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Seg, Jun

Érika Piteres

  • Exército não põe fim à crise (Foto: Gabriel Lordelli/EFE)

    Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras no Espírito Santo (CTB-ES), Jonas Rodrigues de Paula, o caos que vive o estado é culpa de ajuste fiscal neoliberal. “O ajuste fiscal efetuado pelo governador Paulo Hartung (PMDB) é o principal causador dessas crise. O arrocho salarial e a recessão atingiram níveis insuportáveis. Ninguém aguenta mais essa situação".

    De acordo com De Paula, a mídia burguesa festejou muito o duro ajuste fiscal feito no estado e muitos o colocaram com exemplo para o país. “Já pensou essa violência em escala nacional?”, questiona o cetebista. “Não há força de segurança que segure”.

    Violência aumenta

    O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Guarapari, Walace Belmiro Fernaziari, mais conhecido como Barão, foi assassinado na madrugada desta quinta-feira (9) e já somam 101 assassinatos em seis dias de paralisação da Polícia Militar do estado, de acordo com o G1, o que dá mais do que 16 homicídios por dia, a maioria constituída de trabalhadores negros e pobres.

    Com o assassinato do Barão, o Sindicato dos Rodoviários da Grande Vitória determinou paralisação por tempo indeterminado no transporte na região, por falta de segurança. “A população, especialmente a mais pobre, continua refém da violência e o simples ato de sair para a rua está sendo perigoso”, diz Érika Piteres, secretária da Mulher, da CTB-ES.

    A partir desta quarta-feira à noite, o Exército enviou diversos blindados para a Grande Vitória. Mesmo assim, de acordo com informações da coordenadora do coletivo de Educação da CTB-ES, Josandra Rupf, a população continua refém dos traficantes que brigam por territórios.

    Segundo a imprensa local e dirigentes sindicais a situação continua muito tensa em muitos locais. O movimento liderado pelas mulheres dos policias resiste e tem o apoio de grande parte da população.

    A Mídia Ninja desafiando o medo saiu à rua de Vitória na madrugada desta quinta com um carro projetava nos prédios e nas casas a hashtag #VitóriaSemMedo. Sob o aplauso de muitas pessoas (veja o vídeo abaixo).

     

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mulheres continuam acampadas em frente aos batalhões da PM no Espírito Santo

    (Foto Naiara Arpini/G1)

    Há uma semana as mulheres dos policiais do Espírito Santo mantêm-se à frente dos protestos por melhores condições de trabalho e aumento salarial para os maridos. “A situação da classe trabalhadora está aviltante no estado”, afirma Jonas Rodrigues de Paula, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Espírito Santo (CTB-ES).

    Ele explica que o governo de Paulo Hartung (PMDB) iniciou um ajuste fiscal que tem pesado sobre “as costas de trabalhadores e trabalhadoras. O resultado desse ajuste neoliberal é isso que estamos vendo nas ruas da Grande Vitória, em uma semana já contabilizamos 120 mortes violentas”.

    Na noite desta quinta-feira (9), as lideranças do movimento protagonizado pelas mulheres dos PMs vararam a madrugada em negociação com o governo estadual, porém, sem acordo. O El País Brasil afirma em reportagem que as mulheres reivindicam 43% de aumento (segundo os PMs, essa é a defasagem salarial da categoria) e anistia para os policiais. Também participaram da reunião, representantes das entidades sindicais dos policiais.

    Fernanda Silva, umas das representantes do movimento, afirmou ao El País que "o governo disse que chegou ao limite da negociação, a gente pede o reajuste, mas eles dizem que não tem mais negociação". Ao fim da reunião, as representantes saíram de mãos dadas aos gritos de “mulheres unidas jamais serão vencidas”.

    Segundo a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo (ACS), o salário base de um policial no estado é R$ 2,6 mil, enquanto a média nacional chega a R$ 4 mil.

