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Ter, Jul

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O 8 de Março deste ano, Dia Internacional da Mulher, acontece em um momento simbólico de nossa história. Não só porque 2018 será um ano estratégico para a luta que travamos na atual etapa, mas, sobretudo, pelos retrocessos que testemunhamos desde maio de 2016, quando da efetivação do golpe sem crime de responsabilidade.

2017 foi um ano contraditório, de derrotas no campo social e progressista. Essas derrotas foram ainda maiores para as mulheres, sobretudo as mulheres negras. Além do fim de políticas públicas importantes e do fechamento de espaços institucionais estratégicos, como o Ministério de Políticas para as Mulheres, vemos ascender no Brasil um pensamento fascista que fomenta o que há de mais retrógrado no Brasil.

Diante disso, a luta e resistência da mulher trabalhadora rumo à construção de uma sociedade sem discriminações, na qual as mulheres sejam respeitadas e tenham os mesmos direitos e as mesmas possibilidades de se desenvolverem que os homens, torna-se ainda mais central.

Desde a sua criação, a CTB sempre mirou como parte de sua luta o combate a todo tipo de discriminação, seja de gênero, raça, etnia, idade ou orientação sexual, especialmente no ambiente de trabalho, exigindo igualdade de salários (para funções equivalentes) e melhores condições de trabalho.

Há de se destacar que a palavra "luta", muito utilizada por movimentos sociais para descrever a resistência organizada, define muito mais do que a militância propriamente dita, principalmente no caso das mulheres. Ela significa o motor de um projeto de sociedade sem opressão, com valorização e igualdade.

Neste 8 de Março ocupamos as ruas de todo o Brasil não só contra a violência, o machismo e a opressão. Nossa luta também é por um projeto de desenvolvimento que tenha no centro crescimento com valorização do trabalho e igualdade entre os homens e mulheres. À luta!

*Celina Arêas é secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

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