    A Emenda Constitucional 95 que congela salários e investimentos nos serviços públicos, notadamente na educação e na saúde.

    Quem perde mais com tudo isso é a classe trabalhadora, cujos filhos e filhas correm risco de não terem escola no futuro. Já existem universidades federais sentindo profundamente os cortes na educação, fechando cursos, não fazendo vestibulares para novas turmas.

    A educação no campo está totalmente abandonada, com previsão de encerramento de mais de 60% dos cursos.

    Os projetos apresentados pelo Ministério da Educação privilegiam os empresários do setor e fragiliza a educação pública. A escola particular trata a educação com mera mercadoria e não como um bem para a humanidade.

    E ainda existe a Escola Sem Partido que é inconstitucional, mas ameaça as nossas cabeças e a dos estudantes com mais e mais repressão.

    Com tudo isso, ainda vale muito a pena. O melhor espaço da professora e do professor é a sala de aula. Como disse o escritor Guimarães Rosa, “mestre é aquele que de repente aprende”. E é essa beleza de ensinar aprendendo e ver os frutos brotarem que faz valer a pena trabalhar na educação”.

    Claudete Alves, presidenta do Sindicato da Educação Infantil de São Paulo

    “Mesmo enfrentando essa onda de conservadorismo que se volta contra as professoras e professores que acreditam na educação como motora do país, vale a pena ser professora. Vale porque as nossas crianças necessitam de profissionais compromissadas com o futuro e com a dignidade das crianças e jovens.

    Nós da educação infantil sentimos tudo isso bem de perto. Somos nós que damos a base para as crianças progredirem e crescerem de modo a se tornarem pessoas autônomas, criativas e felizes. As crianças precisam de nós e nós nos apaixonamos por elas todos os anos, sempre novas crianças tomam nossos corações”.

    Helmilton Beserra, presidente da CTB-PE

    “O trabalho do professor consiste em criar condições para que as crianças e jovens abram a mente para o mundo, criem métodos de estudos e com isso possam melhorar a vida neste mundo.

    Enfrentamos um momento difícil, mas não se pode tirar a autonomia do professor em sala de aula. Não existe educação emancipadora sem a liberdade. Cabe aos professores ajudar aos alunos a se desenvolverem e descobrirem seus caminhos e dessa maneira ajudarem a sociedade a se desenvolver e encontrar soluções coletivas para os problemas coletivos, sempre com muito respeito às diferenças, ao livre pensar”.

    Isis Tavares, presidenta da CTB-AM

    “Penso que devemos refletir se valerá a pena ser professora ou professor no futuro.

    Valerá a pena ser um profissional que é não considerado fundamental para a educação de nossas crianças e jovens?

    Valerá a pena trabalhar por 20 anos sem reajustes nos salários e sem perspectiva de conseguir se aposentar?

    Valerá a pena, todos os dias ir para seu local de trabalho sabendo que a patrulha ideológica da Escola Sem Partido pode lhe causar desde constrangimentos públicos até sua exoneração do serviço?

    Vai valer a pena ter que dizer ao seu aluno que a religião dele não é legítima porque não é considerada oficial?

    Vai valer a pena não poder sonhar junto, um sonho de construção de uma sociedade livre, laica, solidária com cidadãs e cidadãos críticos (lembram desse objetivo?) capazes de construir outro mundo possível?

    Vai valer a pena não poder mais programar visitas aos museus, porque vai dar trabalho fazer um roteiro com o que é ou não considerado arte?
    Vai valer a fazer apologia à meritocracia nos mais recônditos rincões de miséria e violência?

    Vai valer a pena ver nossos alunos tendo aulas com "professoras e professores" de "notório saber" sabendo que suas chances de entrar em um curso de nível superior foram deliberadamente reduzida para que engrossem as fileiras do exército de reserva em disputa por trabalhos terceirizados, precarizados?

    Vai valer a pena adoecer à mingua da falta de serviços de saúde públicos e de qualidade?

    Se fizermos esse exercício de projetar o futuro e considerarmos que a elite atrasada e golpista desse país está cometendo um crime contra o futuro do país e da nossa juventude, então vale a pena ser professora.

    Mas para isso precisamos nos organizar, buscar unidade com nossas companheiras e companheiros, com os pais e mães de nossas alunas e alunos, com a pluralidade dos movimentos sociais, centrais sindicais e resistir e lutar!”

    Acompanhe O professor, de Celso Viáfora, com Tânia Maya 

    Joelma Bandeira, dirigente do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Estado do Amapá

    "A sociedade precisa entender que a atividade do magistério é essencial para qualquer projeto de nação. É muito importante saber de que lado se está. Se queremos um país para poucos ou com direitos iguais para todas e todos. E como a CTB tem lado, nós lutamos por uma educação pública, laica e de qualidade. As nossas ciranças e jovens precisam ter perspectivas de vida e esperança de um futuro digno. Nesse contexto, as professoras e professores compromissados com a educação são fundamentais em qualquer circustância".

    Josandra Rupf, secretária de Educação e Cultura da CTB-ES

    “Vale muito a pena ser professora hoje e enfrentar essa onda conservadora com coragem. Mesmo em uma profissão tão desvalorizada como o magistério a nossa atuação cotidiana tem oportunizado a construção de um Brasil melhor. Ser professor é um ato de coragem”.

