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Sáb, Abr

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O recente enfrentamento entre o Governo Sartori e os Servidores Públicos Estaduais, especialmente os ligados à Educação  segmento mais numeroso e - dadas as políticas atuais - mais empobrecido, do serviço público, sobre a questão do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul, representou um momento importante da disputa quanto aos rumos do Rio Grande e mostrou que a força e a convicção aliadas à luta incansável e à correta articulação com outros segmentos pode resultar em resistência ao desmonte do Estado e vitória parcial diante da ofensiva governista.

Depois da derrota sofrida no dia 6 de março, quando os esforços para a mobilização da categoria se mostraram muito aquém do necessário – fato compreensível dentro do quadro de refluxo da greve e da situação de andamento das recuperações ou início de férias dos grevistas – a Direção Central e o Conselho Geral deram forte ênfase à paralisação de 13 de março. Apesar das dificuldades, mais de mil educadores estiveram cerrando fileiras para realizar o diálogo e a pressão sobre os deputados e deputadas quanto aos nossos direitos e interesses.

Nota importante de ser assinalada foi a presença significativa de aposentados/as, comprovando a importância estratégica desse segmento nas lutas sindicais, educacionais e políticas do Cpers/Sindicato.

Enfim, graças ao desprendimento dos educadores que lutam com garra, foi possível viabilizar que as emendas dos parlamentares de oposição lograssem êxito e impedissem que boa parte dos planos terríveis de Sartori fossem realizados.

A manutenção da cobrança da contribuição dos beneficiários de aposentadorias e pensões em 3,1% (o Governo Sartori estipulava dobrar o percentual) e a negativa quanto à coparticipação de 40% do valor para serviços médicos e ambulatoriais e procedimentos hospitalares garantiu o usufruto do IPE Saúde, visto que tais valores seriam impossíveis de serem cobertos por grande parte do funcionalismo devido às suas precárias condições salariais e financeiras provocadas pelo trinômio arrocho-atraso-parcelamento.

Sofremos reveses, é verdade, em particular nas questões referentes ao patrimônio do IPE. Mas nossa capacidade e inteligência coletivas impediram a definitiva destruição e privatização do IPE. Outras lutas virão na esteira da ofensiva governista e devemos estar atentos, unidos e fortes para dar conta das mesmas.

Vale também manter tal mobilização para os assuntos da política nacional, afinal os planos de Temer tem mesmo teor e sentido do projeto local. Que nossas lutas unitárias inspirem uma retomada da luta social e política e nos coloquem noutro patamar de consciência e envolvimento, porque a luta vale a pena.

Solange Carvalho, secretária da Mulher do CEPERS (CTB Educação)

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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