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As trabalhadoras e trabalhadores da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) cruzaram os braços por quatro horas na manhã desta terça-feira (8) contra a proposta de privatização da empresa e municipalizaçoēs dos sistemas e servicos de água e saneamento em Santa Catarina.

"O protesto foi aprovado por toda a categoria em assembleias regionais pelo estado afora", informa José Oliveira Mafra, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (Sintaema-SC). 

Além de protestar contra a privatização da empresa pública, a categoria pede a contratação de mais trabalhadoras e trabalhadores e a realização de novos concursos para "suprir a demanda necessária para melhorar as condições de trabalho e o serviço público", reforça Mafra. "Afinal água é essencial para a vida e saneamento importantíssimo para a saúde pública".

De acordo com o sindicalista, "em meio à política de privatização de Michel Temer e seus aliados, a Casan e outras estatais estão seriamente ameaçadas em Santa Catarina". Mafra acentua que "além dos serviços de saneamento, áreas estratégicas como educação e saúde também são alvos da privatização, em grande prejuíizo para a classe trabalhadora".

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Em Santa Catarina, vários municípios estão encaminhando sua saída do sistema Casan e municipalizando ou privatizando o saneamento: Caçador (PSDB), Videira (PSD), Mafra (PSD), Araquari (PSDB), Barra Velha (DEM), Indaial (PSDB), entre outros, estão na iminência de privatizar. Guabiruba (PP), Ilhota (PMDB) e Morro da Fumaça (PP) saíram do sistema recentemente.

"A privatização e as políticas de concessão de administração das empresas distribuidoras de água retiram delas seu caráter público, negando a água como um direito inalienável e caracterizando-a como um bem passível de negociação no mercado", assinala o presidente do Sintaema-SC.

Por isso, diz ele, as trabalhadoras e os trabalhadores "exigem que o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) e a direção da Casan tomem posição firme e lancem mão dos instrumentos necessários e possíveis para defender a Casan 100% pública". 

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Ele explica ainda que em Santa Catarina, "a porta de entrada da privatização da água é a municipalização, que vem ocorrendo a pretexto do vencimento dos contratos com a Casan", mas garante o sindicalista, "nenhum dos municípios que saíram do sistema Casan resolveu o problema do saneamento básico, encarecendo e piorando o fornecimento de água".

Portal CTB

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