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Um relatório Ancine divulgado em janeiro deste ano mostrou que, dos 128 longas nacionais lançados em 2015, apenas 19 foram dirigidos unicamente por mulheres, uma fatia que representa menos de 15% do mercado comercial do audiovisual brasileiro. Infelizmente, este cenário não é novo e vem se repetindo ano após ano.

Uma das ações do Ministério da Cultura (MinC) para tentar reverter esse quadro foi o edital Carmen Santos Cinema de Mulheres. Lançado em 2013 pela Secretaria do Audiovisual (SAv), o edital teve como objetivo apoiar a produção de médias e curtas-metragens assinados e dirigidos por mulheres. Já finalizadas, as obras ganham neste mês uma mostra no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília.

A Mostra Edital Carmen Santos – Cinema de Mulheres e Filmes Convidados será realizada entre os dias 23 de março e 4 de abril. O festival, que tem o objetivo de fortalecer e de valorizar filmes dirigidos por mulheres, apresenta não apenas as obras apoiadas pelo edital, mas também outros filmes dirigidos por mulheres. Entre eles, Que horas ela volta?, de Anna Muylaert; Califórnia, de Marina Person; e Olmo e a gaivota, de Petra Costa.

O edital – e por consequência a mostra – visam dar visibilidade e oportunidade para as mulheres cineastas, contribuindo para a diversidade e para a igualdade de gênero, possibilitando o acesso a obras realizadas por mulheres, com temas, narrativas e enredos tratados com profundidade, estética diversificada e qualidade técnica.

"Ainda vivemos em uma sociedade muito desigual em relação ao gênero e esse edital abriu portas para tratarmos de assuntos na nossa perspectiva, que é, muitas vezes, negligenciada. E também para nos dar a chance de falarmos por nós mesmas, ao priorizar mulheres em cabeças de equipe", afirma Juily Manghirmalani, diretora do média Viver de mim, um dos contemplados do projeto.

Para Joyce Prado, diretora do curta Fábula de vó Ita, o edital se mostrou essencial para uma forma diferente, de se pensar e fazer cinema. "Refleti sobre o ambiente de produção de cinema, as narrativas desenvolvidas e, em muitos momentos, não me senti contemplada. Percebi a importância de buscar outras formas de se criar e realizar. Retratar outras temáticas, dar voz a outros perfis de realizadores e tornar o cinema uma linguagem polifônica".

Nas duas semanas da Mostra, as sessões ocorrerão às 17h, 19h e 21h (segundas, quartas, quintas e sextas-feiras) e às 16h, 18h e 20h (sábados e domingos). O evento será uma realização da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC), da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e do Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB).

Os filmes

A Mostra exibirá nove curtas e seis médias resultantes do Edital Carmen Santos 2013. São eles: Atadas, de Tarsila Venancio Nakamura, Mulher Movente, de Beatriz Taunay da Graça Couto, Prelúdio, de Julia Peres, Como era gostoso o meu príncipe, de Fernanda de Paula Silva, A Festa da Joana, de Vera Milhome Vasques, Na minha sopa não, de Mirela Kruel Bilhar, Os anseios das cunhas, de Regina Lúcia Azevedo de Melo, Fábula de vó Ita, de Thallita Oshiro e Joyce Prado, Papéis de Adélia, de Ludmilla Rossi de Oliveira (curtas-metragens), Ou isso ou aquilo, de Hadija Chalupe da Silva, De menino, de menina, de Angélica Muniz Valente, A batalha das colheres, de Fabiana de Lima Leite, Quem matou Eloá?, de Lívia Perez de Paula, Viver de mim, de Juily Manghirmalani, e Corpo Manifesto, de Julia Bahia Bock e Carol Araújo (médias-metragens).

Além dos 15 curtas e médias do Edital de 2013, a Mostra exibirá sete longas-metragens dirigidos por cineastas mulheres: Califórnia, de Marina Person, Elena e Olmo e a Gaivota, de Petra Costa, Que horas ela volta?, de Anna Muylaert, Amor, plástico e barulho, de Renata Pinheiro, De gravata e unha vermelha, de Miriam Chnaiderman, e Poeira & batom no Planalto Central, de Tânia Fontenele.

Fonte: MinC

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