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A secretária da Mulher trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira será uma das debatedoras da Audiência Pública sobre “Violência contra a mulher no mundo do trabalho”, que acontece nesta quinta-feira (12), na Câmara Federal, em Brasília. A audiência será realizada às 10h na sala da Comissão de Trabalho e Emprego.  

A sessão é fruto da parceria entre a bancada feminina do Congresso Nacional e o Fórum Nacional da Mulher trabalhadora das Centrais Sindicais, para encerrar este ano a campanha internacional “16 dias de ativismo de combate a violência contra a mulher”. Participarão da audiência representantes feministas da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) da Força Sindical, UGT Nacional e da Nova Central Sindical dos Trabalhadores. O evento contará ainda com as presenças da ministra da Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, Eleonora Menicucci e da representante do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Patrícia Pelatieri.

“Encerrando em grande estilo os 16 dias de ativismo, o Fórum das Mulheres das Centrais Sindicais conquistou um espaço privilegiado que visa debater temas que vão desde o impacto na economia do País com a desigualdade salarial entre homens e mulheres, passando pelos efeitos negativos das práticas de assédio moral e sexual às novas formas de enfrentamento à violência contra a mulher no mundo do trabalho e na sociedade como todo”, destaca a sergipana Ivânia Pereira, que também é secretária de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Sergipe.

Consolidação

A campanha internacional foi lançada em 1991 e envolve cerca de 130 países, com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no Planeta. Anualmente a abertura da Campanha é no dia 25 de novembro e o encerramento é no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Para bancária Ivânia Pereira, com a campanha do ativismo, a luta pelo fim da violência contra a mulher está consolidada em várias regiões do Planeta. “A campanha também ganhou visibilidade no Brasil. Nesses 16 dias de ativismo, várias iniciativas foram organizadas por instituições governamentais, classistas e populares. Em todo o País, sessões especiais, atos públicos, panfletagens contribuíram para divulgar dados da violência contra a mulher, para estimular as denúncias e para buscar novas formas de enfrentamento. Em Sergipe e Aracaju, o tema também foi abordado pela imprensa, pelos movimentos sindicais e sociais, por gestões públicas e nos parlamentos municipal e estadual”, enumera a feminista. 

Autonomia econômica

Como forma de prevenir a violência doméstica contra a mulher, Ivânia Pereira afirma que o Fórum das Centrais Sindicais elegeu como prioridade o debate sobre a necessidade de ampliar no Brasil as políticas públicas para garantir a autonomia financeira das mulheres e igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. 

Dados cruéis

A feminista afirma que a aplicação de medidas de enfrentamento contra violência contra a mulher no Brasil apesar de avançada não foi capaz de reduzir as estatísticas desse tipo de violência. “Em especial, a Lei Maria da Penha deu maior segurança e proteção às mulheres. Com a legislação também cresceu o número de formalização das denúncias de violência doméstica, realizada também pelo Disque 180. Porém, essas medidas não foram capazes de reduzir os números. Temos de ampliar esse enfrentamento buscando novas medidas”, defende.

Das estatísticas internacionais, em cada cinco minutos uma mulher sofre algum tido de violência e mais de 40% dessas violências resultam em graves lesões corporais. “Com essas informações fica patente à necessidade de ampliarmos as políticas públicas e transversais para reduzir e prevenir a violência contra a mulher, melhorar a proteção e a assistência às vítimas dessa violência”, afirma Ivânia Pereira. 

Por: Déa Jacobina - Seeb-SE

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