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Dom, Maio

Curitiba

  • Nesta quarta-feira (11), Dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre, o movimento sindical internacional organiza manifestações nas embaixadas do Brasil no exterior para exigir a libertade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde sábado (7).  

    Vigília democrática: movimentos nas ruas para exigir liberdade de Lula

    Argentina, Estados Unidos, El Salvador, México, País Basco, Panamá, Paraguai, Portugal, Uruguai entre outros países, estão convocando a população para protestar neste dia de luta em defesa da democracia. Em nota, as centrais sindicais brasileiras entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) consideraram a decretação da prisão de Lula "uma medida radical que coloca a sociedade em alerta", diz do documento (leia aquí a íntegra). 

    A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) e outras organizações de Portugal entregaram, na última sexta (6), um abaixo-assinado na embaixada brasileira naquele país repudiando a condenação arbitrária de Lula

    Paraguai e El Salvador também realizaram protestos, nesta semana, em frente à embaixada em seus respectivos países. Uma delegação de sindicalistas uruguaios está em Curitiba junto aos milhares de manifestantes que estão acampados próximo à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para prestar apoio ao ex-presidente.

    Peru, Suécia, Inglaterra, Itália e Holanda também confirmaram atos hoje. Confira:

    Argentina: 

    cta autonoma

    cta dostrabalhadores

    México:

     

    mexico

    País Basco:

    paisbasco

    Portugal:

    portugal

    Uruguai:

    uruguai

    Paraguai e El Salvador realizaram os protesos nesta semana: 

    paraguailulalibre

    el salvador

     

    Érika Ceconi para o Portal CTB - Foto capa: Reuters/Ueslei Marcelino 

  • Mais de 3 mil estudantes e docentes tomaram as ruas do centro da capital paranaense, Curitiba, neste domingo (9) contra a reforma do ensino médio (medida provisória 746/16) e as mudanças na legislação estadual propostas pelo governador Beto Richa (PSDB) (saiba mais aqui).

    “Os Trabalhadores e trabalhadoras da educação pública do estado saíram às ruas em apoio aos estudantes que já ocupam escolas contra essa reforma autoritária e elitistas do ensino médio”, dia Francisco Manoel de Assis França, o Professor Kico, da CTB-PR Educação.

    Camila Lanes convoca estudantes a ocuparem as escolas para defender a educação 

    A presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes explica que a juventude se mobiliza em todo o país até “a MP 746 (reforma do ensino médio) ser retirada de pauta e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 engavetada definitivamente”.

    A União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) repudia também “as declarações do governador Beto Richa que desqualificam a luta dos estudantes e busca deslegitimar as ocupações, desconhecendo que as ocupações são uma reação à forma com a educação é tratada” pelo poder público.

    Manifestação dos secundaristas paranaenses no domingo em Curitiba  

    Lanes define os dois projetos do governo golpista como ataques aos direitos das filhas e filhos da classe trabalhadora. “Somos contra a MP 746 porque queremos participar das discussões sobre o nosso futuro e não queremos aprender somente a somar, subtrair e apertar botões. Queremos viver, amar e participar das decisões sobre o nosso país”.

    Por isso, diz ela, as mobilizações dos estudantes estão apenas no começo. “A tendência é crescer e passarmos de 150 escolas ocupadas em todo o país já neste fim de semana”. Até o momento já são 94 escolas ocupadas em alguns estados.

    A estudante Suany Scrassacata afirma ao G1 ser contra a retirada de sociologia, filosofia, artes e educação física do currículo escolar. “A gente está sofrendo um retrocesso. Tem escola pública fechada, por falta de estruturação. Nisso, ninguém trabalha, ninguém vê. Eles querem impor a escola sem partido, sem ao menos arrumar as nossas escolas. A estrutura das nossas escolas está caindo aos pedaços”.

    Já o professor Kico conta que os docentes, além de apoiarem essas bandeiras da juventude em defesa de uma educação pública inclusiva, estão contra o projeto do Executivo paranaense que corta verbas e salários dos servidores (leia mais aqui).

    Lanes conta ao Portal CTB que há escolas ocupadas no Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso. E crescendo porque a “PEC 241 é o principal mecanismo dos golpistas para acabar com os sonhos de uma geração inteira”.

    Tropa de choque ameaça jovens em São Paulo 

    Cercados pela tropa de choque da Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin, também do PSDB, os estudantes que ocupavam a Escola Estadual Caetano de Campos decidiram desocupar na noite do sábado (8).
    Mas “continuaremos firmes na mobilização para a resistência ao desmonte da educação pública”, afirma Emerson Santos, o Catatau, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes).

    E para piorar, os universitários paulistas prometem manifestação em São Paulo nesta terça-feira (11) porque o Ministério da Educação não está horando o compromisso com as universidades referente ao programa Financiamento Estudantil (Fies). A presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), Flávia Oliveira, disse à jornalistas Laís Gouveia que a situação preocupa. “Desde que Temer assumiu, a transferência não é feita para as universidades, e tem muitas delas que sobrevivem com 97% da sua arrecadação através do Fies, ou seja, se não há o pagamento, muitas instituições de ensino superior fecharão as portas. Na PUC São Paulo, por exemplo, o governo deve R$ 8 milhões em repasses e a reitoria transfere esse problema para os estudantes bolsistas, alegando que, se não houver o pagamento, os beneficiários terão que pagar suas mensalidades por conta própria”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Ao noticiar a prisão ilegal do ex-ministro de Lula e Dilma, Guido Mantega, e depois a revogação dessa prisão pelo juiz golpista Sergio Moro, o apresentador Evaristo Costa, do Jornal Hoje, da TV Globo, foi translúcido e disse que "Mantega foi quem mais tempo ocupou o cargo de ministro da Fazenda durante a democracia no Brasil". Exatamente isso: "durante a democracia no Brasil", não precisa dizer mais nada.

    Assista Evaristo Costa em ato falho 

    Já no programa Painel, da Globonews, sobre a aceitação pelo juiz Sergio Moro da denúncia feita pelo Ministério Público Federal de Curitiba contra o ex-presidente Lula. A apresentadora Renata Lo Prete ficou com cara de taxo com a análise de Aldo Fornazieri, professor da Escola de Sociologia e Política da Universidade de São Paulo.

    "Todas as ações da Lava Jato de um modo geral são politicamente orientadas", disse. E a decisão de Moro de acatar o pedido do MPF visa, de acordo com Fornazieri, influenciar as eleições municipais deste ano, o movimento "Fora Temer" e atingir a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.

    Veja o professor Fornazieri 

    Portal CTB

  • O casal com a filha Titi (Foto: Reprodução Instagram)

    Os ataques racistas pelas redes sociais crescem em novembro - Mês da Consciência Negra . "Já passou da hora de serem tomadas providências para acabar com as práticas de ódio e violência no país”, diz Mônica Custódio, secretária de Promoção da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A vítima da vez é uma garotinha de apenas 2 anos. Titi, a malauiana adotada pelo casal de atores Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso. O casal prestou queixa na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática no Rio de Janeiro, como informa o jornalista Ancelmo Gois.

    Um dos comentários na página do Instragram afirma que "Vcs tinham que adotar uma menina de olhos azuis isso sim iria combinar e não aquela pretinha parece uma macaquinha #lugardepretoénaafrica!!!”.

    Para Custódio, o poder público deve assumir sua responsabilidade e “implementar um grande trabalho de educação de toda a sociedade para extirpar de uma vez por todas a chaga do racismo, que envergonha a nação perante o mundo”.

    Esse tipo de crime tem sido corrente no país. Mas após o golpe à democracia brasileira vem aumentando substancialmente. Antes ainda, em 2013, Carlinhos Brown e Helena Buarque de Hollanda foram morar em Salvador porque seus filhos foram vítimas de ataques racistas no condomínio onde moravam no Rio de Janeiro.

    O mesmo perfil, supostamente falso atacou a cantora paraense Gaby Amarantos. Somente neste ano as cantoras cariocas Ludmilla e MC Carol, além da rapper paulista Preta Rara forma vítimas de ofensas racistas em redes sociais. "A polícia tem que investigar e punir esses covardes, porque é inaceitável que isso ocorra e nada seja feito", reclama a dirigente da CTB.

    A violência não acaba. No ano passado chegou ao conhecimento do público ataques à jornalista Maria Júlia Coutinho, da TV Globo e à atriz Taís Araújo, no mês de novembro. Neste ano, as cantoras cariocas Ludmilla e MC Carol, além da rapper paulista Preta Rara forma vítimas de ofensas racistas em redes sociais.

    “O pior é que as manifestações proliferam e a violência cresce com o assassinato de milhares de jovens negros, pobres e moradores da periferia todos os anos no país”, acentua Custódio. “Vamos organizar grandes atos no Dia da Consciência Negra (20 de novembro) para mostrar que repudiamos o ódio, a discriminação, a desigualdade e a violência”. Inclusive o Mapa da Violência 2016 mostra que os jovens negros são assassinados 2,6 vezes mais do que os brancos.

    Contraponto

    Marcha do orgulho crespo curitiba Foto Tony Mattoso RPC Curitiba

    1ª Marcha do Orgulho Crespo em Curitiba (Foto: Tony Mattoso/PC Curitiba)

    Para mostrar que a maioria dos brasileiros e brasileiras querem a igualdade, centenas de negras e negros ocuparam as ruas de Curitiba para a 1ª Marcha do Orgulho Crespo, no sábado (12).

    De acordo com a imprensa local , a manifestação ocorreu sem incidentes e os participantes estavam com cartazes com dizeres contra o racismo e a favor da beleza negra.

    O objetivo da passeata, segundo os organizadores, foi o de empoderar a mulher negra, que está na base da pirâmide social no país. "As mulheres negras são as que mais sofrem com o racismo e o machismo", finaliza Custódio. 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - Foto: Reprodução Instagram

  • Os advogados do ex-presidente pediram, também, que as decisões tomadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba em relação ao caso sejam anuladas

    Os advogados de Lula solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a ação penal sobre o caso do sítio de Atibaia seja retirada da Justiça Federal do Paraná, de acordo com informações veiculadas no G1.

    O ex-presidente foi novamente condenado, na quarta-feira (6), a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro. Contudo, a manifestação da defesa ao STF foi efetuada antes de sair a condenação.

    A defesa de Lula pediu, ainda, que as decisões tomadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba em relação ao caso sejam anuladas. A relatora é a ministra Cármen Lúcia.

    A equipe de advogados deseja que prevaleça a decisão do STF, que já retirou de Curitiba trechos de delações premiadas que fazem menção a fatos investigados no processo do sítio, uma vez que não há conexão com as irregularidades investigadas na Petrobras.

