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Hoje comemoramos cinco anos de Fitmetal. Uma data que está diretamente relacionada ao comprometimento classista de nossa entidade. Afinal, foi no dia primeiro de junho de 2010, em um dos momentos mais importantes para a classe trabalhadora - a realização da Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora), que reuniu mais de 30 mil lideranças sindicais depois de um hiato de 29 anos –, que a Fitmetal foi fundada, no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo.

Desde o início, nossa Federação agregou os dois sindicatos de metalúrgicos mais antigos do país (Bahia e Rio de Janeiro), além de sindicatos dos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Amazonas, Pernambuco e Maranhão, representando mais de 400 mil metalúrgicos. Além disso, o evento marcou a pré-campanha de Dilma Rousseff, que viria a ser nossa primeira presidenta em mais 120 anos de República.

Nesses nossos cinco anos de luta, aprendemos a manter inabaláveis nossos princípios e compromissos intransigentes da classe trabalhadora, unificando batalhas e sempre defendendo a soberania e democracia brasileira. A Fitmetal segue, com esses ideais, consolidando uma política classista, progressista e autônoma frente a governos, partidos e patrões, colocando o compromisso com os trabalhadores no centro de suas ações.

A relevância da Fitmetal, ao atuar de forma ampla, politizada e firme nos princípios, levou-a a ganhar destaque e protagonismo na UIS Metal – entidade internacional do ramo metalúrgico ligada à Federação Sindical Mundial. O 2º Congresso da UIS Metal foi realizado em outubro de 2013, no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, e recebeu delegados de 25 países. Hoje a UIS Metal conta com dois brasileiros ligados a Fitmetal, os companheiros Francisco Silva (BA) e Eremi Melo (RS).

Nestes anos temos defendido a soberania nacional, mais democracia e um novo projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, geração de emprego, melhor distribuição de renda e incorporação dos setores sociais historicamente marginalizados da sociedade. As tarefas centrais dos sindicatos filiados são as de combater a sede de lucros dos patrões, a precarização das condições de trabalho, a rotatividade de mão de obra, a luta contra terceirização, pelo fim do fator previdenciário, pelo contrato coletivo nacional de trabalho para o ramo metalúrgico para eliminar disparidades de salários hoje existentes entre os diversos polos metalúrgicos do país. Defendemos também a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, pelo direito de greve e a favor da livre manifestação dos trabalhadores por local de trabalho, entre outras bandeiras.

A Fitmetal também luta incessantemente para alertar sobre o processo de desindustrialização, que hoje atinge o índice mais baixo desde o governo de Juscelino Kubitschek. Nas últimas décadas, ficamos fora da evolução da indústria global e dos setores de inovação tecnológica. O resultado é preocupante: a indústria está atrasada e compromete o desenvolvimento brasileiro. Somente com unidade poderemos reverter esse quadro.

Hoje, comemorando seu quinto aniversário, a Fitmetal está pronta para dar sua contribuição ao país e à classe trabalhadora, de modo a garantir o protagonismo dos metalúrgicos e das metalúrgicas nesse processo. Lutamos não só para preservar os direitos e conquistas do nosso povo como também para ampliá-las, evitando o retrocesso e avançando na direção de transformações sociais mais profundas no leito de um novo projeto de desenvolvimento nacional com valorização do trabalho que deve abrir caminho para a superação do decadente sistema capitalista e construção de uma nova sociedade socialista.

Lembramos também a importância do companheiro Joel Batista, um dos fundadores da Fitmetal, que faleceu na última semana, em São Paulo. Ele esteve sempre presente nesses cinco anos de Federação, ajudando a construir uma entidade plural e combativa. Camarada Joel, presente!

Marcelino Rocha é presidente da CTB Minas Gerais e da Fitmetal

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