    José Carlos Madureira Siqueira, secretário de Políticas Sociais da CTB-RJ

    “Vale a pena sentir que estamos formando gerações, vale o exercício cotidiano da construção cidadã. Entretanto a sociedade não valoriza, o Estado não valoriza e sucessivos governos não valorizam.

    Qualquer projeto de nação para ter força precisa enxergar a educação como estratégia estrutural, qualquer projeto para a educação não se sustenta sem o devido valor do professor”.

    Lidiane Gomes, secretária da Igualdade Racial da CTB-SP

    “Para mim ser professora sempre vale a pena. Faz parte da minha alma. É minha missão. O que ocorre é que a desvalorização da profissão é enorme. Ser professor é trabalhar muito para que se tenha um pouco de dignidade como ser humano. As duplas jornadas nos adoecem. Somos mal remuneradas.

    As muitas horas de trabalho em pé, o uso excessivo da garganta, as noites mal dormidas diminuem a capacidade de lecionar com qualidade, mas resistimos e insistimos. Porque o que seria do mundo sem as professoras"?

    Lúcia Rincon, dirigente da Associação dos Professores da PUC-GO

    "Ser professora nos proporciona a chance de colabarar com a construção de uma civilização avançada e justa, transformando o mundo num local bom para se viver para todas e todos, sem discriminações, sem perseguições, com muito respeito, solidariedade, generosidade, onde todas as pessoas possam viver sem medo e com liberdade".

    Nivaldo Mota, vice-presidente da CTB-AL

    “Ainda que vivamos em tempos sombrios, com retrocessos e um conservadorismo que comunga com o fascismo, mesmo assim, vale a pena para se contrapor a estas ideias nefastas! Não podemos sair da trincheira da liberdade, da livre consciência, precisamos ganhar os setores da sociedade com a perspectiva de uma escola democrática”

    Olgamir Amâncio, professora da Universidade de Brasília

    “Ser professora é uma opção de vida que fiz há exatos 40 anos. Certamente que para a sociedade capitalista esta não é uma profissão valorizada, principalmente quando se é professora de escola pública que acolhe as filhas e filhos do povo que trabalha. Mas a despeito das péssimas condições de trabalho, da desvalorização, e tudo o mais, penso que nossa profissão oportuniza grandes transformações nas pessoas e por isso, como nos ensina Paulo Freire, propicia condições para transformar o mundo. Não é por acaso que é tão desprestigiada, sucateada, os que dominam sabem do seu papel revolucionário. Educação e emancipação são faces de uma mesma moeda”.

    Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de Comunicação da CTB

    “Sempre vale a pena. A profissão docente é indispensável em todas as sociedades, em qualquer tempo. Hoje com toda a onda conservadora que se abateu sobre o Brasil, é imprescindível que a profissão seja resguardada em sua importância estratégica, sem desmerecer nenhuma outra profissão, mas, o magistério possui a missão de conduzir seres humanos à busca do conhecimento, do entendimento de si e do outro. A interrelação que se constrói entre o sujeito que ensina e o sujeito que aprende, é uma via de mão dupla, que não se mede pelo salário apenas e nem a curto prazo, é um processo de construção em etapas”.

    O que é o que é, de Gonzaguinha 

    Rosa Pacheco da CTB Educação-PR

    “Quando os seus alunos e alunas crescem e você os encontra adultos e em diversas situações e locais e ouve ‘você foi minha professora, com você aprendi’. Não há valor maior. Saber que ensinou, que despertou naquele ou naquela criança ou adolescente algo que o faz ser diferente é especial”.

    Solange da Silva Carvalho, vice-presidenta do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul

    “No Rio Grande do Sul nós estamos em greve há mais de um mês justamente porque acreditamos na importância de nosso trabalho. É uma questão de amor à nossa profissão e compromisso com a nação, com a infância e com a juventude.

    Estamos na luta em defesa da educação pública. Sabemos que as filhas e filhos da classe trabalhadora são as pessoas que mais precisam de uma escola pública de qualidade, com profissionais comprometidos com a difusão do saber com liberdade e respeito a diversidade.

    Por isso, lutamos contra o sucateamento da educação pública e a retirada de direitos do magistério, combatendo projetos autoritários, que visam impedir que a classe trabalhadora tenha conhecimento e dessa forma possa agir com mais autonomia”.

    Valéria Morato, presidenta da CTB-MG

    “Considero que vale a pena sim, ser professora. Apesar de todo ataque e desvalorização da profissão, não vejo alternativa para a transformação da sociedade que não passe pela educação. E nesse caso, o professor tem papel preponderante e essencial! E isso nos honra muito”!

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy. Foto: Carta Educação

  • Um grupo de deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), juntamente com entidades de defesa dos Direitos Humanos e da população LGBTT, promovem um Ato Solene sobre o Dia Do Orgulho LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

    O Dia do Orgulho LGBTT é celebrado no dia 28 de junho porque nessa data os frequentadores do bar gay Stonewall Inn, em Nova York, no ano de 1969, reagiram às costumeiras e violentas batidas policiais no local, o fato ficou marcado como a Rebelião de Stonewall. E resultou no ano seguinte na 1ª Parada do Orgulho LGBTT do mundo, que ocorreu em Nova York. 

    "Precisamos mobilizar toda a sociedade para defender o direito à vida de todas as pessoas, independente de orientação sexual, cor, idade ou classe social", diz a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB), uma das organizadoras do evento.

    ato solene alesp orgulho lgbt

    O Ato Solene pelo Dia do Orgulho LGBTT é aberto ao público e acontece nesta terça-feira, às 19h. “No Brasil muitos integrantes da população LGBTT são assassinados todos os dias por ignorância, intolerância e falta de generosidade", complementa a deputada comunista.

    Para ela, a luta é pela cultura da paz e por mais conhecimento, como forma de acabar com o preconceito. "A dignidade da pessoa humana deve prevalecer nestes tempos de violência, ódio às mulheres e de brutalidade pura e simples. Precisamos dar uma basta nessa onda de discriminações”.

    Leci reafirma ainda a necessidade de o debate das questões de gênero ser inserido no âmbito escolar. "Educação sexual sem tabus e sem medo é importante para ensinar as crianças o que é carinho e o que é abuso".

    Confirme presença no evento:

    https://www.facebook.com/events/1154463837924985/

    Serviço:

    Quando: Terça-feira (28), às 19h
    Onde: Auditório Paulo Kobayashi da Alesp - Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, andar monumental, Ibirapuera, São Paulo

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Na cerimônia de abertura do 13º Congresso do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), na manhã desta quarta-feira (8), na capital paulista, o que se viu foi uma demonstração de vigor na vontade de resistência para o país retomar o rumo do crescimento. O tema do Congresso é "Cirandando: Práticas e Saberes na Educação Infantil"

    Claudete Alves, presidenta do Sedin, ressaltou a importância do “Manifesto pela Educação Infantil no Brasil”, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “Pela primeira vez na história do país, uma central sindical faz um manifesto em defesa da educação infantil”.

    congresso sedin 13 claudete cetebistas

    O manifesto ficou para ser lido na parte da tarde por Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB. “A educação infantil é a base de tudo para um desenvolvimento pleno das crianças em toda a sua vida escolar”, define. Por isso, “os profissionais precisam ser valorizados”.

    Já Adilson Araújo, presidente nacional da CTB, reforçou que a educação infantil é “um direito universal consagrado na Constituição e só a luta pode garantir boas condições de trabalho e infraestrutura adequada para uma boa relação ensino-aprendizagem”.

    Assista a abertura na íntegra: 

    Todos os oradores defenderam a importância de sacudir a poeira e dar a volta por cima e convocaram as educadoras a tomarem as ruas na sexta-feira (10) contra as reformas do governo ilegítimo de Michel Temer.

    Rene Vicente, presidente da CTB-SP, disse que o “país passa por uma das maiores crises de sua história” e defendeu a unidade da classe trabalhadora para a sua superação. “Precisamos também lutar para a regulação da mídia para termos uma comunicação realmente democrática e voltada para os interesses do povo”.

    Já o conselheiro do Sedin, Francisco Antônio de Oliveira afirmou que “defender a educação infantil é defender a vida de nossas crianças”. César Augusto do Nascimento, supervisor da Diretoria Regional de Ensino da Capela do Socorro – bairro paulistano – disse que as educadoras e educadores precisam “ser mais solidários”. Para ele, na educação “todos têm que ser valorizados” e a principal questão não é a falta de verbas, mas sim “falta de priorizar o que realmente é importante”.

    congresso sedin 13 claudete alves

    O vereador Antônio Donato (PT) saudou o Congresso. Ele lembrou que foi uma conquista importante a educação infantil sair da assistência social e passar para a educação, mas “em São Paulo, a administração municipal está alinhada com as políticas de desmonte do Estado e dos serviços públicos”.

    A presidenta do Sedin declarou aberto o 13º Congresso afirmando os três eixos que norteiam as educadoras e educadores da infância paulistana: “Doria é inaceitável, Alckmin é inaceitável e Temer é inaceitável”, finalizou sob intensos aplausos.

    Depois foi a vez da deputada estadual e cantora Leci Brandão (PCdoB) interpretar a sua música Anjos da Guarda: “Professores/Protetores das crianças do meu país/Eu queria, gostaria/De um discurso bem mais feliz/Porque tudo é educação/Na sala de aula/É que se forma um cidadão”. Foi ovacionada.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A cantora e deputada estadual por São Paulo Leci Brandão (PCdoB) saudou a passagem dos 10 anos da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), nesta terça-feira (12). “Celebrar esta data é um ato político em defesa dos movimentos sociais e dos direitos trabalhistas dos brasileiros e das brasileiras”, afirma.

    Assista o depoimento da Leci Brandão 

    Para ela, a CTB “teve um grande protagonismo na luta pela democracia e contra o golpe”. Principalmente porque “esse governo tenta acabar com as organizações sindicais” e, assim, tirar a representação da classe trabalhadora.

    Portal CTB

  • Uma verdadeira constelação encheu o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (15). A cerimônia de entrega do Prêmio da Música Brasileira 2018 reuniu vários representantes da diversidade musical brasileira num tempo só.

    Com apresentação de Camila Pitanga e Débora Bloch, a premiação fez uma emocionante homenagem ao cantor e compositor Luiz Melodia (1951-2017). Suas canções foram interpretadas por Alcione (Melhor Cantora Popular), Caetano Veloso com os três filhos e a irmã Maria Bethânia, Fabiana Cozza, entre outros, que levaram às lágrimas e à certeza de que a cultura é fundamental para a vida das pessoas.

    Simples Assim, álbum de Leci Brandão 

    Destaque para a veterana Leci Brandão, 72 anos, eleita pelos críticos como a Melhor Cantora de Samba, pelo seu trabalho no disco “Simples Assim”. A deputada estadual pelo PCdoB-SP compareceu ao evento e fez com a mão o sinal de L (Lula).

    Leia mais

    Chico Buarque e Leci Brandão concorrem ao Prêmio da Música Brasileira 2018, nesta quarta

    Um pouco antes o Melhor Grupo de Samba, Moacyr Luz e Samba do Trabalhador, puxou um “Lula Livre” e a plateia respondeu prontamente. A premiação contou coma participação de artistas consagrados e com uma leva de novos talentos, que enche de esperança.

    Outro destaque foi Chico Buarque, representado pelo neto Chico Brown, o artista de 74 anos, ganhou os prêmios de Melhor Álbum de MPB (Caravanas) e Melhor Canção (Tua Cantiga). Essa música gerou polêmica ao ser lançada na internet e acusada de machismo. Discussão superada pela qualidade da poesia (Chico) e melodia (Cristóvão Bastos).

    Tua Cantiga, de Chico Buarque e Cristóvão Bastos 

    Veja a lista completa dos ganhadores:

    Melhor Arranjador

    Mario Adnet por Jobim Orquestra e Convidados, de Paulo Jobim e Mario Adnet

    Melhor Canção

    Tua Cantiga, de Cristóvão Bastos e Chico Buarque

    Revelação Petrobras (patrocinadora do evento)

    Almério (‘Desempena)

    Projeto Visual

    Felipe Taborda por Campos Neutrais, de Vitor Ramil

    Canção Popular

    Álbum

    Bixa, de As Bahias e A Cozinha Mineira

    Cantor

    Roberto Carlos (Roberto Carlos)

    Cantora

    Alcione (Boleros)

    Dupla

    Chitãozinho e Xororó (Elas em Evidência)

    Grupo

    As Bahias e A Cozinha Mineira (Bixa)

    Especiais

    Álbum Eletrônico

    Sintetizamor, de João Donato e Donatinho

    Álbum em Língua Estrangeira

    Ay Amor!, de Fabiana Cozza, produtores Pepe Cisneros

    Álbum Erudito

    Villa-Lobos, Quartetos e Cordas, de Villa-Lobos, interpretado pelo Quarteto Bessler-Reis e Quarteto Amazônia

    Álbum Infantil

    Deu Bicho Na Casa, de Sula Kossatz

    Álbum Projeto Especial

    Tatanaguê, de Theo de Barros e Renato Braz

    Melhor DVD

    Jobim Orquestra e Convidados, de Paulo Jobim e Mario Adnet, direção de Nelsinho Faria

    Videoclipe

    Culpa, de O Terno, direção de Breno Moreira e Bruno Shintate

    Instrumental

    Álbum

    Quebranto, de Yamandú Costa e Alessandro Penezzi,

    Grupo

    Hermeto Pascoal e Grupo (‘Mundo dos Sons’)

    Solista

    Yamandú Costa (Quebranto, de Yamandú Costa e Alessandro Penezzi)

    MPB

    Álbum

    Caravanas, de Chico Buarque

    Cantor

    João Bosco (Mano Que Zuera)

    Cantora

    Zélia Duncan (Invento)

    Grupo

    Equale (Na Praia de Caymmi)

    Pop/Rock/Reggae/Hip-Hop/Funk

    Álbum

    Estado de Poesia, Ao Vivo, de Chico César

    Cantor

    Lulu Santos (Baby Baby!)

    Cantora

    Gal Costa (Estratosférica, Ao Vivo)

    Grupo

    Novos Baianos (Acabou Chorare, Novos Baianos se Encontram)

    Regional

    Álbum

    Caipira, de Mônica Salmaso

    Cantor

    Mestrinho (É Tempo pra Viver)

    Cantora

    Mônica Salmaso (Caipira)

    Dupla

    As Galvão (Soberanas)

    Grupo

    Trio Nordestino (Canta o Nordeste)

    Samba

    Álbum

    Ao Vivo, no Bar Pirajá, de Moacyr Luz e Samba do Trabalhador

    Cantor

    Criolo (Espiral de Ilusão)

    Cantora

    Leci Brandão (Simples Assim)

    Grupo

    Moacyr Luz e Samba do Trabalhador (Ao Vivo no Bar Pirajá)

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Raquel Solano, uma das homenageadas do ano passado, com Leci Brandão e Theodosina Ribeiro

    Na edição deste ano, a Medalha Theodosina Ribeiro contempla dez homenageadas que se destacaram em 2016 em diversas áreas na defesa da igualdade. A deputada Leci Brandão (PCdoB-SP) é a responsável pela iniciativa do evento desde 2015.

    Theodosina Rosário Ribeiro foi a primeira vereadora negra da Câmara Municipal de São Paulo, eleita em 1970 com a segunda maior votação. Já em 1974, foi eleita a primeira deputada negra da Assembleia Legislativa de São Paulo.

    “A medalha tem por objetivo reconhecer o trabalho e as ações de mulheres que empoderam, impactam e influenciam decisivamente a vida de pessoas pertencentes a grupos vulneráveis da sociedade”, afirma Leci Brandão.

    A medalha conta com a parceria da ONG Elas por Elas – Vozes e ações das mulheres, Geledés – Instituto da Mulher Negra e União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama e Vereadora Juliana Cardoso (Câmara Municipal de São Paulo).

