Sidebar

18
Qui, Jul

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) informou na noite de quarta-feira, 7, a decisão de reduzir a taxa básica de juros (Selic) em  0,75%, para 9,75%. A medida reflete uma mudança positiva na política monetária, iniciada no final do ano passado, mas peca por timidez e está ainda longe de contemplar as reivindicações do movimento sindical e setores produtivos do empresariado. O Brasil ainda é um dos campeões mundiais dos juros reais altos.

A política monetária conservadora não é politicamente neutra. Serve a interesses da oligarquia financeira que se realizam sacrificando a produção, o emprego, os gastos públicos e o consumo da maioria dos brasileiros. O pagamento de juros consumiu 5,7% do PIB ou R$ 236 bilhões no ano passado, 20% a mais do que em 2010, garantindo generosos lucros aos ociosos rentistas e obstruindo os investimentos do Estado.

Esta é uma das causas, talvez a principal, do fraco desempenho da economia nacional em 2011. Contribui também para a valorização do câmbio e o consequente processo de desindustrialização, refletido na queda de 2,1% na produção de manufaturados em janeiro.

O resultado do PIB no ano passado e os últimos indicadores da produção industrial sinalizam e necessidade de mudanças substantivas na política econômica, com destaque para a redução dos juros a níveis civilizados. O Brasil precisa crescer mais, com melhor distribuição de renda e justiça social, e o crescimento reclama urgência. Em defesa de um novo projeto nacional de desenvolvimento com soberania e valorização do trabalho, a CTB não medirá esforços para que esta necessidade se transforme em realidade.

São Paulo, 7 de março de 2011

Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.