Sidebar

21
Qui, Jun

Geraldo Alckmin

  • A PEC 241 e a reforma do ensino médio destroem os sonhos de uma geração inteira

    Mais de 3 mil estudantes e docentes tomaram as ruas do centro da capital paranaense, Curitiba, neste domingo (9) contra a reforma do ensino médio (medida provisória 746/16) e as mudanças na legislação estadual propostas pelo governador Beto Richa (PSDB) (saiba mais aqui).

    “Os Trabalhadores e trabalhadoras da educação pública do estado saíram às ruas em apoio aos estudantes que já ocupam escolas contra essa reforma autoritária e elitistas do ensino médio”, dia Francisco Manoel de Assis França, o Professor Kico, da CTB-PR Educação.

    Camila Lanes convoca estudantes a ocuparem as escolas para defender a educação 

    A presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes explica que a juventude se mobiliza em todo o país até “a MP 746 (reforma do ensino médio) ser retirada de pauta e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 engavetada definitivamente”.

    A União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) repudia também “as declarações do governador Beto Richa que desqualificam a luta dos estudantes e busca deslegitimar as ocupações, desconhecendo que as ocupações são uma reação à forma com a educação é tratada” pelo poder público.

    Manifestação dos secundaristas paranaenses no domingo em Curitiba  

    Lanes define os dois projetos do governo golpista como ataques aos direitos das filhas e filhos da classe trabalhadora. “Somos contra a MP 746 porque queremos participar das discussões sobre o nosso futuro e não queremos aprender somente a somar, subtrair e apertar botões. Queremos viver, amar e participar das decisões sobre o nosso país”.

    Por isso, diz ela, as mobilizações dos estudantes estão apenas no começo. “A tendência é crescer e passarmos de 150 escolas ocupadas em todo o país já neste fim de semana”. Até o momento já são 94 escolas ocupadas em alguns estados.

    A estudante Suany Scrassacata afirma ao G1 ser contra a retirada de sociologia, filosofia, artes e educação física do currículo escolar. “A gente está sofrendo um retrocesso. Tem escola pública fechada, por falta de estruturação. Nisso, ninguém trabalha, ninguém vê. Eles querem impor a escola sem partido, sem ao menos arrumar as nossas escolas. A estrutura das nossas escolas está caindo aos pedaços”.

    Já o professor Kico conta que os docentes, além de apoiarem essas bandeiras da juventude em defesa de uma educação pública inclusiva, estão contra o projeto do Executivo paranaense que corta verbas e salários dos servidores (leia mais aqui).

    Lanes conta ao Portal CTB que há escolas ocupadas no Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso. E crescendo porque a “PEC 241 é o principal mecanismo dos golpistas para acabar com os sonhos de uma geração inteira”.

    Tropa de choque ameaça jovens em São Paulo 

    Cercados pela tropa de choque da Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin, também do PSDB, os estudantes que ocupavam a Escola Estadual Caetano de Campos decidiram desocupar na noite do sábado (8).
    Mas “continuaremos firmes na mobilização para a resistência ao desmonte da educação pública”, afirma Emerson Santos, o Catatau, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes).

    E para piorar, os universitários paulistas prometem manifestação em São Paulo nesta terça-feira (11) porque o Ministério da Educação não está horando o compromisso com as universidades referente ao programa Financiamento Estudantil (Fies). A presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), Flávia Oliveira, disse à jornalistas Laís Gouveia que a situação preocupa. “Desde que Temer assumiu, a transferência não é feita para as universidades, e tem muitas delas que sobrevivem com 97% da sua arrecadação através do Fies, ou seja, se não há o pagamento, muitas instituições de ensino superior fecharão as portas. Na PUC São Paulo, por exemplo, o governo deve R$ 8 milhões em repasses e a reitoria transfere esse problema para os estudantes bolsistas, alegando que, se não houver o pagamento, os beneficiários terão que pagar suas mensalidades por conta própria”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A polícia de Geraldo Alckmin mata cada vez mais em São Paulo

    Casos como o do catador de papel Ricardo Nascimento, morto por um policial militar com dois tiros à queima roupa, na quarta-feira (12), em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, tem se tornado mais comum do que se imagina.

    Levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado nesta quinta-feira (27), mostra aumento da violência policial no estado de São Paulo. Foram 459 mortes violentas cometidas por policiais militares e civis no primeiro semestre deste ano. Esse é o maior número de crimes em 14 anos.

    “Esse estudo evidencia o crescimento da truculência policial no estado”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP). “As vítimas são, via de regra jovens, negros e pobres”.

    Samira Bueno, coordenadora da pesquisa, afirma que essa história de que a redução da criminalidade é fruto da truculência policial é mentira. O “estado e a polícia usam como justificativa que estes casos são desvios individuais de conduta, quando os altos números de mortos pela PM são a evidência de que o problema é muito maior, institucional e estrutural e precisa ser assumido enquanto tal”.

    grafico sspsp violencia g1

    De acordo com o levantamento, 430 mortes foram cometidas por PMs, o restante por policiais civis. “O avanço da crise econômica pode tornar essa situação ainda mais violenta, se o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não mudar de atitude e orientar a polícia para a sua verdadeira função que é proteger as pessoas”, acentua Bitencourt.

    Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou ao G1, que "desenvolve ações para reduzir a letalidade e que, na maioria das vezes, ocorre a partir da ação de agentes de segurança para frustrar crimes contra o patrimônio".

    Bueno retruca afirmando que “os números mostram que há pelo menos 15 anos a política tem sido ignorar que centenas de pessoas, em sua maioria jovens e negros, são mortos pela polícia em ocorrências pouco transparentes em que se justifica ‘legítima defesa’, como se todas essas mortes fossem naturais e não pudessem ser evitadas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Ilustração: Latuff

  • Aumento da tarifa no transporte público pesa no bolso de quem vive de salário

    As ruas da capital paulista foram tomadas, a partir das 17h, nesta quinta-feira (11) por cerca de 10 mil manifestantes - segundo os organizadores - contra o aumento da tarifa dos ônibus no município de São Paulo, dos trens urbanos e do metrô, que foram de R$ 3,80 para R$ 4, no domingo (7), um aumento de 5,26%.

    O reajuste foi anunciado de forma conjunta pelo prefeito, João Doria, e o governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Na capital paulista, os maiores aumentos, acima da inflação, são justamente de quem mais usa ônibus ou que mora mais longe: no bilhete único mensal e na integração entre ônibus e metrô.

    Para Flávio Leite, secretário de Finanças da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção São Paulo (CTB-SP), qualquer aumento nos preços incide no bolso da classe trabalhadora. “Na crise que estamos vivendo aumentar o valor das tarifas do transporte público atinge em cheio o orçamento de qualquer família que depende do transporte coletivo para se locomover”.

    Muitas palavras de ordem são ditas contra Doria. “O passe livre não é esmola, o filho do prefeito vai de Uber pra escola”, em referência às restrições impostas pela atual administração paulistana sobre o passe livre estudantil.

    "Limitar o transporte gratuito para os estudantes é agir contra o direito de ir e vir dos filhos e filhas da classe trabalhadora”, diz Leite. Ele explica que os gastos com transporte pesam no orçamento doméstico e a gratuidade beneficia a educação, permitindo aos estudantes estarem mais presentes no centro da cidade, onde acontecem os principais eventos culturais”.

    Vídeo da Mídia Ninja mostra como foi o protesto 

    Já o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki, acredita que “estar no ato hoje é sair em defesa do passe livre, mas é também sair em defesa do direito do estudante de chegar à sua escola e, portanto, é defender a educação para todos e para todas”.

    Outras palavras de ordem foram ditas durante a passeata que saiu da Praça Ramos de Azevedo e rumou para a Estação Brás de trem e metrô. Outro ato foi convocado para a quarta-feira (17), aos gritos de “pula sai do chão contra o aumento do busão” e o “meu dinheiro não é capim”.

    Representantes do Movimento Passe Livre (MPL) afirmam que não sairão das ruas até esse aumento ser revogado. "Com o desemprego atual e a informalidade, muitos não têm vale-transporte. Ou seja, as pessoas não conseguem sair de casa para ir atrás de emprego", afirma Fernando Bueno, porta-voz do MPL.

    Ele lembra que o salário mínimo aumentou pouco mais de 1%, enquanto a tarifa subiu mais de 5%, sendo que no ano passado teve majoração de 14,8%. De acordo com Bueno o aumento acumulado da integração é de 17,4%, mais que o dobro da inflação do período.

    “Precisamos debater a política de mobilidade urbana. O preço da passagem aumenta, mas a qualidade do transporte público não”, reforça Emerson Santos, o Catatau, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes). A crítica à falta de qualidade nos transportes é recorrente entre os usuários.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com informações de Natasha Ramos e Natália Pesciotta (Ubes) e Felipe Mascari (Rede Brasil Atual). Foto: Guilherme Imbassahy

  • Contra o meio ambiente e populações tradicionais, o governo paulista entrega parques a empresas

    A Cachoeira das Andorinhas , no Vale do Ribeira, é uma das belezas naturais que serão exploradas

    A mídia burguesa quase não publicou, mas na terça-feira (7), a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o Projeto de Lei (PL) 249/2013, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que libera 25 parques estaduais à iniciativa privada, por um prazo de 30 anos.

    Com o costumeiro autoritarismo, o governador e seus aliados não consultaram as comunidades indígenas e quilombolas, residentes em alguns desses parques. “É um verdadeiro atentado à natureza e às populações tradicionais, que tiram sua subsistência dessas regiões”, afirma Antoninho Rovaris, secretário de Meio Ambiente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    "Na prática o que esse projeto propõe é que essas áreas passem a ser exploradas por empresas que deverão cobrar ingressos da população que quiser ter acesso a esses locais. Fora isso, as áreas de manejo poderão ser exploradas de outras formas o que pode comprometer o equilíbrio ambiental da região", afirma a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB).

    Até a secretária estadual de Meio Ambiente, Patrícia Iglecias reconhece que "é possível ter cobrança de tarifa se isso ficar claro em um estudo, mas esse não é o objetivo. E mesmo em situações com cobrança de tarifa, o que se faz é regras para isenções para quem mora na região ou para quem é do município”.

    caverna do diabo eldorado

    Nem a famosa Caverna do Diabo escapa

    Rovaris diz que “é mais um projeto movido pela sanha capitalista, que não respeita absolutamente nada. Põe o lucro acima de tudo”. Para ele, “entregar à iniciativa privada áreas de conservação é contra qualquer atitude de bom senso. Significa apenas o começo de destruição que os neoliberais pretendem fazer”.

    A coordenadora do Programa Vale do Ribeira do Instituto Socioambiental, Raquel Pasinato, diz que as comunidades que, segundo ela, “já são parte da região”, não foram consultadas e podem ficar sem ter onde morar. Cinco áreas de conservação localizam-se no Vale do Ribeira e afetam várias comunidades.

    trilha Parque Estadual da Cantareira

    Trilha do Parque Estadual da Cantareira faz parte da lista privatista

    Já o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) diz que “agora estamos assistindo a essa afronta, a esse crime, de entregar 25 parques estaduais para madeireiras e empresas privadas”.

    A deputada estadual Marcia Lia (PT) reclama que “ninguém se dignou a chamar os ambientalistas” para debater sobre o PL. "Entendemos que aquela população que vive nesses parques, os caiçaras, os quilombolas, as populações ribeirinhas, os indígenas, enfim, toda essa população que vive há muitos anos nesses espaços será prejudicada”.

    David Martim, líder indígena da Aldeia Jaraguá, que fica no parque estadual de mesmo nome, também objeto da privatização, vê no projeto uma ameaça a anos de esforços pelo reconhecimento das terras indígenas. "Para nós, indígenas, nossa terra é a nossa casa", diz. Das três aldeias que formam o complexo tradicional, no Jaraguá, duas ainda aguardam demarcação.

    Abaixo a lista completa dos parques que serão privatizados:

    PE Campos do Jordão
    PPE Cantareira
    PE Intervales
    PE Turístico do Alto Ribeira
    PE Caverna do Diabo
    PE Serra do Mar (Núcleo Santa Virginia)
    PE Serra do Mar (Núcleo São Paulo)
    PE Jaraguá
    PE Carlos Botelho
    PE Morro do Diabo
    PE Ilha do Cardoso
    PE de Ilha Bela
    PE Alberto Löfgren
    Caminho do Mar
    Estação Experimental de Araraquara
    Estação Experimental de Assis
    Estação Experimental de Itapeva
    Estação Experimental de Mogi Guaçu
    Estação Experimental de Itirapina
    Floresta Estadual de Águas de Santa Bárbara
    Floresta Estadual de Angatuba
    Floresta Estadual de Batatais
    Floresta Estadual de Cajuru
    Floresta Estadual de Pederneiras
    Floresta Estadual de Piraju

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com Rede Brasil Atual, Portal Vermelho, Folha de S.Paulo e G1

  • CTB-GO exerce papel de destaque na mobilização para defender 500 mil postos de trabalho no estado

    No início do mês, uma comissão tripartite (classe trabalhadora, empresários e governo) compareceu à audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir à ministra Rosa Weber o adiamento da votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2441, pedida pelo governo de São Paulo, contra a política fiscal do governo goiano.

    “O Brasil tem um desenvolvimento muito desigual, por isso, estados como Goiás precisam criar condições propícias para o desenvolvimento industrial”, diz Oliveira sobre a disputa entre os estados para que indústrias se estabeleçam em seu território.

    De acordo com Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO), única mulher presente na comissão, o STF aceitou adiar a votação da ADI.

    “Nós conversamos inclusive com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin com os ministros do STF porque há um projeto de lei tramitando na Câmara dos Deputados para resolver essas questões de guerra fiscal”, afirma.

    “A ministra aceitou o adiamento porque os dois estados entraram em acordo esperando a votação de projeto de lei na Câmara dos Deputados para regulamentar essa questão tributária que provoca conflito entre os estados”.

    De acordo com a professora sindicalista, os incentivos fiscais promovidos pelo governo de Goiás ajudaram o estado “a industrializar-se e obter um bom índice de crescimento nos últimos anos”.

    Oliveira representa a classe trabalhadora nessa comissão que tem representante da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) e do governador Marconi Perillo. “A nossa luta é para manter as indústrias estabelecidas em Goiás e impedir o fechamento de 500 mil postos de trabalho”.

    Portal CTB

  • Estudantes mantêm ocupação em diversos estados e ocupam a Assembleia gaúcha desde ontem (13)

    Depois de semanas ocupando escolas e enfrentar repressão, os estudantes secundaristas gaúchos decidiram nesta segunda-feira (13) ocupar a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Alergs) com a intenção de reabrir diálogo com o governo estadual.

    “Imitando seu colega de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o gaúcho José Ivo Sartori, do PMDB, tem mandado a polícia reprimir os jovens, em vez de conversar, como qualquer governo democrático faz”, diz Vítor Espinoza, secretário da Juventude Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Os secundaristas lutam para melhorar a estrutura das escolas, e também “a qualidade do ensino”, diz A estudante Fabiana Amorim. A resposta que a presidenta da Assembleia, Silvana Covati (PP) deu foi mandar a polícia cercar o prédio e, por isso, “muitos estudantes dormiram na rua, nesse frio”, conta Fabiana.

    Além disso, os secundaristas querem o fim do Projeto de Lei (PL) 190/2015, que pretende implantar “a tal da escola sem partido, que tem o partido do atraso e da ignorância", diz Espinoza. “O que na realidade significa uma censura aos educadores e educadoras e grande prejuízo à educação democrática”.

    Também querem derrubar o PL 44/2016, de autoria do governo estadual, que pretende transferir parte da administração das escolas para organizações sociais, caso similar ao pretendido pelo governo de Goiás. O que para os estudantes significa privatização das escolas públicas.

    escola sem partido rs

    O governo gaúcho ameaça os ocupantes com invasão de tropa de choque. Os secundaristas, no entanto, prometem manter a ocupação em “defesa da educação pública, gratuita e de qualidade para todos e todas”, afirma o secretário cetebista gaúcho.

    Os estudantes reclamam de cerceamento da liberdade de manifestação e do direito de ir e vir. Além do mais, o acordo de que não impediriam a entrada de água e alimentos não está sendo respeitado.

    "Resta apenas duas garrafas de água e não podemos mais receber as doações", relata a diretora da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Fabiola Loguércio, que está dentro da Assembleia desde o início da ocupação.

    Bahia

    Secundaristas ocupam escolas na Bahia contra o autoritarismo de alguns dirigentes de escolas. Eles reclamam de perseguições e de discriminações. “As ocupações estão acontecendo por conta dos problemas que os próprios estudantes vivenciam no ambiente escolar. A instituições públicas são desestruturadas e não condizem com a realidade da juventude. Os estudantes anseiam por uma escola diferente e acho que esses atos são uma resposta a isso”, diz o presidente da Associação Baiana Estudantil Secundarista, Nadson Rodrigues.

    secundaristas bahia

    Ceará

    Desde o dia 27 de abril, os estudantes secundaristas do Ceará ocupam diversas escolas. Já são mais de 70 ocupadas. Como em vários estados brasileiros, os estudantes reivindicam melhorias na infraestrutura das salas de aulas e na merenda, quadras esportivas e laboratórios, além do retorno do investimento em atividades extracurriculares e reajuste salarial dos professores.

    estudantes ceara

    Mato Grosso

    O presidente da Associação Mato-grossense dos Estudantes Secundaristas, Juarez França, diz que a defesa da educação passa pela luta para barrar o processo de terceirização e contra a “roubalheira” da Secretaria Estadual de Educação, e pelo fim da corrupção no governo de Pedro Taques (PDT).

    escolas ocupadas mt

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com informações das entidades estudantis

  • Estudantes ocupam a Assembleia de São Paulo para forçar punição aos ladrões da merenda

    Liderados pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), dezenas de jovens acamparam na noite da terça-feira (13) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para forçar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda “a investigar pra valer e punir os responsáveis pelo desvio da merenda escolar no estado”, diz Emerson Santos, o Catatau, presidente da Upes.

    A CPI da Merenda só foi instalada após muita pressão dos estudantes (leia mais aqui). Nesta quarta-feira (14), O depoimento mais aguardado é do presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB), acusado por diversos delatores de ser o principal beneficiário do esquema (saiba mais aqui).

    Acompanhe o que disse Fernando Capez à CPI da Merenda 

    Em seu depoimento, Capez nega todas as acusações. “Jamais interferi por ninguém. Nunca conversei com o Padula (Fernando, ex-chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, também acusado) na minha vida”, jurando inocência.

    “Muitas reuniões da CPI têm acontecido a portas fechadas e isso não pode mais ocorrer. Quem não deve não teme, mas quem é acusado de desvios de dinheiro público deve explicações para a sociedade, ainda mais sobre algo tão grave como tirar comida de crianças”, afirma Catatau.

    acampamento alesp upes cpi merenda

    Crédito: Jornalistas Livres

    A reunião começou às 10h. Cerca de 25 estudantes conseguiram entrar para acompanhar, mas não sem repressão policial antes de serem autorizados. Ao menos dois foram detidos, denuncia a Mídia Ninja, com vários feridos. Inclusive um jovem com menos de 18 anos foi detido pela Polícia Militar, conta Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    Veja ação da PM do governador Geraldo Alckmin  

    Por isso, “estamos acompanhando todos os passos desta CPI para não acabar em pizza”, afirma Catatau. “Alguém tem que punir os ladrões da merenda, porque não permitiremos que enganem a sociedade e os estudantes paulistas fiquem sem merenda por causa de falcatruas”. A palavar de ordem da Upes é "resistir e ocupar até a punição dos ladrões da merenda".

    Leia mais

    Quem vai prender os ladrões da merenda no estado de São Paulo?

    Cadê a merenda de nossas crianças, Geraldo Alckmin?

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

    Foto destaque: Pedro Lopes, Mídia Ninja

  • Estudantes ocupam Assembleia de São Paulo em defesa da CPI da Merenda

    Na tarde desta terça-feira (3), estudantes secundaristas de São Paulo ocuparam a Assembleia Legislativa do estado para forçar a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue a máfia da merenda.

    O presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, Emerson Santos disse ao telefone que a tropa de choque do governador Geraldo Alckmin cercou o local e estava proibindo as pessoas de entrar.

    “Estamos aqui porque os deputados não querem investigar as inúmeras acusações de roubo da merenda em São Paulo”, diz. “Não tem arrego na defesa de uma educação pública de qualidade e não podemos aceitar tirar comida de crianças”.

    Assista o vídeo da ocupação da Alesp:

     

    Ele aproveita para pedir apoio para impedir a polícia militar de “promover um novo massacre no estado. No ano passado, foram os professores do Paraná, agora seremos nós?”, questiona.

    O presidente da Upes chegou a ser agredido por alguns funcionários da Alesp que tentavam impedir a ocupação. Mas a palavra de ordem que os estudantes mantêm desde o ano passado é ocupar e resistir.

    Apoie essa luta acesse aquie assine a petição CPI da Merenda Já.

    Eles precisam do apoio de todos e todas que puderem rumar para a Alesp, veja como chegar lá:

     

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Foto: Anderson Bahia / UJS

  • Estudantes ocupam Assembleia paulista à procura do ladrão da merenda

    “Estamos ocupando a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para tentar achar o ladrão da merenda”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    A líder dos estudantes secundaristas brasileiros, complementa dizendo que “nós já sabemos o nome, o sobrenome e o cargo político que ele ocupa”. Por isso, acentua, “ficaremos aqui até que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda seja instaurada.

    Acompanhe a ocupação desde o início:

     

    O caso de superfaturamento e distribuição de propinas na merenda escolar das escolas públicas da rede estadual foi denunciado em janeiro do ano passado. A polícia civil e o Ministério Público paulistas criaram a Operação Alba Branca.

    Mas os deputados estaduais, de ampla maioria de apoio ao governador Geraldo Alckmin, se negam a instaurar a CPI da Merenda para investigar o caso, no qual o nome que mais aparece nas acusações é o do presidente da Alesp, Fernando Capez.

    Por celular, o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Emerson Santos, o Catatau, afirma que ontem haviam proibido a entrada de alimentos, cortado a água, a energia e o Wifi.

    Acompanhe discurso de Camila Lanes, presidenta da Ubes:

     

    “Alguns deputados negociam para podermos manter esta nossa luta democrática e justa”, defende. “Já está liberada a entrada de alimentos e água, mas ainda estamos sem energia e sem Wifi para nos comunicarmos melhor”.

    Emerson reforça o pedido de apoio à sociedade. “Precisamos da solidariedade de todos. Estamos exigindo o direito de saber quem roubou a merenda dos estudantes de São Paulo”, afirma. “Também precisamos de material de higiene pessoal e cobertores”.

    Ele realça também que faltam somente sete assinaturas de deputados para a instauração da CPI da Merenda. Então, pede para as pessoas irem à frente da Alesp e “se possível acampem e nos ajudem a lutar por uma educação pública de qualidade e com merenda”.

    Estudantes leem coletivamente Carta Aberta á população:

     

    Ontem à noite, os estudantes secundaristas receberam a solidariedade da União Nacional dos Estudantes (UNE), através da presidente da entidade, Carina Vitral. Ele atacou a afirmação do Kim Kataguiri de que as escolas públicas são repositórios de bandidos.

    “Os estudantes secundaristas não são criminosos, são de luta e construirão o novo estado de São Paulo e a nova educação pública no país”, afirma.

    Chico César prestigiou os ocupantes, assista:

     

    Saiba como ajudar pela página de apoio aos ocupantes no Facebook.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Estudantes ocupam prédio da universidade onde Sergio Moro leciona em Curitiba

    "O prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde o juiz Sergio Moro é professor, em Curitiba, foi ocupado na noite desta quinta-feira (3) pelos estudantes em protesto contra a PEC 55/241, que congela investimentos por 20 anos, e a MP 746 que reforma o ensino médio no país", informa o Blog do Esmael.

    Veja como foi a ocupação 

    O estudante Célio disse que ocuparam o prédio hisórico da UFPR, justamente para fortalecer "o movimento de ocupações contra o desastre que significa a PEC 55 (ex 241) para as áreas sociais no país, principalmente porque acaba com a educação pública e visa a privatização do ensino médio e superior". Para ele, é importante "aglutinar forças para o dia nacional de paralisações que ocorrerá na sexta-feira (11) em todo o país".

    Governo paulista e a PEC da Morte

    A repressão aos estudantes continua intensa. A Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin levou para a delegacia estudantes e jornalistas que ocupavam o Centro Paula Souza, sem mandado judicial. O Mídia Ninja produziu um vídeo onde os detidos fizeram um jogral para dizer que “há anos não vemos estudantes, jornalistas e manifestantes sendo presos sem mandato. De maneira truculenta e contra qualquer tipo de legalidade constitucional. A ditadura Temer está se instalando e a forma como Geraldo Alckmin tratou os estudantes na noite de hoje é a maior prova disso.Não adianta nos reprimir, não adianta nos prender, muitos morreram pelo livre direito de manifestação, e nós seguiremos resistindo!”.

    Assista 

    O Estado de Exceção avança contra a juventude que resiste. O número de escolas ocupadas cresce dia a dia. Até o momento já são 167 universidades públicas ocupadas, de acordo com a União Nacional dos Estudantes e mais de 1.200 escolas também ocupadas em todo o país.

    Leia mais

    Contra PEC da Morte, estudantes dão aula, mas os governantes não aprendem nada

    Portal CTB

  • Estudantes reivindicam merenda e Geraldo Alckmin manda a tropa de choque

    Uma tropa de choque da polícia militar de São Paulo ocupou o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza na manhã desta segunda-feira (2) para impedir que os estudantes continuem no local para defender seus direitos.

     A Justiça negou a reintegração de posse e exigiu explicações do secretário de Segurança, Alexandre de Moraes, do porquê a pm entrou na sede da Paula Souza sem a permissão da Justiça. O governo disse que foi para permitir a entrada de professores.

    A ocupação estudantil ocorre desde o dia 28 de abril para forçar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a incluir a merenda escolar para as escolas técnicas paulistas. "Que todos os estudantes tenham seus vales refeições garantidos”, dizem os estudantes em forma de jogral.

    “O maior problema é nossa educação não ser de qualidade e até o fim vamos lutar para que ela seja. Não tem arrego!", completam na assembleia. De acordo com eles, o governador se recusa ao diálogo e só age com repressão.

    “Os secundaristas das escolas técnicas de todo o estado reivindicam merenda porque estudam o dia todo e se tiverem que pagar almoço todos os dias a situação fica muito pesada para as famílias”, argumenta Emerson Santos, presidente recém-eleito da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes).

    Ele explica também que ocorre grande mobilização para que os deputados estaduais criem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os desvios cometidos na merenda escolar da rede pública estadual.

    O novo presidente da Upes afirma ainda que a Escola Estadual Fernão Dias, na zona oeste da capital paulista, foi novamente ocupada porque “falta merenda, as salas estão superlotadas e a situação do ensino cada vez mais precária".

    Além das reivindicações dos estudantes das escolas técnicas, Emerson diz que os secundaristas paulistas se organizam para retomar o movimento de ocupações nas escolas como no ano passado, que contou com grande apoio da sociedade.

    “Planejamos lutar contra essa reorganização disfarçada empreendida pelo govenador porque está liquidando com as escolas e com os salários dos professores”, afirma. Também “continuaremos nas ruas e escolas exigindo que a Assembleia Legislativa instaure a CPI da Merenda Já”.

    Leia mais

    Quem vai prender os ladrões da merenda no estado de São Paulo?

    “É impossível que a sociedade aceite passivamente o roubo da merenda das crianças e dos jovens”, acentua o líder estudantil. “Quem não deve não teme, então por que se recusam a investigar, preferindo a repressão aos estudantes?”

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Golpistas sentem a força das manifestações populares e Veja faz editorial surpreendente

    O site Brasil 247 comentou editorial da revista Veja (que começa perder o status da mais panfletária do país para a IstoÉ), onde a publicação da editora Abril reconhece que o impeachment nao passará na votação do plenário da Câmara dos Deputados. A semanária de (des)informação aponta três pontos principais para a derrota iminente:

    1) O impeachment não passará na Câmara dos Deputados.

    2) Não há lisura no processo que vem sendo conduzido na casa.

    3) Eduardo Cunha abriu o processo por vingança, confirmando o que vem sendo dito tanto pela presidente Dilma Rousseff como pelo ministro José Eduardo Cardozo.

    Para a revista, "desmoralizado por propinas e contas secretas na Suíça, Cunha com sua presença, contamina a lisura do impeachment". E "faz parecer, como alegam petistas e sequazes, que a corrupção é apenas um pretexto para tirar Dilma do poder. Pior: deu ao governo a chance de alegar, com razão, que o processo de impeachment só foi instalado na Câmara por um ato de 'vingança' de Cunha. Brasília inteira sabe que, de fato, o deputado se revoltou com a recusa do PT em preservar seu pescoço da guilhotina na comissão de ética."

    Também afirma que "Cunha é o aliado errado. Se, por algum infortúnio, o impeachment de Dilma não prevalecer na Câmara, os políticos que aceitaram a aliança com Cunha talvez tenham algo a dizer aos milhões de cidadãos que lamentarão a derrota".

    O editorial da publicação da família Civita mostra que as forças democráticas e populares brasileiras unidas podem impulsionar o país para a frente e impedir qualquer retrocesso. Se os deputados querem mesmo ouvir a voz das ruas aí vai: "Não Vai Ter Golpe".

    Nem os discursos dos oposicionistas na Comissão do Impeachment na Câmara apresentam qualquer acusação de ilítico que se possa levar em conta contra a presidenta Dilma.

    Pesquisa mostra Lula em curva ascendente

    data folha 192812

    data folha 292813

    No sábado (9), o Datafolha publicou uma pesquisa sobre a corrida presidencial, na qual o ex-presidente Lula mostra crescimento, espantoso para quem não acompanha o movimento popular que de umas semanas para cá tomou as ruas do país contra o golpe.

    Em todos os cenários Lula cresce e os três possíveis candidatos do PSDB caem. Com Aécio, Lula aparece me primeiro com 21% e o tucano com 17%. Quando o candidato do PSDB é Alckmin, Lula aparece com 22% em empate técnico com Marina que tem 23% das preferências no momento, mas a candidata aparece ou estagnada ou em queda.

    Virou piada na internet um ato falho do jornal Folha de S.Paulo onde diz que a candidata Marina "subiu" fortemente de 23% para 23%.

    No cenário 3, com Serra candidato do PSDB, Lula fica com a preferência de 22% das eleitoras e dos eleitoras, empatado com Marina. Já com os três tucanos na disputa a situação de Lula fiaca ainda melhor. O petista sai do empate técnico e aparece com 21%, enquanto Marina aparece em segundo lugar com 16%.

    A pesquisa, realizada entre os dias 7 e 8, mostra também queda de sete pontos percentuais, em menos de um mês, no apoio ao impeachment, eram 68% há três semanas e agora são 61%. Outro dado importante de se notar é que 40% dos pesquisados escolhem Lula como o melhor presidente da história do país.

    Parece que a força das ruas começa atingir à população brasileira e que a classe trabalhadora começa a entender o prejuízo que seria um golpe de Estado no país. 

    Portal CTB  com agências

     

  • Hoje todos à assembleia da Apeoesp para descobrir onde está o dinheiro da merenda das crianças

    A União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) promete mobilizar toda sua força para se unir às educadoras e educadores da rede pública estadual de São Paulo em assembleia na Praça Roosevelt, centro da capital, a partir das 14h.

    “A situação da educação na rede pública em nosso estado está degradante. Não tem merenda e ninguém sabe quando vai voltar a ter. As salas de aula estão superlotadas e os alunos e alunas são colocados em escolas distantes, além de faltar estrutura mínima necessária para um aprendizado com qualidade’, afirma Ângela Meyer, presidenta da Upes.

    Já Francisca Seixas, secretária de Assuntos Educacionais e Culturais da Apeoesp (sindicato das trabalhadoras e trabalhadores da educação pública estadual) contesta a proposta de reajuste de 2,5% feita pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

    apeoesp assembleia roosevelt 8 de abril

    “ O último reajuste que tivemos foi em julho de 2014. E nesses quase 2 anos, acumulamos uma perda de 16%, então fica difícil aceitar essa proposta indecorosa”, diz. O governador volta com sua política de bônus para “premiar” a “meritocracia”. Segundo Francisca, Alckmin promete gastar R$ 500 milhões em bônus.

    A Apeoesp rejeitou essa proposta porque 2,5% não repõe nem a inflação do período. A Secretaria Estadual de Educação diz ter feito uma consulta interna e a maioria preferiu aceitar o bônus.

    “Na nossa opinião, esse tipo de atitude, é um desrespeito ao sindicato, legítimo representante da categoria”, reforça Francisca. Ela explica que “o dinheiro que falta para o reajuste está no desvio de R$ 17 bilhões da educação e no caixa 2 do PSDB com o roubo da merenda”.

    Ângela concorda com ela e conta que os estudantes derrotaram a “reorganização escolar nas ruas e ocupando as escolas, com amplo apoio de toda a sociedade, aí começa o ano letivo e o governador fecha quase 2 mil salas de aula, despeitando até ordem judicial”.

    “A situação está precaríssima e por isso amanhã teremos reunião do Conselho Estadual de Representantes, seguido de assembleia da categoria para definirmos o calendário de luta para este ano”, conclui Francisca.

     Serviço:

    O que: Assembleia estadual da Apeoesp com paralisação
    Onde: Praça Roosevelt, centro, São Paulo
    Quando: Sexta-feira (8), às 14h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Jornal The New York Times denuncia ao mundo o golpe no Brasil

    Considerado o diário mais importante do mundo, o jornal The New York Times (NYT) faz uma série de reportagens sobre o golpe de Estado jurídico-parlamentar em marcha contra a democracia brasileira.

    A equipe de correspondentes acompanhou algumas manifestações em defesa do Estado Democrático de Direito e das conquistas sociais dos últimos 13 anos. Os jornalistas norte-americanos produziram um vídeo, visualizado no mundo inteiro.

    Assista o vídeo do NYT 

    Camila Márdila (a Jéssica de Que Horas Ela Volta?) gravou uma chamada à resistência ao golpe. "Algo muito importante ainda está pra acontecer, não tem nada definido... A gente tem que prestar muita atenção ao que pode acontecer nos próximos dias nesse país, e não é só nas Olimpíadas”, diz a atriz.

    Veja Camila Márdila

     

    O vídeo “Golpe x Democracia”, do grupo Juventude Decidida, pergunta: "De que lado você está? De Eduardo Cunha, com várias acusações de atos ilícitos, ou de Dilma, sem nenhuma acusação comprovada?"

    Veja o vídeo e decida 

    Com muita irreverência, centenas de brasileiros e brasileiras tomaram a Times Square em Nova York, Estados Unidos, em defesa da democracia e pelo “Fora Temer”, no domingo (31). Chico César canta “as velhas raposas querem o galinheiro”...

    Assista

    Os Jornalistas Livres gravam vídeo de uma solenidade com a presença de políticos graúdos do PSDB paulista sobre a questão da saúde, onde ocorre um protesto contra o desmanche do SUS e os políticos se fazem de desentendidos.

    Estavam presentes José Serra (ministro interino das Relações Exteriores), Fernando Capez (presidente da Assembleia Legislativa de SP), Geraldo Alckmin (governador de SP), David Uip (secretário de Estado da Saúde) e Ricardo Barros (ministro da saúde do interino).

    Repare a cara de pau dos tucanos 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Charge: Latuff

  • Justiça manda tropa de choque desocupar o Centro Paula Souza. Assista!

    Estudante dá detalhes, aos Jornalistas Livres (assista vídeo abaixo), sobre a ação da tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo na invasão que a PM fez ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza na manhã da segunda-feira (2) para tirar os secundaristas, que ocupam a sede do órgão responsável pelas escolas técnicas no estado, desde o dia 28 de abril.

    O juiz Luiz Manuel Pires, do Tribunal de Justiça estadual, determinou a saída da PM do local e deu 72 horas para o secretário de Segurança, Alexandre de Moraes, explicar o motivo de a polícia invadir o local sem autorização judicial. 

    Os alunos das escolas técnicas paulistas reivindicam vale-alimentação até os refeitórios prometidos pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) ficarem prontos. 

    O novo presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) explica que o movimento estudantil se mobiliza também para pressionar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa do estado para investigar o dinheiro desviado da merenda escolar, que envolve inúmeros políticos e empresários.

    Leia mais

    Estudantes reivindicam merenda e Geraldo Alckmin manda a tropa de choque

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

    Assista  e veja a tropa deixando as dependências do Centro Paula Souza: 

  • Lula dispara em pesquisa para eleição presidencial de 2018 em qualquer cenário

    A mais recente pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a MDA Pesquisas, aponta crescimento significativo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) na disputa de 2018.

    O levantamento feito entre os dias 8 e 11, em 138 municípios, ouvindo 2.200 pessoas revela que em pesquisa espontânea (quando não é citado nenhum nome), para o primeiro turno, o ex-presidente tem 16,6%, seguido por Jair Bolsonaro (PSC-RJ) com 6,5%.

    “Essa pesquisa revela que mesmo com toda a mídia burguesa massacrando o Lula, desde 2005, o ex-presidente continua vivo na memória e na alma do povo brasileiro”, assinala Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Na pesquisa estimulada (quando os possíveis candidatos são apresentados), o ex-presidente se mantém na frente em todos os cenários experimentados. Numa hipótese do primeiro turno, Lula aparece com 30,5%, seguido por Marina Silva (Rede-AC) 11,8%, Bolsonaro 11,3% e Aécio Neves (PSDB-MG) 10,1% em empate técnico.

    Já sem o senador mineiro Aécio Neves, Lula sobe para 31,8%, seguido por Marina Silva (12,1%), por Bolsonaro (11,7%) e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) aparece em quarto lugar com 9,1%, todos em empate técnico.

    Agora sem Ciro Gomes (PDT-CE) e sem Alckmin, Lula continua em primeiro lugar com 32,8%, Marina Silva vem em segundo com 13,9%. O ex-presidente mantém a liderança também em todos os cenários apresentados para o segundo turno.

    “O povo não é bobo. A direita jogou pesado contra a presidenta Dilma, golpeando a democracia, com o slogan de combate à corrupção e da salvação da economia. Todo mundo está vendo que desde então a crise brasileira tem se acirrado”, afirma Nunes.

