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No momento em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara analisava o relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) no processo denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva contra Temer, que recomendava a continuidade do processo a ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Michel Temer, descaradamente, liberava R$ 11,7 bi para infraestrutura em municípios, com o nítido objetivo de angariar apoio para se livrar da investigação.

Mas, somente liberar dinheiro para os “amigos” não era suficiente. Através de manobras regimentais, ele também teve que substituir da CCJ os deputados que não lhe dizem amém. O resultado foi o esperado. A CCJ derrotou o relatório de Zveiter e levará ao Plenário o relatório alternativo que propõe o arquivamento da investigação ao ilegítimo presidente.

Votos superfaturados

O recesso parlamentar inicia nesta terça-feira (18) e promete ser as férias mais lucrativas da história da Câmara dos Deputados, pois o preço do voto para livrar Temer do prosseguimento das investigações na acusação por corrupção passiva está superfaturado.

Segundo a jornalista global, Cristiana Lôbo, há fila de deputados em busca de espaços em Ministérios em troca do apoio na sessão do Plenário da Câmara que deverá votar a matéria na volta do recesso, no dia 02 de agosto.

A colunista também relata em seu blog que, desta vez, Temer terá que enfrentar a disputa de cargos que estão sendo reivindicados pelo seu partido (PMDB), PP e PR. Os cargos em disputa estão com PSDB e PSB. O argumento é que os dois últimos teriam dividido votos na CCJ.

Transformado num grande balcão de negócios, o Palácio do Planalto deverá ser palco de um recesso lucrativo nas próximas duas semanas. A expectativa dos deputados é a liberação de milhões de reais em emendas parlamentares e garantir muitos cargos no Governo Federal.

De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB