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A Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) está empregando todos os seus esforços para barrar os cortes drásticos propostos pelo governo Michel Temer no orçamento de 2018 destinado à agricultura familiar . Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag-RS, está em Brasília, para dialogar com a bancada gaúcha na Câmara dos Deputados e pedir apoio dos parlamentares contra a proposta.

Na parte da tarde, o presidente da Fetag participa de audiência marcada pelo deputado Heitor Schuch com o Chefe da Divisão de Agricultura e Produtos de Base do Ministério das Relações Exteriores, Rodrigo Estrela, no Palácio do Itamaraty. Em pauta a Importação e exportação de arroz, leite e trigo. Também confirmaram presenças o vice-presidente da CONTAG, Alberto Broch, o presidente da FETAEP, Ademir Mueller, e o diretor executivo da Federarroz, Anderson Ricardo Levandowski Belloli.

Ao mesmo tempo, a Contag e suas 27 Federações, que congregam mais de 4 mil Sindicatos dos Trabalhadores Rurais em todo País, promovem nesta terça-feira e quarta-feira (17 e 18) ações pelo Brasil contra os cortes à agricultura familiar. A proposta do governo federal coloca em risco a existência de importantes políticas que existem há mais de 30 anos e que foram construídas justamente para amparo e fomento do setor. Também sofrerão profundos cortes diversas políticas públicas sociais essenciais ao povo brasileiro.

Para começar, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) será praticamente extinto. Em 2017 contava com orçamento de R$ 318 milhões e para 2018 foi orçado o montante de R$ 750 mil, ou seja, representa um corte de 99,8%. A Secretaria Especial da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead) terá o seu orçamento geral reduzido de R$ 1,03 bilhão neste ano para R$ 790 milhões em 2018.

Outro retrocesso diz respeito à política de habitação, que sairá dos R$ 6,9 bilhões em 2017 para R$ 0,00 em 2018. “Uma das políticas que mais se avançou nos últimos anos, resultado de um processo amplo de diálogo e negociação do governo com os movimentos sociais, agora temos esse desmonte total”, denuncia o secretário de Política Agrícola da Contag, Antoninho Rovaris.

A política agrária também ficará abandonada. Os recursos para a obtenção de terras para a reforma agrária serão reduzidos drasticamente de R$ 257 milhões para R$ 34,2 milhões. A organização da estrutura fundiária passará de R$ 108 milhões em 2017 para R$ 8,1 milhões em 2018. “Ou seja, não teremos reforma agrária no Brasil. Ter esse orçamento e acabar com a reforma agrária é a mesma coisa”, critica o secretário de Política Agrária da CONTAG, Elias Borges.

Para o presidente da Contag, Aristides Santos, essa é uma pequena amostra da grave situação e do desmonte que o governo ilegítimo de Michel Temer está propondo para os agricultores e agricultoras familiares, as pessoas que alimentam esse País. “Com esta proposta, este governo ilegítimo confirma a sua falta de compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. Vamos reagir contra esse desmonte”, reforça Santos.

Para intensificar a luta para barrar essa proposta orçamentária indecente para 2018, as organizações do Campo Unitário prepararam um documento com sugestão de orçamento para cada política e/ou programa que são voltadas para a agricultura familiar ou que impactam diretamente na vida da população rural.

Fonte: Fetag-RS

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