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Qui, Dez

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O discurso de Jair Bolsonaro feito em casa, pelo celular, para os manifestantes que estavam na avenida Paulista, no domingo (21), foi uma declaração de guerra aos seus adversários políticos, principalmente às lideranças do PT e aos movimentos sociais MST e MTST.

Dizendo-se representante da "maioria", o candidato afirmou que "essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter de se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão pra fora ou vão pra cadeia". Também afirmou que a Folha de SP, jornal que publicou denúncia de caixa 2 em sua campanha, "não terá verba publicitária do governo".   

Acusado de se beneficiar de um esquema criminoso e milionário de caixa 2, bancado por uma rede de empresários, e que contraria a lei eleitoral que proíbe doações empresariais a campanhas políticas, Bolsonaro atacou a corrupção e ameaçou o ex-presidente Lula, Fernando Haddad, e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

"Estes marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria. A pátria é nossa. Não é dessa gangue que tem bandeira vermelha e cabeça lavada".

Sobre o ex-presidente Lula:

"Você vai apodrecer na cadeia. Brevemente terá Lindbergh Farias para jogar xadrez, e Fernando Haddad  também vai chegar. Vocês vão apodrecer na cadeia". 

Também ameaçou o movimento dos sem terra, o MST, e por moradia, o MTST:

"Bandido do MST e bandido do MTST, suas ações serão tipificadas como terrorismo!". 

Sobre os movimentos sociais:

"Vocês não terão mais ONG para saciar a fome de mortadela de vocês. Será uma limpeza nunca vista na história do Brasil"

O discurso contundente, clama por vingança e atenta claramente contra às liberdades e garantias individuais e reafirma intentos já declarados anteriormente pelo candidato.

Recentemente, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do candidato, afirmou que bastava "um cabo e um soldado" para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF).

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