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Ter, Mar

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Uma tropa de choque da polícia militar de São Paulo ocupou o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza na manhã desta segunda-feira (2) para impedir que os estudantes continuem no local para defender seus direitos.

 A Justiça negou a reintegração de posse e exigiu explicações do secretário de Segurança, Alexandre de Moraes, do porquê a pm entrou na sede da Paula Souza sem a permissão da Justiça. O governo disse que foi para permitir a entrada de professores.

A ocupação estudantil ocorre desde o dia 28 de abril para forçar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a incluir a merenda escolar para as escolas técnicas paulistas. "Que todos os estudantes tenham seus vales refeições garantidos”, dizem os estudantes em forma de jogral.

“O maior problema é nossa educação não ser de qualidade e até o fim vamos lutar para que ela seja. Não tem arrego!", completam na assembleia. De acordo com eles, o governador se recusa ao diálogo e só age com repressão.

“Os secundaristas das escolas técnicas de todo o estado reivindicam merenda porque estudam o dia todo e se tiverem que pagar almoço todos os dias a situação fica muito pesada para as famílias”, argumenta Emerson Santos, presidente recém-eleito da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes).

Ele explica também que ocorre grande mobilização para que os deputados estaduais criem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os desvios cometidos na merenda escolar da rede pública estadual.

O novo presidente da Upes afirma ainda que a Escola Estadual Fernão Dias, na zona oeste da capital paulista, foi novamente ocupada porque “falta merenda, as salas estão superlotadas e a situação do ensino cada vez mais precária".

Além das reivindicações dos estudantes das escolas técnicas, Emerson diz que os secundaristas paulistas se organizam para retomar o movimento de ocupações nas escolas como no ano passado, que contou com grande apoio da sociedade.

“Planejamos lutar contra essa reorganização disfarçada empreendida pelo govenador porque está liquidando com as escolas e com os salários dos professores”, afirma. Também “continuaremos nas ruas e escolas exigindo que a Assembleia Legislativa instaure a CPI da Merenda Já”.

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“É impossível que a sociedade aceite passivamente o roubo da merenda das crianças e dos jovens”, acentua o líder estudantil. “Quem não deve não teme, então por que se recusam a investigar, preferindo a repressão aos estudantes?”

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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