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A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG) se reuniu nesta terça-feira (12) para traçar o calendário de luta contra o golpe até o próximo domingo, quando a Câmara dos Deputados encerra a votação do impeachment. A estratégia dos movimentos sociais é manter a mobilização diária e não sair das ruas. No domingo, além do grande ato em Brasília, a capital mineira também terá atividades de vigília durante a votação. Na sexta-feira (13) a preparação é para um dia de explosão da resistência.

Os cetebistas mostraram preocupação com objetivo real da direita na tentativa de tomar o poder, que é o ataque à classe trabalhadora. A avaliação de conjuntura feita pela presidente do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro/Minas), Valéria Morato, destacou a ofensiva contra os países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e, em contrapartida, as manifestações de apoio internacional que apontam para o risco da democracia no Brasil.

Valéria reafirmou a necessidade de enfrentar o debate e mostrar ao povo brasileiro que o que está em jogo são os direitos da classe trabalhadora.

A coordenadora dos movimentos sociais do PCdoB, Luiza Lafetá, apontou como irreversível o nível de debate no Brasil. Para ela, a pauta das forças progressistas a estará mais viva após o processo de votação do impeachment. Lafetá criticou o muro construído em Brasília para separar as manifestações no dia 17. "Assim como Berlim foi divida na guerra fria, Brasília terá dois lados no domingo".

Para o presidente da CTB-MG, Marcelino Rocha, estar nas ruas diariamente tem sido fator decisivo para mobilização. “Toda vez que tem ameaça a democracia no Brasil aparece o ódio de classe da elite brasileira. Estamos lutando contra esse poder ameaça cotidianamente os trabalhadores e vai impulsionar a regressão dos direitos socais e trabalhistas” sinaliza Marcelino.

Em uma rodada de debate intensa, os ctbistas valorizaram a aglutinação de forças em defesa da democracia e apontaram enorme preocupação com as pautas que ameaçam os trabalhadores, como é o caso do documento “Ponte para o Futuro” protagonizado pelo vice-presidente Michel Temer que defende o desmonte do Estado.

Além da participação nas atividades de ruas nos próximos dias, a CTB reforçou a necessidade de pressionar os parlamentares para que tenham compromisso com a população. A orientação é que todos enviem e-mails aos deputados exigindo a defesa da democracia.

Acesse aqui a lista de deputados indecisos, os golpistas e os que levantam a bandeira da democracia.

Durante o debate, a diretora da CTB-MG, Rita da Silva, denunciou agressão que sofreu na rua por levantar a bandeira da democracia. Rita relatou que precisou de ajuda de comerciantes e taxistas após ser agredida e ter a roupa rasgada por manifestantes pró-golpe.

Calendário de atividades em defesa da democracia em Belo Horizonte:

13/04 – Quarta-feira
13h - Ato com juristas na Assembleia Legislativa contra o golpe e contra o PL257
14/04 – Quinta-feira
Paralisação nacional contra o PL 257
15/04 – Sexta-feira
05h – Tranco na BR 381
09h – Assembleia dos Trabalhadores do SindRede – Praça da estação
11h – Ato na Reitoria da UFMG
17/04 – Domingo
Vigília pela democracia em Brasília e, em BH, na Praça Raul Soares às 10 horas e na Praça da ALMG a partir das 14h.

Da CTB/MG

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