Ferramentas
Tipografia

O Sindicato dos Professores de Campinas e região (Sinpro), em parceria com a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras Brasileiros (CTB), recebeu cinco membros do Sindicato de Professores de Chicago para um intercâmbio no qual os estadunidenses pudessem conhecer a estrutura sindical brasileira, como funcionam os movimentos sociais e tivessem contato com escolas públicas e a estrutura educacional do país.

A vinda dos professores ao Brasil foi motivada por uma nota publicada pela CTB sobre as ocupações nas escolas brasileira em 2016. A estimativa foi que mais de 5 mil escolas foram ocupadas no país, como forma de resistência às mudanças do presidente Michel Temer.

Na última segunda-feira, dia 10, os professores de Chicago participaram da reunião com os diretores do Sinpro. Na data, os estadunidenses fizeram uma exposição sobre o movimento sindical dos Estados Unidos, quais as principais dificuldades enfrentadas pelos sindicalistas e como é a luta por uma educação de qualidade no país.

Após a exposição dos professores, houve um debate com os membros da diretoria do Sinpro, onde os professores puderam compartilhar suas experiências.

Na terça-feira, dia 11, os sindicalistas se reuniram com coletivos da Unicamp que lutam pela igualdade social, políticas de inclusão em universidades e contra o racismo.
Após o encontro, os diretores da Apeoesp receberam professores estadunidenses para conversar sobre a educação pública no Brasil como se deram as ocupações das escolas no ano passado. Além de membros da diretoria da Apeoesp, estavam no encontro alguns professores que participaram das ocupações.

Na quarta-feira, dia 12, os professores foram à Escola Estadual Residencial São José, para participar de um sarau organizado pela instituição. No evento, os sindicalistas puderam esclarecer dúvidas de alunos e professores sobre modelo educacional norte americano e conhecer a realidade das escolas públicas do Estado de São Paulo. Quando um dos estudantes perguntou sobre o novo presidente dos Estados Unidos e o muro na fronteira com o México que ele pretende construir deixando claro a xenofobia de Trump, a professora Natasha afirmou que “precisamos construir pontes, não muros”.

Na parte da tarde, os professores visitaram a Escola Estadual Carlos Gomes, que foi ocupada em ano passado. Alunos e professores que participaram da ocupação, professores e vice-diretora da escola e diretora do Sinpro, Lidiane Gomes, se reuniram com os professores para mostrar como é a realidade da escola e como começaram as ocupações.

Para Paulo Nobre, diretor do Sinpro e secretário-geral da CTB-SP, a troca de experiência foi positiva “todos os contatos de intercâmbio foram extremamente positivos porque eles despertaram curiosidade dos dois lados, tanto da realidade deles para nós, quanto a nossa para eles”, afirmou.

Demissão autoritária

A professora e membro da comissão executiva do Sindicato dos Professores de Chicago, Sarah Chambers, foi demitida um dia antes de viajar para o Brasil. Em resposta a demissão autoritária de Sarah foi criada uma petição para que ela volte a trabalhar. Qualquer pessoa pode assinar o abaixo assinado atráves do link: https://www.google.com.br/#q=sarah+chambers+petition+

Segundo Sarah, a educação pública em Chicago está sobre constante ataque de forças neoliberais. Devido a isso, muitos professores combativos estão sendo demitidos.

Fonte: Sinpro Campinas