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Sex, Dez

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O despacho em que o ministro do STF, Edson Fachin, opina contra o fim da Contribuição Sindical foi elogiado pelos sindicalistas, mas em contrapartida mereceu uma reação irada dos meios de comunicação monopolizados pela burguesia.

Editoriais dos jornais “O globo” e “Folha de São Paulo” exaltam a nova legislação trabalhista e enfatizam a defesa da extinção do imposto e do desmonte dos sindicatos.Como lobo em pele de cordeiro, esses veículos se fazem passar por patronos dos trabalhadores, mas advogam de fato, ainda que de forma mascarada, os interesses da classe capitalista que integram.

Assim tem sido ao longo da história e é preciso que nosso povo saiba o papel nefasto, golpista, ao mesmo tempo antinacional e antipopular, que essa mídia desempenha ao longo da história. Não é à toa que foi apelidada de Partido da Imprensa Golpista, PIG. Apoiou os golpes contra Goulart em 1964 e contra Dilma Rousseff em 2016.

Segundo dados do Ministério do Trabalho a receita das entidades sindicais caiu 88% nos quatro primeiros meses deste ano, o que se desdobra em demissões em massa, falência e redução das atividades sindicais. Quem perde com o enfraquecimento das organizações criadas para defender os interesses da classe trabalhadora é o próprio trabalhador.

Quem ganha é a burguesia, o patronato que apoiou a reforma de Temer e quer desmantelar o movimento sindical. As entidades e suas lideranças precisam intensificar as ações para ampliar a representatividade e capacidade de mobilização das bases para a luta.

Mas, não é este o sentido da ofensiva orquestrada pela Globo contra a Contribuição Sindical e o ministro Edson Fachin, que merece todo nosso apoio. A serviço do patronato e das forças reacionárias, a mídia golpista quer destruir os sindicatos para impor novos retrocessos à classe trabalhadora.

Adilson Araújo

Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

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