Sidebar

13
Qui, Dez

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

As mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fazem protesto pelo país afora contra o projeto de privatização da água em curso no país. Na manhã desta terça-feira (20), 600 mulheres, de acordo com o MST, ocuparam a sede da Nestlé em São Lourenço (MG).

Elas acusam a Polícia Militar (PM) de ter apreendido as chaves de nove veículos e de ter mantido as mulheres trancadas nos ônibus. “Imagina você ser obrigada a comprar em garrafinhas toda a água para matar a sede durante o dia. Ninguém aguentaria isso. É o que querem as empresas reunidas nesse momento naquele Fórum”, aponta Maria Gomes de Oliveira, da direção do MST.

Ela se refere ao Fórum Mundial da Água, das grandes corporações que querem dominar as águas do planeta, que ocorre em Brasília. Na capital federal acontece também o Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama 2018), que faz contraponto ao Fórum dos empresários, com a participação de entidades do mundo inteiro que entendem a água como um direito da humanidade (leia mais aqui).

Veja as mulheres sendo liberadas pela PM  

Segundo o blog Vi o Mundo, “os policiais apreenderam as chaves dos ônibus e mantiveram as 600 mulheres presas dentro dos veículos por cerca de 1 hora. Eles insistiam em revistar e fichar todas. Também proibiram fotos e vídeos, ameaçando pegar os celulares”.

Leia mais

Contra privatização, mulheres realizam ocupação em Minas Gerais e Bahia

Frente Nacional de Saneamento está de volta

Também pela manhã, cerca de 2 mil mulheres sem-terra ocuparam a sede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), no município de Paulo Afonso (BA). Informações do MST garantem que a PM “invadiu um dos portões da empresa e, sem diálogo, jogou bombas de gás lacrimogênio contra as manifestantes. Duas mulheres ficaram feridas e outras passaram mal devido ao efeito do gás”.

Também houve ocupação em Canindé de São Francisco (SE), onde 300 mulheres sem-terra ocupam a portaria da Usina de Xingó desde o início da manhã. “Elas cobram uma reunião com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para tratar da questão do perímetro irrigado da região”, destaca o Portal Fama2018.

O Fama 2018 começou no sábado (17) e termina na quinta-feira (22) - Dia Mundial da Água. José Mairton Barreto, diretor de Saneamento e Meio Ambiente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP) afirma que “a água não pode ser tratada como fonte de renda porque é vital para a humanidade continuar existindo e não pode ser propriedade de alguns grupos econômicos”.

Portal CTB com Portal Fama2018 e MST

0
0
0
s2sdefault