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O Encontro Sindical Nossa América (Esna) - organização que reúne sindicalistas de toda a América Latina e Caribe - denunciou, por meio de uma nota, os ataques imperialistas contra os governos progressistas na região, destacando a condução coercitiva sofrida pelo ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 4, em São Paulo.

Segundo a declaração, a região tem sofrido constantes tentativas de desestabilização através da articulação das forças conservadoras incentivadas pelos Estados Unidos e seus aliados que utilizam a crise mundial como motivo para gerar um clima de instabilidade.

Para o Esna, no Brasil, estas ações “atentam contra a democracia” e devem ser denunciadas pelos movimentos sociais e pela população que elegeu a presidenta Dilma Rousseff.

O Encontro Sindical Nossa América vai realizar seu sétimo encontro nos dias 31 de março, 1 e 2 de abril no Uruguai. (clique aqui e acesse a convocatória)

Leia abaixo a íntegra do comunicado do Esna:

Declaração do Esna denunciando o operação judicial contra Lula

No dia 4 de março chegou a notícia que vários carros da polícia se mobilizaram para levar o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para depor por questões ligadas a corrupção (supostos desvios de verbas ligadas à empresa estatal petrolífera brasileira e as construtoras associadas). Ao invés de um procedimento formal de um chamado judicial, Lula foi levado de modo coercitivo evidenciando que o jurídico não está separado de um conflito político.

A abordagem com o ex-presidente Lula não está isolada, está imersa em um processo de condicionar diversos governos latino-americanos que, com suas diversas matizes tentam dar respostas favoráveis aos trabalhadores após a onda neoliberal no fim do século passado. Apelando para acusações sobre corrupção, denúncias de autoritarismo, perseguições políticas e questões da vida privada dos mandatários se implantaram operações políticas para estes governos. Para citar alguns exemplos, podemos lembrar: a destituição de Lugo no Paraguai, os pedidos de revogação do mandato de Nicolás Maduro na Venezuela desde que assumiu e aprofunda-se após os últimos resultados eleitorais em nossa América.

É um contexto regional e mundial de recessão e ajuste onde as classes dominantes no âmbito mundial buscam recuperar sua taxa de lucro, se busca condicionar os diversos governos para que levem a fundo as propostas de abertura ao capital, demissões (na esfera estatal e privada), limitar o direito de greve, impedir protestos sociais e criminalizar quem os realizam. A finalidade desta agenda política é a dispersão social e para isso é necessário limitar as possibilidades de qualquer governo que busque aplicar medidas sociais.

Do Esna denunciamos as tentativas de desestabilizar estes governos ou subordiná-los em todas suas linhas aos interesses do grande capital, o imperialismo e as burguesias e oligarquias nacionais já não escondem suas intenções desestabilizadoras e golpistas em nossa região.

Do Encontro Sindical Nossa América manifestamos nossa solidariedade com Lula e repudiamos as ações levadas a diante já que atentam contra a democracia no Brasil.

Coordenação do Esna

Érika Ceconi – Portal CTB

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