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O ano de 2016, eleito pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional das Leguminosas, começou com uma estimativa otimista para o setor rural.

A safra brasileira de leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha, ervilha, entre outros), cereais e oleaginosas fechou 2015 com uma produção de 209,5 milhões de toneladas, superando em 7,7% a de 2014. Já para 2016, o terceiro prognóstico - divulgado nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, indica uma produção de 210,7 milhões de toneladas, superando em 0,5% o número de 2015.

Os dados divulgados pelo IBGE indicam que a estimativa da área a ser colhida é de 57,7 milhões de hectares, com alta de 1,8% frente à área colhida em 2014 (56,7 milhões de hectares). Para Sérgio de Miranda, secretário de Políticas Agrícolas e Agrárias da CTB e tesoureiro da Fetag-RS, a projeção de aumento da safra brasileira é positiva para o equilíbrio da balança comercial e principalmente para o abastecimento do mercado interno através da produção de alimentos, estratégicos para garantir a soberania nacional e a segurança alimentar.

“Cabe destacar o importante papel da agricultura familiar responsável pela produção de mais de 70% dos alimentos e por 84% das pessoas ocupadas no meio rural”, afirma Miranda. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o destaque às leguminosas este ano é uma forma de promover o poder da proteína e os benefícios à saúde dos legumes secos e também realçar a importância da agricultura familiar, já que estes legumes integram a dieta tradicional e são produzidos, principalmente, por pequenos agricultores.

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Mas apesar do cenário otimista, o sindicalista ressalta que é necessário destacar algumas preocupações: uma delas refere-se ao abastecimento de milho que alimenta a cadeia produtiva da carne, leite e ovos. “A concentração da produção na região central do pais com redução em outras regiões indicam a tendência de elevação dos custos de produção das proteínas tão importantes para alimentação do povo brasileiro".

Outra preocupação, segundo Miranda, é com os fatores climáticos, com excesso de chuva em algumas regiões e seca em outras, da mesma forma os efeitos da alta do dólar. “Fator que certamente vai elevar o custo de produção, fazendo com que a grande safra prevista deixe pouco remuneração para os agricultores e preços mais elevados para os consumidores”, analisa.

2016 é o ano da leguminosas

As leguminosas escolhido pela ONU como o tema a ser discutido e destacado em 2016, trará a oportunidade de promover conexões ao longo de toda a cadeia produtora e consumidora de alimentos para aproveitar melhor as proteínas derivadas das leguminosas, incrementar a produção mundial, utilizar de maneira mais apropriadas a rotação de cultivos e fazer frente aos desafios que existem no comércio dessas culturas.

As leguminosas são aquelas que produzem grãos em vagens, como feijões, ervilhas, grãos de bico, entre outros. São fontes essenciais de proteínas e aminoácidos de origem vegetal para a população de todo o mundo, e devem ser consumidos com parte de uma dieta saudável para combater a obesidade e prevenir e ajudar a controlar enfermidades com a diabetes, as doenças cardíacas e o câncer. Também são importante fonte de proteína de origem vegetal para os animais. Além disso, as leguminosas são plantas que têm a propriedade de fixar o nitrogênio no solo, o que pode contribuir para aumentar a fertilidade, o que tem efeitos positivos no meio ambiente.

“Considero muito importante a ONU ter definido 2016 como Ano Internacional do Solo, é um espaço para debatermos como o solo é utilizado. Muitas vezes a ganância e a ideia do lucro fácil especialmente do grande latifúndio, fazem com que se explore de maneira inadequada este bem tão precioso que a natureza nos concede”, lembra Sérgio de Miranda.

Portal CTB

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