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Seg, Mar

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O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, esteve na sede da CTB-BA, nesta quarta-feira, onde se encontrou com o atual presidente, Pascoal Carneiro, e com o ex-presidente, Aurino Pedreira. Ele informou que, na próxima semana, as centrais sindicais vão se reunir, em São Paulo, para deliberar sobre as próximas atividades e mobilizações a serem realizadas.

Araújo falou sobre o momento difícil que o Brasil vive, com a agenda ultraliberal imposta pelo governo Temer, que congela investimentos públicos, reduz serviços básicos e fundamentais, corta direitos duramente adquiridos, precariza a mão-de-obra e não sinaliza para a retomada do desenvolvimento.

Ele se mostrou preocupado com as recomendações feitas, recentemente, pelo Banco Mundial, que instruiu o governo brasileiro a realizar a reforma da Previdência e o desmonte do Estado de Bem-Estar Social. “Já vimos essa história antes, na Europa, quando o Banco Mundial tentou interferir na gestão dos países, e os resultados foram desemprego, redução de direitos, crise econômica e uma política agressiva antirrefugiados”, afirmou.

Adilson Araújo afirmou que o Brasil vive um processo de recolonização, à medida que faz concessões absurdas para o capital financeiro, cuja interferência atua diretamente na soberania nacional, com a venda de empresas e riquezas do país, como o pré-sal, e na autoestima do brasileiro, que vê e sente o país em um ritmo crescente de retrocessos e perdas de direitos.

“O que eu posso falar para a classe trabalhadora e movimentos progressistas é que temos de resistir a todo custo. Precisamos nos unir para enfrentar esse duro momento, pressionando por uma mudança de rumo. Temos de inverter a lógica perversa do ultraliberalismo, de vender nosso patrimônio e desmontar o Estado. Nossa luta é pelo desenvolvimento do Brasil, pelo fortalecimento da indústria nacional, pelo aquecimento da economia, pela geração de empregos e pela ampliação de direitos e serviços públicos”, comentou.

CTB Bahia

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