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“Eleições 2018 – Todo Cuidado é Pouco”. Esse foi o tema da Assembleia Conjunta dos Trabalhadores Portuários, avulsos e vinculados, do estado do Espírito Santo, na manhã de hoje (27), na sede do Sindicato dos Estivadores – Centro de Vitória. A iniciativa dos sindicatos obreiros deve-se às eleições que ocorrerão no próximo dia 7 de outubro. O objetivo foi informar as vertentes políticas, analisando os pontos positivos e negativos de cada concorrente – Presidência da República, Senado, Câmara dos Deputados, Governos Estaduais e Assembleias Legislativas.

José Adilson Pereira, presidente da Federação Nacional dos Estivadores (FNE), vice-presidente da Conttmaff e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), presidente do Sindicato dos Estivadores ES e da Intersindical da Orla Portuária ES, abriu a Assembleia apresentando as conclusões e deliberações do último Congresso da FNE. O destaque foi para as ações a serem ultimadas visando proteger o Estado de Direito, elegendo parlamentares de tendências progressistas, nominando Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT).

Com a participação de trabalhadores jovens na área portuária, José Adilson contou parte da história política dos portuários, que teve início marcante na era Collor, com a implantação da Lei dos Portos (8630/93). E, de lá pá cá, muita coisa aconteceu e muita bomba e bala de borracha foram enfrentadas na busca da manutenção dos direitos dos trabalhadores. Ressaltando a importância dessa Assembleia, para a atual conjuntura política nacional, ele ressaltou que “A escolha é sua. Mas o problema é de todos”, conclamando a participação dos trabalhadores no combate ao fascismo que espreita a sociedade brasileira.

Eduardo Guterra, presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), sugeriu a realização de novos encontros, como esse, para debater o Brasil, tendo como preletores pessoas com conhecimento histórico para informar fatos e consequências que não são divulgados pela grande mídia, nem pelas Academias.

Ernani Pereira Pinto, presidente do Sindicato Unificado da Orla Portuária ES (Suport-ES), considerou “absurda a postura religiosa do Bolsonaro. Ele foi casado três vezes e prega a moralização da sociedade, da família; criminaliza os mais carentes em detrimento dos abastados”. Segundo ele, há perseguição ao Partido dos Trabalhadores (PT), por ser um partido defensor da população carente.

Aerton Vieira, presidente do Sindicato dos Vigias Portuários ES (afastado por conta de candidatura à deputado estadual), emocionado, ressaltou a importância do evento para o País, como um todo. E agradeceu a união, a confiança e o apoio dos trabalhadores de base nas empreitadas dos Sindicatos.

Fabiano Afonso Pereira, presidente do Sindicato dos Amarradores e Desatracadores de Navios ES, falou que está iniciando (está em seu primeiro mandato) e aprendendo muito. Reconhece a importância desse momento e que toda a sua categoria está engajada na luta pelos direitos trabalhistas.

Josué King Ferreira, presidente do Sindicato dos Arrumadores e Trabalhadores de Capatazia nos Portos do ES, diretor da Fenccovib e vice-presidente da CTB ES falou sobre o momento histórico que estamos vivenciando. Segundo ele, o quadro político nacional que se apresenta não deixa dúvidas de onde o trabalhador deve deitar seu apoio. “A ala progressista parlamentar brasileira deve receber incentivo nas urnas e isso cabe a todos nós, num trabalho de formiguinha, aplicar em todos os nichos sociais que participamos”.

Jorcy de Oliveira Filho, diretor do Sindicato da Guarda Portuária ES, falou da importância do evento como diretriz na busca de caminhos políticos, para o melhor da categoria, e que precisam alavancar candidatos progressistas. Ele falou, ainda, que “temos candidatos novos e alguns antigos que merecem a confiança dos trabalhadores. Temos instrumentos para a defesa do direito dos trabalhadores e devemos usá-los”.

Alguns trabalhadores de base tiveram voz na Assembleia conjunta das categorias de trabalhadores portuários. Dentre as falas, todas emocionadas frente ao desafio imposto pelas políticas legislativa e econômica nacionais, pós Golpe Parlamentar, estão a retomada do poder do trabalhador frente ao empresariado ultraliberal, a união de todas as categorias de trabalhadores para fortalecer a luta e a participação, efetiva, nos movimentos públicos, independentemente do setor primário, prática sempre exercita pelos portuários capixabas. E, comprovando esse último, o presidente da FNE, José Adilson Pereira, leu para os presentes Carta Aberta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenarj), que faz um breve histórico dos momentos sombrios que o Brasil viveu durante a ditadura civil-militar e conclama toda a sociedade para o enfrentamento de mais essa batalha.

Andréa Margon – jornalista do Sindicato dos Estivadores ES

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