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Ter, Jun

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Editorial de Ascânio Sêleme, que dirigiu O Globo e hoje é um dos principais jornalistas do grupo da família Marinho, diz que está aberto, livre e desimpedido o caminho para a queda de Jair Bolsonaro, que foi alvo de protestos de mais de 2 milhões de brasileiros, em cerca de 220 cidades

Em editorial publicado no jornal O Globo, Ascânio Sêleme, que dirigiu O Globo e atualmente é um dos principais jornalistas do grupo da família Marinho, diz que está aberto, livre e desimpedido o caminho para a queda de Jair Bolsonaro, que foi alvo de protestos de mais de 2 milhões de brasileiros, em cerca de 220 cidades

"O perigo do isolamento de Jair Bolsonaro é real. Para quem faz tudo para parecer que somente a derrota interessa, o caminho para o fracasso não poderia estar mais aberto e desimpedido", diz.

O jornalista reforça que, "em menos de cinco meses, Bolsonaro teve tantas indisposições nesse campo que já está tomando café frio".

"Não ganhou um embate importante no Congresso. Depois de ver estraçalhada sua proposta de reforma administrativa na comissão criada para analisá-la, o governo experimentou uma derrota fragorosa ao tentar impedir que o ministro mão de tesoura fosse convocado para se explicar na Câmara. Enquanto ele dava vexame no plenário, escolas ao redor do país pararam e foram às ruas em protesto contra o governo. Nem Temer no pior de seus dias foi tão mal".

De acordo com Sêleme, "não passa um dia sem que a corte de Jair Bolsonaro cometa um atentado contra seu próprio patrimônio. A ação deletéria do círculo mais próximo do presidente é cruel, e em alguns casos, ridícula". "Já foram escritas algumas milhares de páginas gloriosas relatando graves e disruptivos equívocos históricos que ao longo dos tempos destruíram reis, imperadores, ditadores, presidentes. Uma nova página está sendo escrita nestes dias no Brasil. Esta, porém, não tem uma gota sequer de glória. Ela é composta apenas por erros pernósticos e grosseiros".

O colunista também afirma que "os três filhos continuam azucrinando". "O mais velho, o 01, teve seu sigilo bancário e fiscal quebrados e antes do fim do ano estará experimentando o calor abrasador do inferno, e incendiando o governo. O mimado, o 02, agora está torpedeando os ministros Onyx, Moro e Guedes, porque não suporta nenhuma sombra maior que a sua ao lado do papai. E, finalmente, o 03 disse que o Brasil deveria ter sua bomba atômica para ser levado mais a sério. Quem não pode ser levado a sério é o 03".

 

Com informações de brasil247.com

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