    As dez mulheres contempladas são: Adriana Couto, jornalista e apresentadora do programa Metrópolis, da TV Cultura; Adriana Ferreira (Ferreirinha), dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo; Adriana Lessa, atriz e dançarina; Edna Roland, ativista do movimento negro; Efigênia Januária, líder comunitária de Parelheiros, extremo sul da capital paulista; Fabiana Cozza, cantora; Luana Hansen, rapper e feminista; Luiza Trajano, empresária; Maria das Dores, integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; Mãe Wanda D’Oxum, liderança religiosa do Candomblé e uma das fundadoras do Afosè Ilé Ómó Dadà.

    A cerimônia de entrega da Medalha ocorre nesta sexta-feira (24), às 9h da manhã, Plenário Juscelino Kubitschek, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

    Portal CTB com informações da assessoria da deputada Leci Brandão. Foto: Vera Massaro

  • Conhecida como a Dama do Samba, dona Ivone Lara faleceu, na madrugada desta terça-feira (17), na Coordenação de Emergência Regional, no Leblon, Rio de Janeiro, onde estava internada desde a sexta-feira (13), dia em que completou 97 anos. Seu corpo está sendo velado na escola de samba de seu coração, a Império Serrano e o sepultamento ocorre às 16h30 no cemitério de Inhaúma, na capital fluminense.

    Os pais exerceram influência sobre a primogênita do casal e cedo Yvonne Lara da Costa mostrava seu talento musical. Foi a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma escola de samba, a Império Serrano, que adotou em seu coração em 1947.

    Sorriso Negro (Jorge Portela e Adilson Barbado) 

    Em 1965, emplacou o samba enredo "Os cinco bailes da história do Rio”, da Império Serrano. Não parou mais e se tornou uma das mais importantes vozes do samba. Suas composições foram gravadas por Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paula Toller, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Mariene de Castro, Marisa Monte, entre muitos outros grandes intérpretes.

    “Alguém Me Avisou”, “Sonho Meu” (parceria com Délcio Carvalho) e “Sorriso Negro” (Jorge Portela e Adilson Barbado) estão entre os seus maiores sucessos. Passou a se dedicar exclusivamente à música a partir de 1977, quando se aposentou da atividade de assistente social.

    Sonho Meu (Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho) 

    Diversos artistas lamentaram a sua morte e relevaram a sua obra como imortal. “Nossa querida dona Ivone Lara, a dama do samba, segue seu caminho brilhante e agora está iluminando o céu. Obrigada, dona Ivone”, escreveu em sua rede social Marisa Monte.

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    A Dama do Samba entre Gisa Nogueira (à esquerda) e Leci Brandão

    Dona Ivone Lara nasceu em 13 de abril de 1921, no Rio de Janeiro. Filha de Emerentina Bento da Silva e José da Silva Lara. Paralelamente ao trabalho, ambos tinham intensa vida musical: ele era violonista de sete cordas e desfilava no Bloco dos Africanos; ela era cantora e emprestava sua voz a ranchos carnavalescos. A filha mostrou que tem o DNA do samba no seu coração.

    Alguém Me Avisou (Dona Ivone Lara) 

    Em 2012, a escola de samba Império Serrano, no Grupo de Acesso do Rio, prestou homenagem à sua eterna compositora com o enredo "Dona Ivone Lara: o enredo do meu samba". Em 2015, ela entrou para a lista "10 Grandes Mulheres que Marcaram a História do Rio".

    O seu neto André Lara afirmaou ao G1 que "minha avó foi um ser de luz. Ela era muito humilde, às vezes não tinha noção dessa representatividade dela para a música e para o país".

    A cantora, compositora e deputada estadual pelo PCdoB de São Paulo, Leci Brandão expressa com delicadeza o sentimento dos milhares de fãs da Dama do Samba. “Madrugada triste, meu coração está apertado... Nossa amiga e mestre, Dona Ivone Lara nos deixou. Já sinto saudades, descanse em paz rainha”, escreveu em sua rede social.

    Acreditar (Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho)  

    Dona Ivone Lara é uma das grandes expressões da cultura brasileira. Resistiu a preconceitos por ser mulher, negra e pobre. Superou as adversidades e se transformou numa das maiores vozes da música popular brasileira, através samba.

    Seu sorriso negro  acalentou o canto pelo Brasil dos sonhos de fraternidade, igualdade, paz e liberdade. Cantou o que sentia de verdade e por isso conquistou o mundo com uma voz e um talento para a composição inigualáveis.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Neste ano, comemora-se o centenário do gênero musical com maior prestígio em todo o território nacional: o samba. É consenso entre os historiadores de que este ritmo genuinamente brasileiro nasceu com os escravos e se firmou no início do século 20, no Rio de Janeiro, então capital federal, para onde migraram milhares de negros após a Abolição.

    Para o pesquisador de cultura popular Roque de Souza, a criação do samba passa pela necessidade que os negros brasileiros sentiram de “que era a hora de se soltar, de mostrar sua alegria”. “Mesmo perseguidos pela polícia e atingidos em cheio pelo preconceito de uma elite voltada para a Europa, os ex-escravos criaram sua própria cultura, que é a força motriz de nossa cultura popular, para resistir à opressão. Após a Abolição, o que era feito pelo Senhor de escravos passou para as mãos do braço armado do Estado”, complementa.

