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Dom, Jun

The Intercept

  • O jornalista Glenn Greenwald, do Intercept, rebateu nesta terça (11) a edição do Jornal Nacional sobre o escândalo da Vaja Jato. O principal telejornal da Rede Globo dedicou a maior parte da reportagem da noite de segunda (10) para defender Sergio Moro e Deltan Dallagnol das acusações que configuram conluio.

    O Intercept divulgou no domingo (9) quatro reportagens sobre conversas privadas entre Moro e Dallagnol, que provam a atuação parcial do ex-juiz da Lava Jato.

    Os produtos da Globo, contudo, tem dado importância para o vazamento de informações, ato criminoso, em vez de dar espaço para o mérito das acusações apontadas pelo Intercept.

    “A Globo é sócia, agente e aliada de Moro e Lava Jato – seus porta-vozes – e não jornalistas que reportem sobre eles com alguma independência. É exatamente assim que Moro, Deltan e a força-tarefa veem a Globo. Então não esperem nada além de propaganda”, disparou Greenwald, no Twitter.

    “Por exemplo: essa manchete do @JornalOGlobo [“Conversas de Moro com procuradores e ação de hacker serão investigadas”] é difícil de acreditar. A estratégia da Globo é a mesma que os governos usam contra aqueles que revelam seus crimes: focar em como as infos foram obtidas e ignorar as revelações. Eles mal mencionaram as impropriedades de Moro.”

    Na rede social, o fundador do Intercept também demonstrou surpresa ao ler, nesta terça (11), um editorial do jornal Estadão – outro “porta-voz” oficial da Lava Jato – pedindo a renúncia de Moro. (Do GGN)

     

    Com informações de cartacampinas.com.br

  • Glenn Greenwald: “Como jornalista, estou chocado com a mídia daqui”. Jornalista norte-americano critica o envolvimento de veículos como Globo, Veja e Estadão em ataques recorrentes ao governo: “Eles fingem ter imparcialidade, mas na realidade agem como a principal ferramenta de propaganda [da oposição]”

    O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que ficou conhecido após ter sido escolhido por Edward Snowden para revelar ao mundo a espionagem em massa do governo dos Estados Unidos, publicou ontem (11) uma longa entrevista com o ex-presidente Lula no site The Intercept. Durante a conversa, ele fez uma série de críticas à parcialidade da imprensa nas notícias que envolvem o governo federal.

    “Quero discutir o papel da mídia brasileira incitando os protestos e pressionando a saída da Dilma. Como jornalista, não sou brasileiro, mas moro no Brasil há muito tempo, estou chocado com a mídia daqui. Como as Organizações Globo, Veja, Estadão, estão tão envolvidos no movimento contra o governo, defendendo os partidos da oposição”, disse.

    “Eles fingem ter imparcialidade, mas na realidade agem como a principal ferramenta de propaganda. O controle das organizações da mídia, por poucas famílias muito ricas aqui no Brasil, é um perigo para a democracia?”, perguntou ao líder petista, que concordou com o jornalista e ressaltou que muitos meios de comunicação estimulam o ódio no país.

    Essa não é a primeira vez que Greenwald manifesta sua opinião sobre o assunto. Em um artigo publicado em março, ele fez um alerta para que a cobertura internacional não repita o discurso das “fontes midiáticas homogeneizadas, anti-democráticas e mantidas por oligarquias no Brasil”, com o risco de reproduzir informações enviesadas e incompletas.

    Fonte: Revista Fórum

     

  • As graves denúncias divulgadas pelo site investigativo The Intercept de que o juiz de primeira instância Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol armaram e coordenaram uma farsa na Operação Lava Jato para condenar Lula e tira-lo da disputa eleitoral à presidência da República dão mais força à greve geral desta sexta-feira (14/06), quando trabalhadores prometem parar o país.

    O clima já era de perspectiva de um grande movimento por causa da reforma da Previdência e do corte das verbas na educação. Agora, os novos episódios do cenário político nacional botam mais lenha na fogueira e colocam em xeque também o governo Bolsonaro, eleito por conta do impedimento de Lula.

    Inclusive, a Primeira e a Segunda turma do STF (Supremo Tribunal Federal) convocaram sessões extraordinárias para a manhã desta terça-feira (11/06) que podem definir o futuro do ex-presidente e anular todo o processo do triplex e do sítio de Atibaia. Até o início da tarde desta segunda-feira (10/06) mais de 100 juristas pediram a soltura imediata de Lula e o afastamento de Deltan Dallagnol da Lava Jato.

    A notícia caiu como uma bomba no meio dos trabalhadores e do movimento sindical e dá novo ânimo à resistência democrática. Também ganhou repercussão internacional considerável. 

    Segundo a denúncia do The Intercept, além de forjar a prisão do ex-presidente e conseguir mudar o resultado da eleição presidencial de 2018, Moro aceitou orientação do PSDB para abrir novas fases da Lava Jato. 

    Há suspeitas até de que a trama envolveria um ex-presidente e políticos de outras nações. Mas essa outra face oculta da Operação isso só será conhecido nas próximas reportagens que o The Intercept deve divulgar. 

    Com informações de bancáriosbahia.org.br

  • Escrito por: Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

    Após publicar diálogos escandalosos, site vem sofrendo ataques de setores defensores da Operação Lava Jato. Reportagens que incomodam poderosos sempre despertam censura.

    Após publicar uma série de reportagens que trouxe à tona o que provavelmente seja o maior escândalo jurídico-político da história do país, o site The Intercept Brasil vem sofrendo ataques oriundos de setores defensores da Operação Lava Jato. Alguns já saíram a público para pedir a prisão e a cassação do passaporte do jornalista Gleen Greenwald, diretor do veículo. Há pressões para que o The Interceptdivulgue quem é a fonte dos materiais recebidos.

    Infelizmente, essas atitudes não são novidade. Reportagens que incomodam e ameaçam poderosos sempre despertam o instinto censor por parte destes setores, que agora fazem ameaças e vão tentar calar o The Intercept e os seus jornalistas. 

    Os apoiadores da Lava Jato também tentam desclassificar as informações sob o argumento de que os conteúdos foram obtidos por hackers e omitem a possibilidade, talvez até mais provável, de que a fonte das informações possa ser alguém de dentro do sistema de Justiça, do próprio Ministério Público, e que resolveu tornar públicas as violações ao devido processo legal que marcaram toda a Operação Lava Jato.

    A atividade jornalística sempre conviveu com um dilema: como equilibrar o interesse público e o direito à informação com a privacidade das pessoas. São inúmeros casos na história do jornalismo em que esses dois direitos foram colocados sob o escrutínio da sociedade. E, não à toa, em muitas vezes, houve dois pesos e duas medidas para avaliar essas situações.

    As revelações trazidas pelo site The Intercept estão levantando mais uma vez essa questão e é preciso revisitar condutas, jurisprudências e reafirmar direitos para evitar perseguição política tanto aos jornalistas quanto à fonte das informações.

    As reportagens, produzidas pela equipe do jornalista Glenn Greenwald, revelam diálogos desenvolvidos por agentes públicos no âmbito da operação Lava Jato que tiveram consequências fundamentais para os rumos políticos do país. Portanto, de elevado interesse público. Nenhuma informação divulgada tem caráter privado/individual, outro aspecto a ser considerado ao se analisar se houve violação do direito à privacidade. 

    The Intercept recebeu os conteúdos de uma fonte que tem todo o direito de ser mantida em sigilo. Direito este previsto no Artigo 5º da Constituição Federal: inciso XIV: e assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.

    O sigilo é proteção para o veículo de comunicação e para os jornalistas, mas, principalmente, para a própria fonte, que pode sofrer perseguições trabalhistas, políticas e de todo o tipo por expôr interesses de ordem econômica e política. Sem o sigilo da fonte, direito reconhecido internacionalmente, inúmeros casos envolvendo escândalos públicos e privados nunca teriam vindo à tona.

    É fundamental dizer que não há, na legislação brasileira, nenhum dispositivo que tipifique como ilegal a publicação de conteúdos recebidos por veículo de imprensa. Uma vez de posse destes conteúdos, cabe ao veículo analisar as informações e decidir ou não pela sua publicação. Ou seja, o The Intercept não cometeu nenhum crime ao produzir e publicar as reportagens.

    O mesmo foi consensuado pelo sistema de justiça e pela sociedade no caso do vazamento dos áudios provenientes de interceptação telefônica entre a então presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. Neste caso, no entanto, há o agravante de áudios de caráter privado/individual do ex-presidente também terem sido divulgados, o que à época foi considerado conteúdo de interesse público. Também poderia se argumentar que as comunicações do chefe de Estado são sigilosas e protegidas por questões de Segurança Nacional, o que não é o caso de juízes e procuradores. Ou seja, temos na história recente da política brasileira situações similares que podem ser vistas como uma jurisprudência nestes casos. 

    Neste momento grave para a política nacional e para o exercício do jornalismo, no qual ocorrem de forma sistemáticas violações à liberdade de expressão no país, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e as entidades, organizações e movimentos de luta pelo direito à comunicação veem à público reiterar seu compromisso com o exercício responsável e ético dos profissionais de imprensa que cumprem um papel fundamental de garantir à sociedade o direito à informação. Consideramos que o The Intercept cumpriu um serviço público ao divulgar as informações a que teve acesso, exercitando de forma responsável o equilíbrio entre o interesse público e a privacidade e garantindo o direito ao sigilo da fonte.

    Brasília, 11 de junho de 2019. 

    Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

    (Coordenação Executiva do FNDC: Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé; Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social; Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino - Contee; Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj; Federação Interestadual dos Trabalhadores e Pesquisadores em Serviços de Telecomunicações - Fitratelp; Associação Brasileira de Rádios Comunitárias - Abraço; Central Única dos Trabalhadores - CUT).

  • O jornalista, escritor e advogado norte-americano, Gleen Greenwald, ganhador do Prêmio Pulitzer - um dos mais importantes do mundo -, em 2014, fala  ao canal independente dos Estados Unidos, Democracy TV que "o capital internacional quer Temer no poder". Por isso, ele consegue se manter, mesmo com o índice de popularidade mais baixo que já se viu de um dirigente do país.

    Radicado no Brasil,  o editor do Intercept no país afirma que "é impossível falar da situação do Brasil, sem entender a agenda do capital financeiro internacional e dos oligarcas nacionais, particularmente o desespero para impor duras medidas  de austeridade".

    Exatamente o que se vê com a reforma trabalhista, a terceirização ilimitada e a reforma da previdência, além de tentar sufocar os movimentos sociais, em especial o movimento sindical.

    Na realidade, diz ele, parte da burguesia nacional, aliada do sistema financeiro internacional, fez campanha para tirar a presidenta Dilma Rousseff do poder para "reverter as vantagens conquistadas pelos mais pobres". O objetivo do presidente ilegítimo Michel Temer e seus aliados é "transferir a renda dos mais pobres de volta para os oligarcas".

    Assista a entrevista completa 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy. Foto: Diário do Centro do Mundo

     

     

  • Será veiculada nesta sexta-feira (10), na RedeTV, no programa Mariana Godoy, a primeira entrevista em TV aberta da presidenta Dilma Rousseff, após quase 30 dias do seu afastamento do cargo para julgamento do processo do impeachment no Senado Federal. A entrevista foi gravada na última quarta-feira (8) no Palácio da Alvorada, em Brasília, residência oficial da presidenta, e deve ser transmitida às 22h45 desta sexta.

    A apresentadora Mariana Godoy fez o anúncio da entrevista nas redes sociais. Ela publicou uma foto com Dilma Rousseff e anunciou o dia da exibição: "Nesta sexta tem Dilma Rousseff no #MarianaGodoyEntrevista. Para a gravação, ela mesma fez maquiagem e cabelo", brincou.

    Desde o seu afastamento, a presidenta Dilma tem usado com frequência as redes sociais para divulgar as atividades que tem participado, a maioria delas, organizadas por intelectuais, artistas, entidades representante da sociedade civil e movimentos sociais. Os atos ganham cada dia mais força na luta contra o golpe.

    Mesmo que estes grandes eventos não estejam sendo divulgados pela grande mídia, tanto as redes, como as atividades são um espaço que a presidenta eleita tem para denunciar o golpe em curso, forjado entre integrantes do PMDB, como o próprio vice Michel Temer e Eduardo Cunha que juntamente com a oposição derrotada nas urnas em 2014 tentam retira-la da Presidência do Brasil.

    Afastada também pela grande midia no Brasil, a presidenta eleita tem utilizado esses espaços para falar com a população, desmentir falsas acusações sobre ela e seu governo, informar os dados corretos e criticar medidas escandalosas ligadas à gestão do presidente interino Michel Temer.

    Entrevistas

    Dilma Rousseff também concedeu entrevista ao jornalista Luís Nassif no programa da TV Brasil que foi exibida na noite desta quinta-feira (9). A rede é ligada à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

    Após ser afastada, a primeira entrevista concedida por Dilma foi ao jornalista Gleen Greenwald, do site de notícias The Intercept e também com com a emissora internacional Al Jazeera. Depois ela falou com a imprensa nacional, foi entrevistada pelo jornal conservador Folha de São Paulo e nesta semana falou com os editores do portal Brasil 247 e com a revista Carta Capital.

    Na maioria das entrevistas a presidenta trata dos mesmos temas. Denuncia o golpe contra o governo dela, defende a democracia, fala sobre a crise econômica mundial e seus reflexos no Brasil, critica o autoritarismo e a traição de seu vice Michel Temer em conluio com a oposição, Eduardo Cunha e a mídia. Responde às manifestação de apoio e solidariedade que vem recebendo da população nos mais diversos lugares do país, ressalta o seu otimismo diante do seu julgamento de impeachment no Senado e em sua última entrevista fez questão de afirmar a sua defesa que se faça uma consulta ao povo para repacturar o país.

    Fonte: Portal Vermelho, Eliz Brandão

  • Parece que os ventos estão mudando. Não sopram mais tão favoravelmente ao golpe em marcha no Brasil, travestido de impeachment. No mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal liberou o teor da delação premiada do empresário Sérgio Machado, onde não aparecem os nomes do ex-presidente Lula e da presidenta afastada Dilma não aparecem, o ator Wagner Moura denunciou o golpe contra a democracia brasileira.

    Em entrevista ao talkshow Chelsea Handler, do canal de TV paga E!, Moura criticou a parcialidade da velha mídia na cobertura dos fatos, enquanto sobraram elogios à cobertura feita pela sucursal brasileira do Huffington Post e o trabalho do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que reside no Rio de Janeiro, em seu site The Intercept. 

    De acordo com o ator baiano, "afastaram a presidenta sem nenhuma razão". Ele relata que não votou em Dilma e tem sido crítico a seu governo desde 2013, mas "acho ela uma boa presidenta".

    Moura reforça que o golpe foi engendrado pelos "mesmos velhos políticos, os políticos de sempre, com um discurso moral e ambíguo". Segundo ele, o Brasil vive "algo muito próximo a um golpe de Estado".

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

    Assista parte da entrevista: