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A direção da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) se reuniu nesta quarta (5) fez balanço das lutas em 2018 e projeções para 2019.

Ao avaliar a conjuntura, o presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, disse que “com todos os problemas enfrentados ao longo deste ano, podemos dizer que o período foi positivo para a agricultura e a pecuária familiar”.

Entre os pontos positivos levantados pelo presidente, destacam-se impedir a Reforma da Previdência Social da forma como fora planejada; as melhorias no SUSAF, as legislações ambientais, o desenvolvimento de diversos programas através das feiras, um projeto novo da Fetag-RS que são os Biomas; a implementação da assistência técnica via sindicatos.

Por outro lado, os preços dos produtos agrícolas deixaram a desejar, uma vez que a lucratividade do produtor, em geral, ficou longe do esperado. Além disso, agora, ao apagar das luzes de 2018, veio a Instrução Normativa do Leite, que vai trazer algumas dificuldades; a rastreabilidade dos hortifrutigranjeiros, que precisa de mudanças e o preço do próprio leite, que volta a atormentar os produtores com valores que sequer cobrem os custos de produção.

Joel advertiu que mal se encerra o ano e já para o próximo há sérias preocupações. “Aqui no Estado, com a mudança do governo, será mantida a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR)? Para a diretoria da Fetag-RS, Eduardo Leite afirmou que ela seria mantida. Mesmo assim, quem será o secretário, qual o seu perfil”?

O mesmo raciocínio serve para o governo federal, continua. “Já temos a definição de quem será o ministro da Agricultura. Mas a SEAD irá para o MAPA? Se a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, conhece a agricultura, mesmo sendo a empresarial, no INCRA foi colocado uma pessoa que não tem nada a ver com a pasta.  Nos resta torcer que para a SEAD seja indicado alguém que conheça a agricultura familiar. “Esperamos que em 2019 o crédito fundiário volte a funcionar, bem como a habitação rural”, projetou.

Em relação à reforma previdenciária, que seja mantido o que vinha sendo discutido com o atual governo, ou seja, não mexer na agricultura familiar.

55 anos de luta

O dirigente nacional lembrou que a Fetag-RS completou 55 anos em outubro. “A experiência alcançada ao longo de cinco décadas e meia, não nos assusta com os governos. Somos sabedores que a Fetag-RS é grande, poderosa e que pode fazer frente e discutir com quaisquer governo, seja ele de que partido for", afirmou.

E completou: "A Fetag-RS está pronta e em alerta para todas as questões levantadas, inclusive em relação aos orçamentos, tanto do Estado como da União, que cortam severamente os recursos destinados à agricultura familiar. Então, a Federação está atenta a tudo isso e os agricultores familiares podem ter a certeza de que seguiremos lutando em sua defesa para seguir  crescendo como agricultor e pecuarista familiar”.

Fonte: Fetag-RS

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