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O teto da taxa de juros do crédito consignado aumentou: para empréstimo em conta corrente, o percentual passa de 2,14% para 2,34%. Para empréstimos feitos pelo cartão de crédito, a taxa sai de 3,06% para 3,36%. Se as antigas taxas já causavam problemas para os trabalhadores e trabalhadoras rurais que assinaram contratos de empréstimos consignados, agora é preciso ter ainda mais cuidado.

A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) na última quinta-feira (29 de outubro). As mudanças passam a valer somente com a publicação da resolução do CNPS no Diário Oficial da União, nos próximos dias.

A CONTAG não concordou com a decisão da maioria e se posicionou contrariamente ao aumento dos juros. Para o secretário de Políticas Sociais da CONTAG, José Wilson Gonçalves, os aposentados, aposentadas e pensionistas da área rural são os(as) mais vulneráveis na contratação de empréstimos consignados com o sistema financeiro, e sofrem ainda mais com o aumento da taxa de juros, pois estimula os bancos a contratar terceirizados para ofertar os créditos em municípios do interior, o que tem levado muitos aposentados, aposentadas e pensionistas ao endividamento excessivo.

É importante lembrar que, no ano de 2014, já havia sido prolongado o prazo para o pagamento dos empréstimos consignados, que passou de 60 meses para 72 meses. Esse aumento do prazo significa o prolongamento do endividamento do aposentado, aposentada ou pensionista, que não consegue mais resolver sua situação. “À primeira vista, o aumento o prazo poderia ser entendido como uma vantagem, mas trata-se de uma regra que faz com que o aposentado, aposentada ou pensionista tenha seu benefício desfalcado por até seis anos, o que pode comprometer sua qualidade de vida e de sua família”, destaca o secretário de Políticas Sociais.

A secretaria de Terceira Idade da CONTAG, Lúcia Moura, aponta a importância de que os aposentados, aposentadas e pensionistas que optem por fazer um empréstimo consignado fiquem muito atentos às taxas de juros que vão pagar e também levem em consideração o tempo que vão passar pagando as parcelas. “É preciso exigir dos bancos as explicações claras de todos os detalhes e todos os custos desse tipo de empréstimo, para que os idosos e idosas não tenham prejuízos nem fiquem eternamente pagando financiamento para o sistema financeiro”, afirma.

Fonte: Contag - Lívia Barreto - FOTO: Erasmo Salomão

 

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