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Sex, Set

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Desacertadamente, o Congresso Nacional votou o impedimento da presidente Dilma Rousseff, ontem (17/04), com placar de 367 votos x 137, procedimento aprovado sem respaldo jurídico e sem crime.

Ao votar, titulares da moral e da honestidade bradavam: voto sim...por ‘Deus’, por meu cachorro, por meus filhos, por minha amante, pelos amigos que vou ter, pelos meus vizinhos...blasfêmia maior foi a evangelização no Congresso.

Num rompante agigantado, o canalha mor Eduardo clama ao seu protetor “misericórdia ao povo”. Haja misericórdia, vez que, cuidou ele mesmo de apontar o lobo dentre as ovelhas. Que mísero Catilina brasileiro esse Cunha.

Dentre outros golpistas, há os traidores sem precedentes que pactuaram com o golpe da falsa ideia de que a salvação do Brasil só adviria da queda da presidente.

E assim, a raposa e o lobo, em conluio, cuidarão do bolo nobre: o mandato legitimado por 54 milhões de votos. Ainda assim, o asco mais degradante se configura num tribunal de exceção, comandado por ladrões, corruptos sem escrúpulos.

Entre outros há os coxas e os encoxados... que tapam os olhos diante a realidade da roubalheira dos que eles apoiam para suceder a presidente. Isso é a degradação de um povo que vê e não quer enxergar o seu próprio mal.

Com a minha indignação, vejo que esse espetáculo dantesco ocorrido na Câmara leva o movimento sindical e os movimentos sociais a um único caminho, o da mobilização numa luta sem trégua contra o descalabro do golpe.

Ricardo Martinez Froes é presidente da CTB-MS e presidente da FITRAE-MT/MS.

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor