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Dom, Mar

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Servidores públicos de 33 categorias no Distrito Federal realizaram nesta sexta (16) uma manifestação pedindo o pagamento imediato dos reajustes negociados com o governo do DF, ainda na gestão de Agnelo Queiroz (PT). Os servidores querem que o atual governador cumpra o cronograma de aumentos firmados na gestão passada, cujo o pagamento, negociado para ser feito em três parcelas, não foi realizado.

Centrais sindicais como a CTB, CUT, Nova Central, CSB e a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) estiveram presentes no ato, em apoio aos trabalhadores, reivindicando o cumprimento dos direitos da categoria.

A mobilização começou às 10h, quando centenas de servidores se reuniram em frente a Catedral de Brasília. Depois seguiram de mãos dadas pela Esplanada dos Ministérios até o gramado do Congresso Nacional. Os manifestantes cantaram o Hino Nacional Brasileiro, num gesto simbólico em defesa da capital federal.

Segundo o servidor público e presidente da CTB/DF, Aldemir Domício, o ato foi mais uma demonstração da revolta dos trabalhadores públicos do DF com o governo. “O movimento dos trabalhadores entende que a situação econômica do Distrito Federal não é boa, mas não podemos, depois de anos lutando por uma reposição salarial, simplesmente perder esse direito pela falta de compromisso do atual governo com a categoria.

Aldemir conta que houve uma longa negociação com a gestão passada, onde o reajuste salarial foi concedido para ser pago em três parcelas, sendo as duas últimas para setembro e novembro deste ano. No entanto, ao assumir, o novo governador, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), ignorou o texto da negociação, acordada em lei, e não realizou os pagamentos.

Domício afirma que o pedido da categoria é para que o governador mantenha o aumento e defina datas para o pagamento. “Não aceitamos que os direitos conquistados por nós sejam retirados. Pedimos ainda que o GDF volte a dialogar com os sindicatos, as centrais e defina também um calendário de negociações com as entidades”, declarou.

Boa parte dos serviços públicos do DF, inclusive os essenciais, encontra-se em greve. A categoria denuncia que a administração vem sucateando os serviços públicos com o enxugamento do quadro de pessoal, aumentando impostos e retirando direitos trabalhistas assegurados em lei. Segundo informações, até o momento Rollemberg não cumpriu os acordos nem apresentou uma contraproposta às categorias.

O Secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB, João Paulo Ribeiro, diz que o GDF não pode cortar o aumento conquistado com tanto esforço pelos servidores. “O governador prometeu manter os aumentos de salário, ajudar os servidores e agora simplesmente começa a cortar tudo e sequer recebe os sindicalistas para negociar. Por meio de muita luta os sindicatos conseguiram o reajuste na gestão passada e agora o governo diz que não vai pagar porque a Lei de Responsabilidade Fiscal não permite. Enquanto isso, serviços básicos de Saúde, Educação e Saneamento estão parados, porque os trabalhadores não têm condições de continuar”, afirmou JP.

Segundo João Paulo, as reposições salariais foram aprovadas pela justiça, numa ação aberta pelo Ministério Público, onde os sindicatos conseguiram uma vitória histórica, com um placar de 17 votos a zero, a favor dos servidores. Os magistrados compreenderam, após intensa análise do processo, que os aumentos concedidos foram justos e legais.

Os manifestantes decidiram que na próxima quinta-feira, às 14h, em frente ao Palácio do Burití - sede do governo - o movimento sindical dos servidores públicos do DF, encaminhará duas ações contra o governador Rollemberg. Uma delas, por crime de responsabilidade e a outra por improbidade administrativa.

De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

 

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