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Sex, Set

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deverá comparecer à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), após o recesso, para explicar os motivos pelos quais o Brasil está prestes a retornar ao mapa da fome das Nações Unidas e quais providências o governo está tomando para reverter a situação. Requerimento da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) convidando o ministro para o debate foi aprovado na semana passada.

Gleisi citou estudo produzido por mais de 40 entidades da sociedade civil que monitoram o cumprimento de um plano de ação com objetivos de desenvolvimento sustentável acordado entre os Estados-membros da ONU, a chamada Agenda 2030.

De acordo com o relatório, três anos depois de o país sair do mapa mundial da fome, ou seja, ter menos de 5% da população sem se alimentar suficientemente, há o registro de uma elevação dos números e um iminente risco de o país voltar ao cenário pré-Lula.

"É vergonhoso um país como o Brasil, que produz alimentos e tem a riqueza que tem, ter pessoas que ainda passam fome",  afirmou a senadora.

Gleisi mencionou os esforços dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff para melhorar o cenário da miséria brasileira, garantindo à população pelo menos o alimento de cada dia, segundo ela. Ela também criticou o governo do presidente Michel Temer por praticar o “corte nefasto de recursos públicos”, para programas considerados essenciais como o Bolsa Família e o de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar.

A senadora afirmou que esses programas consomem menos recursos do que os despendidos com o perdão de dívidas a gigantes como o Banco Itaú, da ordem de R$ 25 bilhões, como informou.

Portal CTB com Agência Senado