    Para ele, os projetos do governo Temer que “visam acabar com conquistas históricas da classe trabalhadora, estão motivando as pessoas a repensar suas atitudes. As reformas da Previdência e trabalhista, o descaso com a educação e a saúde públicas, entre outras medidas podem estar ligando o sinal de alerta na população que trabalha.

    Veja a pesquisa completa aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Ricardo Stuckert

  • Michel Temer enterra de vez a educação pública com vetos às metas do PNE

    O presidente ilegítimo Michel Temer vetou as prioridades para a implementação das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), ao sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018. “Esses vetos denunciam o caráter elitista desse governo sem votos”, afirma Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    “O movimento educacional já vem denunciando há tempos as manobras do Temer para acabar com o PNE. Desde a aprovação da Emenda Constitucional 95, o Ministério da Educação (MEC) deixou claro o seu objetivo de privilegiar os empresários da educação, principalmente, os conglomerados estrangeiros que estão entrando de sola no país”, denuncia Betros.

    A situação é tão grave que a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) divulgou, nesta quinta-feira (10, uma nota de repúdio aos vetos presidenciais. “Definitivamente, esses vetos sinalizam que nem mesmo para escamotear a prioridade das áreas sociais esse governo se presta. É a vitória escancarada do rentismo! É a subjugação definitiva do Estado aos ditames do mercado”, diz trecho na nota (lei a íntegra aqui).

    Temer alega, em nota, que a prioridade para a educação pública afeta o cumprimento da meta fiscal. "A medida restringiria a discricionariedade alocativa do Poder Executivo na implementação das políticas públicas e reduziria a flexibilidade na priorização das despesas discricionárias em caso de necessidade de ajustes”, afirma a nota.

    O PNE foi aprovado em 2014 e contém 20 metas a serem cumpridas até 2024. A meta 20, por exemplo, consiste em destinar à educação 10% do Produto Interno Bruto (PIB), indice considerado pelos especialistas como o mínimo necessário para o país avançar nessa área estratégica ao desevolvimento nacional.

    Para Betros, os vetos de Temer, Além de afetar de forma genérica todas as metas do PNE, o veto acaba com uma tentativa de tirar do papel o Custo Aluno-Qualidade, índice que prevê um valor mínimo a ser gasto por aluno, para garantir um ensino público de qualidade.

    O MEC definiu o valor de R$ 2.875 para o Custo Aluno-Qualidade em 2017 e esse valor é a referência básica para definir os investimentos em educação e valorização profissional do magistério.

    Ela lembra ainda do projeto do desgoverno Temer de cobrar mensalidades das universidades federais, ao mesmo tempo em que corta verbas de pesquisas e da ciência. “Acabando com as pesquisas, quebra-se um dos pilares das universidades e liquida com a ciência brasileira”.

    Por isso, diz a sindicalista baiana, “Temer vetar o PNE é um dos mais duros golpes à educação pública”. Mas ela insiste em afirmar que “as educadoras e educadores resistirão até o fim para mudar essa triste realidade, lutando pela saída de Temer e por eleições diretas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • No Senado, Ana Júlia defende desobediência civil contra a repressão ao movimento estudantil

    Ana Júlia diz o que os progressistas gostariam e os conservadores não querem ouvir

    A estudante que empolgou as cabeças progressistas do país com seu discurso em defesa das ocupações de escolas no Paraná, Ana Júlia Ribeiro, mais uma vez fala o que todos os defensores de uma educação pública de qualidade gostariam e os conservadores precisam ouvir, desta vez em audiência pública sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 (ex-PEC 241), no Senado Federal.

    Com a história na mão

    Ela afirma que as ações dos estudantes são vistas como “baderna”, mas que na verdade é pela educação pública.  Diz ainda ser a favor de mudanças na educação, mas que a sociedade possa debater, que o movimento estudantil possa participar. “Estamos lá porque acreditamos no Brasil”.

    Leia mais

    “As mãos de vocês estão sujas com o sangue do Lucas”, diz estudante aos deputados paranaenses

    No final, ela falou contra a onda de repressão, que se espalha pelo país, aos ocupantes de escolas e afirma que “estamos lá na paz”. A menina de 16 anos afirma com firmeza que “vamos desenvolver métodos de desobediência civil, nós vamos levar a luta estudantil para frente, nós vamos mostrar que não estamos aqui de brincadeira, e que o Brasil vai ser um país de todos”. Para ela, quem votar a favor da PEC do Fim do Mundo estará com as “mãos sujas por 20 anos” (acompanhe abaixo a fala da estudante).

     

    Na contramão

    Conservadores agem à revelia do Estado Democrático de Direito. Em diversos estados a repressão ao movimento dos secundaristas contra a PEC 55 e a reforma do ensino médio, mostra a verdadeira face do governo golpista contra a democracia, a inteligência e o bom senso.

    O juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios chegou ao absurdo de autorizar o uso de técnicas de tortura contra estudantes.

    "Autorizo expressamente que a Polícia Militar utilize meio de restrição à habitabilidade do imóvel, tal como, suspenda o corte do fornecimento de água; energia e gás (...) restrinja o acesso de terceiro, em especial parentes e conhecidos dos ocupantes", determina.

    Em seu ofício (veja foto abaixo), o juiz autoriza o corte de água, luz e gás das unidades de ensino, além de impedir o acesso de familiares e amigos. Autorizou inclusive a utilização de "instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono".

    juiz autoriza tortura estudantes df

    Sem intimidar-se, centenas de estudantes do DF, ocuparam a reitoria da Universidade de Brasília (UnB), no campus Plano Piloto, na noite desta segunda-feira (31) para protestar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 (ex-241), que congela os investimentos em educação e saúde por 20 anos. Aos gritos de "recua, direita recua. É o poder popular que tá na rua" (veja vídeo abaixo).

    Jovens algemados como criminosos

    Mesmo sem autorização judicial, na quinta-feira (27), chamada pela direção da escola, a Polícia Militar invadiu a Polícia Militar, em Miracema, interior do Tocantins, e deteve estudantes. Como se fossem bandidos, os jovens foram algemados e levados para a delegacia da cidade. No dia seguinte, a Justiça determinou a liberação de todos.

    estudantes algemados tocantins

    Estudantes de Tocantins foram presos e algemados (reprodução / Facebook / Gleisi Hoffmann)

    No Paraná, estado com o maior número de escolas ocupadas, grupos fascistas, liderados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) agem com violência tentando desocupar a escolas. Eles atacam “as escolas com pedras, com ameaças", diz Camila Lanes, presidenta da união Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    Pelo país, “a gente vê casos como o atropelamento de um estudante em um ato; a gente vê casos, como na Bahia, de agressões físicas e ameaças feitas por membros desse movimento contra estudantes; a gente vê casos, como aqui em Brasília, em que o Movimento Desocupa tentou invadir uma escola pelo telhado”, afirma a líder estudantil.

    Na quinta-feira (27), em Chapecó, em Santa Catarina, a PM catarinense invadiu a ocupação da escola Irene Stonoga com fuzis em punho, acompanhada da direção da escola. A imprensa local afirma que direção manteve os estudantes presos entre as grades do corredor até os policiais chegarem.

    Em Bocaiúva, Minas Gerais, estudantes e educadores da Escola Estadual Dr. Odilon Loures se unem contra a PEC do Fim do Mundo e tomam as ruas da cidade, contra o congelamento de investimentos em educação e saúde públicas(veja foto abaixo).

    protesto bocaiuva mg

    Estudantes e educadores de Bocaiúva contra a PEC da Maldade

    A estudante Clara Stempkowski diz, para a Ubes, que “foi muito assustador para nós, todos estávamos muito amedrontados, eu nunca havia visto uma arma daquele porte, não sabia o que fazer, fiquei tremendo por horas até conseguir me acalmar”.

    Do Paraná vem a boa notícia. Ao saberem da intenção do MBL de desocupar à força o do Colégio Estadual Pedro Macedo, em Curitiba, pais de alunos, professores e vizinhos da escola saíram em defesa dos estudantes e expulsaram os fascistas. Alunos fazem o mesmo para defenderem seus colegas do Núcleo Regional de Educação, na capital paranaense (assista abaixo). 

    Já em São Paulo a PM é acusada de carregar uma lista com fotos e nomes de secundaristas e apoiadores do movimento”, diz Liliane Almeida, do GGN. “Ao ser abordado, o jovem é obrigado a reconhecer os colegas apresentados nas imagens. Quem não consegue, é espancado”, afirma a repórter.

    pm paulista prende estudante

    Com a violência costumeira, a PM de Geraldo Alckmin ataca jovens inocentes (foto: jornal GGN)

    Ela conta o caso “de um estudante de Paraisópolis, pego dentro de uma estação da CPTM e levado até uma pequena sala com dois policiais, sem identificação, que o interrogaram apresentando fotos de outros estudantes que o jovem precisava reconhecer dando nomes e endereços. Como o rapaz, de apenas 16 anos, se recusou a passar informações, foi brutalmente espancado até perder a consciência”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Ocupação Povo Sem Medo, do MTST, em São Bernardo (SP), ganha apoio da CTB e de artistas

    Carlos Rogério Nunes, integrante do Conselho Fiscal da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) nacional, representou a entidade na assembleia, com mais de 15 mil pessoas, da ocupação Povo Sem Medo, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

    “A CTB nacional está presente aqui para ser solidária à luta pelo direito à terra, à moradia, pelo direito à dignidade humana”, diz Nunes. “Juntamente com diversos representantes dos movimentos sociais, de inúmeras religiões e de várias centrais sindicais”, complementa.

    O coordenador do MTST, Guilherme Boulos afirma a disposição de luta dos ocupantes. De acordo com ele, já são mais de 7,5 mil famílias no terreno de 60 mil metros quadrados no bairro Planalto, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

    assembleia povo sem medo sbc sp rogerio nunes ctb 2017 10 01 1

    “Já tivemos duas reuniões com a MZM (construtora proprietária do terreno), mas não avançamos em nenhum ponto ainda”, conta. “Esta megaocupação completa um mês neste domingo e não arredaremos pé daqui sem uma solução para quem está sem onde morar”.

    Para ele, a resistência continuará porque o desemprego avança, o aluguel fica cada vez mais caro e por isso, “as ocupações vão aumentar em todo o país”. O coordenador do MTST garante que se houver “desocupação sem nenhuma garantia para o povo trabalhador, haverá resistência”.

    Nunes analisa essa possibilidade e teme “um novo massacre porque aqui estão muitas crianças, mulheres e idosos, aqui estão trabalhadores e trabalhadoras que querem viver com dignidade”.

    Por isso, diz, “o poder público deve intermediar uma negociação e, com o programa Minha Casa, Minha Vida, atender essa população e resolver o problema de moradia”. O sindicalista lembra ainda que a CTB “empreende esforços para uma política voltada para o crescimento econômico com criação de empregos”.

    Assista o vídeo com inúmeros artistas apoiando a ocupação e a luta por moradia 

    Nesta segunda-feira (2) ocorre um julgamento de um pedido de reintegração de posse e o movimento espera uma decisão favorável porque “o terreno está abandonado há anos e morar decentemente é um direito humano e constitucional”, sintetiza Nunes.

    Nesta terça-feira (3), o MTST realiza uma grande marcha pelas ruas de São Paulo para denunciar à sociedade a falta de moradia para um grande número de famílias. “Às 6h da manhã já estaremos marchando pelo direito à casa própria”, conclui Boulos. Ele informa ainda que o MTST vai tentar negociação com o governador Geraldo Alckmin.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Privatizar o sistema de saneamento básico é ir na contramão da tendência mundial

    Trabalhadores e trabalhadoras do Sistema de Água, Esgoto e Meio Ambiente têm travado uma batalha contra a privatização do setor em diversos estados. São Paulo e Rio de Janeiro são exemplos dessa luta.

    No Rio de Janeiro, o Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro (Sintsama-RJ), que representa 5 mil trabalhadores e trabalhadoras do sistema, tem promovido diversas ações (judiciais e de mobilização) contra a entrega da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) à iniciativa privada.

    Em defesa da Cedae

    O próximo ato está marcado para o dia 23 de outubro, às 10h30, em frente ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).  “Vamos ao TRT defender nossa empresa contra os privatistas. Neste dia haverá uma audiência, onde a juíza que que concedeu a liminar contra a venda da Cedae vai apreciar o processo de privatização”, afirmou Humberto Lemos, presidente do Sintsama-RJ e secretário de Assuntos Socioeconômicos da CTB.

    A última foi uma greve de 24 horas no sistema no dia 3 de outubro, que culminou com uma grande manifestação que tomou as ruas da cidade em defesa de uma empresa pública e de qualidade.

    Lemos avisa que a categoria está alerta e intensificará a resistência contra o processo de privatização do sistema. “Não deixaremos que levem nossa empresa e isso serve também para as outras estatais", diz Lemos.

    O Sindicato inclusive já moveu diversas ações judiciais questionando a iniciativa de entrega da empresa à iniciativa privada.  “Já entramos com uma ação popular para questionar o valor arbitrado para Cedae; e outra também no STF solicitando uma perícia técnica. No entanto, até hoje não apresentaram nem uma estimativa. E agora que querem contratar a FGV sem licitação. Não podemos aceitar”, frisou o presidente do sindicato.

    O dirigente também chama atenção para o fato de que a privatização das estatais estratégicas para o país prejudica sobretudo os mais pobres. "É um crime de lesa pátria. Nenhuma nação se desenvolve abrindo mão da soberania da sua riqueza e de suas estatais. As consequências das privatizações para o povo são o aumento de tarifas e precarização na prestação dos serviços à população”, avaliou Lemos.

    Modernização do termo

    Em São Paulo, em setembro deste ano, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou a criação de uma nova empresa que irá administrar a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A iniciativa é vista por especialistas como uma privatização da estatal paulista.

    É o que aponta Rene Vicente Santos, presidente da CTB-SP e do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo (Sintaema). "É uma privatização amenizada e disfarçada, com cara de holding, de empresa moderna, que vai gerir os interesses da população em relação ao saneamento", alerta.

    A justificativa dada pelo Governo do Estado é de que a criação da holding traria mais investimentos para a Sabesp, que não tem conseguido suprir a demanda sozinha. Em 2016, o lucro da Sabesp foi de R$ 2,9 bilhões. O menor período de lucro da empresa foi em 2015, ano da crise hídrica. Ainda assim, a empresa conseguiu lucrar R$ 536 milhões.

    Agora com a criação da holding, a Sabesp repassará seus ativos a uma companhia que detém as ações majoritárias de outras empresas e que se encarregará de buscar no mercado investimentos da iniciativa privada.

    Rene avalia que não interessa mais ao capital privado o modelo clássico de privatizações, no qual o Estado entrega o controle total da estatal ao mercado. O sindicalista acredita que o governo Alckmin (PSDB) deverá se manter como um agente responsável por fazer investimentos na companhia.

    Mais lucro para iniciativa privada

    O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou no mês de setembro um estudo no qual sistematiza dados do saneamento básico no país.

    A pesquisa aponta uma estratégia do governo de inserção da iniciativa privada no setor, seja por meio da constituição de Parcerias Público-Privadas (PPPs) ou mesmo de tentativas de privatização de empresas estatais.
    Para José Silvestre, coordenador técnico do Dieese à frente da pesquisa, a política de ajuste fiscal do governo federal tende a reduzir a disponibilidade de recursos para os investimentos, o que facilitaria a ampliação da participação privada.

    "O governo está sinalizando que virá um processo de privatização do setor de saneamento. Como se dará, isso ainda não está claro. Mas dada a conjuntura e a circunstância do ajuste fiscal, isso afetará ainda mais o processo de ampliação da cobertura de áreas que não estejam servidas seja por água potável, seja pelo serviço de esgotamento sanitário de maneira geral", disse o técnico. Ou seja, a população mais carente, será a mais prejudicada.

    Na contramão do avanço

    Rene Santos lembra que as privatizações das empresas de saneamento vão na contramão da realidade de outras cidades do mundo, como Berlim, Paris e Buenos Aires, que estão retomando para o estado as empresas do setor que haviam sido privatizadas.

    "A iniciativa privada tomou conta do saneamento. Ela usou a estrutura que tinha, não investiu como deveria, aumentou exponencialmente o valor da tarifa de água e, do outro lado, gerou uma deterioração do serviço prestado", ressalta.

    O estudo aponta que Berlin, Buenos Aires, Budapeste, La Paz, Maputo e Paris são exemplos de cidades que passaram o controle novamente à iniciativa pública. De acordo com um estudo realizado por organizações europeias, desde os anos 2000, 267 locais reverteram o processo de privatização de sistemas de água e esgoto. A França por exemplo reestatizou o sistema da cidade de Paris e mais 106 municípios, onde o saneamento era privado. O caso comprova que o saneamento tem que ser feito pelo Estado.

    José Faggian, vice-presidente do Sintaema, alerta que com a privatização haverá queda de qualidade do serviço e aumento da tarifa. “O empresário não vai querer saber da qualidade da água”, afirma ao completar. “Se a empresa não lucrasse, não haveria tanto interesse de companhias privadas. Embora a Sabesp seja uma empresa que dê lucro, o principal objetivo dela não é lucrar, é levar saneamento de qualidade para a população e cuidar da saúde. No entanto, como uma empresa privada, isso vai desaparecer”.

    Cinthia Ribas - Portal CTB

  • Quem vai prender os ladrões da merenda no estado de São Paulo?

    Desde janeiro, quando veio à tona o esquema de superfaturamento referente à merenda escolar em São Paulo, deputados estaduais da oposição ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB) vêm colhendo assinaturas, sem sucesso, para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo.

    A União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) tem feito diversas manifestações nas ruas e na Assembleia Legislativa do estado para pressionar os deputados a criarem a CPI, porque “roubar alimento de criança é crime por demais desumano”, diz Ângela Meyer, presidenta da Upes.

    “É muito difícil com os deputados”, diz Ângela, já que o nome do presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB) é um dos que mais aparece na lista das delações investigadas pelo Ministério Público estadual e pela Polícia Civil.

    Além disso, argumenta a líder estudantil, “o governador (Alckmin) tem maioria ampla na Assembleia e com isso não passa nenhuma CPI que investigue qualquer coisa referente a maus feitos pelo governo do estado”.

    De acordo com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), nove requerimentos sobre o assunto já estão protocolados e aguardam análise na Comissão de Educação e Cultura da Alesp, sempre falta quórum para encaminhamentos dos pedidos.

    Inúmeras prefeituras paulistas e o governo estadual são acusados de superfaturar contratos de compra de alimentos para a merenda escolar da rede pública de ensino. A Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar é apontada como a responsável pelo esquema de superfaturamento e desvio de dinheiro para pagamento de propina a políticos.

    O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil criaram a Operação Alba Branca para investigar o caso, que já conta sete empresários presos e de políticos e agentes públicos denunciados.

    Entre os envolvidos estão Capez, o ex-secretário de Educação, Herman Voorwald e o seu antigo chefe de gabinete da secretaria, Fernando Padula e o ex-chefe da Casa Civil do governador Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, o “Moita”.

    Ângela se revolta ao contar que as escolas paulistas iniciaram o ano letivo com falta de merenda. “Como os estudantes mais carentes podem estudar adequadamente comendo bolacha de água e sal e suco artificial?”

    Grêmios estudantis e democracia

    Ela também denuncia a “intromissão” do governo do estado nos grêmios estudantis. “A Secretaria de Educação vem determinando a criação de grêmios atrelados e controlados pelas direções das escolas, com objetivo de acabar com o movimento estudantil no estado, mas a nossa luta não vai cessar e barraremos essa invasão”.

    Ângela também reforça a necessidade de maior envolvimento da sociedade para obrigar os deputados estaduais a criarem a CPI da Merenda. Para tanto, foi criada, inclusive, uma petição pela instauração da CPI da Merenda Já, que você pode assinar aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações da Ubes

  • Servidores públicos fecham Av. Paulista contra Temer e Alckmin e exigem reposição salarial

    Na tarde desta sexta-feira (27), os servidores públicos do estado de São Paulo realizaram um ato conjunto em frente à Secretaria da Presidência da República na Av. Paulista. O foco do ato foi o Projeto de Lei (PL) 920/2017, que prevê o congelamento das despesas do governo estadual pelos próximos dois anos.

    Tramitando em regime de urgência, o PL tenta repetir o que Michel Temer fez com a Emenda 95, a “PEC da Morte”, que congelou por 20 anos qualquer investimento em saúde, educação e ciência públicos. Por isso, muitos dos manifestantes disseram considerar Alckmin um problema tão grande quanto Michel Temer na luta dos trabalhadores públicos.

    O presidente da CTB-SP, Renê Vicente dos Santos, foi um dos primeiros a falar, e aproveitou seu discurso para argumentar que apenas através do investimento em serviço público o governo seria capaz de tirar o Brasil da crise econômica. “Hoje os companheiros estão há anos sem sequer reposição salarial, fruto dessa política de desmonte do estado. É por isso que estamos protestando”, disse.

    Assista ao discurso de Renê, que também é servidor público do estado e presidente do Sintaema:

    O ato reuniu representantes de dezenas de diferentes sindicatos e entidades estaduais, incluindo lideranças da CTB, da CUT e da Intersindical. Os professores da APEOESP se reuniram aos manifestantes com o ato já iniciado, encerrando uma passeata que partiu da Praça da República.

    Todos reiteraram a importância do ato organizado para o dia 10 de novembro, que terá caráter nacional e servirá de ato preparatório para uma nova greve geral, semelhante à do dia 28 de abril.

    Leia também: Dia do servidor: CTB parabeniza a categoria e convoca à luta e resistência

    Claudete Alves da Silva, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), foi outra liderança cetebista a usar a palavra durante o evento. Ela sumarizou a mensagem em três pautas bem simples: “Doria é inaceitável. Alckmin é inaceitável. Temer é inaceitável. Fora todos eles, porque essa trinca é o que existe de pior para o conjunto dos servidores públicos do Brasil. É justamente no dia que antecede a nossa data, um dia após a grande gangue no Congresso Nacional ter salvado o maior dos gangsters de Brasília, que eles liquidaram a conta do golpe e entregaram o pré sal, tudo acordado, tudo combinado”. Ela frisou a necessidade de unidade e da presença dos trabalhadores nas ruas, questionando as instituições.

    “Quero fazer um lembrete: para quem achava que a Reforma da Previdência não iria acontecer, estava lá o Temer com seu jantar ontem! Os trabalhadores só têm esperança na unidade, com a CTB, com a CUT, com a Intersindical, com cada sindicato e casa movimento juntos para retomar o poder. Vamos às ruas!”, conclamou.

    Se manifestaram ainda lideranças de dezenas de áreas, incluindo metalúrgicos, professores da rede pública, policiais civis, bancários, metroviários, servidores da saúde e do saneamento básico. Ao final, o encaminhamento foi dado: os sindicatos e movimentos devem dar prioridade para a mobilização de 10 de novembro.

    Portal CTB