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Sáb, Jul

Fernando Haddad

  • Viraliza na internet vídeo de um encontro com o tema "O direito à cidade", no Sindicato dos Arquitetos do Estado de São Paulo, onde o prefeito da capital, Fernando Haddad, desmentiu o jornal "O Estado de S. Paulo", que publicou recentemente uma reportagem na qual o prefeito afirma que a palavra golpe seria muito forte para o que está acontecendo no Brasil.

    Para mostrar que a mídia faz parte da trama, ele afirmou: “É golpe, pô. Por que estão descumprindo a Constituição em um quesito básico”.

    Haddad atacou o jornal: "Cada vez que dou entrevista para o Estadão, fico uma semana me explicando”. Ele afirmou também não entender a “edição” feita pelo diário da família Mesquita.

    De acordo com o Estadão, o prefeito, que é candidato à reeleição, teria dito que “golpe é uma palavra um pouco dura, que lembra a ditadura militar. O uso da palavra golpe lembra armas e tanques na rua”.

    Esse Estadão não se emenda mesmo.

    Assista e entenda o papel da mídia burguesa no golpe  

    Portal CTB

     

  • "Algum brasileiro votou para que os recursos da educação e da saúde fiquem congelados por 20 anos? Pois é disso que se trata o golpe”, disse a presidenta afastada Dilma Rousseff, em ótimo discurso proferido na noite desta terça-feira (23), durante ato popular na região central de São Paulo, em apoio à manutenção de seu mandato e contra o golpe.

    Ela se referia à PEC 241, proposta de emenda à Constituição do governo interino que faz um drástico corte nos gastos públicos, e que foi aprovada em comissão da Câmara na semana passada. “Querem substituir um colégio eleitoral de 150 milhões por outro de 81 senadores. Trocar a escolha direta pela indireta. Porque a democracia é incômoda – principalmente quando cresce a participação popular nas decisões", disse Dilma. 

    A manifestação organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo reuniu movimentos sociais, sindicais e partidários, além de intelectuais e juristas em apoio aos direitos sociais e trabalhistas, à presidenta e à democracia. O ex-senador Eduardo Suplicy, o prefeito da capital, Fernando Haddad, o presidente da CTB, Adilson Araújo, o coordenador do MTST, Guilherme Boulos, a ex-presidente da UNE, Carina Vitral, e a socióloga Marilena Chauí estavam presentes no ato.

    Dilma também lembrou que esta luta não tem data para terminar. “Uma das coisas que aprendemos com tudo o que aconteceu é que a democracia no país não está garantida, como pensávamos. A democracia é uma conquista sistemática e precisamos estar atentos", afirmou.

    "Questão de sobrevivência"

    O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, destacou em seu discurso a importância da participação política neste momento em que os meios de comunicação não fazem outra coisa senão demonizar a política, em um enorme desserviço à democracia. “Sob a luz do ódio e do preconceito, eles tentam massacrar, quebrar a espinha dorsal do campo democrático popular. Ainda assim, quando fazem uma pesquisa, dá Lula em primeiro para presidente.”

    Para Araújo, isto mostra a força dos movimentos populares e a importância da mobilização neste momento: “É dever moral de cada um de nós enxergar que esta luta se tornou questão de sobrevivência". 

    Foto Érika Ceconi

    "Farsantes"

    O jurista Dalmo Dallari, 85 anos, enviou uma mensagem de apoio a Dilma que foi lida por Suplicy, visivelmente emocionado. Dallari frisa o que o movimento dos juízes pela democracia vêm defendendo com veemência: que não há fundamentação legal para o impeachment. "O que tem sido publicado não passa de farsa e afrontas constitucionais - levadas a cabo por despreparo ou má fé. Alguns proponentes são verdadeiros farsantes", escreveu Dallari.

    "Legítima defesa"

    Para o presidente da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Edson França, barrar o golpe é um movimento de "legítima defesa".

    "Não queremos a volta do senhor de engenho ao poder. Podem observar, a primeira coisa que a casa grande faz quando assume o poder é acabar com os direitos trabalhistas e desmantelar os programas sociais”, disse França.

    "PEC 241 é uma 'Desconstituinte'"

    "O que está em jogo - e é o fundamento deste impeachment forjado - é a Constituinte de 1988. A PEC 241, que já tramita no Congresso, é uma 'desconstituinte', representa a revogação dos direitos sociais. O recado é: - Esqueçam seus direitos. Daqui para frente é isto para menos", alertou o prefeito Fernando Haddad, candidato à reeleição na capital paulista.

    A mobilização em São Paulo é a primeira desta jornada em defesa da democracia que promoverá uma grande resistência ao golpe com atos em todo o país nesta reta final do processo. No próximo dia 29, Dilma Rousseff fará a sua defesa no Senado federal e um acampamento em Brasília irá acompanhar tudo, com protestos, manifestações e atos de resistência e apoio a Dilma e repúdio ao golpe. 

    Natália Rangel - Portal CTB 

    Foto UOL

  • As manifestações contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, lotaram as ruas de ao menos 114 cidades em todas as unidades da federação do país. A maior delas, no Largo da Batata, em São Paulo, reuniu 500 mil pessoas, segundo a organização, durante todo o ato liderado pelo movimento Mulheres Contra Bolsonaro.

    A CTB marcou presença porque “nós queremos receber o 13º salário, o abono de férias e remuneração igual para trabalho igual”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP. Além disso, diz ela, “esse candidato representa o aprofundamento mais radical das reformas feitas por Michel Temer que causaram desemprego, recessão e retirada de conquistas fundamentais da classe trabalhadora”.

    Gente de todos os gêneros, cores, ideologias, idades, crenças religiosas, coloriram as ruas de São Paulo com a força das mulheres e da juventude para disseminar o amor contra o ódio. “Nós não aceitamos o retrocesso e a humilhação”, acentua Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Para ela, “as forças do campo democrático e popular unidos saberão dar um sonoro não à candidatura do ódio, das armas e da violência. O Brasil precisa de paz, de mais educação, mais saúde, mais justiça, com valorização do trabalho e combte às desigualdades”. Um cartaz dizia: "Vote como uma garota, ele não" e as mulheres cantavam alegres: "O Bolsonaro pode esperar, a mulherada vai te derrotar".

    A manifestação suprapartidária contou com a presença dos presidenciáveis Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU) e das candidatas à vice-presidentas Manuela D’Ávila (Fernando Haddad), Kátia Abreu (Ciro Gomes) e Sonia Guajajara (Boulos), além de muitos artistas e candidatas e candidatos ao Congresso Nacional e à Assembleia Legislativa de São Paulo.

    “Nós defendemos a liberdade das mulheres, ele não. Nós defendemos o 13º salário, e o direito das trabalhadoras e trabalhadores, ele não. Nós gritamos ‘fora Temer’, ele não. Nós defendemos que as mulheres, os negros, os indígenas, LGBTs tenham dignidade e façam parte de um grande sonho de Brasil, ele não”, postou Manuela em seu Twitter.

    Parte dos manifestantes rumou em passeata por onze quilômetros até o vão do Masp (Museu de arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na Avenida Paulista. Durante o percurso muitos "buzinaços" de apoio, um “Lulaço” improvisado com os trompetistas que puxam essas manifestações em diversos pontos do país e cantos e palavras de ordem pela liberdade.

    Por volta das 20h40, terminou o ato com a disposição de se manter o moivmento de resistência ao fascismo firme e forte, mesmo após a eleição. "As mulheres e a juventude mostraram que a unidade é possível para a superação da crise, com criação de empregos e de um projeto nacional de desenvolvimento voltado para os direitos de todas as pessoas", conclui Luiza 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Mídia Ninja

  • Uma multidão de cristãos de diversas religiões lotou a avenida Paulista, em São Paulo, na tarde desta quinta-feira (25) em apoio a Fernando Haddad para a Presidência da República. Isso comprova o que aparece nas pesquisas. Cristãos abandonam Jair Bolsonaro por sua campanha baseada em fake news (notícias falsas) e ódio e declaram voto em Haddad em favor da democracia, da liberdade religiosa, da generosidade e do amor ao próximo.

    Heber Farias, um dos articuladaores do ato, explica ao site Ponte Jornalismo que a Frente de Evangélicos sentiu a necessidade de repudiar as declarações raivosas de Bolsonaro. “A gente se assustou com isso. Nascemos em igrejas pentecostais e fomos ensinados que ser um bom evangélico, por exemplo, é ir na prisão e passar o amor de Cristo para um preso. Quando vimos nossos irmãos falando que ‘bandido bom é bandido morto’ , vimos que precisávamos fazer algo enquanto evangélicos. Esse discurso não é unânime. Existe muito evangélico que não prega o ódio, prega o amor, que é o principal tema do evangelho. Só com o diálogo e com a prática do amor podemos mudar isso”, conta Heber, que também é integrante do Coletivo ‘O amor vence o ódio’.

    Confira no vídeo abaixo:

    Portal CTB. Foto: Fenando Martins

  • A cantora Maria Bethânia postou em seu Instagram foto segurando uma camiseta com inscrição "Haddad e Manu 13" juntamente com a cantora e compositora Mart’nália. Este sábado (27), véspera da eleição mais importante dos últimos, anos traz surpesas boas.

    A jornalista Monalisa Perrone, apresentadora do Hora um, da Rede Globo também declarou seu voto. "Tenho visto muita coisa e ficado calada, sem me posicionar politicamente, mas, não há outra saída. Não vou apoiar a volta do militarismo. Pela democracia, irei em Fernando Haddad e Manuela D'Ávila", disse.

    Alceu Valença também declarou voto em Fernando Haddad. "Em nome da democracia, da ecologia, da diversidade, da solidareidade, do humanismo, voito em Haddad", disse.

    Inclusive, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo pediu voto em Haddad. Ela afirmou que "na véspera do segundo turno da eleição presidencial no Brasil, todo o meu apoio ao meu amigo Fernando Haddad. Conheci Fernando quando era prefeito de São Paulo. Ele é um homem de valor, um defensor da democracia, competente e corajoso".

    Veja o voto de Alceu Valença 

    Já Luciana Barcellos, chefe de redação do Jornal da Record, pediu demissão na semana passada e afirmou que "o Haddad não foi o meu candidato no primeiro turno. Mas agora o que está em jogo aqui é maior do que nossas primeiras escolhas. É a democracia, é o que queremos para nossos filhos, sobrinhos, netos, amigos, para todos os nossos afetos. É o que queremos de bom também para quem a gente nem conhece pessoalmente” e declarou seu voto em Haddad.

    Quem diria, mas até o anti-petista radical Marcelo Tas via votar em Haddad. A virada de votos avança. “O meu voto vai contra a posição de um candidato em relação à Amazônia, às minorias”, disse Tas. “Não me identifico com armas para resolver os problemas”, por isso, Tas diz votar contra o “candidato que tem péssimas idéias para o Brasil” e declara voto em Fernando Haddad, mesmo com críticas ao PT.

    Assista Marcelo Tas 

    Posição parecida tem o vocalista do grupo Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, também anti-petista conhecido, declarou voto em Haddad. “Voto a favor da tolerância, do diálogo e principalmente da democracia”, afirmou.

    Acompanhe Dinho Ouro Preto 

    O cartunista e escritor Ziraldo, de 86 anos, que há pouco deixou o hospital, fez questão de gravar vídeo pedindo para salvar o Brasil e votar em Haddad, pela democracia. Mônica Iozzi, que não queria se posicionar, fez um vídeo muito emocionada por causa do espancamento de um amigo por seguidor de Bolsonaro, motivado por LGBTfobia.

    Emocionada Mônica Iozzi denuncia espancamento de amigo e pede consciência no voto deste domingo 

    As pessoas que têm real preocupação com o Brasil e com os direitos humanos e com a liberdade estão se posicionando claramente. Caso de Paulinho da Viola. “Há tempos resolvi não mais declarar meu voto, por motivos que não caberiam neste espaço. Porém, o momento que vivemos é diferente. Sinto a necessidade de juntar a minha voz a de inúmeros colegas, artistas, intelectuais e demais cidadãos brasileiros que acreditam na importância de valores fundamentais para a nossa sociedade e para a nossa democracia. Não podemos pensar um futuro sem valores básicos” e declara voto em Haddad.

    paulinho da viola

    Chico Buarque fez um pronunciamento emocionado no Ato da Virada, nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, na terça-feira (23). Ele pergunta onde essa violência vai parar e afirma que nós “não queremos mais mentiras, queremos paz, queremos alegria, queremos Fernando e Manuela”.

    Chico Buarque acredita que as pessoas das periferias neste segundo turno e votarão a favor de si mesmas, contra o retrocesso e a violência

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Unidade Popular contra o fascismo (Foto: Ricardo Stuckert)

    Para espantar o fantasma da ditadura fascista, partidos democráticos se unem no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (2), dois dias antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar o pedido de Habeas Corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar a sua prisão, mesmo sem provas.

    A análise do STF sobre o pedido da defesa de Lula, ocorre nesta quarta-feira (4), não sem intensa pressão da mídia golpista e de empresários acusados de liberar e de até pagar seus funcionários para sair às ruas pedindo a prisão do ex-presidente. 

    lula circo voador publico midia ninja

    Circo Voador tomado pela democracia na noite de segunda (2), no Rio de Janeiro (Foto: Mídia Ninja)

    O general de Exército da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa ameaça o STF com intervenção militar no país. Diz que “Se acontecer tanta rasteira e mudança da lei, aí eu não tenho dúvida de que só resta o recurso à reação armada. Aí é dever da Força Armada restaurar a ordem”, sobre a possibilidade de ser acatado o pedido da defesa de Lula. 

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    Movimentos organizam vigílias e atos pelo país em defesa de Lula e da democracia; confira agenda

    Assista ao Ato pela Democracia completo 

    Unidade popular

    A reação das forças populares cresce ao mesmo tempo em que aumentam as ameaças. O Circo Voador no Rio de Janeiro, palco de tantas e históricas lutas pela liberdade, mais uma vez ficou lotado na noite desta segunda-feira em defesa da liberdade e dos Direitos Humanos.

    Os partidos progressistas e de esquerda se unem contra a onda fascista que assola o país e ameaça a vida das pessoas. O próprio Lula sofreu atentado a tiros em sua caravana pelo Sul do país. Representantes do PSB, PDT, PT, PSOL, PCdoB e PCO ergueram a voz pelo direito de Lula ser candidato a presidente e ter um julgamento de acordo com a Constituição Federal.

    Muitas vozes se erguem para combater o avanço do fascismo e da ditadura. Chico Buarque, Carlos Minc, Marcelo Freixo, Manuela D'Ávila, Celso Amorim, Lindbergh Farias, Jandira Feghali, Jean Wyllys, Fernando Haddad, Eduardo Suplicy e Marcia Tiburi falaram da importância de unidade das forças democráticas.

    Também destacam a necessidade de uma imprensa comprometida com os fatos e denunciam, mais uma vez, os assassinatos de Marielle Franco, Anderson Gomes, os cinco jovens executados na Chacina de Maricá (RJ), por acreditarem na possibilidade de transformar o mundo num lugar bom para se viver.

     “O que nos une é a luta pela liberdade”, ressalta Manuela D’Ávila. Isso porque “todos queremos as mesmas coisas, a liberdade, a igualdade, a soberania para defender o pão do povo”, complementa Celso Amorim.

    Mônica Tereza Benício, viúva de Marielle, afirma que o assassinato da vereadora do PSOL e do motorista Anderson Gomes também foi um atentado à democracia. Os Jornalistas Livres lembram os diversos assassinatos que têm ocorrido no país pós-golpe de Estado.

    Veja o discurso de Lula 

    Freixo defende a necessidade de as forças democráticas conversarem com sinceridade “olho no olho” porque “seja qual for a nossa diferença, ela é menor do que a luta de classes”. Já Lula denuncia o desmonte que está sendo feito da indústria nacional e dos cortes orçamentários das áreas sociais.

    Conclui o ato afirmando que “a luta é longa, mas vale a pena” para pôr o Brasil novamente nos trilhos do desenvolvimento soberano e com distribuição de renda.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com informações dos Jornalistas Livres e Mídia Ninja

  • O grupo Desvio Coletivo realizou a performance “Cegos”, no domingo (30), na avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo e de modo irreverente denunciou o golpe de Estado que acabou com a democracia no país.

    O grupo aproveitou a Paulista – fechada para os carros aos domingos na gestão de Fernando Haddad -, enquanto o prefeito eleito João Doria não assume e acaba com a liberação da avenida mais conhecida da maior cidade do país.

    Interessante ao performance que faz saudação nazista a chegar no prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O grupo artístico também levava consigo exemplares das revistas Veja e IstoÉ e as “comia” durante o trajeto.

    desvio coletivo fiesp

    “Lá, a performance se deparou com alguns defensores da ditadura militar, que exibiam faixas pedindo a volta do regime que suprimiu a Democracia por 21 anos. Neste momento, os performáticos sacaram cartazes onde se liam muitos dos 'argumentos' do campo conservador da sociedade’, diz Renato Cortez para o Mídia Ninja.

    Acompanhe mais pela página do Desvio Coletivo aqui.

    A performance chamou atenção pela qualidade dos figurinos e pela atuação do grupo que se concatena perfeitamente com a conjuntura atual. “O simbolismo dos locais escolhidos para as paradas e as intervenções neles feitas são um convite à reflexão sobre o momento pelo qual passamos”, afirma Cortez.

    Veja o vídeo 

    Portal CTB

  • O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) repudiou a fala absurda do deputado estadual Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O filho do candidato à Presidência pelo PSL, ameaça o STF em um evento ainda no primeiro turno, gravado em vídeo que foi divulgado somente agora.

    Ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro vencer as eleições no primeiro turno e a possibilidade de impugnação da candidatura pelo STF, o político disse que “eles vão ter que pagar pra ver”. E foi mais longe: “Basta um soldado e um cabo” para fechar a Corte Suprema.

    O decano Celso de Mello enviou a sua resposta ao jornal Folha de S.Paulo. Chamou a declaração do político autoritário de “inconsequente e golpista”, além de mostar “bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição da República”.

    O também ministro do STF, Marco Aurélio Mello disse que a declaração de Eduardo Bolsonaro é "muito ruim" e mostra total desrespeito “pelas instituições pátrias". Já Luís Roberto Barroso afirma que Dias Toffoli, presidente do STF, deve responder ao deputado sem noção.

    “O presidente estava fora e volta hoje (segunda-feira, 22). Acho que ele é quem deve se pronunciar em nome do tribunal. Na sua ausência, o decano já se manifestou. Acho que nesse momento complexo da vida brasileira, devemos falar a uma só voz”, diz Barroso.

