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Sáb, Jul

16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres

  • "Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida”. (Simone de Beauvoir)

    Acabou neste domingo (10) - Dia Internacional dos Direitos Humanos - a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres (25 de novembro a 10 de dezembro) é uma luta de mulheres e homens pela conquista de um mundo sem violência, um mundo de paz. 

    A campanha criada em 1991 já ocorre em mais de 160 países com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres: agressão física, humilhação, perseguição, estupro, intimidação,manipulação, assédio (moral e sexual), insulto, chantagem, calúnia, coação,difamação e retenção ou subtração de documentos, valores e bens pessoais são algumas das formas de violentar e subjugar as mulheres.

    Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde, mais de 33% das mulheres no mundo são vítimas de violência física ou sexual e quase metade das que morrem por homicídio são assassinadas por atuais ou ex-parceiros.

    Em 2017 no Brasil, numa conjuntura de golpe, de menos democracia e de retirada de direitos, onde nós mulheres somos as mais atingidas, principalmente a mulher negra, o Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais orientou às seções estaduais das Centrais Sindicais a fundarem os fóruns estaduais e que, unificadamente, realizassem atos pelo fim da violência contra as mulheres e contra todas as reformas de retirada de direitos da classe trabalhadora e participação das manifestações contra a reforma da previdência no dia 6 de dezembro (Dia dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres).

    As mulheres precisam enfrentar todos os tipos de violência no mundo do trabalho, sindical, doméstico e na sociedade de modo geral.

    Nesses dez anos de fundação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil que nasceu com a intenção de dar voz e vez às mulheres que são mais da metade da população, a mais de 48% da mão de obra no mercado de trabalho, é imprescindível lutar pela equidade de gênero em todas as suas instâncias.

    Lutar.......resistir......mobilizar....Conquistar. 

    Celina Arêas é secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. Foto: George Campos

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

     

  • Em reunião nesta terça-feira (12), as representantes do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) analisaram a conjuntura e iniciaram o planejamento das campanhas por equidade de gênero no país e no movimento sindical.

    Todas as representantes das centrais sindicais que compõem o FNMT (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) refirmaram a necessidade de “as mulheres trabalhadoras se unirem cada vez mais para enfrentar os ataques às organizações da classe trabalhadora”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A professora mineira declara que as mulheres das centrais entendem a necessidade de barrar os retrocessos. “A terceirização ilimitada, a reforma trabalhista e o projeto de reforma da previdência aprofundam as desigualdades sociais e de gênero”.

    As sindicalistas ressaltaram a importância a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres (25 de novembro a 10 de dezembro, todos os anos) servir para ao que se propõe de fato.

    “Tivemos atos em vários estados neste ano e distribuímos panfletos denunciando a reforma trabalhista, a retirada de direitos e a necessidade de debatermos as questões de gênero para vencer o preconceito e a discriminação”, diz Arêas.

    Ela explica também que foi escolhido o dia 6 de dezembro para as manifestações porque é o Dia do Laço Branco – Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres porque é “muito importante conversarmos com os homens para que entendam a necessidade de os direitos serem iguais e as mulheres respeitadas”.

    Já para o Dia Internacional da Mulher – 8 de março –, diz a cetebista, o FNMT planeja atos onde as mulheres trabalhadoras levem para as ruas as suas reivindicações, necessidades e a luta por direitos iguais. Para isso, “precisamos de mais mulheres no poder”.

    Mas as mulheres querem estar ainda mais presentes na vida das trabalhadoras. “Estamos planejando distribuir panfletos nos locais de trabalho para conversarmos com elas sobre tudo o que as aflige e colhermos sugestões de enfrentamento dos problemas”, explica Arêas.

    Ela conta ainda que as dirigentes das centrais sindicais pretendem introduzir manifestações artísticas nas atuações para enfocar os problemas de assédio moral e sexual e das discriminações com encenações teatrais, músicas ou outras formas de expressão.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • As cariocas de luta prometem lotar a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (28), às 16h pelos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e contra o racismo.

    “Essa campanha tem ajudado muito a chamar a atenção para a violência que sofremos num país tão machista e violento como o Brasil”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ. “Muitas mulheres são assassinadas pelo simples fato de desejarem ser livres”.

    A sindicalista conta ainda que o ato na Alerj faz parte também das atividades do Mês da Consciência Negra e visa combater o racismo. “Resolvemos fazer um ato contra o preconceito e a discriminação”, reforça.

    Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da CTB nacional participa do ato e ressalta a necessidade de denunciar e combater todas as formas de racismo. “A população negra é constantemente ameaçada com ataques racistas e com a violência policial”, diz.

    Para ela, “existe uma onda conservadora no mundo que nos leva a retrocessos impensáveis. Gente sendo vendida como escrava na Líbia, gente sendo xingada nas redes sociais e nas ruas apenas pela cor da pele. Onde vamos parar com tudo isso?”

    katia e forum mulherses centrais sindicais rj

    Reunião do Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais do Rio de Janeiro

    Branco afirma ainda que o Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais do Rio de Janeiro se reuniu na semana passada e as lideranças decidiram participar do ato desta terça e de toda a campanha dos 16 dias de ativismo.

    “As mulheres são as quem mais sentem os efeitos da crise que o governo de Michel Temer aprofunda”, garante. “Precisamos nos unir para acabar com a violência, o assédio moral e sexual e toda a forma de discriminação e pressão que sofremos no mundo do trabalho e na sociedade”.

    De acordo com Custódio, a mobilização está forte e esse ato também servirá como esquenta para a Greve Nacional da terça-feira (5). “Estamos nas ruas para combater o machismo, o racismo, mas também queremos a democracia de volta e os nossos direitos que estão tirando à fórceps”.

    bancarios rj consciencia negra

    O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro também realiza um debate sobre o Mês da Consciência Negra nesta terça-feira (18), na sede do sindicato, ás 18h30. Mônica Custódio representa a CTB. O debate também tem a participação de Éle Semog do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas e de Almir Aguiar, secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as mulheres negras representam 25% da população brasileira, mas estão sub-representadas em praticamente todas as esferas da sociedade.

    Por isso, conforme Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da CTB, “é fundamental fazer esse recorte na luta pela emancipação feminina”. Para ela, “a questão da mulher negra está imbricada com a questão da luta contra a escravidão e na tentativa de superar as mazelas do racismo, que cada vez mais se torna explícito no país”.

    Já o estudo “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mostra que o rendimento médio das mulheres negras cresceu 80% de 2005 a 2015, mas continua 59% a menor do que recebem os homens brancos.

    E ainda por cima, “exercem as funções que pouca gente quer fazer, sofrem assédio moral e sexual por ficarem mais expostas e ainda veem seus filhos serem mortos precocemente pela mão armada do Estado nas periferias”, acentua Custódio.

    Mulheres Negras, Yzalú 

    Pesquisa do Instituto Ethos, de 2015, aponta que apenas 3,6% das grandes empresas contam com políticas de inserção de negras e negros no quadro de funcionários. Já as mulheres negras eram escassas 0,6% das executivas.

    “Não precisa nem de pesquisa para comprovar essa realidade”, reforça Lidiane Gomes, secretária da Igualdade Racial da CTB-SP. “Basta ver quantas professoras negras existem na rede privada e mesmo na pública, embora em número maior, somos poucas”.

    E para piorar, quase no final dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres de 2017, o Portal CTBconstata uma triste realidade. As mulheres negras têm 2 vezes mais chances de sofrerem morte violenta do que as brancas. E olha que o índice de feminicídio no Brasil é assustador.

    De acordo com o 11º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, somente em 2016 foram assassinadas 4.657 mulheres e 49.497 estupros registrados no país. Sendo que, segundo o Ministério da Justiça, as negras representam 68,8% das vítimas fatais por agressão, tendo duas vezes mais chances de serem mortas. Inclusive, o Mapa da Violência 2015 mostra que de 2003 a 2013 cresceu 54,2% o assassinato de mulheres negras no país.

    Isso ocorre porque, para Custódio “estamos vivendo em um sistema de alienação e desintegração de valores humanos, estruturado em extrato político cultural do patriarcado, que se estabelece em nossa sociedade com uma voracidade avassaladora contra as conquistas dos últimos anos”.

    Negras em Marcha, Luana Hansen 

    Já Santa Alves, secretária da Igualdade Racial da CTB-DF, reclama da invisibilidade da mulher negra em todos os setores. “Ser mulher, negra já nos traz dupla discriminação. Ainda por cima ser sindicalista nos impinge a necessidade de uma força sobre-humana para lutar contra o machismo e os preconceitos existentes no movimento sindical”, diz.

    Por isso, “nossa pauta para 2018 é salário igual para trabalho de igual valor e empunharemos a bandeira que as vidas Negras importam. Porque todas as vidas importam”, conclui Custódio.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Ilustração: Casa da Mãe Joana

  • Como parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, inaugura nesta sexta-feira (9), a Casa Rosângela Rigo para encaminhar a locais seguros mulheres em risco.

    Localizada na zona norte, a casa visa atender as mulheres que “não podem voltar para casa o mesmo dia em que denunciou o agressor, pois pode ser morta”, explica Denise Mota Dau, secretária municipal de Políticas para as Mulheres.

    Já a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que é “muito importante que existam casas como essa que vai ser inaugurada em todas as cidades para dar proteção e acolhimento àquelas mulheres que se voltarem para casa podem ser assassinadas por seus agressores por tê-los denunciado”.

    Ela conta que essa é a primeira casa desse tipo do estado de São Paulo. Isso, diz ela, mostra a “total necessidade de se ter Secretaria de Políticas para as Mulheres em todos os estados e cidades do país”.

    O pior é que o novo prefeito, João Doria, da maior cidade do país já afirmou que vai extinguir a secretaria da Mulher, de Igualdade Racial, Direitos Humanos e LGBT. “Sem essas secretarias, fica muito difícil a elaboração de políticas públicas que atendam às necessidades da maioria da população”, defende Dau.

    spm sp casa da mulher paulistana

    Serviço

    O que: Inauguração da Casa da Mulher Paulistana da zona norte – Casa Rosângela Rigo

    Onde: Rua Castro Maia, 251, Jardim São Paulo

    Quando: Sexta-feira (9), às 10h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais divulgou nesta quinta-feira (30) o seu folder para fortalecer a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

    “O folder destaca os absurdos retrocessos que a reforma trabalhista apresenta sobre os direitos trabalhistas, mas não esquece das pautas específicas das mulheres como o assédio moral e sexual, além da violência que campeia no país”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Acesse o folder aqui imprima e distribua.

    Trabalho intermitente, terceirização, gestantes e lactantes trabalhando em locais insalubres, contrato temporário de trabalho e muitos outros itens da (de)forma trabalhista que prejudica a classe trabalhadora, essencialmente as mulheres, estão no texto para ser distribuído para a população.

    “Os dados de violência contra as mulheres são alarmantes e nós precisamos dar um basta em tudo isso. Essa campanha acontece num momento crucial da vida do país comum governo que governa contra o povo e contra as mulheres”, reforça Arêas.

    Marcha das Margaridas

    celina rurais contag marcha das margaridas

    A secretária da CTB participou ainda, na terça-feira (28) de uma reunião com trabalhadoras rurais e lideranças feministas, em Brasília, para definição da Marcha das Margaridas 2018.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Doquinha, Ivânia Pereira e Gicélia Bitencourt  com os ativistas de São Paulo

    Dezenas de militantes saíram às ruas das duas maiores cidades do país - Rio de Janeiro e São Paulo - nesta quinta-feira (8), para distribuir panfletos contendo esclarecimentos sobre como acabar com a violência de gênero no país.

    Kátia Branco, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), diz que os dados são alarmantes, pois “são assassinadas cerca de 5 mil mulheres por ano no país, além de que quase 50 mil estupros são denunciados anualmente e isso não pode continuar assim”.

    16 dia ativismo panfletagem rio

    Kátia Branco e representantes de outras centrais na panfletagem do Rio de Janeiro

    A panfletagem promovida pelo Fórum Nacional da Mulher Trabalhadora das Centrais Sindicais e as suas sessões estaduais faz parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Em São Paulo, a distribuição de panfletos ocorreu pela manhã no complexo da Ponte Pequena da Sabesp (empresa estatal de água e saneamento) e atraiu a atenção de quem passava por ali. “As pessoas vinham pegar mais material com a gente e queriam saber detalhes da reforma da Previdência”, diz Raimunda Gomes, Doquinha, secretária de Comunicação da CTB.

    “Nas duas capitais, a panfletagem cumpriu a função de levar informação à população sobre a importância de se debater a questão de gênero e combater as desigualdades”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Em reunião na sede nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em São Paulo, o Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) decidiu nesta terça-feira (8) abraçar com mais dedicação ainda os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres de 2017.

    As sindicalistas das seis maiores centrais do país (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT), que compõem o FNMT, resolveram empoderar a participação do movimento sindical no ativismo por igualdade de gênero e pelo fim da violência.

    “Todas as representantes das centrais sindicais assumiram o compromisso de desenvolver campanhas durante todos os dias do ano, sem trégua para a discriminação e a violência”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Elas enfatizaram ainda a necessidade de mais visibilidade para as ações das mulheres nos veículos de comunicação das centrais para as informações chegarem com maior rapidez às seções estaduais e aos sindicatos filiados.

    forum mulheres centrais reuniao 2017 11 07

    “Precisamos envolver os sindicatos em nossas ações”, define Arêas. Ficou combinado panfletagens denunciando as violências às mulheres porque o Brasil é um dos países mais violentos do mundo nas questões de gênero.

    Somente no ano passado foram assassinadas 4.657 mulheres no país “e o Parlamento quer tirar a palavra feminicídio (assassinato de mulher somente por ser mulher) do Código Penal” em vez de ampliar as políticas de direitos e de vida”, rebate Kátia Gaivoto, vice-presidenta da CTB-MG e secretária-geral adjunta nacional da CTB.

    Adilson Araújo, presidente nacional da CTB acompanhou a abertura da reunião. “As mulheres são um braço forte e fundamental na luta e no enfrentamento da ofensiva conservadora contra a classe trabalhadora”, afirma.

    As dirigentes do FNMT decidiram pela criação de uma campanha que mostre a cara das mulheres trabalhadoras na resistência aos retrocessos, ao preconceito e à violência. A próxima reunião está prevista para acontecer no dia 12 de dezembro, na sede da Força Sindical, em São Paulo.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Começa neste sábado (25) a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres – uma mobilização anual que já atinge mais de 160 países pelos direitos das mulheres a uma vida digna e sem medo.

    “Além de abraçar essa campanha, as brasileiras devem estar engajadas permanentemente contra as violências das quais somos vítimas todos os dias no país”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quinto país mais violento contra as mulheres. O 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que foram assassinadas 4.657 mulheres em 2016, “o que assusta porque esse número significa um crescimento de 3,5% em relação a 2015 e pior ainda notamos uma tendência de crescimento dos feminicídios”, denuncia Arêas.

    O movimento dos 16 Dias de Ativismo começou em 1991 quando mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres, nos Estados Unidos, decidiram intensificar campanhas para acabar com a violência contra as mulheres. A data escolhida foi em homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como Las Mariposas, assassinadas em 1961 por fazerem oposição ao regime do ditador Rafael Trujillo, na República Dominicana.

    Por isso, começa em 25 de novembro – Dia Internacional de Luta Contra a Violência às Mulheres – e se encerra no dia 10 de dezembro – Dia Mundial dos Direitos Humanos, passando pelo dia 6 de dezembro – Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Para Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ, “a campanha visa conscientizar as mulheres da importância se unirem, mas também dialogar com os homens para que entendam que não somos propriedades deles e temos os mesmos direitos a uma vida plena, feliz e sem medo”. 

    A CTB participa das diversas manifestações que ocorrerão nos 16 dias em todos os cantos do país e chama a atenção para a necessidade de eliminar as desigualdades, o assédio e a violência física e psicológica contra as mulheres.

    No mundo do trabalho vem crescendo as denúncias de assédio moral e sexual. A CTB fez uma cartilha sobre o tema para municiar as mulheres de argumentos contra esses abusos. “Muito importante as centrais sindicais entrarem no combate ao assédio moral e sexual”, afirma Arêas.

    Leia e imprima a cartilha sobre assédio moral e sexual da CTB.

    Para ela, “as mulheres já sofrem dupla jornada de trabalho e ainda têm que passar por essas humilhações o que provoca adoecimento físico e mental, o que, inclusive, dá enormes prejuízos para a sociedade.”

    Pesquisas estimam que poucas mulheres denunciam essa violência e com o acirramento da crise, estudiosos admitem que o número de denúncias diminui ainda mais.

    “É uma grande roda-viva porque as trabalhadoras ficam com mais medo ainda de perder o emprego, têm receio de contar para os companheiros e serem julgadas como provocadoras, então suportam tudo e claro adoecem”, diz Tereza Bandeira, secretária da Mulher do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações da Bahia.

    No Brasil, a campanha já começa em 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra – para denunciar a situação vivida pelas mulheres negras – 25% da população. “As negras sofrem dupla discriminação, recebem os menores salários, são mais assediadas e vivem em maior vulnerabilidade porque residem onde as políticas pública do Estado e a segurança não chegam”, reforça Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da CTB.

    Aires Nascimento, secretária adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB ressalta que nos últimos anos as políticas públicas avançaram no Brasil, mas “vivemos retrocessos porque o governo golpista ataca nossas conquistas”.

    Para ela, “o governo visa enfraquecer a Lei Maria da Penha e a do Feminicídio e isso vem causando mais violência contra as mulheres porque cresce nos algozes o sentimento de impunidade que vivíamos antes dessas leis”.

    Já Arêas ressalta os ataques aos direitos de decisão sobre o corpo das mulheres que a Proposta de Emenda á Constituição (PEC) 181/2015 em tramitação na Câmara dos Deputados, traz. “Essa PEC visa punir as vítimas de estupro, proibindo o aborto em qualquer circunstância, e premiar os criminosos com a paternidade”.

    A interrupção da gravidez no Brasil só é permitida nos casos de estupro, anencefalos (que não têm cérebro) e casos de risco de morte das mães.

    “Os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres leva para as ruas a discussão sobre as questões da igualdade de gênero, da liberdade e de podermos decidir sobre nossas vidas”, reforça Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB.

    ONU ilumina cartões-postais brasileiros

    Para marcar a campanha a Organização das Nações Unidas ilumina diversos monumentos no mundo. No caso brasileiro serão iluminados de laranja (a cor que simboliza a necessidade de combater a violência) alguns dos cartões postais do país.

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    Foto: UNIC Rio/Célio Durães

    Com o tema “Não deixar ninguém para trás”, A ONU pretende que as mulheres e meninas “sejam incluídas em todos os assuntos que as preocupam e projetar soluções para acabar com a violência junto com aquelas pessoas anteriormente omitidas, relegadas ou marginalizadas. Como comunidade global, podemos acabar com a violência contra mulheres e meninas, transformar instituições e unir os esforços para erradicar a discriminação, restaurar os direitos humanos e a dignidade e não deixar ninguém para trás”, afirma Phumzile Mlambo-Ngcuka, secretária-adjunta da ONU e diretora-executiva da ONU Mulheres.

    Estarão laranja a partir deste sábado (25) o Cristo Redentor (Rio de Janeiro), Elevador Lacerda (Salvador) e Palácio Buriti (Brasília). Vale conferir.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Militantes do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) estiveram na estação Brás do Metrô/CPTM, na capital paulista, na manhã desta quarta-feira (6) denunciar os efeitos da reforma trabalhista sobre a classe trabalhadora distribuindo panfleto feito pelo FNMT.

    A panfletagem faz parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. “Essa reforma trabalhista é mais uma forma de agressão às mulheres, que já sofrem tanto neste país”, afirma Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de Comunicação da CTB, representando a Secretaria da Mulher Trabalhadora da central.

    Leia mais

    Fórum das Mulheres Trabalhadoras divulga folder dos 16 Dias de Ativismo contra a violência

    Mulheres saem às ruas nos 16 dias de ativismo para construir um mundo sem violência

    Ela lembra que esse ato foi marcado justamente do Dia do Laço Branco – 6 de dezembro – Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. “É muito importante conversarmos com os homens que também deploram a violência. O Brasil maltrata demais as mulheres e isso tem que acabar”.

    As seis centrais que sindicais que compõem o FNMT (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) enviaram representantes. “A cartilha foi muito bem aceita pela população o que nos dá ânimo para continuar na resistência aos retrocessos promovidos pelo governo golpista de Michel Temer”, diz Doquinha.

    Acesse e imprima o folheto do FNMT denunciando a reforma trabalhista de Temer aqui.

    Saiba mais sobre o Dia do Laço Branco

    O dia 6 de dezembro foi escolhido porque nessa data em 1989, um rapaz de 25 anos entrou numa escola em Montreal no Canadá. Em uma sala de aula dispensou os homens e matou as 14 mulheres presentes, aos gritos de “eu odeio feministas” e depois suicidou-se. O episódio ficou conhecido como o “Massacre de Montreal”.

    O Dia do Laço Branco é também denominado Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. A comemoração da data chegou ao Brasil em 1999, mas avançou e 2002 com parceria firmada com a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, mas a partir de 2003 ganha status oficial e relevância na luta contra a violência à mulher.

     Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O dia é apropriado porque 25 de novembro é o Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher e marca o início da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres em mais de 160 países.

    ato mulheres 25 novembro republica sp

    A manifestação ocorre na Praça da República, na capital paulista, a partir das 12h e tem participação da CTB e do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) entre diversas entidades do movimento feminista de São Paulo.

    A manifestação denunciará também a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 181, que traminta na Cãmara dos Deputados e pretende proibir a interrupção da gravidez mesmo em casos de estupro. "É um retrocesso e uma violência inominável contra dos direitos das mulheres", diz  Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Para ela, “essa campanha dos 16 Dias de Ativismo é um marco para a luta das mulheres no país todo. A nossa central combate a violência à mulher os 365 dias do ano, e nós vemos essa manifestação como um bom momento para para levar à sociedade uma mensagem em defesa da vida das mulheres”.

    Vídeo do FNMT

    As dirigentes do FNMT divulgaram nesta sexta-feira (24) um vídeo convidando à participação da classe trabalhadora nos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Cada representante das seis centrais sindicais que compõem o Fórum (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) falou sobre assédio moral e sexual no ambiente de trabalho e sobre as dificuldades que impõem às mulheres.

    Assista 

    “Estaremos nas ruas mais uma vez para denunciar os efeitos da reforma trabalhista na vida de todo mundo, mas principalmente no que ela prejudica as mulheres em maior profundidade”, afirma Arêas.

    A direção do Fórum garante também outra manifestação pelos 16 Dias de Ativismo na capital paulista no dia 6 de dezembro - Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Mídia Ninja

  • O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da prefeitura de São Paulo convidam para o seminário Diálogos sobre o Mundo do Trabalho: o Impacto das Reformas na Vida das Mulheres nesta quinta-feira (8), na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo (rua São Bento, 413).

    “Esse evento já ocorre há 3 anos como forma de a SPM dialogar com as centrais sindicais, principalmente porque as munícipes, em sua maioria, são trabalhadoras e a prefeitura precisa conhecer as cidadãs para formular políticas públicas que contemplem seus anseios”, diz Maria Cristina Corral, coordenadora de Autonomia Econômica da SPM.

    Já Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP) acredita que o tema deste ano é muito pertinente porque “as reformas dos golpistas prejudicam as mulheres de maneira contundente”.

    Para a sindicalista, que representa a CTB no FNMT em São Paulo, argumenta ainda que esses projetos afetam diretamente a vida das mulheres, porque “toda crise incide principalmente sobre nós que somos as primeiras a perder o emprego e as últimas a se recolocar”.

    A secretária de Políticas para as Mulheres, Denise Mota Dau e a economista Marilane Teixeira serão as palestrantes desse evento que faz parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que se encerram no sábado (10), Dia Internacional dos Direitos Humanos.

    DIALOGOS com Centrais

    Serviço

    O que: Diálogos sobre o Mundo do Trabalho: o Impacto das Reformas na Vida das Mulheres
    Onde: Sindicato dos Bancários (rua São Bento, 413, centro, São Paulo)
    Quando: Quinta-feira (8), às 14h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Valéria Morato, presidenta da CTB-MG e do Sindicato dos Professores de Minas Gerais, discursa na manifestação do Dia Nacional de Lutas,na Praça 7 em Belo Horizonte. Ela diz que as trabalhadoras e os trabalhadores estão na praça para contar á população "o que não passa na televisão". A sindicalista conta ainda que o governo golpista de Michel Temer gasta R$ 90 milhões em "propaganda enganosa" sobre a necessidade da reforma da previdência nos moldes em que os empresários querem.

    Morato cita que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência no Senado "comprovou que não existe déficit na Previdência". Por isso, reforça, "precisamos pressionar os deputados federais a votarem contra essa reforma, porque não votamos neles para retirarem nossos direitos".  

    Ela lembra que estamos no meio dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e que "essa reforma da previdência é uma das formas mais violentas contra as mulheres, contra as mulheres pensionistas". E saibam os aposentados que com a reforma "a aposentadoria diminui em média 30%", assim nem que já está aposentado fica livre de perdas.

     "Estamos nas ruas para barrar os retrocessos que esse governo está promovendo no mundo do trabalho e no país. Precisamos garantir as eleições e votar em pessoas comprometidas com a classe trabalhadora, porque poderemos ficar sem saúde pública, educação pública e ainda teremos que pagar por tudo isso sem ter emprego", afirma Morato.

     Portal CTB