    Para Érika Piteres, secretária da Mulher da CTB-ES, “a atuação das mulheres dos policiais tem sido fundamental para manter a greve”. De acordo com ela, a CTB-ES “apóia a reivindicação deles porque sempre se mantém ao lado de trabalhadores e trabalhadoras”.

    Ainda mais, diz ela, “são as mulheres que sentem primeiramente o peso da crise. As que estão no mercado de trabalho perdem o emprego em primeiro lugar, as que trabalham em casa, percebem antes a falta do essencial para uma vida digna”.

    Movimento se alastra

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    Familiares de PMs iniciam movimento no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (Foto: Agência Folha)

    A Polícia Civil do Espírito Santo ameaça aderir ao movimento. E mesmo com apelo de um policial feito nesta quinta para que os PMs retornem às ruas, o movimento permanece forte. Alguns especialistas temem um alastramento desse tipo de protesto pelo país afora.

    A cidade do Rio de Janeiro amanheceu, nesta sexta-feria (10), com familiares de policiais militares protestando em ao menos cinco batalhões. Contudo, a PM ainda está fazendo o policiamento nas ruas.

    Já a Polícia Civil fluminense está em greve há duas semanas. Os salários dos servidores do estado do Rio de Janeiro estão atrasados. Eles ainda nem receberam nem o 13º.

    Para De Paula, da CTB-ES, “a população capixaba não suporta mais o terror ao qual está submetida já há uma semana. É preciso que os governantes negociem com mais rapidez e façam acordo para pôr fim ao caos”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • No primeiro Dia Internacional da Mulher – 8 de março – depois do golpe à democracia brasileira com a deposição da presidenta Dilma Rousseff, as brasileiras prometem sair às ruas para pôr fim à violência de gênero e os retrocessos do governo Temer.

    As mulheres prometem cruzar os braços, pelo mundo afora, contra a cultura do estupro e todas as formas de discriminação de gênero. O slogan usado já diz tudo: “Se nossas vidas não importam, produzam sem nós”.

    De acordo com Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “já passa da hora de dar um basta. Todas juntas podemos derrotar o machismo que nos oprime e construir um mundo onde predomine a justiça e a igualdade”.

    A CTB defende a equidade para avançar à igualdade nas questões de gênero. Entre as principais bandeiras que tremulam na campanha feminista deste ano está o combate às reformas da previdência e trabalhista (saiba mais aqui).

    Assista depoimento da atriz Sonia Braga aos Jornalistas Livres: 

    As mulheres são as primeiras a serem demitidas e as últimas a se recolocarem no mercado de trabalho. Além disso, “trabalhamos horas a mais que os homens todas as semanas, temos que dar conta de casa e dos filhos, geralmente sem apoio de ninguém”, reforça Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ.

    A situação das mulheres negras é ainda mais degradante, informa Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da CTB. “Trabalhamos em situação mais precarizada, em serviços de menores salários e ainda moramos mais longe, em situação de vulnerabilidade total”.

    Tristemente, o Brasil é um dos países mais violentos com as mulheres. “A cultura do estupro mata milhares todos os anos, grande parte constituída de meninas, com menos de 14 anos e dentro de casa, por pessoas conhecidas ou da família”, diz Lenir Fanton, secretária da Saúde da CTB-RS.

    Confira explicação da deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila sobre a reforma da previdência: 

    “É muito importante que a CTB e as demais centrais sindicais definam como prioridade a bandeira da igualdade de gênero para que as mulheres, que constituem 52% da população do país possam viver em paz, em segurança e possa realizar-se plenamente como ser humano”, defende Érika Piteres, secretária da Mulher da CTB-ES.

    Por isso, “levaremos para as manifestações em todo o país, além da denúncia da perversidade das reformas do Temer, a necessidade de termos mais mulheres na política para asvançarmos nas conquistas dos últimos anos. Políticas públicas abandonadas pelo governo golpista”, sintetiza Pereira.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy