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Dom, Maio

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Com o tema “Mulheres Negras e Indígenas por nós, por todas nós e pelo bem viver”, milhares de negras estarão na Praça Roosevelt nesta terça-feira (25), no centro da capital paulista, às 17h. “Mais uma vez saímos às ruas para denunciar as inúmeras violências que sofremos todos os dias”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

Ela se refere à dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras. A sindicalista lembra o caso - que viraliza na internet - da professora e historiadora Luana Tolentino, para quem uma mulher branca perguntou se ela fazia faxina e ela respondeu ser professora.

“Somos invisíveis, a sociedade só nos enxerga para trabalhos de menor remuneração. Quando perdemos a invisibilidade e nos veem em universidades ou em atividades às quais elas acreditam que não poderíamos estar realizando, somos agredidas”, afirma.

O 25 de julho foi decretado Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana, em 1992, porque “a realidade de todas é semelhante”, argumenta.

"Os golpistas impõem uma reforma trabalhista que acaba com a CLT. Mesmo sendo a maioria de trabalhadoras informais, com dificuldade de acesso a benefícios trabalhistas, as mudanças nas leis do trabalho nos atingem porque quando todo mundo perde, nós negras e indígenas perdemos mais que todos", diz um trecho do manifesto das mulheres negras.

De acordo com Bitencourt, a marcha deste ano estará denunciando também as “violências que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), vem promovendo contra a população mais pobre. Seja no centro ou na periferia. Ele está acabando com os nossos direitos”.

A Marcha das Mulheres Negras de São Paulo se concentra a partir das 17h na Praça Roosevelt, no centro da capital paulista. Além das falas políticas, a marcha também conta com atrações culturais, com presenças do grupo Ilú Obá De Min, Luana Hansen, Mc Soffia, e intervenções artísticas.

Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com Rede Brasil Atual

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