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Dom, Jun

João Bosco

  • No dia 12 de dezembro de 2007 nascia a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), para mostrar a força da classe trabalhadora num ritmo bem brasileiro, classista, de luta, democrático e repeitando a diversidade do país. São 10 anos de um caminho trilhado pelos interesses da nação e do povo que trabalha rumo a um sociedade mais justa e mais igual.

    Abaixo dez músicas do cancioneiro popular brasileiro que representam uma face da vida do país, da classe trabalhadora e da luta por liberdade, direitos iguais e uma vida digna para todos. CTB é a central que veio para ficar e mostrar que trabalhadores e trabalhadoras devem lutar de braços dados contra a opressão e a injustiça.

    Velha Roupa Colorida, de Belchior

    "Você não sente nem vê
    Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
    Que uma nova mudança em breve vai acontecer
    E o que há algum tempo era novo jovem
    Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer"

     

    E Vamos à Luta, de Gonzaguinha

    "Aquele que sabe que é negro
    O coro da gente
    E segura a batida da vida
    O ano inteiro
    Aquele que sabe o sufoco
    De um jogo tão duro
    E apesar dos pesares
    Ainda se orgulha
    De ser brasileiro
    Aquele que sai da batalha"

    Um Satélite na Cabeça, de Chico Science

    "Eu sou como aquele boneco
    Que apareceu no dia na fogueira
    E controla seu próprio satélite

    Andando por cima da terra
    Conquistando o seu próprio espaço
    É onde você pode estar agora"

     

    Refavela, de Gilberto Gil

    "A refavela
    Revela o salto
    Que o preto pobre tenta dar
    Quando se arranca
    Do seu barraco prum bloco do BNH"

    Hoje, de Taiguara

    "Hoje
    Homens de aço esperam da ciência
    Eu desespero e abraço a tua ausência
    Que é o que me resta, vivo em minha sorte" 

    Homem Primata, de Titãs

    "Desde os primórdios
    Até hoje em dia
    O homem ainda faz
    O que o macaco fazia
    Eu não trabalhava
    Eu não sabia
    Que o homem criava
    E também destruía" 

    Porta Estandarte, de Geraldo Vandré

    "Por dores e tristezas que bem sei
    Um dia ainda vão findar
    Um dia que vem vindo
    E que eu vivo pra cantar
    Na Avenida girando, estandarte na mão pra anunciar" 

    Dias de Luta, Dias de Glória, de Charlie Brown Jr.

    "A vida me ensinou a nunca desistir
    Nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir
    Podem me tirar tudo que tenho
    Só não podem me tirar as coisas boas
    Que eu já fiz pra quem eu amo" 

    Rancho da Goiabada, de João Bosco e Aldir Blanc

    "Os bóias-frias quando tomam umas biritas
    Espantando a tristeza
    Sonham , com bife à cavalo, batata frita
    E a sobremesa
    É goiabada cascão, com muito queijo, depois café
    Cigarro e o beijo de uma mulata chamada
    Leonor, ou Dagmar" 

    Primeiro de Maio, de Chico Buarque e Milton Nascimento

    "Hoje a cidade está parada
    E ele apressa a caminhada
    Pra acordar a namorada logo ali
    E vai sorrindo, vai aflito
    Pra mostrar, cheio de si
    Que hoje ele é senhor das suas mãos
    E das ferramentas" 

    Afinal são 10 anos de pessoas juntas nas ruas, nas redes sociais, em todos os estados, na cidade e no campo, pessoas determinadas a construir o mundo novo, onde os meios de produção passem para as mãos da classe trabalhadora e a desigualdade desapareça de vez do planeta. Dez anos parecem poucos, mas basta olhar para trás para ver o quanto já se caminhou. A CTB faz aniversário, mas a festa é sua. Só não esqueça que existem direitos para recuperar e um país para reconstruir.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy. Foto: Manoel Porto

  • Na entrega do 27º Prêmio da Música Brasileira, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (22), Elza Soares foi contemplada com o prêmio de Melhor Álbum, com “A Mulher do Fim do Mundo”, na categoria Pop/rock/reggae/hip-hop/funk.

    Um prêmio a mais para a “cantora do milênio”, definido pela BBC, não fosse concedido à véspera de seu aniversário de 79 anos, que ocorre nesta quinta-feira. Em sua página do Facebook, a cantora carioca se emocionou.

    “Não dormi pensando em como seria o Prêmio da Música Brasileira... A minha ligação com Gonzaguinha é muito grande. Fui a primeira a gravar música dele. Tinha e ainda tenho muito carinho e respeito por ele... Cantar ‘O Que É, O Que É’ significa muito para mim”, escreveu.

    Elza cantando Gonzaguinha

    Gonzaguinha (1945-1991) foi o homenageado desta edição da premiação pelo conjunto de sua obra. Suas canções ganharam interpretações de João Bosco, Lenine e Ney Matogrosso.

    A cantora enfrenta também uma polêmica absurda envolvendo seu mais recente trabalho, justamente o álbum premiado. Tem gente defendendo boicote a esse disco, porque o trabalho teria contado com “homens machistas” em sua produção.

    Mas o boicote não está pegando. “A coisa que eu mais queria fazer neste momento era falar sobre a mulher. Que está acima de qualquer coisa... Falar da negritude. Da homofobia. Dos sexos... Gritar”, escreveu Elza nas redes sociais.

    “Ainda existem mulheres caladas, submissas, reprimidas e é para essas mulheres que eu falo. Não podemos nos calar. Precisamos gritar quando algo ruim acontece contra nós, mulheres. Não podemos ter medo. Quando nos encorajamos, fortalecemos as que estão enfraquecidas”, falou Elza em entrevista à Rede Brasil Atual.

    A Mulher do Fim do Mundo (Romulo Fróes e Alice Coutinho)

     

    Ela ainda conclui ter “voz e bastante força para falar a respeito de ‘A Mulher Do Fim Do Mundo’. Eu conheço. Passei por dramas todos da vida”. Para comemorar, a cantora carioca pede a participação dos fãs na gravação de um especial sobre a premiação que lhe foi concedida, saiba como aqui.

    “Muito obrigada por esta noite, meus queridos... E muito obrigada por este prêmio, tão significativo, num momento tão importante para mim, em que me preparo para eternizar o show do disco através do Kickante”, acentuou emocionada.

    Felicidade é ter Elza Soares, aos 79 anos, abrilhantando a música popular brasileira com sua voz e timbre únicos. Sempre cantando as dores, as alegrias e os amores do povo. Sem medo de ser feliz, defendendo a cultura brasileira e transpirando talento por todos os poros.

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    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O cantor e compositor João Bosco disse que não autoriza a utilização de sua música “O bêbado e a equilibrista”, em parceria com Aldir Blanc, na operação “Esperança equilibrista” da Polícia Federal que levou coercitivamente o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e outros professores da universidade.

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    Condução coercitiva de reitores da UFMG causa revolta no país inteiro

    João Bosco tem mais de 40 anos de carreira com canções antológicas como “O rancho da goiabada”, “De frente pro crime”, “Kid cavaquinho”, “Dois pra lá, dois pra cá”, “Papel machê”, “O mestre sala dos mares”, “O ronco da cuíca”, entre muitas outras sempre em favor da liberdade, da democracia e da justiça.

    “O bêbado e a equilibrista” tornou-se o hino da anistia, que em 1979, permitiu a volta dos exilados políticos ao país. Começava a ruir a ditadura (1964-1985).

    Ouça "O bêbado e a equilibrista", de Aldir Blanc e João Bosco 

    “A operação da PF me toca de modo mais direto, pois foi batizada de “Esperança equilibrista”, em alusão à canção que Aldir Blanc e eu fizemos em honra a todos os que lutaram contra a ditadura brasileira. Essa canção foi e permanece sendo, na memória coletiva do país, um hino à liberdade e à luta pela retomada do processo democrático. Não autorizo, politicamente, o uso dessa canção por quem trai seu desejo fundamental”, diz trecho da Nota do músico mineiro.

    Leia texto na íntegra abaixo:

    Recebi com indignação a notícia de que a Polícia Federal conduziu coercitivamente o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, Jaime Ramirez, entre outros professores dessa universidade. A ação faz parte da investigação da construção do Memorial da Anistia.

    Como vem se tornando regra no Brasil, além da coerção desnecessária (ao que consta, não houve pedido prévio, cuja desobediência justificasse a medida), consta ainda que os acusados e seus advogados foram impedidos de ter acesso ao próprio processo, e alguns deles nem sequer sabiam se eram levados como testemunha ou suspeitos. O conjunto dessas medidas fere os princípios elementares do devido processo legal. É uma violência à cidadania.

    Isso seria motivo suficiente para minha indignação. Mas a operação da PF me toca de modo mais direto, pois foi batizada de “Esperança equilibrista”, em alusão à canção que Aldir Blanc e eu fizemos em honra a todos os que lutaram contra a ditadura brasileira. Essa canção foi e permanece sendo, na memória coletiva do país, um hino à liberdade e à luta pela retomada do processo democrático. Não autorizo, politicamente, o uso dessa canção por quem trai seu desejo fundamental.

    Resta ainda um ponto. Há indícios que me levam a ver nessas medidas violentas um ato de ataque à universidade pública. Isso, num momento em que a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, estado onde moro, definha por conta de crimes cometidos por gestores públicos, e o ensino superior gratuito sofre ataques de grandes instituições (alinhadas a uma visão mais plutocrata do que democrática). Fica aqui portanto também a minha defesa veemente da universidade pública, espaço fundamental para a promoção de igualdades na sociedade brasileira. É essa a esperança equilibrista que tem que continuar.

    João Bosco - 07/12/2017

  • Cresce a mobilização contra a trama golpista de setores da elite inconformados com as políticas de combate às desigualdades dos últimos anos.

    Agora os compositores consagrados da MPB João Bosco e Aldir Blanc convocam para o ato “Cultura pela Democracia”, nesta segunda-feira (11), nos Arcos da Lapa, Rio de Janeiro, às 17h, no histórico palco da Fundição Progresso.

    Veja o que dizem os músicos:

     

    Entre muitas atividades espelhadas pelo país cokm a participação de muitos artistas, Chico Buarque e Wagner Moura lançaram um manifesto e fizeram o mesmo convite. Tudo porque está programado para às 17h desta segunda, a votação do parecer do relator da comissão que analisa o impeachment, Jovair Arantes (PTB-GO), na Câmara dos Deputados.

    Autores de clássicos da MPB como “O bêbado e a equilibrista”, consagrada na voz de Elis Regina como o hino da anistia política de 1979. A dupla também é responsável por “Mestre sala dos mares”, que conta a saga do marinheiro negro João Cândido na luta contra o racismo.

    Na voz de Elis Regina "O bêbado e a equilibrista" (Aldir Blac e João Bosco):

    Além de “Kid Cavaquinho”, “De frente pro crime”, Ronco da cuíca”, entre muitos outros grandes sucessos. “A gente viveu a ditadura, o arbítrio, a tortura e a gente não quer isso de volta”, menciona Blanc.

    O movimento “Cultura pela Democracia” contribui para a mobilização das forças sociais progressistas, democráticas e populares contra o golpe aos direitos conquistados da classe trabalhadora e às liberdades democráticas.

    Tanto que o ator gaúcho Antonio Carlos Falcão afirma que “para mim, não tem outra forma de pensar como artista, a não ser se engajar nos movimentos políticos, sociais, se importar com o país e usar isso como força para ajudar o movimento”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Com base nas listas de músicas preferidas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que têm circulado em shows pelo Brasil afora, o Portal CTB homenageia o ex-presidente com treze canções do rico acervo da Música Popular Brasileira. Para exigir Lula Livre, democracia já e liberdade para todas e todos poderem sonhar e viver como desejam, construindo o Brasil que queremos e merecemos.

    Neste sábado (14) completa-se uma semana da prisão de Lula e um mês do assassinato de Marielle Franco. Que país é este, onde predominam o ódio de classe, o racismo, o sexismo, a misoginia e a homofobia? Onde predomina o desrespeito aos direitos humanos e aos mais pobres?

    Esta é uma forma de carta ao ex-presidente. Aumente o som, quem sabe Lula ouve em Curitiba:

    Xote Bandeiroso (Língua de Trapo)  

    Cidadão (Zé Geraldo) 

    Canção da América (Fernando Brant e Milton Nascimento) 

    Latinoamerica (Calle 13) 

    Apenas um rapaz latino americano (Belchior) 

    Lama nas ruas (Zeca Pagodinho) 

    Tenho sede (Dominguinhos e Gilberto Gil) 

    O bêbado e a equilibrista (Aldir Blanc e João Bosco) 

    Asa Branca (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga) 

    Blues da  piedade(Cazuza) 

    Juízo Final (Nelson Cavaquinho) 

    Gente (Caetano Veloso) 

    Vai Passar (Chico Buarque e Francis Hime)  

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB. Foto: Francisco Proner