    “É dizer: se há qualquer fato ensejador da tutela penal envolvendo o célebre sítio de Atibaia/SP, que a sua apuração tome lugar perante o órgão constitucionalmente competente, conforme as decisões proferidas por esta Corte Suprema nos petitórios supramencionados”, escreveu a defesa.

    Lula, o maior líder popular da história do Brasil, é hoje um preso político, vítima de uma perseguição jurídica, capitaneada pelo juiz Sergio Moro e a chamada República de Curitiba, que teve o objetivo de impedir sua participação nas eleições presidenciais de 2018, o que abriu caminho para a vitória do candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro. Foi condenado e preso sem provas e sem o devido trânsito em julgado, em detrimento do princípio de presunção da inocência consagrado na Constituição.

  • "O prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde o juiz Sergio Moro é professor, em Curitiba, foi ocupado na noite desta quinta-feira (3) pelos estudantes em protesto contra a PEC 55/241, que congela investimentos por 20 anos, e a MP 746 que reforma o ensino médio no país", informa o Blog do Esmael.

    Veja como foi a ocupação 

    O estudante Célio disse que ocuparam o prédio hisórico da UFPR, justamente para fortalecer "o movimento de ocupações contra o desastre que significa a PEC 55 (ex 241) para as áreas sociais no país, principalmente porque acaba com a educação pública e visa a privatização do ensino médio e superior". Para ele, é importante "aglutinar forças para o dia nacional de paralisações que ocorrerá na sexta-feira (11) em todo o país".

    Governo paulista e a PEC da Morte

    A repressão aos estudantes continua intensa. A Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin levou para a delegacia estudantes e jornalistas que ocupavam o Centro Paula Souza, sem mandado judicial. O Mídia Ninja produziu um vídeo onde os detidos fizeram um jogral para dizer que “há anos não vemos estudantes, jornalistas e manifestantes sendo presos sem mandato. De maneira truculenta e contra qualquer tipo de legalidade constitucional. A ditadura Temer está se instalando e a forma como Geraldo Alckmin tratou os estudantes na noite de hoje é a maior prova disso.Não adianta nos reprimir, não adianta nos prender, muitos morreram pelo livre direito de manifestação, e nós seguiremos resistindo!”.

    Assista 

    O Estado de Exceção avança contra a juventude que resiste. O número de escolas ocupadas cresce dia a dia. Até o momento já são 167 universidades públicas ocupadas, de acordo com a União Nacional dos Estudantes e mais de 1.200 escolas também ocupadas em todo o país.

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    Contra PEC da Morte, estudantes dão aula, mas os governantes não aprendem nada

    Portal CTB

  • Milhares de estudantes realizaram manifestações durante o Dia Nacional de Mobilização, nesta quarta-feira (5), para mostrar ao governo golpista que os “estudantes não aceitam o desmonte da educação pública colocado em diversas medidas”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    A líder estudantil realça que as inúmeras manifestações em todo o país culminaram (somente ontem) com 31 ocupações de escolas, sendo 22 no Paraná e as outras nove em Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Ocorreram manifestações em todas as 27 unidades da federação.

    Assista manifestação em Curitiba (PR)

    Veja os estudantes em São Lourenço (MG) 

    Acompanhe a manifestação de Bauru (SP) 

    Ela lembra ainda que foi instalada nesta quarta a comissão especial da Câmara dos Deputados para analisar o Projeto de Lei 867/15, que pode transformar o projeto Escola Sem Partido em lei. Sobre o tema vale ressaltar o que diz o deputado João Campos (PRB-GO), coordenador da Frente Parlamentar Evangélica.

    O depoimento dele foi colhido pela repórter Bia Kicis, do movimento Professores Contra o Escola Sem Partido. Campos diz que tem expectativa de aprovar o projeto sumariamente. “Sendo instalada hoje (a comissão), nós vamos cumprir um roteiro que implique também celeridade para que a gente aprove esse projeto na comissão no menor espaço de tempo”.

    Sem nenhum disfarce, om deputado explica que a comissão foi criada para abreviar o tempo de tramitação da matéria. De acordo com ele, a comissão foi criada para “abreviar substancialmente a tramitação desse projeto aqui, que é um projeto de interesse da sociedade, de interesse das famílias”. Saiba mais sobre o projeto aqui.

    Além de protestar contra o Escola Sem Partido, os estudantes atacam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16, que na prática “liquida com a educação pública”, afirma Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Confira aqui e aquios efeitos da proposta.

    Lanes reforça ainda que milhares de estudantes tomaram as ruas do país para contestar também a reforma do ensino médio – proposta pela Medida Provisória 746. Ela afirma que os estudantes não aceitam mexer na educação sem diálogo.

     “Todas essas propostas afundarão cada vez mais a educação pública. Porque querer aumentar a carga horária com as escolas sem a mínima estrutura como estão boa parte delas, só fará piorar a situação, prejudicando profissionais e estudantes”, argumenta.

    A professora Betros concorda com a líder estudantil. Como a PEC 241 visa congelar os investimentos nas áreas sociais por 20 anos, além dos salários dos servidores públicos, “como poderemos trabalhar 7 horas numa escola, ter um salário cada vez mais defasado e nos mantermos atualizados?”

    Outro problema lembrado pela educadora é sobre formação dos docentes como prevê o Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado depois de anos de discussões. “Além dos salários e das condições de trabalho, lutamos para termos uma formação cada vez mais sintonizada com as necessidades de uma educação emancipadora”, diz.

    Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação critica também o programa “Criança Feliz”, lançado pela primeira-dama, Marcela Temer, nesta quarta. “É uma proposta antieducativa e antipedagógica. A creche, que foi vinculada a educação desde 1996, agora volta para assistência social. Pode parecer que esse fato não tem conexão alguma com a PEC 241, mas qual é o real intuito do programa? Evitar o investimento na educação infantil, que ultimamente tem um custo justo, e, com o congelamento de investimentos propostos, fazer um serviço pobre para os mais pobres”, denuncia o especialista em educação para a jornalista Laís Gouveia, do Portal Vermelho.

    Saiba os efeitos pernósticos da PEC 241. Vídeo do Levante Popular da Juventude

    Além de congelar por 20 anos as verbas para a educação, o desgoverno Temer já reduziu o Custo Aluno Qualidade (CAQ) de R$ 3.500 para R$ 2.900. “Como podem melhorar a educação com essas medidas de cortes de verbas?”, questiona Lanes.

    Ela fala ainda que os “estudantes continuarão ocupando escolas em todo o país por uma educação pública de qualidade para todos e todas”. Lembra que o ensino superior também sofre restrições como no caso do Financiamento Estudantil (Fies). Ocorreram manifestações de universitários exigindo a manutenção do programa, já que o Ministério da Educação (MEC) está em atraso com as universidades, que prometem medidas contra os estudantes.

    Na realidade, diz a líder estudantil, “o MEC está desconhecendo todas as leis atuais da educação porque visa privatizar ao menos o ensino médio e superior e com isso aumentar ainda mais o lucro dos empresários da educação”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • A nadadora pernambucana Joanna Maranhão volta a ser alvo de polêmica. Após não conseguir classificação em competição de natação nas Olimpíadas Rio 2016, choveram ataques à atleta pelas redes sociais.

    No ano passado, pouco antes de partir para as competições do Pan-americano, Maranhão gravou um vídeo em resposta aos deputados ultraconservadores que defendem a redução da maioridade penal e a retirada de conquistas das mulheres. Atacou também as posições racistas e homofóbicas de Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro. No vídeo, dispensou a torcida deles na disputa do Pan (saiba mais aqui).

    A partir dessa manifestação, ela passou a ser perseguida por setores reacionários da sociedade. Circulando pelas ciclovias paulistanas, ao ver um carro estacionado em cima da ciclovia, reclamou e recebeu ofensa (leia aqui) igual à desferida contra Letícia Sabatella em Curitiba.

    Os ataques mais recentes contra a atleta olímpica, de 29 anos, aconteceram após ela não obter classificação para continuar a disputada por medalhas da Rio 2016. “Nem todo mundo compreende a grandiosidade e a competitividade de uma olimpíada", diz Maranhão.

    “Treinei muito para ser a melhor nadadora do Brasil e não sucumbir à minha depressão, e de repente as pessoas me questionando, questionando minha história", afirma. Com razão ela diz que "o Brasil é um país muito racista, muito machista, muito homofóbico”.

    Assista a entrevista da atleta ao canal pago SporTV 

    Maranhão se solidariza com seus colegas do judô que perderam. Ela cita o caso de Rafaela Silva que foi chamada de “macaca”, por ser negra, em 2012, após perder (leia mais aqui).

    “Rafaela é uma menina de origem pobre, que teve assistência de programas sociais, e muitas pessoas querem que isso acabe. É paradoxal", reforça.

    Para ela, seria natural as pessoas criticarem a suja atuação no esporte, mas “desejar que eu seja estuprada, que a minha mãe morra, que um bandido me mate”, argumenta, “acho que isso ultrapassa “ os limites da civilidade.

    Ela afirma que o possível dinheiro arrecadado com as ações judiciais reverterão para a sua ONG Infância Livre, que cuida de crianças que sofreram abuso sexual em Recife (saiba mais aqui).

    “As pessoas se sentem seguras por estarem por trás de um computador”, mas ela conta que armazenou todos os xingamentos e encaminhou para a Justiça, porque ao partirem “para a história da minha infância” para o “desrespeito com as mulheres” e “pelo fato de eu ser nordestina" aí "vou ter que tomar medidas jurídicas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Colégio Santa Felicidade, de Curitiba, onde o corpo do menino foi encontrado

    Educadores afirmam que a população do Paraná ficou chocada com a notícia da morte de Lucas Eduardo Araújo Mota, 16 anos, nas dependências do Colégio Santa Felicidade em Curitiba, nesta segunda-feira (24). O governador Beto Richa (PSDB) não perdeu tempo em criminalizar as ocupações.

    “A ocupação de escolas no Paraná ultrapassou os limites do bom senso e não encontra amparo na razão, pois o diálogo sobre a reforma do ensino médio está aberto, como bem sabem todos os envolvidos nessa questão”, divulgou Richa em sua nota de pesar. O que fica patente é exatamente o contrário.

    O fato mostra a falta de segurança pública no estado e que a polícia é despreparada para lidar democraticamente com a população.

    O grupo Jornalistas Livres denuncia terror no colégio onde Lucas foi encontrado 

    Ao que prontamente os movimentos sociais responderam. A APP-Sindicato dos Professores do Estado do Paraná lamentou a criminalização dos movimentos de maneira tão torpe. “Infelizmente neste momento triste, surgem tentativas de criminalização do movimento legítimo dos estudantes e vinculação do sindicato ao episódio. A APP-Sindicato repudia tais ações. Assim como a sociedade paranaense, esperamos a apuração do caso pelos órgãos competentes”.

    Nesta terça-feira (25), a Polícia Militar do estado apreendeu um adolescente de 17 anos que confessou o crime. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita os jovens consumiram droga e se desentenderam. O jovem morto tentou se refugiar na escola onde foi assassinado. O Ministério Público do Paraná passou a acompanhar as investigações.

    O Ocupa Paraná divulgou nota repudiando a criminalização das ocupações de escolas contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 e a reforma do ensino médio. “Apesar das diversas correntes de ódio que tomaram conta do estado no dia de hoje, nós do movimento Ocupa Paraná não queremos e nem vamos culpabilizar ninguém pelo acontecido. Neste momento queremos apenas prestar solidariedade à família de Lucas, família que perde um dos seus para o ódio, para a intolerância e para a violência”.

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    Em defesa da educação, milhares de estudantes fazem manifestações pelo Brasil afora

    As entidades máximas do movimento estudantil também rechaçaram a utilização política da fatalidade. “É importante destacar que as manifestações com ocupações de escolas se iniciaram em todo o país há mais de um mês contra a proposta de Medida Provisória 746 e a Proposta de Emenda Constitucional 241 e, desde o início, são pacíficas e abertas diálogo. Os estudantes se organizam, votam em assembleia, dividem-se em grupos de trabalho e mantém a ordem e a limpeza dentro das instituições”, diz trecho do texto assinado pela União Nacional dos Estudantes, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e Associação Nacional dos Pós-graduandos.

    Os Advogados e Advogadas pela Democracia reclamaram de que foram impedidos pela Polícia Civil de acompanhar os depoimentos prestados pelos adolescentes. Depois de muita reclamação conseguiram entrar na escola onde ocorreu o crime.

    A advogada Tania Mandarino conseguiu entrar na escola e conversou com 12 alunos, que relataram a ocorrência de uma briga no colégio e que o suposto agressor/assassino seria um jovem que não teria relação com o colégio e seus alunos. "Tudo indica que o ódio contra as ocupações funcionou: temos um cadáver", diz.

    “Mas a tragédia não parou o movimento, nem colocou a sociedade paranaense contra o movimento das ocupações de escolas para defender a educação pública”, diz a estudante Arizla Nathally Fernandes de Oliveira, de Quatro Barras, interior do estado.

    Tanto que ocorre na quarta-feira (26), às 8h da manhã, na capital Curitiba, a Assembleia Estadual das Escolas Ocupadas para avaliar e decidir os novos rumos do movimento.

    Profissionais da educação

    Integrantes do núcleo Educação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Paraná (CTB-PR) informam que ocorre uma reunião da comissão dirigente da greve nesta terça-feira (25).

    ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES BRUNNO COVELLO 4

    “A APP-Sindicato analisa as medidas cabíveis contra o posicionamento do governador Richa, que criminaliza a greve e se recusa ao diálogo”, afirma Francisco Manoel de Assis França, conhecido como professor Kico.

    Assista entrevista com dirigente da APP-Sindicato para a TV Tarobá, de Cascavel 

    De acordo com o educador de Curitiba, a paralisação atinge cerca de 70% da categoria e a “intransigência do governo faz o movimento crescer mais rapidamente. Estamos parados contra o calote que sofremos, contra a PEC 241 e contra os desmandos do governo estadual”, diz.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A APP-Sindicato dos Professores do Paraná faz nesta sexta-feira (29) o Dia de Luto e Luta, para lembrar o aniversário de um ano do massacre feito pela Polícia Militar contra uma manifestação pacífica de educadores e educadoras por seus direitos, conhecido como o Massacre do Centro Cívico, local do ocorrido. Haverá paralisação das atividades e protestos nas ruas em defesa da educação pública e da democracia.

    No dia 29 de abril, do ano passado, por ordem do governador Beto Richa (PSDB) a polícia paranaense cercou e despejou bombas de gás e cassetetes de borracha em educadores e educadoras totalmente indefesos.

    Richa mostrava assim a sua política para a educação e para os servidores públicos: a violência desmedida. Durante cerca de duas horas, mais de 200 pessoas saíram brutalmente feridas, sem a menor chance de defesa.

    “A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) se solidariza com os trabalhadores e trabalhadoras da educação do Paraná nesta triste data”, diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM e dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

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    Para ela, “a truculência da polícia paranaense mostra que o PSDB não tem política para a educação e trata os movimentos sociais com desrespeito e violência”. O pior de tudo, diz Isis, é que “em vez de barbáries como essas servirem para avançarmos na civilização brasileira, estão trazendo retrocessos inomináveis”.

    Ela cita como exemplo uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa de Alagoas, conhecida como “Escola Livre”, pela qual professores e professoras ficam proibidos de emitir opinião em sala de aula sobre temas de cunho religioso, político e ideológico. “Uma verdadeira lei da mordaça”, afirma Isis.

    A educadora se diz muito preocupada com a situação política do país e que violências como a ocorrida em Curitiba um ano atrás, podem virar corriqueiras se “a democracia for golpeada com o impeachment da presidenta Dilma”.

    “Que a lição e a coragem dos profissionais da educação do Paraná sirvam de exemplo para barrarmos toda a espécie de barbárie em nossa sociedade”, conclui. O núcleo de educação da CTB-PR participa ativamente da defesa da democracia e denuncia a truculência do governador Beto Richa, especialmente contra educadores e servidores públicos.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Ana Júlia diz o que os progressistas gostariam e os conservadores não querem ouvir

    A estudante que empolgou as cabeças progressistas do país com seu discurso em defesa das ocupações de escolas no Paraná, Ana Júlia Ribeiro, mais uma vez fala o que todos os defensores de uma educação pública de qualidade gostariam e os conservadores precisam ouvir, desta vez em audiência pública sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 (ex-PEC 241), no Senado Federal.

    Com a história na mão

    Ela afirma que as ações dos estudantes são vistas como “baderna”, mas que na verdade é pela educação pública.  Diz ainda ser a favor de mudanças na educação, mas que a sociedade possa debater, que o movimento estudantil possa participar. “Estamos lá porque acreditamos no Brasil”.

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    No final, ela falou contra a onda de repressão, que se espalha pelo país, aos ocupantes de escolas e afirma que “estamos lá na paz”. A menina de 16 anos afirma com firmeza que “vamos desenvolver métodos de desobediência civil, nós vamos levar a luta estudantil para frente, nós vamos mostrar que não estamos aqui de brincadeira, e que o Brasil vai ser um país de todos”. Para ela, quem votar a favor da PEC do Fim do Mundo estará com as “mãos sujas por 20 anos” (acompanhe abaixo a fala da estudante).

     

    Na contramão

    Conservadores agem à revelia do Estado Democrático de Direito. Em diversos estados a repressão ao movimento dos secundaristas contra a PEC 55 e a reforma do ensino médio, mostra a verdadeira face do governo golpista contra a democracia, a inteligência e o bom senso.

    O juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios chegou ao absurdo de autorizar o uso de técnicas de tortura contra estudantes.

    "Autorizo expressamente que a Polícia Militar utilize meio de restrição à habitabilidade do imóvel, tal como, suspenda o corte do fornecimento de água; energia e gás (...) restrinja o acesso de terceiro, em especial parentes e conhecidos dos ocupantes", determina.

    Em seu ofício (veja foto abaixo), o juiz autoriza o corte de água, luz e gás das unidades de ensino, além de impedir o acesso de familiares e amigos. Autorizou inclusive a utilização de "instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono".

    juiz autoriza tortura estudantes df

    Sem intimidar-se, centenas de estudantes do DF, ocuparam a reitoria da Universidade de Brasília (UnB), no campus Plano Piloto, na noite desta segunda-feira (31) para protestar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 (ex-241), que congela os investimentos em educação e saúde por 20 anos. Aos gritos de "recua, direita recua. É o poder popular que tá na rua" (veja vídeo abaixo).

    Jovens algemados como criminosos

    Mesmo sem autorização judicial, na quinta-feira (27), chamada pela direção da escola, a Polícia Militar invadiu a Polícia Militar, em Miracema, interior do Tocantins, e deteve estudantes. Como se fossem bandidos, os jovens foram algemados e levados para a delegacia da cidade. No dia seguinte, a Justiça determinou a liberação de todos.

    estudantes algemados tocantins

    Estudantes de Tocantins foram presos e algemados (reprodução / Facebook / Gleisi Hoffmann)

    No Paraná, estado com o maior número de escolas ocupadas, grupos fascistas, liderados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) agem com violência tentando desocupar a escolas. Eles atacam “as escolas com pedras, com ameaças", diz Camila Lanes, presidenta da união Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    Pelo país, “a gente vê casos como o atropelamento de um estudante em um ato; a gente vê casos, como na Bahia, de agressões físicas e ameaças feitas por membros desse movimento contra estudantes; a gente vê casos, como aqui em Brasília, em que o Movimento Desocupa tentou invadir uma escola pelo telhado”, afirma a líder estudantil.

    Na quinta-feira (27), em Chapecó, em Santa Catarina, a PM catarinense invadiu a ocupação da escola Irene Stonoga com fuzis em punho, acompanhada da direção da escola. A imprensa local afirma que direção manteve os estudantes presos entre as grades do corredor até os policiais chegarem.

    Em Bocaiúva, Minas Gerais, estudantes e educadores da Escola Estadual Dr. Odilon Loures se unem contra a PEC do Fim do Mundo e tomam as ruas da cidade, contra o congelamento de investimentos em educação e saúde públicas(veja foto abaixo).

    protesto bocaiuva mg

    Estudantes e educadores de Bocaiúva contra a PEC da Maldade

    A estudante Clara Stempkowski diz, para a Ubes, que “foi muito assustador para nós, todos estávamos muito amedrontados, eu nunca havia visto uma arma daquele porte, não sabia o que fazer, fiquei tremendo por horas até conseguir me acalmar”.

    Do Paraná vem a boa notícia. Ao saberem da intenção do MBL de desocupar à força o do Colégio Estadual Pedro Macedo, em Curitiba, pais de alunos, professores e vizinhos da escola saíram em defesa dos estudantes e expulsaram os fascistas. Alunos fazem o mesmo para defenderem seus colegas do Núcleo Regional de Educação, na capital paranaense (assista abaixo). 

    Já em São Paulo a PM é acusada de carregar uma lista com fotos e nomes de secundaristas e apoiadores do movimento”, diz Liliane Almeida, do GGN. “Ao ser abordado, o jovem é obrigado a reconhecer os colegas apresentados nas imagens. Quem não consegue, é espancado”, afirma a repórter.

    pm paulista prende estudante

    Com a violência costumeira, a PM de Geraldo Alckmin ataca jovens inocentes (foto: jornal GGN)

    Ela conta o caso “de um estudante de Paraisópolis, pego dentro de uma estação da CPTM e levado até uma pequena sala com dois policiais, sem identificação, que o interrogaram apresentando fotos de outros estudantes que o jovem precisava reconhecer dando nomes e endereços. Como o rapaz, de apenas 16 anos, se recusou a passar informações, foi brutalmente espancado até perder a consciência”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O #OcupaMincRJ, importante movimento de artistas contra o governo golpista, cresce a olhos vistos. “Agora a nossa nova casa, o antigo Canecão, se torna o centro de encontro da resistência”, dizem os organizadores do movimento.

    O Canecão não para de receber visitas ilustres. Na madrugada desta sexta-feira (5) foi a vez de Chico Buarque reverenciar o espaço e puxar um "Fora, Temer!" diferente. Ele cantou sua canção “Apesar de Você” e eletrizou o público.

    Confira o vídeo com a apresentação dedicada aos golpistas

    Os integrantes do Ocupa Minc RJ se somaram aos milhares de manifestantes que nas ruas denunciam o golpe de Estado na democracia brasileira, no dia de abertura das olimpíadas Rio 2016. Veja vídeo do Ocupa no ato do Rio de Janeiro. 

    Para este sábado (6), os ocupantes preparam o Festival de Artes Integradas do Coletivo Lá Vai Maria. “Nas ruas,/nas praças,/quem disse que é banal?/aqui está presente o movimento cultural”. O evento ocorre no antigo Canecão (av. Venceslau Brás, 215, Botafogo, Rio). Veja a página do evento aqui

    Já em Curitiba a tenda do Circo da Democracia foi levantada para denunciar o golpe. O espetáculo começa nesta sexta-feira (5) e vai até segunda-feira (15), na Praça Santos Andrade, centro da capital paranaense.

    Veja vídeo de apresentação

    "Cada um de vocês deve pegar nas mãos dos seus filhos e trazer para ver a lona levantar. É talvez um dos espetáculos mais bonitos da Terra, quando o circo, do nada, se transforma em um espaço cultural simbólico, cheio de luzes e estrelas”, diz Carlos Frederico Marés.

    Em vídeo, artistas criaram uma maneira inédita de acompanhar o Hino Nacional. Fora, Temer! 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A professora de Sociologia Gabriela Viola foi afastada pela Secretaria Estadual de Educação do Paraná porque pediu um trabalho sobre o que os alunos haviam entendido de sua aula sobre o pensador alemão Karl Marx (1818-1883).

    Justamente porque os alunos do primeiro ano B do ensino médio fizeram um vídeo muito criativo com uma paródia do funk "Baile de Favela", do MC João, e o postaram na internet. 

    A paródia "Karl Marx é Baile de Favela" viralizou na internet juntamente com a campanha #VoltaGabi, promovida pelos alunos do Colégio Estadual Professora Maria Gai Grendel, que fica na capital Curitiba.

    Acompanhe a página do #VoltaGabi no Facebook aqui.

    Gabriela explica que suas aulas são voltadas para o incentivo aos estudos. Além de Marx, ela leciona pensadores como Émile Durkheim (1858-1917) e Max Weber (1864-1920). Nenhum dos dois tem proximidade com as ideias marxistas. Durkheim foi um sociólogo e psicólogo social francês que defendia o estudo da Sociologia para entender as "crenças e modos de comportamento instituídos pela coletividade". Já Weber foi um economista e jurista alemão. Seus trabalhos foram voltados para o estudo do capitalismo. Comumente se atribui aos três a criação da Sociologia como ciência.

    Alguns representantes da extrema-direita taxaram a aula de Gabriela de "doutrinação marxista". Fruto da proposta do que chamam de "Escola Sem Partido". O que para Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas, representa “a escola do pensamento único, da falta de diálogo e da desinteligência.”

    "A 'Escola Sem Partido' é a escola de apenas um partido, de apenas um lado (o mais conservador de todos), buscando enterrar a diversidade de pensamento natural na busca de conhecimentos e transformando o processo educacional em instrumento de opressão e de censura", diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

    Assista o vídeo do trabalho feito pelos alunos do 1º B do Colégio Estadual Professora Maria Gai Grendel

  • A professora de Sociologia Gabriela Viola foi afastada pela Secretaria Estadual de Educação do Paraná porque pediu um trabalho sobre o que os alunos haviam entendido de sua aula sobre o pensador alemão Karl Marx (1818-1883).

    Justamente porque os alunos do primeiro ano B do ensino médio fizeram um vídeo muito criativo com uma paródia do funk "Baile de Favela", do MC João, e o postaram na internet. 

    A paródia "Karl Marx é Baile de Favela" viralizou na internet juntamente com a campanha #VoltaGabi, promovida pelos alunos do Colégio Estadual Professora Maria Gai Grendel, que fica na capital Curitiba.

    Acompanhe a página do #VoltaGabi no Facebook aqui.

    Gabriela explica que suas aulas são voltadas para o incentivo aos estudos. Além de Marx, ela leciona pensadores como Émile Durkheim (1858-1917) e Max Weber (1864-1920). Nenhum dos dois tem proximidade com as ideias marxistas. Durkheim foi um sociólogo e psicólogo social francês que defendia o estudo da Sociologia para entender as "crenças e modos de comportamento instituídos pela coletividade". Já Weber foi um economista e jurista alemão. Seus trabalhos foram voltados para o estudo do capitalismo. Comumente se atribui aos três a criação da Sociologia como ciência.

    Alguns representantes da extrema-direita taxaram a aula de Gabriela de "doutrinação marxista". Fruto da proposta do que chamam de "Escola Sem Partido". O que para Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas, representa “a escola do pensamento único, da falta de diálogo e da desinteligência.”

    "A 'Escola Sem Partido' é a escola de apenas um partido, de apenas um lado (o mais conservador de todos), buscando enterrar a diversidade de pensamento natural na busca de conhecimentos e transformando o processo educacional em instrumento de opressão e de censura", diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

    Assista o vídeo do trabalho feito pelos alunos do 1º B do Colégio Estadual Professora Maria Gai Grendel

  • Afirmando haver fraudes no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em agosto de 2013, o juiz Sérgio Moro determinou a prisão preventiva de 11 trabalhadores rurais e atingiu diretamente um programa do governo federal que beneficiava milhares de famílias, em especial as mais carentes. 

    “O efeito da ação policial - que depois se descobriu não haver fraudes - não só destruiu o PAA, ele abriu caminho para o desmonte de uma cadeia produtiva inteira e condenou milhares à insegurança alimentar”, lamentou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.

    Os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) são reveladores do impacto brutal da acça de Moro. Em 2012, 120 famílias associadas ao PAA entregavam cerca de 120 toneladas de alimentos. Após ação de Moro, em 2013, e mesmo com eles inocentados, o grupo foi reduzido a cinco famílias associadas.

    “O programa era revolucionário e respeitado aqui e fora do país. Pois, além de gerar emprego, aquecia a economia local e beneficiava o cidadão mais marginalizado naquela região. Hoje, colhemos o saldo da sanha destruidora de Sergio Moro: desemprego generalizado na indústria, recessão, destruição da agricultura familiar. Essa ofensiva brutal associada a outros ataques como a Emenda Constitucional 95 mudaram a vida de milhões e isso ainda pode ficar pior”, ressaltou Sérgio de Miranda, secretário nacional de Finanças da CTB e vice-presidente da Fetag Rio Grande do Sul.

    Quadro abaixo mostra o recuo do PPA no Paraná

    morodestroipaa parana

    Dados do então Ministério do Desenvolvimento Agrário (destruído por Michel Temer, logo após o golpe de de maio de 2016) revelam que o PAA - Paraná distribuiu 16,2 toneladas de produtos agrícolas e pecuários, oferecidos por 8.215 agricultores. Beneficiaram 1.208 entidades (creches, hospitais, asilos, associações de caridade, etc.). 

    O gráfico abaixo mostra os cortes empreendidos pela gestão Temer após maio de 2016. 

    A reportagem do Jornal do Brasil ainda revelou que as supostas fraudes nunca existiram e que, após a desmobilização total dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, eles foram soltos e o Programa destruído.

    Políticas contra a miséria

    Em entrevista ao Jornal do Brasil, no dia 12 de agosto, o brasileiro José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), alertou para a crise que o Brasil atravessa logo após inspiradoras políticas sociais mudarem o horizonte nacional. Ele informou que dados recentes do IBGE estão sendo analisados pelas equipes da FAO e indicam, preliminarmente, que metade das famílias em situação de extrema pobreza está, hoje, mais sujeita à insegurança alimentar e nutricional.

    “Os motivos são a recessão econômica, com desemprego crescente e o cortes nos gastos de governo com as políticas sociais. Se o Brasil não voltar a crescer de forma contínua para promover uma retomada no mercado de trabalho, e se não forem não apenas mantidos, mas claro, ampliados os programas sociais, em particular os de transferências de renda, como o Bolsa Família, compras da agricultura familiar para a merenda escolar e a aposentadoria rural, corremos o sério risco de voltar ao Mapa da Fome”, destacou Graziano.

    Desde que assumiu a posição como diretor geral da FAO, José Graziano definiu o foco da agência o objetivo de erradicar completamente a fome e a desnutrição até 2030. “Um  desafio diante da demanda alimentar de 7,3 bilhões de pessoas que habitam o planeta, sendo que 800 milhões de pessoas, a maior parte na zona rural, não tem o que comer. A cada 3-4 segundos se registra uma morte por fome no mundo”, lembrou ele.

    Portal CTB - Co informações do Jornal do Brasil

  • Com base nas listas de músicas preferidas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que têm circulado em shows pelo Brasil afora, o Portal CTB homenageia o ex-presidente com treze canções do rico acervo da Música Popular Brasileira. Para exigir Lula Livre, democracia já e liberdade para todas e todos poderem sonhar e viver como desejam, construindo o Brasil que queremos e merecemos.

    Neste sábado (14) completa-se uma semana da prisão de Lula e um mês do assassinato de Marielle Franco. Que país é este, onde predominam o ódio de classe, o racismo, o sexismo, a misoginia e a homofobia? Onde predomina o desrespeito aos direitos humanos e aos mais pobres?

    Esta é uma forma de carta ao ex-presidente. Aumente o som, quem sabe Lula ouve em Curitiba:

    Xote Bandeiroso (Língua de Trapo)  

    Cidadão (Zé Geraldo) 

    Canção da América (Fernando Brant e Milton Nascimento) 

    Latinoamerica (Calle 13) 

    Apenas um rapaz latino americano (Belchior) 

    Lama nas ruas (Zeca Pagodinho) 

    Tenho sede (Dominguinhos e Gilberto Gil) 

    O bêbado e a equilibrista (Aldir Blanc e João Bosco) 

    Asa Branca (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga) 

    Blues da  piedade(Cazuza) 

    Juízo Final (Nelson Cavaquinho) 

    Gente (Caetano Veloso) 

    Vai Passar (Chico Buarque e Francis Hime)  

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB. Foto: Francisco Proner