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Um inflamado discurso do ex-presidente do Uruguai José “Pepe” Mujica, que atacou o modelo capitalista e suas nefastas consequências em todo o mundo, marcou a noite inaugural do Encontro Sindical Nossa América (ESNA), nesta quinta-feira (31), em Montevidéu.

Mujica lembrou que muitos trabalhadores morreram lutando por direitos que, por vezes, levaram décadas para serem conquistados e reconhecidos. Amaldiçoou o apelo do sistema capitalista que, em conluio com a mídia massificadora, forma cidadãos cada vez mais consumistas, alimentando o círculo vicioso do capital.

O admirado líder uruguaio afirmou que a América Latina enfrenta “uma época amarga” de sua história, mas 'no hay que esmorecer': “A imensa maioria dos povos compartilha de uma realidade que não é dos condes, rainhas e milionários. E o direito dessa imensa maioria tem de prevalecer”, disse ele a uma plateia de trabalhadores de mais de 70 organizaçõe sindicais de 19 países, na Universidade de la Republica, região central de Montevidéu.

Compuseram a mesa o reitor da universidade Roberto Markarian, o secretário geral da PIT CNT, central sindical uruguaia, Marcelo Abdala, a coordenadora do Centro de Estudos Sindicais, Gilda Almeida (CTB) e a sindicalista cubana Rosele Rodrigues.

Mujica foi cercado por admiradores antes e depois de o evento começar. A sua participação foi aplaudida pelo cetebista Welington Melo (foto abaixo), da CNTU-CTB, do Mato Grosso do Sul. "É muito importante e representativa a presença de uma personalidade como Mujica para consolidar este momento de grande desafio para a classe trabalhadora", diz Melo.

A delegação da CTB que participa do encontro é formada por dirigentes cetebistas de diversos estados brasileiros e liderada pelo secretário de relações internacionais, Divanilton Pereira, também coordenador da Federação Sindical Mundial do Cone Sul. Nesta sexta-feira (1) se iniciam os debates, sendo que o primeiro deles aborda a ofensiva imperialista contra a classe trabalhadora e os povos, na sede da central sindical uruguaia PIT CNT.

“Existe hoje a convergência de duas crises que ocorrem simultaneamente, se entrelaçam e se confundem: a crise econômica e a crise da ordem imperialista, que também pode ser descrita como uma crise da hegemonia dos EUA. E neste contexto, a classe trabalhadora sofre com desemprego, precarização e redução de salários, numa manobra da burguesia para que a conta seja paga pelos trabalhadores e trabalhadoras”, explica Divanilton, que é um dos integrantes da mesa.

Na programação da tarde serão debatidos também os tratados de livre comércio, as formas de integração dos países e dos povos e a construção de unidade no desenvolvimento de uma alternativa socialista possível às sociedades modernas.

Portal CTB - Natália Rangel, de Montevidéu

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