    A casa mais famosa, onde se reuniam grandes nomes no nosso cancioneiro popular, foi a casa de Tia Ciata. Por lá apareciam para mostrar seus trabalhos Através da história brasileira, a criação e a popularização do samba se confundem com a própria história de nosso povo. Por lá apareciam para mostrar seus trabalhos nomes como Alfredo da Rocha Vianna Filho (Pixinguinha), Ernesto Joaquim Maria dos Santos (Donga), João da Baiana, João Barbosa da Silva (Sinhô) e Heitor dos Prazeres, entre outros bambas da música popular brasileira.

    Pelo Telefone (Donga e Mauro de Almeida) 

    Foi na casa dela que nasceu o primeiro samba registrado, sob a autoria de Donga e Mauro de Almeida, na Biblioteca Nacional, em 6 de novembro de 1916. Na mesma ocasião, registrou-se o próprio termo “samba”. Em disco, o samba só apareceria no ano seguinte, na gravação de “Pelo Telefone”, pelo cantor Baiano.

    A vida do negro, musicada

    O samba nasceu entre meados do século 19 e início do século 20. Entoado pelos negros em rodas de samba e casas de tias, o gênero foi perseguido e ainda hoje é preterido por setores elitistas da sociedade. “Os escravos não podiam ter instrumentos para realizar seus batuques, então começaram a utilizar os pés e as mãos – enfim, o corpo todo – para cantar suas dores e alegrias. Cantando e dançando, assim nasceu o samba de roda na Bahia, ainda no século 19”, diz Souza.

    Ele explica que a arte adquiriu um caráter descritivo da vivência desses pioneiros. Diversos compositores cantavam o sofrimento dos negros libertos e marginalizados no processo de Abolição no início do século 20. “Até ‘Pelo Telefone’ falava da intimidade entre a polícia e os cassinos ilegais no país”, conta.

    “Como tudo o que está relacionado à população negra e à nossa cultura, o samba foi muito perseguido e discriminado ao longo de sua história”, explica a cantora e compositora Leci Brandão. “O mesmo aconteceu com o candomblé, com a capoeira e com todas as manifestações de origem negra em nosso país. Apesar de ter havido mudanças, a discriminação contra o nosso povo continua e com a nossa cultura também”.

    Cabide Molambo (João da Baiana) 

    De acordo com Leci, “o samba, para ser aceito, teve que passar por um longo processo. Muitas vezes se moldou para cair no gosto das grandes gravadoras e do grande público. Mas o samba das comunidades, por exemplo, está fora da mídia”. Ela ressalta ainda que, “no Brasil, onde a mulher negra é o segmento mais discriminado da população, quando uma mulher negra resolve ser cantora ela enfrenta muitos desafios a mais. Nós vivemos em uma sociedade dominada não só pelo racismo, mas pelo machismo também, no samba não é diferente”.

    Carnaval dá samba

    A popularidade do gênero ganhou as ruas em 1928, com um casamento inédito e duradouro: a união com o carnaval de rua, que tornaria o samba ainda mais popular. Nasceu ali a primeira escola de samba do país, a Deixa Falar, criada pelo grande sambista Ismael Silva. As escolas de samba foram ganhando terreno e os desfiles carnavalescos transformados em verdadeiras “óperas” a céu aberto. Os desfiles monumentais se destacam com a entrada em cena do carnavalesco Joãosinho Trinta, nos anos 1970, com grandiosos carros alegóricos E a introdução de celebridades nos desfiles.

    “Virou uma verdadeira indústria, que atrai milhões de turistas todos os anos”, diz Souza. “Mas isso deveria ser pensado o ano inteiro, com as escolas fazendo investimentos em formação, fortalecendo a cultura, com cursos sobre como fazer um enredo, por exemplo”, reforça. “É muito importante para o país criar cultura através da música, e o carnaval pode servir bem para essa importante missão”.

    É hoje (samba enredo da escola de samba União da Ilha do Governador) 

    Música e identidade

    Com a Revolução de 1930, liderada por Getúlio Vargas, veio a necessidade de criação de uma identidade nacional. Num tempo em que não havia televisão e muito menos internet, o veículo de maior penetração era o rádio. “A força desse novo veículo e a popularidade do samba fizeram com que Getúlio utilizasse ambos de forma muito eficaz”, diz Souza.

    Nas décadas de 1930 e 1940, surgiram grandes nomes do samba, que transformaram o gênero e o espalharam pelo Brasil com os variados sotaques nacionais. Pixinguinha, que vinha do chorinho, flertou com o samba. Junto com ele, vieram Ataulfo Alves, Heitor dos Prazeres, Ismael Silva, Wilson Batista, Sinhô, entre muitos outros.

    Getúlio liberou a capoeira e a prática de religiões de origem africana e, com isso, foi criando um ambiente propício à solidificação de nossa formação nacional. Nesse tempo, o Brasil ainda era eminentemente rural, mas iniciava um processo de urbanização inevitável com o processo de industrialização que engatinhava.

    Os temas urbanos começavam a cair no samba, principalmente nas lindas composições de Noel Rosa. “Ele era um estudante de medicina branco que subiu o morro e bebeu na matriz da fonte dos negros. Tornou-se, apesar de ter vivido apenas 26 anos, um dos maiores nomes do nosso cancioneiro popular”, conta Souza.

    Ele explica também que Ary Barroso foi nome fundamental na chamada Era do Rádio, comandando programas radiofônicos e compondo canções ufanistas como “Aquarela do Brasil”. Ela viria a se tornar praticamente um hino. Além de Ary, ganhavam destaque João de Barro (Braguinha), Agenor de Oliveira (Cartola), Nelson Cavaquinho, Clementina de Jesus, Elizeth Cardoso, Dona Ivone Lara, Jovelina Pérola Negra, Beth Carvalho, Clara Nunes e muitos outros.

    Aquarela do Brasil (Ary Barroso) 

    O lugar merecido

    Em 1963, a crescente penetração do samba na cultura nacional levou o governo do então presidente João Goulart a estabelecer o Dia Nacional do Samba, instituído em 2 de dezembro justamente para homenagear Ary Barroso.
    Como o Brasil é um verdadeiro continente, o gênero ganhou projeção sob sotaques diferentes. Compositores como Dorival Caymmi, Batatinha e Riachão se destacaram na Bahia; Lupicínio Rodrigues, no Rio Grande do Sul; Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini e Geraldo Filme em São Paulo. O ritmo ganhou penetração popular e notoriedade, mas não conquistou as páginas da mídia comercial e muito menos dos setores da elite, que ainda o vê como expressão cultural inferior justamente por sua origem popular e a sua matriz africana.

    Nomes como Martinho da Vila, sua filha Mart’nália, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, João Nogueira, Silas de Oliveira e Wilson Moreira lentamente integraram os imortais do gênero. Souza realça a figura de Paulo da Portela, compositor carioca, como um dos nomes mais emblemáticos do samba, pela capacidade de “sistematização do ritmo”. Citou também o Zicartola, bar de Cartola e sua companheira Zica, como importante ponto de encontro de grandes músicos.

    Com o desenvolvimento da arte, foram surgindo os sotaques regionais nas batidas do ritmo em cada unidade da federação nacional. A arte influenciou também o principal movimento de renovação da música popular brasileira, a bossa nova. “Vinicius de Moraes, Tom Jobim e outros também subiram o morro para beber na fonte da cultura popular e criar um ritmo novo genial, com uma nova maneira de tocar e cantar com João Gilberto”, contou o estudioso. “A bossa nova, influenciada pelo jazz e pelo samba, projetou o Brasil lá fora e passou a influenciar o jazz, com o novo som feito por Tom Jobim”.

    Na década de 60, vieram os festivais e surgiram Candeia, Sérgio Ricardo, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Paulinho da Viola, Gonzaguinha, muito influenciados pela bossa nova e pelo samba de raiz. Por causa desses novos músicos, surgiu o gênero MPB. “Não sabiam como classificar a música deles”. Mas “uma coisa é certa”, disse, “todos foram influenciados pelo samba”.

    Vai Passar (Chico Buarque e Francis Hime) 

    A origem da palavra samba A palavra “samba” é de origem africana. Seu primeiro registro no Brasil remonta ao ano de 1838, na revista “O Carapuceiro”, de Pernambuco. No entanto, ainda não existe um consenso entre os historiadores sobre suas possíveis origens. Segundo o pesquisador Nei Lopes, seria da etnia quioco, na qual samba significa brincar, divertir-se como cabrito. Há quem diga que vem do quimbundo “semba”, com o significado de “umbigo” ou oração”. Para os povos bantos, a música era um elemento religioso e a umbigada se referia a danças sagradas, uma espécie de ritual de fertilidade e conexão com as forças do universo.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - (Texto publicado originalmente na revista Rebele-se número 2)

     

  • O ator Erick Cesar, cover de Leci Brandão, se apresenta no Projeto Samba do Voluntário, do cantor Leandro Lehart, neste domingo (23), no Cantho Club , Largo do Arouche,32, centro da capital paulista.

    O espetáculo faz parte da cerimônia de entrega do 1º Prêmio Diversidade e Inclusão, que ocorre das 13h às 18h. “Esse show é dedicado aos LGBTs e deficientes, pois, culturalmente noto que existe uma porcentagem mínima de inclusão desse público”, afirma Erick.

    Ele garante que nesse evento “vai ter inclusão, diversidade e acessibilidade; vamos homenagear pessoas que lutaram pelas questões da diversidade, bem como questões de acessibilidade”.

    Para o artista, “é possível fazer com que a música desperte algo positivo na vida das pessoas”. De acordo com ele, “faremos uma grande festa e que venham outras edições do Samba do Voluntário e também do Prêmio Diversidade e Inclusão, nossa meta artística e pessoal é reconhecer o outro”.

    erick cesar premio diversidade e inclusao

    Erick Cesar se diz orgulhoso em interpretar a cantora e deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP), que tem 43 anos de carreira e 74 anos de vida. Leci ganhou o Prêmio da Música Brasileira 2018 como Melhor Cantora de Samba. Ela garante que "sem menosprezar quem quer que seja, você é o artista, nesse momento no Brasil, que melhor interpreta a nossa performance”.

    Angels Volley, Dj Cris Negrini, Gata de Rodas, Kitana Dreams, Lisa Gomes ,Leo Aquilla ,Portal Menino Gay, Smped, Eduardo Luiz e a Ong Associação da Parada de Orgulho GLBT de São Paulo também serão homenageados.

    Outra responsabilidade no evento, será a doação de alimentos arrecadados para duas instituições: Estrela do Amanhã, que abriga crianças e adolescentes e a Casa 1, que abriga LGBTs.

    Serviço

    O que: 1º Prêmio Diversidade e Inclusão

    Quando: Domingo (23), das 13h às 18h

    Onde: Cantho Club (Largo do Arouche, 32 – São Paulo)

    Quanto: R$ 10 e um quilo de alimento não perecível

    Para ingressos antecipados acesse aqui

    Portal CTB

  •  

    A Casa da Classe Trabalhadora (sede própria da CTB) atraiu dezenas de pessoas nesta sexta-feira (24) para celebrar o Dia do Artista, em grande estilo. Com o tema Todo Mundo Tem Arte,mosarau cultural foi “uma ideia para reunir trabalhadoras e trabalhadores para mostrar a importância da cultura na vida de todo mundo”, diz Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB.

    O sarau cultural começou às 18h e varou na noite com muita alegria e participação. Apresentaram-se os cantores e compositores de música popular brasileira Altair Rodrigues e Dinho Oliveira.

    Antes de ser entregue uma placa para a homenageada da noite, a cantora, compositora e deputada estadual (PCdoB-SP), uma surpresa. O cover da melhor cantora de samba, segundo o Prêmio da Música Brasileira 2018, Erick César fez uma apresentação e ficou difícil dissociá-lo da verdadeira Leci.

    sarau ctb adilson lecibrandao cover leci erik cesar

    Além de festejar a cultura, o evento também serviu para marcar o aniversário de um ano da Casa da Classe Trabalhadora. “Este é primeiro evento deste tipo que estamos promovendo e vmaso fazeer mais para transformar esta casa num ponto de encontro da classe trabalhadora”, afirma Adilson Araújo, presidente da CTB.

    O sarau cultural Todo Mundo Tem Arte despertou a atenção de escritores da classe trabalhadora como o metroviário Dalvilson Donizete Policarpo e Moisés Poeta. Com transmissão ao vivo pela página de Facebook da CTB, o sarau fez enorme sucesso.

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    “A cultura joga um papel fundamental para a formação das pessoas, principalmente em momentos sombrios como o que estamos vivendo, assinala Leite. “Muitos artistas estão na luta para derrotarmos o golpe e o Brasil voltar a ser livre e mais igual”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • O portal Alma Preta e a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP) promovem um bate-papo pelas redes sociais, com transmissão ao vivo pelo Facebook do Alma Preta nesta quinta-feira (17), das 19h às 21h30. Alma Preta é um portal jornalístico sobre as questões das negras e negros.

    “População Negra e Representatividade Política" é o tema da conversa e a sua participação é fundamental.  Após o evento, o portal irá disponibilizar o vídeo completo no site (www.almapreta.com). Haverá blocos de perguntas para jornalistas da mídia alternativa presentes e para as pessoas que acompanharem e participarem pelas redes sociais.

    Em pauta, a pesquisa "Afrodescendentes e Política", realizada pelo Painel BAP (especializado em assuntos sobre a população negra no Brasil) em novembro de 2017 e divulgada recentemente pelo Portal Alma Preta entre outras mídias.

    Os debatedores serão Juarez Xavier, militante do movimento negro e professor da Unesp de Bauru e Mariana Antoniazzi, socióloga e uma das responsáveis pela pesquisa. A conversa será mediada por Renata Rosa, militante do movimento negro e membro da direção nacional da União de Negros Pela Igualdade (Unegro).

    Confirme presença no evento aqui.

    Pesquisa Afrodescendentes e Política disponível em: www.painelbap.com.br/afroepolitica

    Serviço

    Bate-Papo em Rede: população negra e representatividade política

    Transmissão da página Alma Preta no Facebook

    Quinta-feira (17), às 19h

    Portal CTB com informações da assessoria de imprensa da deputada Leci Brandão

  • O compositor Francis Hime calou o apresentador Faustão ao responder uma pergunta sobre a conjuntura nacional afirmando que “a gente só sai dessa com eleições livres para todos os candidatos”, em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso sem provas há quase dois meses.

    Clique no vídeo e veja o que disse Francis Hime

    Enquanto Chico Buarque e Fernanda Torres participam de uma gravação com diversos artistas em homenagem aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a se completar dia 10 de dezembro. “E proclamamos que não se exclua ninguém, senão a exclusão”, diz o refrão da música Manifestação.

    Acompanhe Manifestação, de Russo Passapusso, Rincon Sapiência e Xuxa Levy 

    César Menotti que faz dupla com Fabiano e canta música sertaneja, em tom de piada, contou uma história e disse que “samba é coisa de bandido”, no programa Altas Horas, da Rede Globo, na noite do sábado (2). Em seu Instagram, o cantor pede desculpas e afirma que não se diz o que se pensa em piadas. A cantora e compositora de samba Leci Brandão, que também é deputada estadual pelo PCdoB-SP, dá um recado contra esse preconceito ao gênero musical genuinamente brasileiro que mais corresponde à identidade nacional.

    Veja o que disse César Menotti 

    E a resposta de Leci Brandão 

    Com mais de 200 milhões de visualizações, o clipe da música “This Is America” (“Isto É a América”), do ator e cantor Donald Glover, que grava discos sob o pseudônimo Childish Gambino, um soco na cara do racismo e da ideia de meritocracia, mostrando que o sonho americano é um pesadelo para os negros, os latinos, para os mais pobres.

    Assista This Is America (legendado) e reflita sobre a luta por direitos iguais 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB