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A CTB São Paulo  realiza, nesta terça-feira (07), um grande protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/2016, que promove o desmonte da Previdência Social.

A manifestação acontece, a partir das 6h, em frente à entrada do portão principal do aeroporto de Congonhas. O objetivo é pressionar parlamentares a votarem contra a proposta e dialogar com passageiros e trabalhadores das empresas aéreas mostrando que essa reforma representa o fim da aposentadoria. 

Para Onofre Gonçalves, presidente da CTB-SP, é preciso que os trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias se mobilizem contra mais esse ataque aos direitos trabalhistas. “O governo golpista e ilegítimo de Temer quer acabar com a previdência, destruindo os direitos dos trabalhadores, e não fazer a reforma. A CTB vai continuar na luta discutindo com a sociedade. Vamos apresentar uma proposta nossa, que não tire, mas amplie direitos", destacou o presidente estadual. 

Ao falar da centralidade da luta em curso, o secretário-geral CTB, Wagner Gomes, destacou que “nada até hoje foi capaz de afetar de forma tão radical a vida dos trabalhadores e trabalhadoras que estão na ativa como esse projeto do governo. A orientação para as nossas estaduais e sindicatos e de força total contra essa agenda de retorcesso", avisou o dirigente nacional.

Sobre a PEC 287

A PEC 287/16 cria regras iguais para homens e mulheres, a idade mínima de aposentadoria estabelecida em 65 anos, e aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. Nesta primeira etapa, todos os trabalhadores, inclusive os servidores públicos, serão afetados pelas mudanças. Só ficaram de fora os militares.

O governo e a grande mídia mentem com insistência e afirmam que existe um rombo na previdência, e que a reforma seria a única garantia para garantir a aposentadoria das gerações futuras. O déficit da previdência é uma farsa.

Segundo os dados da ANFIP (Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal do Brasil), apresentados no material, em 2015, os gastos com a Seguridade Social foram de R$ 683 bilhões, enquanto as receitas somaram R$ 694 bilhões. O resultado assim foi positivo de R$ 11 bilhões.

O que geraria o alegado déficit seriam as desonerações e renúncias fiscais, que somaram R$ 142,9 bilhões, além da sonegação (R$ 460 bilhões) e a desvinculação de receitas da união (DRU – R$ 63 bilhões). A especialistas do campo progressista garnatem que o maior impacto sobre os gastos da União está longe de ser a Previdência, como defende o governo, mas sim o pagamento da amortização e do serviço da dívida pública, que comprometeram, em 2015, 45% do orçamento e R$ 978 bilhões.

Portal CTB