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Sáb, Dez

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A votação do regime de urgência do PLC 77/18, que trata da privatização de cinco empresas de distribuição de energia da Eletrobras, foi suspensa no Senado na tarde desta terça-feira (7). A interrupção no trâmite acelerado da proposta foi fruto de intensa articulação dos dirigentes sindicais que compõem o Conselho Nacional dos Eletricitários (CNE).

Desde antes do recesso, o CNE vem fazendo “corpo a corpo” com os senadores, mas a partir da semana passada os encontros se intensificaram. “Essas conversas diretas com os parlamentares surtiram efeito. Conseguimos mais uma vitória importante para a categoria eletricitária, assim como para toda a sociedade brasileira. Vender essas empresas significa disparar o preço da conta de luz e isso não podemos aceitar”, defende o dirigente da CTB e do STIU-DF, Victor Frota.

O dirigente sindical avalia que a proposta só deve voltar a ser discutida na última semana de agosto.

Pelo que está colocado, o governo Temer (MDB) não terá vida fácil no Senado. Os dirigentes sindicais estão muito mobilizados. Além disso, a proposta vem sofrendo revés dentro da própria base aliada e até mesmo de integrantes do próprio partido de Temer. Ontem, os senadores do MDB, Renan Calheiros (AL) e Eduardo Braga (AM) fizeram duras críticas ao PLC 77.

“Eu, sinceramente, acho que não tem sentido o governo correndo contra o tempo na reta final para se desfazer do patrimônio público a preço de banana”, disparou o senador alagoano.

O senador amazonense também não aliviou. “Se você privatizar dessa maneira, o consumidor pagará, de um jeito ou de outro, ou porque a conta de energia vai ficar impagável ou porque não haverá investimentos”, disse.

A urgência para o PLC 78/18, que trata da venda do pré-sal (cessão onerosa) da Petrobras, também foi suspensa.

"Deixamos claro aos parlamentares que a venda das distribuidoras é uma preocupação social nossa. Uma questão de soberania nacional, uma pauta que não foi colocada nas eleições. Venderam a CEPISA, no Piauí e isso gerou um aumento de 6% na conta de luz de todos os brasileiros, não só da população piauiense. Outro exemplo é o da CELG, no Goiás.  Após ser vendida, passou a ter os piores indicadores da ANEEL, em apenas um ano e meio de privatização", disse Frota. 

De Brasília,  Portal CTB (com Henrique Teixeira - STIU-DF)

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