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A CTB, por meio de sua Secretaria de Relações Internacionais, manifesta sua total contrariedade ao recente pacote econômico lançado pelo governo da Grécia, ao mesmo tempo em que reforça sua solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras do país, reunidos em torno da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME) e da Confederação de Trabalhadores da Grécia.

Afetada pela crise mundial do capitalismo, a Grécia acumula uma dívida pública que se aproxima de 113% do PIB e um déficit (de 12,7% em 2010) quatro vezes superior ao estreito limite (3%) estipulado pela União Europeia. Com os bancos europeus e os grandes investidores receosos de continuar emprestando dinheiro, taxas de juros em alta e dúvidas crescentes sobre a capacidade de pagar ou refinanciar os débitos, o país está a um passo de uma moratória.

O novo pacote do governo Papandreou inclui expressivos cortes salariais no setor público, o aumento de 2% do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) e elevação dos tributos incidentes sobre o cigarro, álcool, combustíveis e outros produtos. O propósito declarado pelo governo é reduzir o gasto público em 4,8 bilhões de euros (6,5 bilhões de dólares) para garantir o pagamento da dívida externa, evitando a moratória.

Trata-se do segundo pacote voltado basicamente contra a classe trabalhadora.  No primeiro deles, além de o governo grego ter determinado o corte de salários de milhares de funcionários públicos e o fim do pagamento de diversos bônus, ainda aumentou para 63 anos a idade mínima no país para o direito à aposentadoria.

Reação popular

Apesar das investidas do governo, os trabalhadores e o movimento sindical do país dão mostras a cada semana de que a população não será fiadora de uma crise pela qual não lhe cabem responsabilidades.

As mobilizações do dia 10 de fevereiro comprovam o grau de comprometimento dos trabalhadores do país. Na ocasião, uma plataforma com oito itens foi definida como prioritária:

• emprego estável para todos;
• sete horas de trabalho por dia, cinco dias por semana;
• salário mínimo de 1.400 euros;
• aposentadoria aos 55 anos para as mulheres e de 60 para os homens -  aos 50 e 55 para as ocupações de risco, respectivamente;
• medidas para proteção substancial dos desempregado e das suas famílias e não cupons de caridade para os supermercados;
• 1.120 euros de subsídio de desemprego sem quaisquer condições ou pré-requisitos;
• plenos cuidados de saúde e farmacêuticos;
• tributação drástica das grandes empresas em 45% e a abolição de todos os privilégios fiscais e isenções.

A CTB reafirma seu apoio à classe trabalhadora da Grécia e se soma a outras forças populares de todo o planeta, em nome da justiça social e manutenção dos legítimos direitos conquistados pelos gregos ao longo de sua história.

São Paulo, 8 de março de 2010.
Severino Almeida – secretário de Relações Internacionais
João Batista Lemos – secretário adjunto de Relações Internacionais
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