Sidebar

17
Qui, Jan

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Nesta terça-feira, 31 de maio, os servidores municipais de Itabuna completam 20 dias de greve. Ao longo deste período foram realizadas diversas manifestações em órgãos municipais, como secretarias, escolas e postos de saúde, marcadas por protestos contra a proposta indecente de reajuste zero. Diante da postura inflexível do governo, os servidores e servidoras deliberaram pela continuidade da greve, em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (30).  Na oportunidade foi elabora a agenda de mobilizações do movimento paredista desta semana.

No dia 31/05 (terça-feira) os manifestantes realizam manifestação no posto de saúde e escolas do bairro Lomanto. Na quarta-feira (01) as mobilizações ocorrem no bairro Califórnia. Na quinta-feira (02) será realizado um grande ato político no estacionamento do Centro Administrativo Firmino Alves. Na sexta-feira (03) servidores e sindicato realizam uma grande assembleia para avaliar os rumos do movimento.

Prefeitura inflexível

Apesar do procurador geral do Município, Mateus Santiago Santos Silva, ter afirmado que “a Prefeitura de Itabuna se mantém aberta e tem dialogado com os representantes do Sindicato dos Servidores Públicos (sic) inclusive através de encontros mediados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT)”, a verdade é que a prefeitura tem mantido sua postura de inflexibilidade. Em apenas uma oportunidade foi apresentada uma proposta, que mantinha o reajuste zero e ampliava o valor do ticket alimentação, rechaçada pelos servidores em assembleia, pois não contempla a totalidade da categoria.

Na audiência com o Ministério Público do Trabalho, ocorrida no dia 24 de maio, mediada pela Drª Raquel Sampaio Pacífico, procuradora do Trabalho no município, por videoconferência, a prefeitura enviou prepostos sem poder de decisão, o que manteve o impasse na negociação.

Durante a audiência, o advogado do sindicato, Drº Everton Macedo, afirmou que a prefeitura não apresentou números efetivos para comprovar a impossibilidade de conceder reajuste, sem contar que, segundo o próprio diretor de contabilidade do município, senhor Jovita, presente à audiência, houve um aumento da receita em 7,5%.

Uma nova audiência foi agenda para que a prefeitura apresente ao Sindserv e ao MPT dados financeiros que comprovem sua incapacidade financeira, o que deverá acontecer no prazo de sete dias. “É curioso que a prefeitura alega não ter dinheiro para dar reajuste aos servidores, mas realiza concurso, que na prática será mais oneroso que manter os contratados”, questiona Wilmaci Oliveira, presidenta do Sinderv, para emendar em seguida: “Precisamos intensificar as mobilizações para pressionar a prefeitura a negociar e por isso precisamos da participação de todos os servidores e servidoras”, convocou.

Portal CTB

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.