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Ter, Dez

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Em setembro de 2008 o Brasil começou a prospectar petróleo nos seus primeiros campos de pré-sal, durante a gestão do ex-presidente Lula. Nestes dez anos de produção, o país alcançou a marca de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia no pré-sal. 

"É uma grande conquista e prova da capacidade e engenhosidade do povo brasileiro, da qual a Petrobras é um grande exemplo", afirma a petroleira Fátima Viana, dirigente da CTB e presidente do Sindipetro-RN.

A Petrobrás reconhece que a queda nos números tem ligação direta com a venda de sua participação em campos e poços de petróleo. Atualmente, da produção total operada pela companhia, 21% já pertencem aos sócios da Petrobrás

"Além do volume produtivo e da expressão econômica que representa (R$ 40 bilhões em participações governamentais), os êxitos no pré-sal abarcam também a redução no tempo necessário e no custo", aponta a dirigente.

Para Fátima, assim também poderia ser a trajetória da economia e da indústria nacional "se a política de incentivo ao desenvolvimento nacional não tivesse sido interrompida pelo atual governo".

Com as vendas de alguns dos campos de pré-sal, privatizadas este ano pelo governo de Michel Temer, a Petrobras já registrou redução na produção. A empresa informou que, em julho, a sua produção foi inferior ao mês anterior, resultado da cessão de 25% da participação do campo de Roncador para a Equinor, na bacia de Santos.

A Petrobrás reconhece que a queda nos números tem ligação direta com a venda de sua participação em campos e poços de petróleo. Atualmente, da produção total operada pela companhia, 21% já pertencem aos sócios da Petrobrás.

"O fim da política de conteúdo nacional, a privatização da atividade petrolífera e a venda dos campos do pré-sal inviabilizam qualquer plano de desenvolvimento nacional e comprometem o futuro da sociedade brasileira. É preciso interromper tal processo e recuperar o domínio e controle da União sobre as reservas do pré-sal", diz Fátima Viana

Segundo a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), com a aceleração dos leilões da ANP, a retirada do direito de operadora única no pré-sal da Petrobrás e a crescente participação das multinacionais do petróleo adquirindo direitos em áreas do pré-sal, projeta-se que o volume e a participação da produção entregue as multinacionais tende a crescer.

Campos de pré-sal privatizados em 2018

Em 15 de janeiro, a Petrobrás repassou à Total a operação de 35% do campo de Lapa no bloco BM-S-9A, no pré-sal da Bacia de Santos. A nova composição do consórcio passou a ser: Total como operadora (35%), Shell (30%), Repsol-Sinopec (25%) e Petrobras (10%). 

Em junho, a Petrobrás anunciou a transação referente à cessão de 25% de participação do campo de Roncador para a Equinor (ex-Statoil), O campo é o quarto maior do Brasil e representava cerca de 6,5% da produção total da Petrobras, com base nos dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Com a venda de 25% do ativo para a Equinor a estatal brasileira perdeu um volume equivalente a 43 mil barris diários (segundo dados de julho, da ANP). Também há o risco da privatização de até 70% dos 5 bilhões de barris sob o regime da Cessão Onerosa no pré-sal, projeto aprovado pela Câmara e em tramitação no Senado.

"O fim da política de conteúdo nacional, a privatização da atividade petrolífera e a venda dos campos do pré-sal inviabilizam qualquer plano de desenvolvimento nacional e comprometem o futuro da sociedade brasileira. É preciso interromper tal processo e recuperar o domínio e controle da União sobre as reservas do pré-sal", afirma Fátima Viana. 

Portal CTB com Aepet - Associação de Engenheiros da Petrobras

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