Sidebar

15
Seg, Jul

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Depois de cinco dias em greve, as trabalhadoras e os trabalhadores rodoviários da Grande Belém conseguiram uma grande vitória e encerraram a paralisação nesta segunda-feira (23). “Os rodoviários fizeram um movimento coeso e unido. Mesmo com a pressão feita pela Justiça do Trabalho, colocando entraves à realização da greve, a adesão foi de 100%”, conta Cleber Rezende, presidente da CTB-PA.

Rezende explica que essa foi a primeira greve do Pará no contexto de implantação da reforma trabalhista, mas “a categoria se manteve firme" sob a direção dos sindicatos dos rodoviários do Pará e de Ananindeua e Marituba, "o que foi fundamental para a vitória”.

O sindicalista ressalta o apoio de amplos setores da sociedade à greve, principalmente pelas adversidades colocadas pela Justiça do Trabalho e à falta de diálogo dos patrões. “A firmeza da classe trabalhadora impôs derrota inclusive ao governador Simão Jatene (PSDB) que jogou a polícia em cima dos grevistas no sábado (21), prendendo sindicalistas e ferindo vários trabalhadores”, diz.

"É um momento histórico para a classe rodoviária. Conquistamos o nosso tão sonhado 'ponto biométrico', um anseio de décadas e que nenhuma outra gestão conseguiu realizar. Agora, o trabalhador irá registrar sua entrada, saída, horas extra e hora de intervalo, com máximo de segurança, garantido todos os direitos que o trabalhador precisa ter", disse o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Pará, Altair Brandão.

Os grevistas conquistaram a reposição da inflação sobre os salários, reajuste no vale alimentação e no auxílio clínica de 1,5% acima da inflação, nenhum desconto dos dias parados e principalmente a implantação do ponto biométrico em até seis meses em todas as empresas.

O presidente da CTB-PA lembra que “a implantação do ponto biométrico é uma reivindicação antiga da categoria e vai auferir a real jornada de trabalho. Assim acaba os problemas com pagamento de horas extras”.

Já Huelen Ferreira, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba, afirma que “a repressão fortaleceu o movimento porque o movimento sindical como um todo se manifestou e a sociedade compreendeu as nossas reivindicações e apoiou”.

Para ele, “essa greve mexeu com o povo paraense e mostrou à classe trabalhadora os efeitos nefastos da reforma trabalhista sobre os nossos direitos”. Enquanto Rezende conclui que “a greve deixou mais evidente que a unidade da classe trabalhadora pode derrotar o projeto neoliberal em implantação no país”.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.