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Ter, Dez

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O jornal O Estado de S. Paulo publicou neste sábado (5) uma nota que trouxe preocupação às trabalhadoras e trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Na matéria “Correios vão fechar 513 agências e demitir 5,3 mil” (leia aqui), o diário paulista afirma que a estatal manteve em segredo a proposta de entregar ao setor privado um grande número de agências da ECT desde fevereiro.

A direção da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) promete mover todos os esforços para impedir mais essa ação de sucateamento e entrega do patrimônio público ao setor privado.

“A Findect notificará a empresa e o governo federal contra essa decisão. Não aceitaremos que a empresa seja destruída e entregue de mão beijada à iniciativa privada, é inadmissível tal atitude da direção da ECT”, afirma Elias Diviza, vice-presidente da Findect.

Leia a nota completa da Findect aqui.

O atual presidente da ECT, Carlos Roberto Fortner tentou desmerecer o vazamento da notícia. Ele rebate o Estadão ao afirmar que “especular prematuramente a respeito de números sem conhecer o projeto de remodelagem da rede de atendimento não é apenas irresponsável e leviano: é uma prestação, antes de mais nada, de um desserviço ao cidadão” (veja a nota completa aqui), diz após reiterar que existem estudos para o que chama de “modernização” dos Correios.

Rita Serrano, do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, acentua que “é assim que esse governo vem agindo nas empresas públicas, numa espécie de padrão: ao invés de realizar leilões, vai promovendo o desmonte da empresa com a retirada de direitos dos trabalhadores e demissões, precarizando o ambiente e as relações de trabalho e acabando com a qualidade do atendimento à população”.

A nota do Estadão afirma ainda que “na lista (das agências a serem fechadas) há agências com alto faturamento. Em Minas, das 20 mais rentáveis, 14 deixarão de funcionar. Os clientes serão atendidos por agências franqueadas que funcionam nas proximidades das que serão fechadas”.

A direção da Findect mostra que “não é a primeira vez que a empresa ameaça os trabalhadores com o fechamento de agências. Ela nunca desistiu de colocar isso em prática”. Por isso, de acordo com Diviza, a entidade “orienta os sindicatos a manterem ampla mobilização para irmos à luta a qualquer momento e defender os Correios público e 100% estatal”.

Portal CTB

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