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Sex, Abr

União Nacional dos Estudantes

  • Após Congresso, UNE aprova adesão máxima à greve do dia 30 de junho

    Com a conclusão do 55º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), a entidade publicou uma resolução de conjuntura reafirmando o Fora Temer e Diretas Já. O documento foi aprovado na plenária final do encontro, neste sábado (17), em Belo Horizonte.

    O documento indica que “a UNE, deve defender as Diretas Já também para que o povo eleja um presidente que possa convocar uma assembleia constituinte soberana, eleita sob novas regras, sem financiamento empresarial, única forma de anular as medidas dos golpistas (PEC do limite de gastos, reforma do ensino médio, entrega do Pré-Sal) e abrir caminho para as reformas populares, como a reforma agrária, a regulamentação da mídia, a reestatização do que foi privatizado, e as mais profundas demandas da juventude como a desmilitarização da polícia, a retomada da expansão das universidades públicas, o passe livre estudantil, entre outras”.

    Leia também: Dirigente da CTB debate as reformas trabalhista e previdenciária no 55º Congresso da UNE

    O texto intitulado “A unidade é a bandeira da esperança – venceremos nas ruas!” reafirma o empenho da UNE na construção das Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, como espaços de construção unitária de ação política do povo, e convoca os estudantes e movimentos sociais, também para a manifestação do dia 11 de agosto, dia do estudante.

    A diversidade do pensamento político da juventude foi ouvida no plenário do ginásio do Mineirinho, lotado. Foram apresentados outros oito documentos de resolução de Conjuntura. O documento aprovado, na íntegra, será publicado no site da UNE nos próximos dias.

    Do Vermelho

  • Artistas apoiam o Povo Sem Medo; movimento toma as ruas neste domingo (31) pelo "Fora Temer"

    A TV Poeira vem se colocando como uma importante trincheira pela democracia, desde o início da campanha contra o processo de impeachment ilegal, instaurado na Câmara dos Deputados. No vídeo abaixo, diversos artistas falam sobre as  manifestações programadas para o domingo (31). 

    "Dia 31 de julho, teremos manifestações por dois caminhos no país. Um que apoia um governo só de homens brancos, ricos, investigados pela Lava Jato e que foi convocado por um grupo que mobilizou o país contra a corrupção, mas que no fundo foi patrocinado por partidos corruptos e ajudaram a colocar uma quadrilha no poder", dizem os artistas.

    "O outro quer um Brasil com mais direitos, sem o preconceito racial, sem homofobia, sem o machismo, com mais diversidade, sem corrupção. E acima de tudo que tem o direito de escolher o seu presidente", aí perguntam: "de que lado você fica?. Com Temer ou fora Temer?". E "por um 'acordão' para barrar a Lava Jato ou por uma reforma política para barrar a corrupção?" Enfim perguntam se "este Congresso deve decidir os rumos do Brasil ou você com seu voto?"

    Assista o brilhante vídeo da TV Poeira

    Mais um vídeo genial da TV Poeira 

     

    Em depoimento também para a TV Poeira, o cantor e compositor Mano Brown, do Racionais MC's, diz que "eles (elite golpista) querem trocar um governo por outro" e nada mais. Critica a mídia e diz que "o povo está alheio. Isso que é muito preocupante", afirma. 

    De acordo com o rapper paulista, "se perguntar na periferia quem é o Renan Calheiros ninguém sabe, se perguntar quem é Eduardo Cunha, o camelô não sabe e eles estão detonando o país". Perguntado sobre qual a solução para o impasse vivido no Brasil ele responde que é "eleição direta". No final pergunta ao interlocutor: se o Brasil não é "um país de crime organizado, por que estes caras estão no poder?"

    Veja Mano Brown 

    O grupo pernambucano Nação Zumbi puxa o ‪#‎ForaTemer,‬ durante apresentação no Festival de Inverno de Garanhuns e o público segue o canto e vibra com a frase mais dita no país nos últimos dois meses.

     Nação Zumbi entoa #ForaTemer

    Nesta quarta-feira (27), durante a abertura do Seminário Democracia na América Latina, em Curitiba, cerca de 7 mil pessoas gritaram "Fora Temer", à espera do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica.

    Acompanhe o uníssono "Fora Temer" 

    A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, convoca os estudantes para participar dos atos  "Fora Temer", promovido pela Frente Povo Sem Medo, em diversas cidadades no Brasil e em outros países como Alemanha e Holanda. Ela diz que é "o povo quem deve decidir sobre os rumos do país", por isso defendeu o plebiscito como forma de resolver o impasse criado pela elite golpista.

    Carina Vitral convoca para a defesa da democracia

     

    O cineasta Ruy Guerra, que nasceu em Moçambique e naturalizou-se brasileiro, visitou o Ocupa Minc RJ, na segunda-feira (25), logo após a desocupação violenta e disse que "estamos muito próximos do fascismo", ele critica a atuação do judiciário e diz que virou um "reduto do fascismo". 

    Assista o cineasta Ruy Guerra

    tico santa cruz povo sem medo

    gregorio duvvivier povo sem medo

    juca kfouri povo sem medo

    Portal CTB com agências

  • Artistas fazem ato pela democracia e contra a perseguição a Lula, em São Paulo

    Em dia de greve histórica dos metroviários, a Casa de Portugal ficou lotada para o Ato pela Democracia e pelo Direito de Lula ser Candidato. Não poderia ser diferente. Casa cheia ávida pelo discurso do protagonista da festa, na noite desta quinta-feira (18), na capital paulista.

    Ana Cañas, Leci Brandão, Renato Braz, Aílton Graça, Alice Ruiz, Odair José, Chico César, gente do rap e do funk e muitos outros marcaram presença e posição política contra o golpe de Estado de agosto de 2016 que tirou Dilma Rousseff da Presidência.

    Todos unidos pela fala do grande jurista Fábio Konder Comparato: “Precisamos organizar o povo, é ele que vai vencer a oligarquia” e complementou afirmando ser “indispensável tributar as grandes fortunas” para tirar o país da crise e combater as desigualdades.

    Celso Amorim, Gleisi Hoffmann (presidenta do PT), Walter Sorrentino (vice-presidente do PCdoB), Fernando Haddad, Raduan Nassar, Nita Freire, Gilmar Mauro (MST), Pedro Gorki (Ubes) e Guilherme Boulos (MTST) levaram solidariedde a Lula.

    Gilberto Maringoni, do PSol, afirmou que na quarta-feira (24) quem estará “sendo julgado somos nós e a democracia brasileira”. Ele defendeu a formação de uma frente ampla contra o golpe. Já Sorrentino falou sobre a necessidade de unidade popular para um projeto nacional de desenvolvimento.

    Representando a juventude, Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes, emocionou com seu discurso em favor da esperança. “A esperança dos indignados que lutam” e concluiu que “a democracia vai vencer com a força da juventude que resiste”.

    Para Gleisi Hoffmann esse processo é surreal. “Não é só porque não tem prova, é porque não tem crime”, disse. Como disse Leci Brandão, dirigindo-se a Lula, "a covardia está aí! A gente sabe que o grande problema é que os golpistas não aceitam o seu pecado, que foi tratar as pessoas com respeito, você respeita a diversidade do Brasil”.

    Por volta das 23h chegou a vez do discurso mais esperado. Luiz Inácio Lula da Silva com o microfone nas mãos começou dizendo não ter sido ele que chegou ao poder porque “fomos nós que chegamos. Não fui eu que governei, fomos nós que governamos”.

    E aí falou até quase meia noite sobre o seu processo, o que o governo de Michel Temer está fazendo com o patrimônio nacional e com os direitos da classe trabalhadora e não poupou a Rede Globo que age como partido político, mesmo tendo concessão pública para operar a TV, ainda, de maior audiência no país.

    Lula encerrou o ato afirmando que deseja ser candidato á Presidência para a Petrobras voltar a “financiar, através de royalties do pré-sal, a educação, a saúde, a ciência e a tecnologia” porque para a economia crescer o Estado “tem quer fazer mais investimentos”.

    Enfim, o ex-presidente disse querer voltar a governar para devolver o “Brasil para os brasileiros, a Petrobras para os brasileiros e não para eles”, referindo aos Estados Unidos, de onde conglomerados do sistema financeiro sustentam o golpe de Estado de 2016.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Mídia Ninja

  • Contra a liberdade de expressão, Bolsonaro pede ao TSE para censurar a UNE

    O candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro entrou na Justiça com um pedido de censura à página “Bolsonaro Não” da União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou o pedido, nesta segunda-feira (22).

    “Essa medida de Bolsonaro é porque ele não aceita que pessoas pensem diferente dele, não aceita que organizações tenham pensamentos, ele chegou a dizer que não quer jovens críticos no nosso país deve ser por isso que ele se sente coagido com a nossa campanha. Nós aprovamos essa campanha porque para nós da UNE seu projeto fere a nossa existência. No dia da eleição no primeiro turno ele fez uma declaração dizendo que se eleito fosse ele acabaria com o ativismo no Brasil”, diz Marianna Dias, presidenta da UNE.

    Marianna explica que a UNE não é financiada com dinheiro público. Por isso, a argumentação do candidato de Michel Temer e da repressão não se sustenta. “Ele não cansa de fazer fake news, de falar coisas que não são verdades. Não existe nenhum dinheiro público financiando nenhum um tipo de campanha que a UNE venha a fazer. Quem deve explicações a cerca de dinheiro de campanha é o próprio candidato Bolsonaro que está sendo investigado por Caixa Dois”.

     Em nota a entidade dos universitários brasileiros  reforça o ataque à liberdade de expressão. “É uma tentativa nítida de cercear a opinião dos estudantes brasileiros, que se organizam em todo país em defesa da democracia e contra o autoritarismo. Nossa postura de firmeza se mantém, contrapor as ideias de Bolsonaro faz parte da democracia”, diz trecho da nota (lei a íntegra abaixo).

    Marianna reafirma a disposição de resistência e luta da UNE, como importante organização representativa da juventude brasileira. “Já resistimos a períodos duros nesse país e continuamos a resistir ao lado das mulheres e dos trabalhadores que querem viver num país de paz. Nós não vamos recuar”, afirma.

    A jovem presidenta da UNE reafirma ainda que “sempre tivemos opinião em todas as eleições nos temas que no diz respeito. Como a privatização das universidades públicas”. Por isso, “tomamos a decisão de organizar uma oposição à candidatura de Bolsonaro pelo perigo que ele representa para a educação pública”.

    Assista ao vídeo e Marianna Dias: 

    Leia nota de repúdio da UNE na íntegra:

    #EleNão vai nos calar: nota oficial da UNE

    Jair Bolsonaro tenta censurar a entidade e retirar postagens dos estudantes sobre as eleições. A União Nacional dos Estudantes foi acionada na justiça pelo candidato Jair Bolsonaro por conta da campanha “Bolsonaro Não”. O candidato solicita ao Tribunal Superior Eleitoral que a UNE retire as postagens relacionadas a campanha do ar, e afirma que a entidade não pode ter posicionamento no processo eleitoral.

    É uma tentativa nítida de cercear a opinião dos estudantes brasileiros, que se organizam em todo país em defesa da democracia e contra o autoritarismo. Nossa postura de firmeza se mantém, contrapor as ideias de Bolsonaro faz parte da democracia. #EleNão vai nos calar!

    Porta CTB

  • Cresce a repressão aos estudantes que ocupam mais escolas na defesa da educação

    Mesmo com as ameaças e a repressão policial contra o movimento de ocupação de escolas pelo país afora, já são 185 universidades e cerca de 400 escolas ocupadas em todo o país contra as propostas do desgoverno Temer.

    “Esse processo de repressão desencadeado contra o movimento estudantil sinaliza o regime de exceção que estamos vivendo”, afirma Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes.

    Mas, garante ela, que “com o aumento da repressão, cresce a resistência e a disposição de luta dos estudantes. Não vamos ceder porque a educação pública não pode acabar no país”. Ela lembra ainda que o movimento é contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, a reforma do ensino médio e o projeto Escola Sem Partido.

    Já Ana Júlia Ribeiro, estudante paranaense, fala em audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que os adolescentes estão sendo sujeitos da história e que violentos estão sendo os policiais que “nos dão tapa na cara e quebram portões para invadir as escolas”.

    Ana Júlia fala na audiência pública marcada pela deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP) 

     

    O que as jovens denunciam é o que está se repetindo em diversas unidades da federação, como o juiz José Henrique Mallmann, de Poços de Caldas (MG), que emiti mandado de reintegração de posse exigindo a desocupação de todas as escolas e autorizou o uso de violência progressiva e até mesmo de prisão em flagrante.

    No mesmo dia em que os estudantes da Universidade Federal de Viçosa decretaram greve a partir desta sexta-feira (11), numa assembleia com 1884 alunos, sendo que 864 votaram pela paralisação contra a PEC 55.

    Na Universidade de Brasília (UnB) ocupada ocorreu um debate sobre o papel da resistência após o golpe de Estado e as medidas do desgoverno Temer contra o movimento popular e os interesses da nação. Participaram do debate, o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) e o professor e ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, além de outros juristas e professores da UnB.

    Em Belo Horizonte ocorreu ato unificado de professores e estudantes. Carol, estudante de psicologia que está ocupando a PUC unidade São Gabriel, fala da importância da luta dos estudantes. Houve agressão na tentativa de ocupação da faculdade de Comunicaçãoda PUC RS (assista abaixo). 

    "A PEC não afeta só quem estuda em universidade pública, os cortes na educação afetam diretamente quem é bolsista na universidade privada, principalmente na PUC a grande maioria dos estudantes é de bolsistas, e também porque a PEC não influencia só na educação, nós como cidadãos e futuros profissionais seremos afetados diretamente, todo mundo depende da saúde pública", diz ela.

    Carina Vitral lê carta contra a reforma do ensino médio no Senado 

    Seguindo o movimento de ocupações que já engloba 102 Institutos Federais, os estudantes do curso de Licenciatura em Artes Visuais do IFCE, ocuparam o Anexo Aldeota em Fortaleza. Trata-se de um movimento de repúdio à PEC 55, à Reforma do Ensino Médio prevista na Medida Provisória 746 e de reinvindicação à mudança do Curso para o novo prédio localizado na avenida Treze de Maio, no Campus Fortaleza. A ocupação foi decidida em Assembleia Estudantil na manhã do dia 9 de novembro na sede do Clav.

    Os estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo estão em greve desde a quarta-feira (9). "Precisamos transformar as universidades em polos de resistência democrática contra todo o tipo de retrocesso", disse um dos estudantes dando o tom das lutas que vem por aí.

    Estudantes e professores da Universidade Estadual de Goiás votaram pela reocupação do campus Cora Coralina, na última terça-feira (8). Com 97% dos votos a favor, os presentes decidiram retomar a manifestação que havia sido paralisada após reintegração de posse repressiva da polícia militar em 1º de novembro.

    Feministas protestam na colação de grau de estudante acusado de estupro na faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Daniel Tarciso da Silva Cardoso, estudante suspenso em 2014 após seis denúncias de estupro.

    Acusado de dopar e estuprar ao menos três estudantes em festas universitárias, Daniel foi afastado por 18 meses do curso, mas conseguiu completar os créditos e colará grau após o processo disciplinar instaurado pela faculdade cessar sua suspensão.

    Portal CTB com Jornalistas Livres e Mídia Ninja

  • Educadoras e educadores de todo o Brasil fazem 'trancaço' no Ministério da Educação

    Entidades que representam os educadores e as educadoras de todo o país, além de estudantes, fazem um "trancaço", na manhã desta quarta-feira (29), para impedir o funcionamento do Ministério da Educação (MEC) em protesto contra as medidas tomadas pelo desgoverno Temer, que arrrasam com a educação pública. Representantes do movimento popular também estiveram presentes.

    Além de educadoras da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), estão presentes representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), Levante Popular da Juventude, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e diversas entidades de servidores públicos.

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    Governo golpista acelera o desmanche da educação pública pelo Conselho Nacional

    A ponte de Temer visa acabar com a educação pública e isso tira o seu filho da escola

    "O nosso objetivo é permanecer aqui até às 17h, para denunciar à sociedade o desmonte que o governo golpista está promovendo na educação, em prejuízo à classe trabalhadora", diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM e dirigente da CNTE.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

     

     

  • Fotografe como uma garota: cobertura colaborativa de ato contra Bolsonaro no sábado (29)

    O Circuito Universitário de Cultura e Arte (Cuca), da União Nacional dos Estudantes (UNE), convida as estudantes para uma cobertura colaborativa das manifestações contra o candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro, que ocorre em todo o país e em diversas cidades estrangeiras, no sábado(29).

    “Querem nos silenciar, tirar nossa voz, nos aprisionar. Mas somos nós a barreira de contenção do conservadorismo, do ódio e do atraso. Vamos nos unir e potencializar nossas vozes, nossas pautas e a nossa opinião numa rede de comunicação colaborativa de mulheres para narrar os atos contra Bolsonaro”, dizem as organizadoras do evento Fotografe como uma garota.

    “Mina, você quer somar nessa construção? chega junto! Nós somos a mídia! #elenão #elenunca”, afirmam. Para participar inscreva-se aqui.

    Também confirme a sua presença pela página do evento no Facebook.

    “A juventude não foge à luta e marcará presença em mais esse ato contra o candidato defensor da ditadura e da extinção dos direitos trabalhistas”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Para ela, Bolsonaro representa a maior ameaça á democracia, à educação e saúde públicas. “Ele não vai vencer a eleição porque a juventude brasileira se mobiliza para barrar essa ameaça de termos mais retrocessos do que o desgoverno de Michel Temer vem fazendo”. Por isso, “ele nunca”, finaliza.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

     

  • Governo golpista acelera o desmanche da educação pública pelo Conselho Nacional

    O governo golpista dá mais um passo para o prometido desmanche da educação pública no país. Nesta segunda-feira (27), Temer revogou a nomeação de metade dos integrantes do Conselho Nacional de Educação (CNE).

    “Esse é mais um ato dos golpistas rumo ao desmanche da educação”, diz Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM) e secretária de Relações de Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

    Para ela, essa estratégia faz parte do processo de tentativa de consolidação do golpe, que começou em 17 de abril com a admissibilidade do impeachment. “Querem acabar com a educação para conseguir sustentação ideológica para o golpe com base na censura para vencer pela ignorância”.

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    A determinação do Ministério da Educação (MEC) torna nula a nomeação de quatro conselheiros da Câmara de Educação Básica e de três membros da Câmara de Educação Superior. Além disso, foi revogada a recondução de três membros da Câmara de Educação Básica e dois conselheiros da Câmara de Educação Superior.

    A presidenta da União Nacional dos Estudantes, Carina Vitral, afirma que essa revogação mostra mais um retrocesso na política educacional. “A sociedade vem caminhando rumo a uma educação voltada para a ampliação dos horizontes culturais das crianças e jovens”, ressalta.

    Isso porque, diz Carina, o CNE é o órgão que “destina as diretrizes da educação no país, além de fiscalizar a aplicação das políticas públicas”. É, portanto, “uma entidade com controle social e o governo golpista demonstra intenção de acabar com os rumos construídos de uma educação democrática”.

    Já Madalena Guasco Peixoto, dirigente da CTB e coordenadora-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, se diz perplexa com essa infâmia. “Ou esse governo desconhece o funcionamento do CNE ou pretende dar um golpe no sistema educacional do país, porque terá que fazer consulta às entidades se quiser nomear outros membros, se seguir a lei".

    A preocupação de Isis refere-se à expressa vontade de combater as “políticas públicas construídas com a participação da população em anos de intensos debates”. Nessa mesma linha o professor da Universidade de Brasília, Remi Castioni, que é também secretário de Educação da CTB-DF, lembra que em “2 anos de vigência do Plano Nacional de Educação, a maioria das metas ainda não foram cumpridas”.

    De acordo com ele, parece que a intenção dos golpistas é exatamente “diminuir as verbas para essa área estratégica do desenvolvimento nacional”. Remi conta que a comunidade educacional se sente aviltada com o projeto desse desgoverno que retira a obrigatoriedade de percentuais mínimos de investimentos em educação.

    Madalena lembra também que há um encontro do Fórum Nacional de Educação (FNE) marcado para o dia 20 de julho e até agora “o Temer não respondeu nada”. Ela lembra que o FNE é um órgão de Estado e não de governo. “Mesmo assim, ele ignora nossos ofícios e não diz nada há menos de um mês do encontro. Corremos o risco de não realizarmos o encontro por falta de verba”.

    Por essas e por outras, afirma Carina, é que as entidades envolvidas com a educação realizam nesta quarta (29) um grande ato em defesa da educação em frente ao MEC, em Brasília. “O projeto educacional dos golpistas pretende cobrar mensalidades das universidades públicas e privatizar o ensino médio, acabando com a gratuidade”.

    Já Isis ataca a precarização, que ocorre "em todos os sentidos. Eles querem cortar as verbas para a educação, juntamente com a criação da ‘lei da mordaça’ e, com isso, focar o debate na destruição da liberdade e da educação inclusiva”.

    Um dos principais projetos desse desgoverno é a revogação dos 50% do Fundo Social e dos 75% dos royalties do pré-sal para a educação, além dos 25% para a saúde. Por isso, Carina avisa que os estudantes se organizam para a “realização de uma grande greve nacional na educação ainda neste ano”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Hoje (24), os Inimigos do Batente comemoram 12 anos na roda de samba do Ó do Borogodó

    Se você é daqueles que acredita na música de Dorival Caymmi - Samba da Minha Terra -, que diz: "Quem não gosta de samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé", não pode perder a festa do grupo Inimigos do Batente (acesse a página no Facebook aqui), que convida os paulistanos para comemorar o seu 12º aniversário de apresentações no bar Ó do Borogodó (veja a página no Facebook aqui), na capital paulista.

    “Estaremos no Ó do Borogodó hoje (quarta-feira, 24) fazendo o que sabemos fazer melhor na roda de samba onde estamos há 12 anos”, diz Railídia Carvalho, uma das vocais do grupo.

    inimigos do batente convite

    Ela conta ainda que o grupo nasceu em 2003 para participar do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) da União Nacional dos Estudantes (UNE) e nunca mais abandonou o samba. O grupo se apresentava no clube municipal Raul Tabajara, na Barra Funda. “Ali tinha um trabalho lindo com música, teatro e oficinas variadas”.

    Aprecie um pouco dos Inimigos do Batente 

    “Em nossa roda de samba passaram artistas de todos os cantos do país”, diz Carvalho. “Até o Diogo Nogueira em início de carreira”. Ela fala também que o grupo sempre atuou sem patrocinadores e tem sobrevivido de sua arte.

    "Cada integrante do grupo se vira como pode para sobreviver, porque amamos o que fazemos”, reforça.

    Os Inimigos do Batente participaram de uma série de projetos que promoveu encontros de gerações de sambistas, como o Anhanguera Dá Samba, num clube de futebol de várzea no Bom Retiro.

    Outro projeto citado pela cantora é o Samba na Roda em Prosa e Verso, em 2013, no galpão do Liceu de Artes e Ofícios, também no Bom Retiro.

    Ali, de acordo com Carvalho, se apresentaram sambistas renomados como Moacyr Luz e Monarco da Portela e “muitos novos talentos”, acrescenta. “Durante esses anos, o grupo passou por algumas modificações em sua composição, mas sempre manteve a sua linha de samba”.

    Como fundadores do grupo “permanecem Fernando Szegeri, Paulinho Timor e eu”, afirma Carvalho. Ela diz ainda que o grupo sempre contou com ótimos músicos.

    Mais um pouco do talento dos Inimigos do Batente 

    Reforça ainda que os Inimigos do Batente vêm mantendo a “linguagem da roda de samba com muita diversidade, mesclando ritmos brasileiros como o coco e o carimbó”.

    A formação atual do grupo conta com oito integrantes. Além de Carvalho, Szegeri e Timor, fazem parte Paulinho, Helinho Guadalupe, Luiz To Be, Koka Pereira e Cebolinha.

    A festa dos Inimigos do Batente começa nesta quarta-feira (24), às 22h e só termina às 3 da madrugada. A entrada custa R$ 20, com muita alegria, muito samba e comemoração dos 12 anos do grupo no Ó do Borogodó.

    Serviço:

    O que: 12 anos dos Inimigos do Batente no Ó do Borogodó
    Onde: Bar Ó do Borogodó
    Rua Horácio Lane, 21 – Pinheiros – São Paulo
    Quando: Quarta-feira (24), às 22h
    Quanto: R$ 20

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Jovem assassinado no Paraná não participava do movimento de ocupações de escolas

    Colégio Santa Felicidade, de Curitiba, onde o corpo do menino foi encontrado

    Educadores afirmam que a população do Paraná ficou chocada com a notícia da morte de Lucas Eduardo Araújo Mota, 16 anos, nas dependências do Colégio Santa Felicidade em Curitiba, nesta segunda-feira (24). O governador Beto Richa (PSDB) não perdeu tempo em criminalizar as ocupações.

    “A ocupação de escolas no Paraná ultrapassou os limites do bom senso e não encontra amparo na razão, pois o diálogo sobre a reforma do ensino médio está aberto, como bem sabem todos os envolvidos nessa questão”, divulgou Richa em sua nota de pesar. O que fica patente é exatamente o contrário.

    O fato mostra a falta de segurança pública no estado e que a polícia é despreparada para lidar democraticamente com a população.

    O grupo Jornalistas Livres denuncia terror no colégio onde Lucas foi encontrado 

    Ao que prontamente os movimentos sociais responderam. A APP-Sindicato dos Professores do Estado do Paraná lamentou a criminalização dos movimentos de maneira tão torpe. “Infelizmente neste momento triste, surgem tentativas de criminalização do movimento legítimo dos estudantes e vinculação do sindicato ao episódio. A APP-Sindicato repudia tais ações. Assim como a sociedade paranaense, esperamos a apuração do caso pelos órgãos competentes”.

    Nesta terça-feira (25), a Polícia Militar do estado apreendeu um adolescente de 17 anos que confessou o crime. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita os jovens consumiram droga e se desentenderam. O jovem morto tentou se refugiar na escola onde foi assassinado. O Ministério Público do Paraná passou a acompanhar as investigações.

    O Ocupa Paraná divulgou nota repudiando a criminalização das ocupações de escolas contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 e a reforma do ensino médio. “Apesar das diversas correntes de ódio que tomaram conta do estado no dia de hoje, nós do movimento Ocupa Paraná não queremos e nem vamos culpabilizar ninguém pelo acontecido. Neste momento queremos apenas prestar solidariedade à família de Lucas, família que perde um dos seus para o ódio, para a intolerância e para a violência”.

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    As entidades máximas do movimento estudantil também rechaçaram a utilização política da fatalidade. “É importante destacar que as manifestações com ocupações de escolas se iniciaram em todo o país há mais de um mês contra a proposta de Medida Provisória 746 e a Proposta de Emenda Constitucional 241 e, desde o início, são pacíficas e abertas diálogo. Os estudantes se organizam, votam em assembleia, dividem-se em grupos de trabalho e mantém a ordem e a limpeza dentro das instituições”, diz trecho do texto assinado pela União Nacional dos Estudantes, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e Associação Nacional dos Pós-graduandos.

    Os Advogados e Advogadas pela Democracia reclamaram de que foram impedidos pela Polícia Civil de acompanhar os depoimentos prestados pelos adolescentes. Depois de muita reclamação conseguiram entrar na escola onde ocorreu o crime.

    A advogada Tania Mandarino conseguiu entrar na escola e conversou com 12 alunos, que relataram a ocorrência de uma briga no colégio e que o suposto agressor/assassino seria um jovem que não teria relação com o colégio e seus alunos. "Tudo indica que o ódio contra as ocupações funcionou: temos um cadáver", diz.

    “Mas a tragédia não parou o movimento, nem colocou a sociedade paranaense contra o movimento das ocupações de escolas para defender a educação pública”, diz a estudante Arizla Nathally Fernandes de Oliveira, de Quatro Barras, interior do estado.

    Tanto que ocorre na quarta-feira (26), às 8h da manhã, na capital Curitiba, a Assembleia Estadual das Escolas Ocupadas para avaliar e decidir os novos rumos do movimento.

    Profissionais da educação

    Integrantes do núcleo Educação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Paraná (CTB-PR) informam que ocorre uma reunião da comissão dirigente da greve nesta terça-feira (25).

    ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES BRUNNO COVELLO 4

    “A APP-Sindicato analisa as medidas cabíveis contra o posicionamento do governador Richa, que criminaliza a greve e se recusa ao diálogo”, afirma Francisco Manoel de Assis França, conhecido como professor Kico.

    Assista entrevista com dirigente da APP-Sindicato para a TV Tarobá, de Cascavel 

    De acordo com o educador de Curitiba, a paralisação atinge cerca de 70% da categoria e a “intransigência do governo faz o movimento crescer mais rapidamente. Estamos parados contra o calote que sofremos, contra a PEC 241 e contra os desmandos do governo estadual”, diz.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Luiz Gonzaga Belluzzo debate a crise com representantes da sociedade civil

    O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, é um dos debatedores da palestra “A Crise e o Desenvolvimento Nacional”, ministrada pelo economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Luiz Gonzaga Belluzzo, nesta sexta-feira (7), às 9h da manhã, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). 

    O evento é uma realização do deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB-BA), e contará com a participação do ex-governador da Bahia e ex-ministro, Jaques Wagner, o reitor da Universidade Federal da Bahia, João Carlos Salles, e o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), Gustavo Casseb Pessoti, Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), e Antonio Alban, presidente da FIEB.

    Como convidado, o presidente da CTB falará sobre a crise econômica e política do país, que paralisa o futuro de nação e qualquer horizonte de retomada do desenvolvimento. As reformas trabalhista e da previdência também serão tema de debate.

    Portal CTB com CTB-BA

  • Mais de 3 milhões de vozes gritam “Fora Temer” na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

    De acordo com os organizadores, a 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo levou à avenida Paulista, coração financeiro da capital, mais de 3 milhões de manifestantes com as palavras de ordem “Fora Temer” e “Volta Dilma”, neste domingo (29).

    O tema deste ano foi “Lei de Identidade de Gênero, Já! – Todas as pessoas juntas contra a Transfobia!” Porque a bancada fundamentalista quer acabar com a lei do nome social para transexuais e travestis.

    O evento organizado pela Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo (APOGLBT) começou em frente ao Masp, às 10h e varou a madrugada com shows no Vale do Anhangabaú.

    Isso porque a Parada passou a fazer parte do calendário oficial de eventos da prefeitura de São Paulo desde a terça-feira (24), quando o prefeito Fernando Haddad assinou decreto.

    “Temer Jamais” foi outra palavra de ordem da comunidade LGBT que neste ano também atacou a cultura do estupro.

    “Precisamos da lei para pararmos de morrer nas esquinas. Queremos ter o direito à cidadania, que é o mínimo. O Brasil precisa mudar essa mentalidade machista e misógina”, diz a recepcionista Atena Joy, para quem o Brasil está muito atrasado na questão de gênero.

    Saiba mais pelo site oficial paradasp.org.br.

    A União Nacional dos Estudantes (UNE) organizou um dos 17 trios elétricos que abrilhantaram o evento. “A Parada foi um marco importante desse movimento. Foi uma festa que, como sempre, estava lotada, diversificada, repleta de luta, alegria e amor”, diz a diretora LGBT da UNE, Daniella Veyga.

    A ameaça do desgoverno Temer paira sobre as cabeças de amplos setores da sociedade. "É um momento arriscado. Pode haver retrocesso em direitos adquiridos", afirma a artista Drag Tiffany. Ela reforça a proposta de “Amar sem Temer”, cartaz de muito sucesso na Parada.

    parada lgbt foto une

    "Primeiro, foi a extinção do ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Depois, a extinção da coordenação nacional LGBT. A secretaria do Conselho Nacional LGBT está vaga. No ministério da Saúde, o orçamento para a Aids e para a política de saúde da população LGBT está congelado, e a pasta que cuida dessas agendas está vaga", argumenta a estudante Phamela Godoy.

    Já Daniela Marquezine ressalta que os transexuais querem mostrar “para a sociedade que somos seres humanos e temos nossos direitos e lugar”, isso porque, “não queremos nada além do nosso espaço. Queremos mudar a imagem de que a transexual e a travesti são objetos sexuais”.

    No trio Mães pela Diversidade, Angela Moisés conta que uma de suas filhas chegou a ser apedrejada na rua aos 16 anos.

    “Nós entendemos que temos que botar a cara no sol e sair do armário com nossos filhos e filhas. Mostrar que não são filhos de chocadeira, que têm mãe, pai, irmãos”, acentua. Ela sustenta que a bancada fundamentalista “tenta dizer para o Brasil que família é só homem e mulher”, mas “família é amor”.

    A Parada levou o orgulho LGBT para as ruas da capital paulista e mostrou todo o descontentamento com o golpe que afastou a presidenta Dilma e tenta impor uma agenda de retrocessos nos Direitos Humanos, sociais e trabalhistas.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com agências

  • Na sede da CTB-MG, uma discussão vital sobre as ocupações estudantis e a resistência democrática

    Movimentos sociais e sindicais se organizam para apoiar e ampliar a estrutura das ocupações estudantis em Minas Gerais, para unir classe trabalhadora e estudantes. As formas de apoio ao movimento foram discutidas na sede da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Minas Gerais (CTB-Minas) em Plenária Ampliada na tarde da última sexta-feira (4). O histórico movimento das ocupações estudantis é no momento a experiência mais próxima de atingir a sociedade brasileira e denunciar a pauta neoliberal dos golpistas, afirmaram os participantes da Plenária. Representantes dos estudantes apontaram três carências urgentes do movimento: recursos para material gráfico, deslocamento e alimentação.

    Em Minas Gerais já são 128 escolas ocupadas, com a perspectiva de chegar a 140 até o final do dia, 22 universidades, dentre elas a PUC em seu campus Coração Eucarístico, a primeira universidade privada do país a ser ocupada. Segundo Rafael Leal, da União da Juventude Socialista (UJS), a geração que hoje está nessas escolas tem ânsia de mudar o mundo e tem a capacidade de envolver outros setores. Rafael reafirmou o engajamento do movimento. “Apesar de ter ações espontâneas, a iniciativa foi das entidades do movimento estudantil, que tem papel protagonista”, ressalta.

    Rafael também chamou atenção para o embate forte com a direita em todos os locais e ressaltou a prática paramilitar em alguns casos, como no Estadual Central. “Temos um enfretamento aberto com uma direita organizada e muito financiada”.

    Plenária das ocupações escolares em MG

    Késsia Cristina, da União Colegial de Minas Gerais (UCMG), fez um relato de como estão as ocupações em Minas. Para ela, a primavera secundarista começou com o movimento pelas merendas e ganhou força e politização. “O pessoal está enxergando que o filho do pedreiro não vai mais virar doutor. Temos provado todos os dias no cotidiano das ocupações nossa pauta democrática”. Késsia lembrou que a estratégia do governo golpista é de criminalizar e responsabilizar o movimento com o adiamento das provas do ENEM.

    Para Raul Pereira, da União Estadual dos Estudantes (UEE/MG), o momento é de unidade total e “radicalizar para alcançar a comunidade, atingir o trabalhador, que é a base da sociedade”.

    O desafio de ampliar as frentes de resistência e fortalecer as ocupações foi a base do apoio de todas as entidades presentes. A pauta deu-se em torno da Medida Provisória de Reforma do Ensino Médio e a PEC do Fim do Mundo – essa última, que agora tramita no Senado como PEC 55, mostra o tamanho do retrocesso que está no caminho do povo brasileiro.

    Além do apoio às escolas ocupadas, a Plenária apontou a importância de unificar as lutas. Entre as agendas propostas está o dia 11 de novembro, Dia Nacional de Paralisações e Greves.

    As entidades também assinaram uma moção de repúdio contra as ações de violência ao movimento estudantil e solidarizam com o MST.

    Moção de repúdio contra a violência ao movimento estudantil

    "Reunidos em Plenária de Apoio e Solidariedade às ocupações estudantis – em defesa das políticas e investimentos públicos e contra a PL55 (ex – PL 241) MP Reforma do ensino médio / Lei da Mordaça, contra qualquer tipo de violência aos movimentos estudantis, sindicais e sociais manifestamos nossa incondicional solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais sem terra – MST diante dos ataques sofridos no dia de hoje.

    Denunciamos a arbitrariedade cometida pela justiça paranaense e a provocação feita por partes das policias civil e militares nos Estados do PR, MT e, particularmente, de SP – que invadiu a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) de forma truculenta, incluindo uso de armas de fogo.

    Conclamamos o conjunto das forças democráticas a se levantarem contra a marcha antidemocrática e em curso no País.

    Somente com uma ampla unidade democrática será possível garantir e ampliar as liberdades políticas e os direitos sociais conquistados ao longo de décadas de lutas de nosso povo.

    Belo Horizonte 04, de novembro de 2016.

    - Todo apoio e solidariedade ao MST
    - Pela garantia das liberdades democráticas
    - Nenhum direito a menos
    Entidades que assinam:
    · União da Juventude Socialista (UJS)
    · União Colegial de Minas Gerais (UCMG)
    · União Brasileira dos Estudantes (UBES)
    · Sindicato dos Auxiliares De Administração Escolar (SAAMG)
    · Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB / MG)
    · Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (FETAEMG)
    · Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (SINDIBEL)
    · Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (SITRAMICO)
    · Ocupaminas
    · Sindicato dos Servidores Públicos de Nova Lima (SINDSERP)
    · Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Minas Gerais (SINTTEL)
    · Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (SINPRO)
    · Sindicato dos Trabalhadores da Educação Rede Publica Municipal de BH (Sind Rede)
    · Sindicato dos Promotores, Repositores, Demonstradores, Coordenadores, de Merchandising e de Vendas de Minas Gerais (SinProReD)
    · Sindicatos dos Trabalhadores em Entidades Sindicais do Estado de Minas Gerais (SITESEMG)
    · Gabinete do Vereador Gilson Reis
    · Gabinete do Deputado Celinho do Sinttrocel
    · Federação dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino (FITEE)"

    Da CTB-MG

  • PUC-SP relembra invasão militar que sofreu em 1977 para derrotar repressão ao pensamento

    Com objetivo de lembrar a violenta invasão em seu campus no dia 22 de setembro de 1977, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) realiza uma extensa programação nesta semana. Nesse ano ocorria a reorganização da União Nacional dos Estudantes (UNE), desarticulada em 1968 pela ditadura fascista (1964-1985).

    Para Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a programação em memória dos mortos na invasão é “acima de tudo é um ato de resistência”.

    Porque, diz ela, “evidenciar atos de crueldade da ditadura implantada em 1964 acaba sendo um ato educativo. Elucida os desmandos cometidos e a violência contra quem pensava diferente deles. Não é exatamente o que estamos vivendo hoje?”

    Comandados pelo coronel Erasmo Dias - um dos maiores defensores da linha mais dura do regime da época - três mil policiais civis e militares invadiram o campus da universidade no bairro de Perdizes na capital paulista.

    Os repressores utilizaram excessiva brutalidade, jogando bombas, batendo e prendendo os estudantes com muita raiva, exatamente porque no dia anterior à invasão, os universitários do país todo tentaram realizar o 3º Encontro Nacional dos Estudantes e foram também violentamente impedidos.

    Assista o vídeo 40 anos da invasão da PUC-SP, de José Arbex Jr. 

    A operação militar resultou na prisão de 700 estudantes, vários feridos e cinco mortes. Entre os presos, 37 foram enquadrados na famigerada Lei de Segurança Nacional. Por isso, a universidade realiza nesta semana uma série de atividades para refletir sobre os acontecimentos passados e presentes com palestras, debates e atividades culturais.

    A ideia norteadora do evento é a diplomação dos cinco estudantes mortos na repressão. Justamente na sexta-feira (22), as famílias de Carlos Eduardo Fleury, José Wilson Lessa Sabbag, Maria Augusta Thomas, Cilon Cunha Brum e Luiz Almeida Araújo (os corpos desses dois últimos nunca foram encontrados) receberão os diplomas de seus entes queridos como forma de denunciar o crime cometido contra toda uma geração.

    Assista reportgem da TVT sobre o evento 

    Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC-SP diz à Rede Brasil Atual que no dia do aniversário da violência (sexta-feira, 22) “vamos fazer uma invasão aqui também. Vai ser uma invasão cultural, com música, depoimentos, manifestações culturais das mais diversas. Vamos tomar conta do espaço relembrando aquele momento, mas também colocando as questões atuais".

    “Muito importante essa atitude. Essa semana nos chama para resistir ao golpe que enfrentamos em pleno século 21”, afirma secretária cetebista. Para ela, é “inconcebível a violência para impedir a organização da sociedade civil”.

    Acompanhe a programação pela página do Facebook do envento aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Railídia Carvalho lança o seu primeiro disco em Belém do Pará nesta sexta (15)

    A cantora e compositora paraense Railídia Carvalho, que adotou São Paulo, lança o seu primeiro disco Cangalha em Belém do Pará nesta sexta-feira (15). Ela se apresenta no Teatro Waldemar Henrique, às 19h30, e garante um show que mostra o Brasil contemporâneo com as músicas da raiz cultural do país.

    Na estrada desde 1999, levando para os palcos a diversidade musical brasileira, Railídia, que também é jornalista do Portal Vermelho, disse à colega Mariana Serafini que está criando um show que tem diversos timbres: "Esse batuque do Brasil, coisas do Pará, os sambas dos meus contemporâneos, composições nossas”.

    De acordo com a cantora, o lançamento no Pará ocorre porque o seu disco está impregnado da sonoridade de Belém, onde a musicalidade está à flor da pele e a mistura de gêneros musicais domina a cena.

    Ela conta que apenas em 2009 começou a “achar que poderia ter uma carreira como cantora”. Em 2012 conheceu o violonista Paulo Godoy e “começamos a montar o grupo do CD". 

    A integrante do grupo Inimigos do Batente, afirma que “a roda de samba da qual faço parte até hoje foi a minha escola. O grupo se apresenta há 13 anos no bar Ó do Borogodó, na capital paulista. “Foi onde consolidei o meu repertório e me formei como cantora”.

    Railídia Carvalho fala sobre o seu amor pelo Pará 

    Ela conta também que “em 1999 começamos uma roda de samba no Bar do Cidão chamada 33 Palitos porque se dizia que o Cyro Monteiro afirmava que a caixa para estar afinada precisava de 33 palitos”.

    Em 2003 o grupo passou por mudanças na formação e começa a se apresentar no Centro Esportivo Raul Tabajara, na Barra Funda, a convite da União Nacional dos Estudantes (UNE) e aí surgiu o Inimigos do Batente.

    Segundo Railídia, o seu primeiro álbum traz o DNA do Pará, apesar de já estar morando há 20 anos na capital paulista. Tem batuque amazônico como o marabaixo, referências do carimbó, tem boi bumbá. As expressões afrobrasileiras estão muito presentes.

    Ela escolheu cantar os gêneros musicais de raiz africana porque “na verdade acho que é cantar os nossos ancestrais. É a música que mais me emociona porque ela nasce de uma situação de violência, preconceito, escravidão e extermínio desses povos e de sua cultura”.

    Ouça a canção Cangalha (Douglas Germano e Railídia Carvalho) 

    Railídia complementou que a resistência cultural na tradição afro-basileira é o que comove e Cangalha fala sobre isso. “Mesmo de uma situação de opressão, nasce essa música linda, vem os batuques, o samba, a música religiosa, muitas das manifestações populares”.

    Como a canção Cangalha, que é um Ijexá, que é uma nação africana formada pelos escravizados vindos de Ilesa na Nigéria, atualmente é ritmo musical presente nos afoxés.

    Acompanhe Ô Linda (tradicional) 

    Acompanhada pelos músicos Paulo Godoy (violino), Felipe Siles (piano e sax), Helinho Guadalupe (cavaquinho), Koka Pereira (percussão) e Tiago Belém (bateria). O disco traz composições autorais, sambas, marabaixo, bumbá, marcha-rancho e outras influências da cultura popular, entre elas a religiosidade afro-brasileira. A produção musical é de André Magalhães (Estúdio Zabumba e A Barca) e produção executiva de Stefânia Gola (Ó produções).

    Em um trabalho colaborativo, o cenário está sendo realizado por alunos da Escola de Teatro da Universidade Federal do Pará, orientados pelo professor Jorge Torres e pelo professor e diretor de teatro Marton Maués. Na idealização e montagem do cenário participam Cássia Rejane, Jean Cardoso, Humberto Malaquias e Roseane La Roque.

    A cantora garante não gostar de viver a rotina. O que transparece na música título de seu primeiro disco. “De rotina me acabo/dou cabo de mim/quem é que vive assim?/e quem merece, enfim?”, mas, “enxergo além da muralha/que a vida não é só batalha/meu peito é a minha cangalha/pra eu carregar”.

    Que todos carreguem a sua cangalha com tanto talento.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. foto: Clécio Almeida

  • União Nacional dos Estudantes: "Não nos calaremos! Fora Temer"!

    A União Nacional dos Estudantes mais uma vez marca o seu lado na história, o lado da democracia. A UNE se opõe à conspiração e ao golpe político-institucional que engendrou uma fratura ao estado democrático de direito. Afirmamos com todas as letras, o Brasil sofreu um golpe.

    Mesmo fazendo essa denúncia recorrentemente, junto aos movimentos sociais nas ruas e nas universidades de todo o país, o Congresso Nacional brasileiro, este que deveria nos representar, cassou Dilma Rousseff de forma ilegítima.

    O processo de afastamento da presidenta eleita por 54 milhões de votos teve início por meio da chantagem de Eduardo Cunha, este sim comprovadamente criminoso e injustamente não cassado, apoiado por setores conservadores entranhados na grande mídia, no judiciário e na elite econômica do país.

    Portanto, esse impeachment se consolidou ignorando os elementos jurídicos e constitucionais, por meio de um julgamento substancialmente político de uma presidenta da República que comprovadamente não cometeu crime de responsabilidade fiscal.
    Esse golpe deu posse a um governo ilegítimo que impõe agora uma agenda retrógrada e privatista que não foi eleita nas urnas e tem alvo certo: estudantes, trabalhadores, mulheres, negros, e LGBTs.

    Para a UNE, esse é um golpe contra a nova cara da universidade, colorida e plural, conquistada com anos de avanços em políticas inclusivas. É um golpe contra o ProUni, o Enem, o Fies, o PNAES, os 10% do PIB brasileiro para a educação.

    O Pré-Sal está sendo entregue aos interesses estrangeiros junto com campos da Petrobras sob o comando do senador José Serra. Nessa jogada estão impossibilitando a principal fonte de financiamento da educação aprovada com muita luta do movimento estudantil, os recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação brasileira. Querem nos impedir de sonhar!

    Neste momento, frente a esse cenário de instabilidade precisamos planejar o contra-ataque para recuperar o que foi tomado do país, a nossa democracia. A UNE apoia a proposta de um plebiscito para consultar a população acerca da realização de novas eleições, por que acredita que este é um instrumento legítimo, constitucional e democrático que apela à soberania maior de uma democracia: o voto popular.

    O golpe de 1964, sob a máscara de ‘revolução’, veio a ser reconhecido como um dos atos mais arbitrários da nossa história apenas alguns anos depois. Na época mesmo o STF o referendou sob uma pretensa legalidade. Porém, a UNE soube desde o primeiro dia do que se tratava quando teve sua sede incendiada, seguida da tortura e da morte de seus militantes.

    Porém, não nos acovardamos naquela época e não é agora que o faremos. Não nos calaremos! Fora Temer!

    União Nacional dos Estudantes