    A fala do filho de Bolsonaro aconteceu momentos antes da realização do primeiro turno das eleições e ainda não havia nenhuma acusação formal de abuso de poder econômico da candidatura de seu pai.

    Acompanhe a falta de respeito à democracia de Eduardo Bolsonaro, imaginem no poder então 

    Na semana passada a Folha de S.Paulo publicou reportagem onde mostra a doação de empresas no valor de R$ 12 milhões para a compra de um pacote do aplicativo WhatsApp para disparar milhões de fake news (notícias falsas) para milhões de pessoas contra o PT, Fernando Haddad e Manuela D’Ávila.

    Por isso, “a divulgação desse vídeo agora soa como ameaça ao STF e às instituições que deveriam ser as guardiãs da Constituição e do direito democrático”, afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB.

    Para ela, tanto o STF quanto o Tribunal Superior Eleitoral não podem se acovardar e devem seguir as leis. “Uma eleição não pode ser ganha no grito, no abuso do poder econômico, com base na mentira. Ainda dá tempo de votar certo. Não se engane”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Carlos Moura/STF

  • As principais centrais sindicais do país irão formalizar seu apoio à candidatura de Fernando Haddad em encontro com a presença do candidato nesta quarta-feira (10), em São Paulo. 

    Lideranças da CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Intersindical e Nova Central se reuniram nesta terça (9) e selaram apoio unitário ao candidato para o segundo turno das eleições.

    Entre os dirigentes que representarão a CTB, estarão presentes o presidente da central, Adilson Araújo, o secretário geral, Wagner Gomes, o secretário de relações internacionais, Nivaldo Santana, a secretária de Comunicação, Raimunda Gomes (Doquinha), e o secretário de assuntos jurídicos Mario Teixeira.

    Para Wagner Gomes, eleger Fernando Haddad é o único caminho possível para que a classe trabalhadora recupere direitos fundamentais que foram retirados com a aprovação da reforma trabalhista e da lei da terceirização.

    O presidente Adilson Araújo defende a eleição de Haddad para derrotar o fascismo e o ultraliberalismo e convoca toda a base da central a unir forças neste segundo turno das eleições. Em resolução de seu conselho político, divulgada nesta segunda-feira (8), a CTB reafirma seu apoio a Fernando Hadadd e à democracia:  

    "A CTB defende a mais ampla unidade das centrais e das forças democráticas e patrióticas contra a extrema direita e orienta as entidades filiadas e o conjunto de sua militância a se envolver de corpo e alma na campanha deste segundo turno com o objetivo de eleger Haddad e derrotar o fascismo", diz o texto.

    O documento também lista pontos do plano de governo Haddad que são convergentes com a agenda da classe trabalhadora criada pelo movimento sindical: 

    "Haddad propõe a revogação da reforma trabalhista de Temer e da Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos públicos por 20 anos. Defende o aumento dos investimentos públicos; o combate ao desemprego; o fortalecimento da agricultura familiar; a valorização do salário mínimo; a democratização dos meios de comunicação; uma política externa soberana, com ênfase no Brics e na integração latino-americana."

    Portal CTB

     

     

     

  • A capital fluminense estará colorida nesta terça-feira (23), a partir das 17h, nos Arcos da Lapa para o Ato da Virada de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila. “Este ato mostra que ainda dá tempo de votar na democracia e no futuro. Retrocesso nunca”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    A campanha Vira voto, da candidatura progressista avança. Marina Silva, da Rede, já declarou apoio a Haddad, assim como Fernando Henrique  Cardoso, do PSDB. O ato já tem a presença confirmada de Caetano Veloso e Chico Buarque e mais dezenas de artistas e personalidades da vida brasileira. Gilberto Gil que está no exterior enviará um vídeo de apoio.

    Vários artistas assinam um manifesto pela democracia. “A hora é agora, a hora é já. Não se trata de uma ameaça no horizonte: a ameaça está ao alcance da mão. É urgente unirmos nossas forças e intensificar nossos esforços. Mais do que nunca, é preciso união. Afinal, os riscos que este país corre são infinitamente maiores do que as distâncias e divergências que nos separam”, diz trecho do documento.

    Canto de um povo de um lugar, de Caetano Veloso 

    Além dos artistas e intelectuais, representantes de vários partidos políticos estarão no ato por uma Frente Ampla e Democrática contra a ameaça de retrocesso e ditadura no país. Além de PT, PCdoB e Pros, o ato terá a participação da militância do PSD, PSB, PDT, PV, PSOL, Rede, PCB, PSTU e de “todas as pessoas que acreditam na liberdade e na justiça”, diz Kátia.

    Fantasia, de Chico Buarque 

    O manifesto dos artistas afirma ainda que “não se trata apenas de defender uma candidatura: trata-se de defender o nosso país, o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos e netos.”

    Leia o documento na íntegra:

    A hora é agora, a hora é já. Não se trata de uma ameaça no horizonte: a ameaça está ao alcance da mão.

    É urgente unirmos nossas forças e intensificar nossos esforços. Mais do que nunca, é preciso união. Afinal, os riscos que este país corre são infinitamente maiores do que as distâncias e divergências que nos separam.

    Não se trata apenas de defender uma candidatura: trata-se de defender o nosso país, o nosso futuro. Defender a democracia, defender cada um de nós.

    Ou nos unimos com urgência absoluta, ou naufragaremos todos no breu de um mar sem fundo.

    Diante da intolerância, da incitação ao autoritarismo e à violência, do racismo, da misoginia, da homofobia, da mentira, mais do que opção, a união de todas as forças verdadeiramente democráticas é um dever.

    Não há espaço nem tempo para a omissão. Ser omisso diante do perigo que nos ameaça significa, em termos concretos, concordar com essa ameaça. Significa resignar-se por antecipado a tempos de breu que serão trazidos pelas mãos de quem defende a quartelada, renega os horrores da ditadura, aplaude a tortura.

    Ainda há tempo de recuperar o que perdemos e tornar a avançar rumo ao futuro. Depende de nós, de nossa capacidade de compreender e transmitir as dimensões tremendas do perigo que nos ameaça.

    Sim, sim, a hora é agora, a hora é já: vamos nos manifestar pelo Brasil afora, defendendo uma vitória da democracia, defendendo nosso futuro.

    Serviço

    O que: Ato da Virada Haddad/Manuela

    Quando: Terça-feira (23), às 17h

    Onde: Arcos da Lapa, centro do Rio de Janeiro

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • A eleição de Jair Bolsonaro neste domingo (28) leva o país a uma outra fase da resistência ao avanço neoliberal e reacionário, que se fortaleceu em 2013, ganhou força com a derrota de Aécio Neves para Dilma Rousseff em 2014 e depois com o golpe em 2016.

    Fernando Haddad que começou com 8% das intenções de votos realizou um feito extraordinário alcançando a marca de 47 milhões de votos no país (47.040.859), 44% dos votos válidos. E o ex-presidente Lula, mesmo preso, confirmou sua força eleitoral em todo o país.

    E a força de Bolsonaro é desafiada pelo número de abstenções: 31.371.417 (21,30%), a maior desde 1998, quanto FHC se reelegeu presidente.

    Apesar do antipetismo que marcou o discurso da campanha do adversário, o PT foi o partido que mais conquistou governos, sendo 4 deles no Nordeste e outros cinco como aliados na coligação. Entre os partidos alinhados à esquerda, PSB irá comandar 3 estados (Espírito Santo, Pernambuco e Paraíba), PCdoB, 1 (Maranhão) e PDT, 1 (Amapá).  

    Apesar do crescimento conservador, a oposição também se consolidou e, com o engajamento e a agregação de forças promovido pela candidatura de Fernando Haddad, sai fortalecida desta eleição.

    E isso será mais necessário do que nunca, já que a promessa de Bolsonaro é nefasta para a classe trabalhadora, para as minorias, para o meio ambiente e a maioria da população pobre do país.

    Porém, para avançar em pautas regressivas, como revogação do estatuto do desarmamento, reforma da previdência, fim da maioridade penal, mudança no currículo das escolas, privatização "de todas as estatais do país", e muitas outras, ele enfrentará resistência organizada da sociedade civil.

    Para a CTB, o retrocesso terá de ser encarado como energia para a luta social, nas ruas e no Congresso. "O caminho da classe trabalhadora e seus representantes é o da resistência enérgica contra a nova onda de retrocessos anunciada pelo resultado final do pleito. Urge formar uma ampla frente democrática e popular em defesa da democracia, dos interesses sociais e da soberania nacional. A luta continua", afirmou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.

    Portal CTB

     

     

     

     

  • Há dias que ficam para a história. O próximo sábado, 20 de outubro, será um deles. Neste dia, através de uma grande mobilização nacional, o povo irá manifestar seu amor pelo Brasil, por essa pátria tão forte quanto diversa. Vamos levantar nossas vozes, em cada cidade, para rechaçar os ataques e ameaças à nossa democracia e aos nossos direitos políticos e sociais.

    Um dos candidatos que disputam o segundo turno se posiciona explicita e orgulhosamente como o representante de tempos sombrios da história brasileira, superados pela resistência e manifestação massiva do povo brasileiro que resultou na redemocratização e na derrota da ditadura militar, que perdurou por 21 anos.

    Assista: 

    A candidatura de Jair Bolsonaro apoia a ditadura militar, defende explicitamente a violação dos direitos humanos, questiona os direitos das minorias, e a ocorrência comprovada de torturas. Além disso, ameaça constantemente com a quebra da normalidade democrática.

    Suas mal apresentadas propostas indicam um projeto político de continuidade e aprofundamento dos ataques aos direitos políticos e sociais do povo brasileiro.

    Nunca na história do Brasil tivemos tanta necessidade de resguardar a Constituição. O nosso voto nesse pleito eleitoral pode impedir que a democracia brasileira fique em mãos perigosas e inescrupulosas, que já deu provas do que representa.

    Do outro lado, temos a candidatura de Fernando Haddad que, neste segundo turno, representa uma Frente Ampla pela democracia, com os apoios dos partidos (PDT, PSB e PSOL) e também de um conjunto de lideranças, artistas, movimento social e cívico que tem como objetivo resguardar a democracia e nossos direitos políticos e sociais impondo uma derrota nas urnas a Jair Bolsonaro e o seu projeto de atraso. Só o voto em Haddad, pode impor essa derrota. Por isso agora todos/as somos #HaddadSim.

    Confira agenda: 

    atospelobrasil

    As mulheres foram para as ruas no primeiro turno e com uma imensa manifestação do #EleNão e ajudaram a garantir o segundo turno. Agora é preciso que toda a sociedade civil, mais uma vez, se organize para mostrar a nossa indignação e amor pelo Brasil, resistir e virar o jogo nas urnas no dia 28 de outubro.

    Vamos derrotar novamente todos aqueles que querem tirar os direitos trabalhistas, civis e sociais, aqueles que querem devastar o Brasil e entregar todas as nossas riquezas, como a Amazônia e o pré-sal. Vamos imprimir uma fragorosa derrota àqueles que não querem ver o povo brasileiro com toda a sua diversidade como protagonista de sua história e do país.

    Em defesa do Brasil, da democracia e dos direitos. Vamos às ruas!

    Movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro -- Frente Brasil Popular -- Frente Povo Sem Medo

    Portal CTB

  • O Brasil vive um momento ímpar na sua história. Após mais de uma década de implementação de um projeto democrático e popular, com centro no povo, a ameaça fascista voltou a rondar o povo brasileiro. A ruptura democrática que tirou a ex-presidenta Dilma Rousseff do poder lançou o país numa agenda de retirada de direitos da classe trabalhadora e no congelamento dos gastos públicos, afetando principalmente a área da saúde e da educação.

    Foi com muita luta que o povo brasileiro foi às ruas, fizemos uma grande greve geral no histórico 28 de Abril, enfrentamos e derrotamos a famigerada Reforma da Previdência de Temer, mas também tivemos nossas derrotas como a aprovação da Reforma Trabalhista e a PEC do fim do mundo. Agora, chegou o momento onde a vitória é a única opção para a defesa dos direitos do nosso povo. A agenda neoliberal da direita trouxe de volta o fantasma do fascismo para nossa sociedade e é hora de todos os democratas do nosso país se unirem para derrotar esse mal.

    E a única forma de derrotar o projeto político liderado pela direita extremista que pode destruir todos os projetos e conquistas que construímos nos últimos anos, garantindo o retorno da agenda do desenvolvimento, do emprego e da distribuição de renda, é elegendo a chapa que tem Fernando Haddad como presidente e Manuela D’Ávila como vice. Haddad e Manuela representam um projeto soberano de nação, com inclusão social, democracia e mais direitos para o povo trabalhador. Representam o salário mínimo forte, o direito à casa própria, a revogação das medidas mais nefastas de Temer e a recolocação do Brasil num projeto de nacional-desenvolvimentismo com foco no povo.

    Nosso estado também vive um momento delicado. As candidaturas que se apresentam ao segundo turno no Rio de Janeiro não compõem o campo progressista, mas a de Wilson Witzel (PSC), representa um perigo ainda maior para o Estado Democrático de Direito. Witzel representa o mesmo atraso e ameaça à democracia que Bolsonaro representa no campo nacional e ainda tem aliado a si a desastrosa gestão de Marcelo Crivella, atual prefeito da Capital e apresenta um programa autoritário, que não dialoga com os anseios da classe trabalhadora e que não aponta para a resolução de nenhum dos problemas que vive no Rio de Janeiro. Witzel representa o autoritarismo e a repressão e, por isso, defendemos nenhum voto em Witzel nesse segundo turno. Nessas eleições enfrentaremos uma batalha que opõe a democracia, o emprego e a soberania, representadas por Fernando Haddad e Manuela D’Ávila, de um lado e, um ultraliberalismo autoritário e um projeto de nação submissa aos interesses estrangeiros, representados por Jair Bolsonaro e Wilson Witzel, de outro.

    A CTB-RJ convoca os trabalhadores e trabalhadoras a se manterem mobilizados nessa reta final de eleição. Será com muita luta que conseguiremos virar esse jogo e eleger, mais uma vez, um projeto de Brasil democrático e progressista, afinado com a pauta dos trabalhadores, para comandar a Nação.

    Direção CTB-RJ

  • O comércio ressalta o Dia das Crianças – 12 de outubro – como uma data para as pessoas de zero a 12 anos ganharem presentes. Mas como está sendo tratada a infância no Brasil? O que esperar do futuro no clima conturbado e violento pelo qual o país passa?

    “Mais do que nunca, a infância precisa de proteção no país”, diz Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB. Ela se refere aos índices crescentes de violência, da qual “as crianças não escapam”.

    A sindicalista baiana lembra que há dois projetos totalmente opostos em disputa na eleição presidencial. E “os projetos de ambos afetam a vida da sociedade como um todo, mas em especial as crianças, que necessitam de proteção dos adultos”.

    O projeto do candidato Fernando Haddad prevê a retomada das políticas de saúde para as gestantes e de combate à mortalidade infantil, “que vinham dando ótimos resultados até o golpe de 2016”, reforça Vânia.

    Mas com “os cortes efetuados nos programas sociais e o aprofundamento da crise, a mortalidade infantil voltou a crescer no Brasil depois de anos em queda”. Haddad projeta também revigorar o combate à exploração do trabalho infantil, que atualmente atinge quase 3 milhões de crianças e jovens – de 5 a 17 anos, como mostra a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

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    Vânia lembra ainda que, de acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 61% das pessoas de zero a 17 anos vivem na pobreza no Brasil, num total de mais de 32 milhões de pessoas.

    Isso sem contar que cerca de 2,5 milhões, de 4 a 17 anos estão fora da escola, como mostra o Ministério da Educação. “O prosseguimento dessa política de austeridade iniciada pelo desgoverno Temer em 2016 certamente agravará a situação ainda mais”, diz a sindicalista, que é secretária-geral da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado da Bahia (Fetag-BA).

    O plano de governo de Haddad fala também em prevenir a violência e o abandono das crianças, promovendo uma rede de garantias de direitos desde o nascimento. Para isso, assegura fortalecer o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, aprimorando os mecanismos de avanços nos projetos de melhoria de vida das famílias com a criação de uma política de desenvolvimento focada no trabalho e ajudando os municípios na construção de creches.

    “O atendimento pré-natal e o acompanhamento da vida das crianças já ocorriam antes do golpe e devem ser retomados e aprimorados para atingirmos patamares superiores de qualidade de vida”, define Vânia.

    Aliás, lembra ela, “o outro candidato projeta extinguir o ECA com objetivo de criar um clima ainda maior de ódio e repressão sobre a infância e a juventude”. E para piorar, “esse senhor visa a educação à distância desde os primeiros anos do ensino fundamental, prejudicando enormemente a socialização das crianças e principalmente as mais pobres”. Ou seja, “o único projeto que ele tem para a infância é a doutrinação, a repressão e a imposição do medo”.

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    Para ela, é muito importante refletir neste Dia das Crianças "sobre qual país se deseja legar para as crianças”. Afinal, “é na infância que se moldam as personalidades e é bem melhor que isso ocorra em clima de alegria, liberdade e respeito. As criança precisam brincar e estudar para se desenvolverem plenamente e se tornarem adultos felizes”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Getty Images

  • “De norte a sul do país, as educadoras e educadores se mobilizaram e organizaram o movimento em favor de uma educação democrática e inclusiva com a aprovação Plano Nacional de Educação (PNE) em 2014”, diz Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.

    Neste Dia do Professor - 15 de outubro -, “é essencial debatermos que educação a sociedade brasileira quer para as suas filhas e filhos”, afirma. “Temos à frente dois projetos, onde um é a reafirmação da liberdade, do respeito e da dignidade humana e o outro se baseia na opressão e na doutrinação”.

    O projeto de Fernando Haddad valoriza a elevação do conhecimento com valorização dos profissionais e respeito à comunidade escolar. “Em todos os níveis, o projeto de Haddad visa a transformação do Brasil em um lugar melhor para se viver para todas as pessoas”, ressalta.

    O capítulo destinado |à educação no plano de governo de Fernando Haddad está inserida a parceria com os municípios para a construção de creches e mais investimentos na educação básica e ampliação de investimentos no ensino fundamental.

    “O futuro presidente do Brasil quer trazer de volta os royalties do pré-sal e o Fundo Social do petróleo para a educação e para a saúde públicas”, reforça Josandra Rupf, secretária de Educação e Cultura da CTB-SE. Além de “recuperar o PNE e investir ao menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação ser de fato uma área estratégica para o desenvolvimento nacional livre e soberano”;

    O plano de governo de Haddad propõe maiores investimentos nas instituições federais, nas universidades, no ensino técnico, “criando um Sistema Nacional de Educação”, acentua.

    "As educadoras e educadores brasileiros sabem a dificuldade de implantar o Piso Nacional Salarial do Magistério por falta vontade política de muitos governadores e prefeitos", conta Lidiane Gomes, secretária de Igualdade Racial da CTB-SP.

    Ela se lembra dos ataques à educação promovidos por Michel Temer. Além de “tirar os recursos do pré-sal, o governo golpista criou a Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos em educação, e a reforma do ensino médio que visa privatizar esse nível e o ensino superior”. Haddad garante revogar estas duas medidas.

    Já Marilene assinala que o movimento educacional quer dialogar para construir uma educação "à altura das necessidades da nação brasileira do século 21, com liberdade, respeito e difusão do amplo conhecimento, sem tabu, sem censura”.

    O outro projeto “prega a doutrinação, a repressão e a difusão de um conhecimento restrito aos interesses do Estado autoritário e do capital contra os interesses da maioria da população, sem respeito à dignidade humana”. Para ela, o "projeto de Bolsonaro acaba criará mais desemprego e menos qualidade na educação".

    “Jair Bolsonaro representa a continuação piorada de Michel Temer”, diz Lidiane. "Ele defende a educação à distância desde os primeiros anos do ensino fundamental". Isso, “acaba com milhares de empregos de educadoras e educadores e tira a possibilidade das crianças das classes menos privilegiadas de estudar”, argumenta.

    Não diz nada sobre mais investimentos em educação e nem mesmo cita a educação pública em seu plano de governo. “A única coisa que aparece é a vontade de impor as suas propostas. É o projeto Escola Sem Partido, que é a escola do partido único, autoritário, repressor e elitista.Além do que Bolsonaro votou contra a lei que beneficia as pessoas com deficiência e não prevê educação para esss pessoas" (leia mais aqui)

    Muito importante o “resgate da participação popular, que o atual governo tentou eliminar, na reflexão e concepção de políticas educacionais”, diz Gilson Reis, coordenador-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee).

    Reis destaca a necessidade de se retomar os investimentos e tornar "a educação realmente uma prioridade absoluta para o desenvolvimento nacional com justiça social”.

    Por isso, neste Dia do Professor, “é fundamental que reflitamos que país nós queremos para os nossos filhos. Um país sem nenhuma educação, baseado na violência e no ódio ou um país com educação para todas e todos e valorização dos profissionais que tanto se dedicam a superar as mazelas da sociedade para o país avançar e o novo nascer da liberdade e da justiça”, conclui Marilene.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Documentário Mestre Moa do Katendê - a primeira vítima estreia no Pelourinho (Foto: Giana Matiazzi/TV Bahia)

    O novo filme, Mestre Moa do Katendê - a primeira vítima, do documentarista argentino, radicado no Brasil, Carlos Pronzato estreou nesta terça-feira (23), no Pelourinho, em Salvador, capital da Bahia, ao ar livre, para uma multidão.

    O cineasta conta que a estreia nacional nas redes ocorre na noite desta quinta-feira (25). Afirma ainda que os 45 minutos do documentário são de pura emoção por causa das condições insanas dessa morte violenta. O documentário conta com 30 pessoas entrevistadas que relatam como ocorreu o crime e falam da importância de Mestre Moa para a cultura da Bahia.

    Assista o documentário Mestre Moa do Katendê - a primeira vítimacompleto 

    “O mundo inteiro já sabe que o Brasil vive um momento perigoso de sua história”, diz Pronzato. “O teor de ódio e violência de Bolsonaro é responsável por essa morte e pela violência que se espalha pelo país e o filme tenta captar e denunciar esse clima criado pelo candidato à Presidência”, acentua.

    O diretor conta ainda que a ideia desse documentário veio do produtor Paulo Magalhães, que é da Associação Brasileira de Capoeira Angola, da qual o capoeirista Moa fez parte. Magalhães citou ao G1 a frase "Só um milagre humano anulará tantos projetos medonhos que matam e escravizam a sociedade e apagam nossos sonhos. Quem vai quebrar a máquina do mal?”, que faz parte de uma música de Romualdo Rosário da Costa, o Mestre Moa do Katendê, para definir a importância da obra..

    Mestre Moa foi brutalmente assassinado na madrugada da segunda-feira (8), após declarar em um bar ter votado em Fernando Haddad e criticar Jair Bolsonaro, um eleitor do extremista foi para casa pegou uma faca e pelas costas desferiu 12 facadas em Moa, que faleceu aos 63 anos.

    Inclusive Caetano Veloso gravou um vídeo falando desse crime hediondo e vem se dedicando a combater o clima de ódio presente na sociedade brasileira. Caetano era amigo de Mestre Moa.

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    Caetano Veloso denuncia o ódio e violência disseminados por seguidores de Bolsonaro; assista

    “A proposta do documentário começou no mesmo dia”, afirma Pronzato. “No dia seguinte iniciamos e concluímos os trabalhos na terça-feira (23) para a estreia aqui em Salvador, terra do Moa, onde ele é extremamente querido”.

    De acordo com Magalhães "a gente tentou falar um pouco sobre o aspecto cultural, para realmente falar da memória e do legado do Mestre Moa e essa dimensão política, do que significa esse crime".

    É exatamente o que explica Pronzato ao dizer que tentou levar ao público a emoção dessa perda irreparável para a cultura e para a democracia, com “reflexões sobre o clima político que levou à essa fatalidade. Não tem como não pensar politicamente na conjuntura que vivemos”.

    Ele conta também que tem enfrentado alguns problemas com a exibição da obra por perseguição política. “Sofri denúncia de que estaria fazendo campanha para um candidato e tentaram me obrigar a retirar do Facebook fotos do filme, mas ainda não fui obrigado”.

    carlos pronzato foto danutta rodrigues g1

    O diretor Carlos Pronzato fez o fime em 14 dias (Foto: Danutta Rodrigues/G1)

    Para Magalhães, esse crime é “contra a comunidade negra, contra um ativista cultural, contra uma pessoa que se posicionou, e ao mesmo tempo uma coisa gratuita, o que mostra o clima de ódio, de violência, de intolerância que está se acirrando cada vez mais nesse cenário novo que a gente está vivendo".

    Pronzato acredita que esse documentário é “mais um dos muitos gritos que a sociedade brasileira dá em favor da paz e da liberdade”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • A Folha de S.Paulo traz uma notícia inusitada. O prefeito da capital paulista, João Doria Junior (PSDB) faz das ruas da cidade, pista de corrida. Ele teve a Carteira Nacional de Habilitação suspensa entre 31 de janeiro e 12 de março por muitas multas, a maioria por excesso de velocidade.

    Talvez por isso, já em sua campanha ele tenha prometido aumentar o limite de velocidade pelas ruas da maior metrópole brasileira. “É um retrocesso que estejamos indo contra um movimento global para segurança viária e que voltemos atrás a uma medida que poderia prevenir a fatalidade em muitos acidentes”, diz Mariana Lorencinho, da ONG Criança Segura, para site Vai de Bike.

    O temor de Lorencinho vai se confirmando com o crescimento dos acidentes de trânsito na cidade, muitos fatais. De acordo com o Infosiga, órgão do governo do estado, em março a cidade teve 87 acidentes com mortes, sendo 43 pedestres que foram atropelados.

    O mesmo órgão informa que esse índice vem crescendo mês a mês. Depois de a velocidade máxima permitida passar dos 50 km horários em todas as vias para 60 km, 70 km e 90 km nas marginais Tietê e Pinheiros, em janeiro foram 60 mortos no trânsito, em fevereiro, 74 e em março, 87.

    Somente no primeiro trimestre deste ano 221 pessoas morreram em acidentes de trânsito. Por isso, “sugerimos que o limite de velocidade em vias urbanas seja de 50 km/h e em vias que estejam em áreas escolares a velocidade máxima seja de 30km/h”, afirma Lorencinho.

    Especialistas informam que esse limite de velocidade é adotado nas maiores cidades europeias e até nos Estados Unidos.

    acidentes fatais sao paulo info g1

    Ciclovias

    O atual prefeito começa também a retirar os 400 km de ciclofaixas implantados pela gestão anterior. “Trecho a trecho, a infraestrutura cicloviária da capital paulista dá sinais de estar sendo desmontada. Aos poucos, em pequenos pedaços, sem muito alarde”, denuncia o Vai de Bike.

    Com a implantação dos 400 km de ciclofaixas, os acidentes com ciclistas diminuíram 46,4% em 2015, na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT). Já Doria pretende acabar com as faixas exclusivas e criar ciclorrotas, tirando a separação das bicicletas dos carros, caminhões, ônibus e motos.

    Tanto que em abril deste ano, uma ciclista entregou flores para Doria. "Esta flor é em homenagem aos mortos nas marginais", disse ela. Com a recusa do prefeito em receber o presente, a ciclista colocou as flores no painel do carro e Doria as atirou no chão.

    Já o diretor da ONG Ciclocidade Daniel Guth, disse à Rede Brasil Atual que o fim das ciclofaixas são “preocupantes, porque mais uma vez mostram a falta de governabilidade e a falta de diretrizes para a política cicloviária dessa gestão”.

    A ciclista Salvia Cardoso Correia, de Recife, presta sua solidariedade aos paulistanos. “Solidária e consciente da importância de impedir essa insanidade de desmonte dos avanços obtidos com as nossas ciclovias”, afirma.

    Enquanto Valdir Alves da Silva conta que viajou a Santiago do Chile e ficou “maravilhado com a malha de ciclovias e ciclofaixas da cidade”. Por isso, o ciclista afirma que “o que ele (Doria) quer fazer em São Paulo é andar para trás”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Bruno Trentin/TV Gazeta

  • Uma produtora criou um jogo para computador que incita a violência. O objetivo do “herói” do jogo chamado Bolsomito 2k18 é matar estudantes, mulheres, negros, gays e militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Partido dos Trabalhadores (PT), do candidato à Presidência Fernando Haddad.

    “O jogo é um verdadeiro incitamento à violência contra qualquer pessoa que pense diferente do candidato dos criadores do jogo”, diz Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB. “Essa história de propagar o porte de armas incentiva a violência e defende um retrocesso ao tempo do faroeste, com cada um por si e Deus contra todos”, complementa.

    Tenha uma ideia do que é esse "inocente" joguinho aqui.

    Carregados de preconceito e autoritarismo, os produtores do jogo dizem que ele é feito para derrotar os males do comunismo. “Seja o herói que vai livrar uma nação da miséria. Esteja preparado para enfrentar os mais diferentes tipos de inimigos que pretendem instaurar uma ditadura ideológica criminosa no país. Muita porrada e boas risadas”. Pasmem.

    A assessoria do candidato do PSL disse ao site Tech Tudo não ter “conhecimento sobre os responsáveis pelo game, e que acredita ser uma ação de opositores políticos contra o presidenciável”. Como sempre fazem para fugir da responsabilidade.

    Para Vânia, o jogo representa tudo o que Jair Bolsonaro vem pregando. “Ele só fala em criminalizar os movimentos sociais, defende a utilização de armas e uma polícia violenta”, assinala. "Até mesmo em entrevistas à TV ele ataca, xinga e nunca fala o seu programa de governo. Será que tem medo de divulgar?”

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • “O debate dos projetos de cada candidato no segundo turno da eleição presidencial deste ano deve ser feito para sabermos exatamente no que estamos votando”, analisa Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB.

    Ao examinar os projetos em disputa, reforça Ivânia, “vemos de um lado a defesa da reforma da previdência proposta por Michel Temer, ou seja, o fim da sua aposentadoria”. E de outro, "a defesa do trabalho com justiça social e aposentadoria digna", conclui.

    á o candidato das forças populares, Fernando Haddad defende “a proposta de equilibrar as contas da Previdência através da criação de empregos com carteira assinada”, acentua.

    A sindicalista sergipana, aponta que o projeto de Jair Bolsonaro é a reforma de Temer ainda piorada e as trabalhadoras e trabalhadores ficarão sem aposentadoria. 

    Como mostra a colunista Sonia Racy, do jornal O Estado de  S. Paulo, no dia 23 de setembro, Paulo Guedes, homem forte do candidato da extrema-direita, declinou apoio à reforma da previdência defendida por Michel Temer ainda neste ano. “Se ele fizer isso, e é bom para ele fazer isso, o avião que vamos pegar não cai na minha cabeça”, disse Guedes em uma reunião com empresários em São Paulo.

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    Ivânia conta que a reforma trabalhista, pela qual o candidato da extrema-direita votou a favor, já acabou com o emprego com carteira assinada. “Depois da eleição, caso eles vençam, vão liquidar de vez com a aposentadoria e com o trabalho formal”.

    Para ela, o Brasil precisa voltar a crescer, com valorização do trabalho e da renda. “Trabalho com carteira assinada e aposentadoria garantida para uma vida digna na velhice”.

    Portal CTB

  • A vice-prefeita Nádia Campeão, do PCdoB, assumiu nesta sexta-feira (3) a Secretaria Municipal de Educação, em São Paulo, em substituição a Gabriel Chalita, do PDT. “Com isso o prefeito Haddad dá sinalização importante de que os investimentos em educação não serão cortados, como está fazendo o governo golpista”, explica Teresinha Chiappim, a Têca, dirigente do Sindicato dos Profissionais em Educação do Município de São Paulo.

    “Temos uma concepção de educação pública, gratuita, de qualidade social, inclusiva e democrática. Defendemos combater as desigualdades neste país e nesta cidade com a garantia do acesso à educação”, se compromete Nádia.

    Responsável por quase um milhão de estudantes, ela garante que vai continuar o trabalho da administração municipal em defesa de uma educação democrática e de qualidade.

    “A educação é reveladora de potencialidades. Então nós temos que garantir o acesso, da creche à universidade, para todos em todo território da cidade. Esta é a nossa obsessão: não deixar ninguém para trás”, afirma o prefeito Haddad.

    nadia campeao educacao sp

    Já Têca acredita que ter “Nádia Campeão na Educação é a garantia de mais avanços nessa área estratégica para o desenvolvimento de qualquer cidade, ainda mais de uma metrópole como São Paulo e de qualquer país que queira ter desenvolvimento autônomo e livre”.

    Em sua despedida, Chalita agradeceu a rede municipal pela colaboração na construção das políticas públicas. “Todos os projetos nasceram da construção coletiva com a rede, do respeito a cada professor, a quem está no chão da escola. A sala de aula é um espaço sagrado”, disse o ex-secretário.

    “A educação municipal ganha com Nádia. Ela representa um forte compromisso com as causas do povo, é defensora dos serviços públicos, em especial da educação pública. Reúne experiência e competência administrativa”, defende Francisca Seixas, diretora da Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual de ensino público paulista).

    Têca acredita que, “essa escolha se contrapõe ao que está acontecendo no cenário nacional, onde o ministro da Educação recebe Alexandre Frota, um ator pornô, como conselheiro da educação e promete acabar com a escola pública, pondo fim ao sonho dos mais pobres estudarem, assim como no estado, onde há o escândalo da merenda e salas superlotadas e ensino de péssima qualidade”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Evangélicos por todo o país estão se posicionando em apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT), contra as propostas e discurso de Jair Bolsonaro (PSL). O movimento acontece em oposição ao senso comum de que a comunidade evangélica necessariamente compartilha de valores conservadores e preconceituosos trazidos pelo capitão reformado do Exército. Para esses fiéis e lideranças cristãs protestantes, o discurso de Bolsonaro incita a violência e é diretamente oposto ao que é pregado pelo evangelho.

    Grupos como a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, o "O Amor Vence o Ódio", e "Evangélicos Contra Bolsonaro", assim como religiosos autônomos, estão se opondo ao apoio de grandes igrejas neopentecostais como a Universal do Reino de Deus (IURD) e a Assembleia de Deus, cujas lideranças não apenas declararam voto em Bolsonaro, mas têm feito propaganda e pressão para que seus fiéis também votem no deputado federal.

    No dia 1º de outubro, o Pastor José Wellington da Assembleia de Deus aproveitou a comemoração de seu aniversário de 84 anos, na maior sede da igreja, localizada no Belém, zona leste de São Paulo, para pedir para milhares de fiéis o voto em Bolsonaro. Já o Pastor Edir Macedo, da IURD e dono da Record TV, utilizou a emissora para veicular uma entrevista exclusiva com o candidato do PSL durante o debate presidencial na Rede Globo.

    Para Heber Rocha Farias, vendedor e membro da Igreja Batista da Água Branca (IBAB), o evangelho deixa claro que não existe "senhores entre os irmãos", mas as igrejas fundamentalistas investem na manipulação pelo poder das lideranças, seja na Igreja ou na na televisão.

    "A partir de um certo ponto, tudo que eles falam não passa por reflexão, mas vira palavra de ordem. Declaram de cima do púlpito, um espaço de poder, que os fiéis precisam votar no 17", afirmou.

    Farias conta ainda que tem sofrido preconceito dentro da comunidade evangélica por conta de suas posições políticas."Claro que já existiram outros momentos pontualmente diferentes, mas na nossa geração, é um dos pontos mais críticos que vivemos de violência psicológica. Nossa opção política no momento está sendo transfigurada para um campo espiritual como se fôssemos pessoas endemoniadas, é o que mais escutamos. Que cristãos de esquerda ou são anti-cristãos, ou perderam a fé", reiterou.

    Segundo o pastor Henrique Vieira, da Igreja Batista do Caminho, em Niterói (RJ), algumas igrejas têm, inclusive, feito caravanas para o Nordeste com o objetivo de convencer os evangélicos a não votarem no PT.

    "Eles dizem que falam em nome de Deus, reivindicam para eles esse lugar, então você precisa ir na igreja deles para ser abençoado. Eu já fui um adolescente formado nessa mentalidade, de achar que questionar o pastor é questionar o próprio Deus. Então a palavra do pastor tem muita influência, então deveria ter mais responsabilidade. Na medida em que eu encontrava no Evangelho um Cristo comprometido com os pobres, que denunciou as injustiças, preso, torturado, executado pelo Estado, toda sua vida teve implicação política, então minha militância política foi fruto do meu encontro com o Evangelho. Se eu sigo alguém que teve o compromisso com as pessoas, não posso ficar em silêncio diante das injustiças do meu tempo", afirmou.

    Resposta fácil

    Na opinião de Vieira, os votos em Bolsonaro representam uma resposta profunda à desigualdade, violência e miséria. A última pesquisa eleitoral, realizada nesta sexta-feira (19) pelo instituto Vox Populi em conjunto com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) mostrou que Bolsonaro tem 53% das intenções de votos válidos, contra 47% de Haddad, uma queda de seis pontos percentuais em relação às pesquisas anteriores.

    "Muitas vezes o fundamentalismo é a resposta mais objetiva e fácil para os problemas complexos da vida. A vida é difícil para o povo, acordar cedo, ficar no trânsito, ter que escolher entre remédio e aluguel. Às vezes uma narrativa que dá uma resposta rápida é encantadora. Mas Bolsonaro tem a ver com uma coisa que nenhum cristão de verdade gosta: violência e ódio. O que ele fala, estimula homem a bater em mulher, estimula criança a sofrer bullying na escola, faz com que pessoas cometam violência nas ruas, e o povo de Deus não gosta disso", disse.

    O pastor Henrique Vieira participou, na última quarta-feira (17) de um ato com Haddad, em um hotel no centro de São Paulo. O evento reuniu mais de 200 lideranças evangélicas e teve como objetivo desmentir as fake news difundidas contra o petista no meio religioso. No evento, Haddad distribuiu uma Carta Aberta o Povo de Deus, na qual conta sua experiência religiosa. Entre uma das principais lideranças do evento estava o pastor Ariovaldo Ramos, um dos fundadores da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. Em entrevista, ele contou que a organização cresce a cada dia, se espalhando por todo o país.

    "A gente parte de uma presunção de que eles estão sendo enganados, por uma liderança mal informada, ou também mal intencionada. O fiel está sendo desviado da fé evangélica. A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito é apartidária. Se Haddad estivesse enfrentando qualquer um dos outros proponentes, nós teríamos nos recolhido à posição de cidadãos, assistindo e tomando nossas decisões particulares. Só que o adversário dele é uma pessoa que propõe o discurso nazista, que a humanidade rejeitou. É absurdo um sujeito se propor supremo mandatário da nação e dizer que apoia a tortura, é um crime contra a humanidade", denunciou.

    Para a estudante de Direito Victoria Gama, uma das lideranças jovens da IBAB, a esquerda está começando a aprender como acolher a comunidade evangélica. Na opinião dela, cada vez mais evangélicos se identificarão com esse campo político.

    "A esquerda, de modo geral, está entendendo que ser evangélico tem muito mais a ver com ser de esquerda do que ser de direita, faz muito mais sentido. Temos que pegar todo o pessoal que sofreu com muito conservadorismo dentro da Igreja e está cansado disso, ou que se assumiu LGBT, mas ainda cultiva a crença e pode ser abraçado como parte da esquerda. Eu fico muito triste [com o apoio dos evangélicos à Bolsonaro], ataca o meu coração e vai muito contra tudo que eu aprendi e tudo que eu entendo que Jesus quer para a gente, que ele ensinou quando estava aqui", afirmou.

    Na opinião da estudante, é "dever" dos evangélicos "não deixar um discurso mentiroso e descontextualizado ser usado por pessoas que se dizem evangélicas".

    "Essa eleição me assusta muito, me tira o sono. Eu sei que enquanto mulher, de esquerda, vou sofrer com isso, porque minha tendência não é ficar calada, nem no futuro, independente do contexto. E as pessoas que tem voz vão ficar caladas nesse governo", lamentou.

    Dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil segue sendo a maior nação cristã do mundo. No entanto, a tendência da redução do número de católicos e expansão das correntes evangélicas já era observada há oito anos, alcançando 22,2% da população. Em paralelo, a Bancada Evangélica no Congresso alcançou, após o primeiro turno dessas eleições, 91 deputados federais, crescendo em relação ao último pleito, quando 75 seguidores da doutrina foram eleitos, de acordo com dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

    Para Henrique Vieira, existem duas formas de relação entre a religião e política, sendo uma delas legítima , e a outra, "absurda, desonesta e violenta".

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    "Você pegar a doutrina e tentar impor ao conjunto da sociedade, Jesus não faria isso. Tem uma parcela de lideranças religiosas que usam a linguagem religiosa para buscar poder, dinheiro, o Deus dele é o próprio bolso e a própria imagem. Agora, tem uma relação que é saudável, que é quando a religião te inspira e te faz pensar na dor do outro, te lembra que a natureza é um bem comum, que a terra é uma dádiva e a alimentação é um bem sagrado, daí você não está preocupado em um projeto de poder, e sim em servir as pessoas e, a partir da sua fé, ajudar o mundo a ser melhor", opinou. Vieira destaca ainda que acredita na possibilidade de uma virada eleitoral. "Eu creio que tem volta porque crer é uma exigência ética para mim, eu tenho que crer", completou.

    Já para o pastor Ariovaldo Ramos, a saída, mesmo para evangélicos, continua sendo a resistência.

    "Quando sai o escândalo de Caixa 2 de Bolsonaro e vemos que há milionários mentindo descaradamente, sustentando a mentira, e dizendo que é democracia, isso é abjeto e imoral, e nós temos que resistir. A nossa resistência é a de quem propõe o arrependimento e a conversão, mas que toma a postura de não deixá-los passar. É a postura da resistência de Luther King, de Gandhi, não passarão. Vamos denunciar os falsos pastores, a manipulação dos fiéis e da Bíblia. Isso ofende nossa fé, nosso Deus e a humanidade", concluiu.

    Nesta quinta-feira (18), cristãos e cristãs caminharam em um ato pela Democracia realizado no Rio de Janeiro. Blocos evangélicos e cristãos estão sendo organizados para um grande ato nacional #Elenão neste sábado (20).

    Fonte: Brasil de Fato, por Júlia Dolce

  • Como parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, inaugura nesta sexta-feira (9), a Casa Rosângela Rigo para encaminhar a locais seguros mulheres em risco.

    Localizada na zona norte, a casa visa atender as mulheres que “não podem voltar para casa o mesmo dia em que denunciou o agressor, pois pode ser morta”, explica Denise Mota Dau, secretária municipal de Políticas para as Mulheres.

    Já a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que é “muito importante que existam casas como essa que vai ser inaugurada em todas as cidades para dar proteção e acolhimento àquelas mulheres que se voltarem para casa podem ser assassinadas por seus agressores por tê-los denunciado”.

    Ela conta que essa é a primeira casa desse tipo do estado de São Paulo. Isso, diz ela, mostra a “total necessidade de se ter Secretaria de Políticas para as Mulheres em todos os estados e cidades do país”.

    O pior é que o novo prefeito, João Doria, da maior cidade do país já afirmou que vai extinguir a secretaria da Mulher, de Igualdade Racial, Direitos Humanos e LGBT. “Sem essas secretarias, fica muito difícil a elaboração de políticas públicas que atendam às necessidades da maioria da população”, defende Dau.

    spm sp casa da mulher paulistana

    Serviço

    O que: Inauguração da Casa da Mulher Paulistana da zona norte – Casa Rosângela Rigo

    Onde: Rua Castro Maia, 251, Jardim São Paulo

    Quando: Sexta-feira (9), às 10h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • “Quando eu me tornei prefeito de São Paulo, eu imaginava uma cena singela: que, quando eu colocasse o pé na rua, eu continuasse me sentindo em casa”. Essas foram as primeiras palavras de Fernando Haddad, candidato a reeleição para a prefeitura de São Paulo, ao abrir o seu discurso de comício na noite desta terça-feira (27).

    O último grande evento de campanha do atual prefeito paulistano aconteceu diante de uma plateia lotada na Casa de Portugal e dezenas de grandes intelectuais e artistas, repetindo a façanha realizada na campanha de Dilma Rousseff em 2014. A presença do ex-presidente Lula deu um peso político extra à ocasião.

    O discurso dos dois pode ser visto logo abaixo na íntegra:

    O discurso de Fernando Haddad começa aos 7m55s
    O discurso de Lula começa aos 31m45s

    As centenas de pessoas dentro e fora do prédio acompanharam com humor eufórico sucessivas personalidades brasileiras tomarem o microfone em defesa do projeto humanizante que é realizado na metrópole desde 2012. “O que se comemora aqui, principalmente, é o troca da ‘São Paulo S.A.’ por uma cidade mais humana, voltada para as pessoas. Isso não pode acabar”, explicou a cineasta Anna Muylaert. Além dela, nomes como Daniela Mercury, Chico César, Tata Amaral, Laerte, Gregório Duvivier, Flávio Renegado, Zélia Duncan, Otto e Chico Buarque fizeram sua própria contribuição, afirmando apoio à atual administração.

    Ao lado dos intelectuais, José Miguel Wisnik, Zé Celso, Juca Ferreira, Boaventura Souza Santos, Daniel Ganjaman, Leonardo Boff, Renato Janine, Luiz Gonzaga Belluzzo e André Singer foram algumas das figuras que falaram no mesmo sentido. Até mesmo o ex-ministro tucano Luiz Carlos Bresser-Pereira compareceu para declarar apoio, chamando Haddad de “representante da democracia”. Entre as lideranças sociais, destacaram-se Adilson Araújo (presidente da CTB), Sérgio Vaz (poeta e criador da Coperifa), Natália Szermeta (coordenadora do MTST), Tamires Sampaio (vice-presidenta da UNE) e Anderson Lopes (Movimento Nacional de População de Rua).

    O discurso de Haddad - e o de Lula, logo em seguida - foi construído em torno das justificativas para a reorganização do espaço da cidade, que passou a priorizar as pessoas ao invés dos carros e o público ao invés do privado. “Mas esse conceito simples, que todo mundo pode entender, exige uma atenção permanente de todos nós, porque para você se sentir em casa, você não pode tolerar as injustiças. Se não houver uma atitude de combate às injustiças, essa cidade não é possível, e isso exige um olhar educado para um novo tipo de interação - todos os nossos programas têm esse mesmo tema de fundo, que é a pessoa se sentir acolhida pela cidade, respeitada em seus direitos”, explicou o prefeito. Deste pensamento, disse, surgiram medidas como os corredores de ônibus, os centros de referência para combate ao racismo, ao machismo e à homofobia, a abertura da Av. Paulista aos domingos, as salas de cinema públicas nas periferias e tantos outros. “A gente tem que parar de pensar que o único programa paulistano é ir para o shopping”, brincou.

    Sua fala foi feita num tom animado, bem diferente do modo professoral como normalmente se comporta Haddad ao palanque. De fato, Lula até o provocou ao se levantar: “Ele hoje conseguiu se superar, eu nunca tinha visto você fazer um discurso tão emocional”. O ex-presidente focou sua exposição na importância de eleger um candidato progressista para a Prefeitura de São Paulo, argumentando que Haddad poderia fazer frente aos ataques aos direitos sociais e trabalhistas que virão daqui para frente. “Ele terá uma posição fundamental para fazer o enfrentamento com os conservadores”, disse. Falou então da PEC 241, que pretende congelar os gastos do Governo Federal durante 20 anos, e dos cortes nos investimentos em saúde e educação, colocando-os como desafios fundamentais a serem enfrentados pelas esquerdas.

    Necessidade de união com Erundina

    Um tema que apareceu de forma recorrente ao longos dos discursos da noite - foram mais de 20 - foi a necessidade de resolução do racha progressista que atualmente coloca Luiza Erundina (PSOL) em oposição ao restante das esquerdas paulistanas. O escritor Fernando Moraes foi o mais enfático neste sentido: "Nós corremos o risco de entregar a maior cidade do país para as mãos dos golpistas! Esta na hora de a esquerda dar um exemplo de união e formar um projeto único para a cidade. E esta na hora de PSOL e PT se entenderem e lutarem juntos contra os golpistas".

    O comentário se deve à situação de canibalização mútua que Haddad e Erundina enfrentam ao apresentam programas que são essencialmente iguais nas propostas, mas que concorrem pelos mesmos votos. Os dois candidatos estão respectivamente em quarto e quinto lugar na corrida, atrás de Marta (PMDB), Celso Russomano (PRB) e João Doria Jr. (PSDB). A tese de fusão entre as duas chapas colocaria-os em pé de igualdade com Marta Suplicy, abrindo caminho para uma campanha de “voto útil” que poderia alavancar Haddad para o segundo lugar e, portanto, para o segundo turno.

    O advogado e jurista Pedro Serrano, professor de Direito da PUC-SP, também abordou o tema: "Ameaçando a ideia de cidade, aparece a ideia de campo de concentração, habitado por seres viventes sem vontades, que não são dotados de direitos civis e políticos, oprimidos por uma polícia que tem pouco de Polícia e muito de Militar. É contra isso que a candidatura de Haddad se coloca, e a gente tem que falar com a população, não para que façam um voto útil, mas um voto unificado em torno disso. A união é fundamental nessa hora".

    As eleições municipais acontecem em todo o Brasil no próximo domingo, 2 de outubro.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • O candidato Jair Bolsonaro (PSL), que não participa de debates com o seu oponente Fernando Haddad (PT), já começa a causar desemprego. Ao conceder entrevista, nesta terça-feira (23), por telefone ao programa Bom dia, da Rádio Guaíba, de Porto Alegre, impediu que jornalistas fizessem perguntas.

    “Nós poderíamos dizer que o candidato nos censurou?”, questionou o jornalista Juremir Machado da Silva ao final da entrevista. O apresentador do programa Rogério Mendelsk, da rádio, que pertence à Rede Record, de Edir Macedo, tentou explicar que Bolsonaro se comprometeu a responder as perguntas formuladas somente por ele, mas não convenceu.

    “O silêncio de vocês foi uma condição do candidato”, afirmou Mendelski. Já Silva respondeu que achou “humilhante e, por isso, estou saindo do programa. Foi um prazer trabalhar aqui por dez anos” e se demitiu ao vivo.

    Assista o pedido de demissão e a tentativa frustada de explicar a censura 

    Edir Macedo censura

    O site Intercept Brasil publicou no sábado (8) uma denúncia sobre pressão feita pelo site R7, do grupo de Edir Macedo, impedindo os profissionais e publicarem qualquer matéria negativa a Bolsonaro.

    Luciana Barcellos, chefe de redação do principal programa de notícias do portal, pediu demissão, na quinta-feira (13). O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo também denuncia que jornalistas da Record reclamam da pressão que o bispo da igreja Universal exerce para atacarem Fernando Haddad e elogiarem Jair Bolsonaro.

    Portal CTB

  • “Eleições 2018 – Todo Cuidado é Pouco”. Esse foi o tema da Assembleia Conjunta dos Trabalhadores Portuários, avulsos e vinculados, do estado do Espírito Santo, na manhã de hoje (27), na sede do Sindicato dos Estivadores – Centro de Vitória. A iniciativa dos sindicatos obreiros deve-se às eleições que ocorrerão no próximo dia 7 de outubro. O objetivo foi informar as vertentes políticas, analisando os pontos positivos e negativos de cada concorrente – Presidência da República, Senado, Câmara dos Deputados, Governos Estaduais e Assembleias Legislativas.

    José Adilson Pereira, presidente da Federação Nacional dos Estivadores (FNE), vice-presidente da Conttmaff e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), presidente do Sindicato dos Estivadores ES e da Intersindical da Orla Portuária ES, abriu a Assembleia apresentando as conclusões e deliberações do último Congresso da FNE. O destaque foi para as ações a serem ultimadas visando proteger o Estado de Direito, elegendo parlamentares de tendências progressistas, nominando Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT).

    Com a participação de trabalhadores jovens na área portuária, José Adilson contou parte da história política dos portuários, que teve início marcante na era Collor, com a implantação da Lei dos Portos (8630/93). E, de lá pá cá, muita coisa aconteceu e muita bomba e bala de borracha foram enfrentadas na busca da manutenção dos direitos dos trabalhadores. Ressaltando a importância dessa Assembleia, para a atual conjuntura política nacional, ele ressaltou que “A escolha é sua. Mas o problema é de todos”, conclamando a participação dos trabalhadores no combate ao fascismo que espreita a sociedade brasileira.

    Eduardo Guterra, presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), sugeriu a realização de novos encontros, como esse, para debater o Brasil, tendo como preletores pessoas com conhecimento histórico para informar fatos e consequências que não são divulgados pela grande mídia, nem pelas Academias.

    Ernani Pereira Pinto, presidente do Sindicato Unificado da Orla Portuária ES (Suport-ES), considerou “absurda a postura religiosa do Bolsonaro. Ele foi casado três vezes e prega a moralização da sociedade, da família; criminaliza os mais carentes em detrimento dos abastados”. Segundo ele, há perseguição ao Partido dos Trabalhadores (PT), por ser um partido defensor da população carente.

    Aerton Vieira, presidente do Sindicato dos Vigias Portuários ES (afastado por conta de candidatura à deputado estadual), emocionado, ressaltou a importância do evento para o País, como um todo. E agradeceu a união, a confiança e o apoio dos trabalhadores de base nas empreitadas dos Sindicatos.

    Fabiano Afonso Pereira, presidente do Sindicato dos Amarradores e Desatracadores de Navios ES, falou que está iniciando (está em seu primeiro mandato) e aprendendo muito. Reconhece a importância desse momento e que toda a sua categoria está engajada na luta pelos direitos trabalhistas.

    Josué King Ferreira, presidente do Sindicato dos Arrumadores e Trabalhadores de Capatazia nos Portos do ES, diretor da Fenccovib e vice-presidente da CTB ES falou sobre o momento histórico que estamos vivenciando. Segundo ele, o quadro político nacional que se apresenta não deixa dúvidas de onde o trabalhador deve deitar seu apoio. “A ala progressista parlamentar brasileira deve receber incentivo nas urnas e isso cabe a todos nós, num trabalho de formiguinha, aplicar em todos os nichos sociais que participamos”.

    Jorcy de Oliveira Filho, diretor do Sindicato da Guarda Portuária ES, falou da importância do evento como diretriz na busca de caminhos políticos, para o melhor da categoria, e que precisam alavancar candidatos progressistas. Ele falou, ainda, que “temos candidatos novos e alguns antigos que merecem a confiança dos trabalhadores. Temos instrumentos para a defesa do direito dos trabalhadores e devemos usá-los”.

    Alguns trabalhadores de base tiveram voz na Assembleia conjunta das categorias de trabalhadores portuários. Dentre as falas, todas emocionadas frente ao desafio imposto pelas políticas legislativa e econômica nacionais, pós Golpe Parlamentar, estão a retomada do poder do trabalhador frente ao empresariado ultraliberal, a união de todas as categorias de trabalhadores para fortalecer a luta e a participação, efetiva, nos movimentos públicos, independentemente do setor primário, prática sempre exercita pelos portuários capixabas. E, comprovando esse último, o presidente da FNE, José Adilson Pereira, leu para os presentes Carta Aberta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenarj), que faz um breve histórico dos momentos sombrios que o Brasil viveu durante a ditadura civil-militar e conclama toda a sociedade para o enfrentamento de mais essa batalha.

    Andréa Margon – jornalista do Sindicato dos Estivadores ES