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Em carta endereçada à presidenta Dilma Rousseff, a União Brasileira de Mulheres (UBM) garante continuar nas ruas e nas redes denunciando o golpe de Estado contra a primeira mulher eleita pelo voto popular, direto e universal para a Presidência da República.

“Essa luta, presidenta, maior que nossas vidas, maior do que a nossa existência, foi e é muito bem representada pela senhora. A vida quer é coragem, presidenta. A senhora mostrou, mais uma vez, que isso não lhe falta”, diz texto da carta.

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, “é essencial neste momento estar solidária com a presidenta, vítima de um golpe sujo. Lutar sempre é a nossa nova palavra de ordem. Vamos derrotar os golpistas com a força do povo”.

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"A democracia resiste em nós"

O movimento Levante Popular da Juventude divulga um vídeo onde utiliza de fundo a música "Carmina Burana", de Carl Orff, cantando "Fora Temer". O vídeo apresenta inúmeras manifestações populares contra o golpe à jovem democracia brasileira.

Os jovens dizem que "nos unimos para denuncair e barrar o golpe, mas a força dos países imperialistas, a grande mídia e a burguesia financiaram uma tomada de poder no Brasil. O golpe está consumado por um Congresso que não representa o povo e nosso voto não vale mais nada. Mas nossa luta não foi à toa. A história comprovará que a democracia no Brasil foi golpeada. Se lutamos até agora, lutaremos mais ainda com ousadia e rebeldia. A democracia resiste em nós".

Assista o vídeo 

Portal CTB

Leia a íntegra da nota:

Carta à presidenta Dilma Rousseff:

Querida presidenta,

Nós, mulheres da UBM, queremos que a senhora se sinta abraçada neste momento. Sinta como se cada uma de nós estivesse abrindo os braços em sua direção e mandando todo o carinho e sororidade que a senhora merece.

Porém, esse abraço não é de consolo, não é de derrota, não é de tristeza. Nosso abraço é de respeito, força e reconhecimento por toda a sua luta. A nossa luta. A luta por um Brasil mais justo, menos desigual e mais honesto.

Essa luta, presidenta, maior que nossas vidas, maior do que a nossa existência, foi e é muito bem representada pela senhora. A vida quer é coragem, presidenta. A senhora mostrou, mais uma vez, que isso não lhe falta. A senhora resistiu à tortura, à prisão, a um governo ditatorial. A senhora resistiu ao câncer. A senhora resistiu aos golpistas mais uma vez. No ano de 2016, a situação se repete. Este é um capítulo lamentável de nosso País. Mas a senhora foi firme. Não abriu mão de mostrar, mais uma vez, a força que a senhora tem. A força que a mulher tem.

A História, presidenta, essa é implacável. Os golpistas conseguiram o que eles queriam hoje. Mas a História vai mostrar o lado certo. A História vai mostrar que a senhora e nós estivemos e sempre estaremos do lado da democracia. Os arquitetos do impeachment de hoje serão tratados como o que são: golpistas. E a senhora será mostrada como o que é: uma guerreira, uma fortaleza.

A quantos golpes uma mulher é submetida por dia, não é mesmo? A senhora sofreu mais um. Os conservadores não aguentaram ver uma mulher na Presidência. Eles não suportam nos ver em situações de destaque. Para eles, só devemos ser enfeites, só devemos ser servas, só devemos ser belas, recatadas e do lar. Quando uma mulher se torna presidente por maioria de votos, isso já incomoda os machistas conservadores. Quando essa mulher é forte e firme como a senhora, isso incomoda mais ainda. Eles não estão acostumados a ouvir ordens de mulheres. Não estão acostumados a nos respeitar.

Nós, mulheres da UBM, estamos ao lado da senhora neste momento. Pois o seu lado é o lado da democracia, é o lado da justiça e o lado do respeito à luta de muitas outras mulheres. A nossa luta, querida presidenta, não acaba hoje. Seguiremos denunciando o caráter machista, fascista, racista e misógino deste governo golpista. Estaremos nas ruas. Esperamos encontrar a senhora nelas. Aí sim, poderemos dar esse abraço pessoalmente.

A luta continua! Machistas e golpistas: não passarão! Força, querida.

União Brasileira de Mulheres

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