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Em paralisação desde a primeira hora desta segunda-feira (11) contra a venda da Eletrobras e suas distribuidoras, eletricitários de todo o País recebem apoio de diversas entidades, movimentos sociais e lideranças políticas.

Por todo o território nacional,  trabalhadores e organizações que participam do movimento realizam atos contra a entrega da companhia, pedindo, inclusive,  a saída do presidente da estatal,  Wilson Pinto, cuja política de administração entreguista foi comparada à do ex-presidente da Petrobras,  Pedro Parente.

A paralisação, organizada pelo Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), será de 72 horas. As manifestações de hoje ainda comemoraram o aniversário de 56 anos da Eletrobras, fundada em 11 de junho de 1962.

"A greve está obtendo o sucesso esperado. Tivemos grande espaço em todas as mídias, o apoio do movimentos sociais brasileiros, confederações,  federações,  centrais sindicais,  sindicatos,  partidos políticos,  parlamentares. Esta paralisação denuncia à sociedade os perigos da privatização da Eletrobras para a população, para a soberania nacional, a segurança do setor elétrico brasileiro, para a modicidade tarifária, pois a conta de luz, com certeza, subiria muito com a privatização", disse Ikaro Chaves, dirigente do Sindicato dos Urbanitários do DF (STIU-DF).

Chaves informou que a paralisação tem a adesão de aproximadamente 24 mil empregados da holding da Eletrobras, de Furnas, Eletronorte, Eletrosul, Chesf, Eletronuclear, do Cepel e das seis distribuidoras no Acre, Roraima,  Rondônia, Amazonas, Piauí e Alagoas.  

"É uma paralisação grande, com bastante mobilizações e atos pelo país, mas que mantém os serviços essenciais à população, de maneira que o povo brasileiro pode continuar contando conosco para manter o Brasil ligado. Há energia para todos", afirmou.

Ikaro classificou como "lamentável" a atitude da Advocacia-Geral da União (AGU) de reverter nesta segunda-feira (11) a liminar que suspendia a venda de distribuidoras de energia controladas pela estatal.

A liminar fora obtida na última terça-feira (6) por sindicatos de trabalhadores ligados à Eletrobras, sob a justificativa de que não havia estudos de impactos da privatização sobre os empregados.

Ainda assim, o movimento tem boas perspectivas.

"Acreditamos que a mobilização vai trazer algumas vitórias. conseguimos para amanhã (12) uma reunião com o presidente da Câmara,  Rodrigo Maia (DEM), que tem a intenção de nos apresentar uma proposta. A paralisação permanece forte. Na maioria das unidades da empresa passa de 90% a adesão", declarou Vítor Frota, urbanitário e dirigente da CTB.

Frota explica que, diferente das demais categorias, a greve dos eletricitários interrompe apenas parte dos serviços da área operacional.

"Não podemos parar 100%, por força de lei e questão de defesa nacional. O que fizemos foi mudar a escala de operadores nas subestações das usinas hidrelétricas, térmicas e diminuir a quantidade de gente da manutenção. Entre o pessoal do setor administrativo a adesão é mais alta, chega a 100 % em algumas empresas do grupo", explicou.

De Brasília, Ruth de Souza  - Portal CTB

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