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Qua, Maio

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O núcleo da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) que integra o SinproSP, sindicato dos profesores de ensino privado de São Paulo, lançou nota denunciando a demissão de 220 professores e professoras da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) ocorrida na última semana de junho.

O SinproSP está liderando a luta da categoria pela imediata recontratação dos profissionais demitidos. Em assembleia nesta segunda-feira (3), foi aprovada greve dos docentes da instituição a partir do dia 1º de agosto contra a demissão em massa e a tentativa de corte das aulas.

Uma nova assembleia foi marcada para 2 de agosto. 

Leia abaixo a nota na íntegra:

A FMU - Faculdades Metropolitanas Unidas, demitiu na última semana do mês de junho, 220 professores e professoras com a justificativa de que é necessário fazer uma reestruturação curricular e de carga horária, além de acusar os docentes de terem outros vínculos empregatícios. Claramente as demissões provocarão um grande retrocesso educacional quanto trabalhista.

A Laureate, instituição mantenedora da FMU, aposta que com as demissões manterá a qualidade do processo educativo. Nós pelo contrário, acreditamos que com as demissões haverá prejuízo na qualidade do processo educativo de seus alunos. Essa situação da Laureate é resultado da mercantilização da educação, já tão denunciada pelas entidades representativas dos trabalhadores da educação: CTB, CONTEE, FEPESP e SINPRO SP.

O SINPRO SP está liderando a luta pela recontratação imediata dos professores e professoras e também reivindicando o cancelamento da reestruturação curricular proposta pela FMU. Em assembleia, ocorrida ontem dia 03/07, foi deliberada a greve dos professores e professoras da FMU a partir do dia 1 de agosto e o ajuizamento do dissídio coletivo junto ao TRT.

Nós, do núcleo cetebista do SINPRO SP, apoiamos fortemente as decisões tomadas pelo nosso sindicato em contraste ao posicionamento autoritário, repressor e mercantilista que a Laureate (Anhembi Morumbi e FMU) assume contra os trabalhadores da educação, em especial, no difícil momento político e econômico em que atravessa nosso país.

Conclamamos que os trabalhadores (as) e estudantes dessas duas instituições se unam à essa importante luta em defesa da educação de qualidade, pelo respeito ao trabalho docente e por uma educação que não seja subjugada às leis do mercado em detrimento de um ensino crítico, plural e de amplo acesso.

Esta luta não pertence apenas ao SINPRO SP, mas de toda sociedade que acredita na educação como instrumento de transformação social e não apenas como mercadoria. Acreditamos que assim podemos construir um país mais justo, igual e humano.

Pela readmissão imediata dos professores e professoras demitidos!

Núcleo Cetebista do SINPRO SP

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