Sidebar

21
Ter, Maio

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Com mais de 60 mil pessoas concentradas na Praça da Sé, em São Paulo, o “Canto pela Democracia” esteve entre os atos mais expressivos da Jornada Nacional em Defesa da Democracia nesta quinta-feira (31). A manifestação traçou evidentes paralelos com datas históricas que usaram o Marco Zero para amplificar a luta pela democracia, inclusive as Diretas Já, e fortaleceu o coro mundial de vozes que denunciam o golpe de Estado ensaiado por forças conservadoras.

Quem vê o resultado final de uma manifestação desse porte, no entanto, não imagina o trabalho que é prepará-la. Com toda a direção nacional voltada para a marcha em Brasília, coube aos integrantes da CTB-SP articularem a Central com as forças da Frente Brasil Popular, que reúne um conjunto crescente de forças progressistas. Esses dirigentes operam pela lógica mais orgânica do movimento sindical: para além das reuniões e eventos, vão com frequência às portas das fábricas e panfleteiam pelas ruas da cidade. Conversam com sindicalistas e trabalhadores, defendem pautas específicas e individuais, investem grande tempo conhecendo novas lideranças. São a essencial ligação que nos permite influenciar Brasília.

Conhecer o que pensam, portanto, é essencial para que a nossa luta esteja bem ajustada. Abaixo, separamos a análise sobre a crise de cinco cetebistas que operam em São Paulo. Confira:

Onofre Gonçalves, presidente da CTB-SP

“É claro que nós, enquanto trabalhadores, não vamos reconhecer um governo que não foi eleito democraticamente pelo povo. Se por um acaso tiver golpe, com certeza a população e o movimento sindical vão se posicionar contra um governo que não foi eleito. A questão vai ganhando notoriedade e mesmo as pessoas que ainda não acreditavam que a direita seria capaz disso começaram a discutir o assunto e achar isso um absurdo.”

“A nossa mensagem é muita clara: mobilizar. Nós só vamos evitar essa tentativa de golpe com mobilização, com o nosso povo na rua, com o trabalhador na rua. (...) As centrais não estão abrindo mão das suas pautas de reivindicações - o que nós estamos defendendo é a democracia, e a gente que esse governo nos escute, mas queremos ser ouvidos por este governo, que foi eleito democraticamente. Agora, nós vamos tomar todas as medidas possíveis se tentarem dar um golpe neste país.”

Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB Nacional

O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, falou aos manifestantes no ato desta quinta-feira sobre a necessidade de união neste momento decisivo do História brasileira. Assista! #BrasilContraOGolpe

Publicado por CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Quinta, 31 de março de 2016

“A Praça da Sé, que foi palco de históricas jornadas de luta contra a ditadura, da luta pela anistia, da luta pelas eleições diretas, uma vez mais demonstra que o povo de São Paulo defende a democracia, porque a democracia é o único caminho de o Brasil retomar o crescimento econômico, recuperar empregos e salários e preservar os nossos direitos trabalhistas e previdenciários.”

“Hoje, depois de 52 anos do golpe militar, em todo o Brasil, em dezenas de cidades do mundo inteiro, nós estamos sentindo que cresce dia a dia a mobilização. Cada vez mais setores democráticos da sociedade, juristas, estudantes, intelectuais, artistas, vêm engrossar a nossa luta. Por isso que nós da CTB temos a convicção que a nossa grande mobilização vai derrotar no Congresso Nacional a proposta golpista e vai inaugurar uma arrancada para o nosso país. Um Brasil com democracia, desenvolvimento, salário, emprego e respeito aos nossos direitos.”

Teresinha Chiappim, dirigente da CTB-SP

"Neste momento, o Congresso está reunido, as comissões estão reunidas, o Supremo está reunido. É uma data que culmina em várias coisas acontecendo, além de ser um 31 de março, que precedeu o golpe em 64. Essas mobilizações em todo o Brasil mostram para aqueles parlamentares, que são corruptos, que eles têm de rever suas posições. Não há outro caminho de saída além da democracia, nós temos que defendê-la em todos os espaços."

Pedro Mesquita, diretor do Sindicato dos Marceneiros do estado de São Paulo, vice-presidente da CTB-SP

"O que está em jogo no Brasil hoje não é o governo, mas a democracia. Estão em jogo os movimentos sociais, as conquistas dos trabalhadores. O que a gente entende é que hoje os trabalhadores precisam ir para as ruas para evitar este golpe mais que declarado contra a democracia, que demoramos tantos anos para construir. O problema principal hoje é a questão política, e a falta de interesses de todos os partidos, principalmente da oposição, de traçar uma meta para que o país volte a crescer outra vez."

Bitelli José, ex-dirigente e militante veterano da CTB

"Sem dúvida nenhuma, essa manifestação que está se estendendo por todo o país é de uma importância fundamental para dar 'não' ao golpe, para colocar o povo na luta, para organizar o povo para a manutenção do governo Dilma e para a ampliação das mudanças que o Brasil necessita."

Portal CTB

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.