15 de março

  • #15M: veja como andam as manifestações no Rio de Janeiro contra a Reforma da Previdência

    O Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência começou com grande adesão no Rio de Janeiro. Diversas categorias param seus postos de trabalho e realizam atividades junto à população contra os ataques à Previdência feitos pelo presidente golpista Michel Temer.

    Os Bancários da CTB ajudaram a mobilização da categoria, participando do fechamento das agências das Avenida Presidente Vargas, Avenida Rio Branco e Rua 7 de Setembro. Portuários e Marítimos fizeram ato logo cedo na entrada da Avenida Brasil denunciado os malefícios da Reforma da Previdência.

    Nos Correios, inúmeros postos da Zona Norte do Rio de Janeiro, Petrópolis, Itaipava e Baixada Fluminense aderiram à paralisação. As redes pública e privada de ensino tem grande adesão à paralisação contra as Reformas de Temer.

    Em Campos, trabalhadores rurais fecharam estradas contra a Reforma da Previdência.

    Trabalhadores Rurais da FETAGRI participam, nessa manhã, da ocupação do Ministério da Fazenda, em Brasília.

    Desde o começo da semana, diversas categorias confirmaram paralisações para hoje, contra as Reformas de Michel Temer. Toda essa mobilização se reunirá, ao fim da tarde, a partir das 16 horas, na Igreja da Candelária. Onde será feito um grande ato que irá percorrer as ruas do Centro da Cidade até a Central do Brasil. Confira, abaixo, as categorias que já aderiram ao grande ato do próximo 15 de março e acompanhe pelo facebook da CTB-RJ, em tempo real, notícias sobre o #15M no Rio de Janeiro.

    PROFESSORES – O SEPE decretou greve em toda rede municipal, estadual e CEFET. O SINPRO RIO aprovou paralização dia 15 e fará ato nas regionais de manhã. O Colégio Pedro II irá paralisar suas atividades e fará um debate sobre a Reforma da Previdência no Centro. Mais de 13 escolas particulares já confirmaram paralisação. Confira abaixo a lista de escolas particulares que já confirmaram paralisação:

    1. Aldeia Curumim Niterói
    2. Andrews
    3. Angelorum
    4. Bennet
    5. Sion
    6. Carpe Dien
    7. Casa da Mangueira (Mangueirinha) – Botafogo
    8. Casa Monte Alegre de Educação Infantil
    9. Castrinho
    10. Castro Barreto
    11. CEAT
    12. CEI
    13. Centro Educacional de Niterói (Centrinho)
    14. Colégio Cruzeiro
    15. Colégio Santa Teresa de Jesus
    16. Colégio Santo Amaro
    17. Colégio São Bento
    18. Colégio São Vicente de Paulo
    19. Colégio Teresiano
    20. Colégio Zaccaria
    21. Companhia de Maria
    22. Tabladinho
    23. Edem
    24. Eliezer
    25. Escola Americana
    26. Escola Da Travessa
    27. Escola Nossa Niterói
    28. Escola Nova
    29. Escola Parque (Barra/Gávea)
    30. Espaço Educação
    31. Francisca Paula de Jesus
    32. Franco Brasileiro
    33. Golfinho Feliz
    34. Imaculada Conceiçao – Botafogo
    35. João Lyra Filho
    36. Liceu Mollieri
    37. MIguel Couto (Ilha)
    38. Newton Braga
    39. Modelar Cambauba
    40. Núcleo de Artes da Urca – NAU
    41. Oga Mita
    42. Sá Pereira
    43. Sagrado coração de Maria
    44. Salesiano
    45. Seiva Pura
    46. Santo Agostinho (Leblon)
    47. Santo Inácio
    48. São Bento
    49. São Vicente

    UFRJ – O SINTUFRJ aprovou greve de 24h e fará um ato pela manhã no Campus do Fundão. Os Professores também decidiram pela paralisação.

    UFRRJ – Os Técnicos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro decidiram pela paralisação de 24h.

    FURNAS E ELETROBRÁS – Paralisação até meio dia e, depois, mobilização para o ato.

    CEDAE – Trabalhadores já em luta contra a Privatização, irão se incorporar ao ato central.

    CORREIOS – Em assembleia, trabalhadores decretaram paralisação no dia 15.

    RODOVIÁRIOS –Sindicato aprovou paralisação de 24h contra a Reforma da Previdência.

    BANCÁRIOS –Os bancários farão paralisação de 24h.

    SAÚDE – O SINTSAÚDE fará greve ao longo do dia e participará do ato unificado amanhã. A Saúde Federal fará ato às 9h em frente ao Hospital dos Servidores do Estado.

    JUSTIÇA – Servidores do SISEJUFE aprovaram greve de 24h. Às 15 horas, entidades do meio jurídico farão ato em frente à Justiça do Trabalho (Rua do Lavradio) e seguirão em passeata até a Candelária para se unir ao ato central.

    PORTUÁRIOS – Paralisação no Rio de Janeiro, Itaguaí, Angra dos Reis.

    MARÍTIMOS – Se unirão às paralisações dos Portuários onde for possível.

    METROVIÁRIOS – Panfletagem pela manhã na Central do Brasil.

    AEROVIÁRIOS – Ato às 9h em frente à GOL no Aeroporto Santos Dummont

    RADIALISTAS – A categoria irá fazer manifestações na EBC e na MultiRio

    MOEDEIROS – Os trabalhadores da Casa da Moeda farão atividade pela manhã na sede da empresa.

    CONDUTORES DE CARGA – Irão fazer paralisação de 24h.

    COMÉRCIO DE MINÉRIOS E DERIVADOS DE PETRÓLEO – O SINTRAMICO fará assembléia em algumas bases pela manhã.

    Da CTB-RJ

  • A unidade das centrais sindicais e dos movimentos sociais dá o tom das manifestações goianas

    De acordo com Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO), o ato desta quarta-feira (15) – Dia Nacional de Luta – representa um marco em Goiás.

    “A CTB defende a unidade de toda a sociedade civil organizada para derrotar o governo golpista de Michel Temer”, diz Oliveira. “A paralisação desta quarta-feira pode atingir seus objetivos e conseguir barrar essa proposta esdrúxula de reforma da previdência”.

    Ela explica ainda que além do ato, ocorrerão diversas audiências e debates em todo o estado. “Já temos o comprometimento de três deputados federais de Goiás votarem contra essa reforma”.

    Há 2 anos, foi criado o Fórum Goiano Contra a Reforma da Previdência com o objetivo de unir todos os setores afetados pela reforma. “O fórum mobiliza e joga muito peso nos debates e na comunicação contra a reforma da previdência, principalmente nas três esferas do serviço público”, acentua Oliveira.

    Ela conta que as maiores mobilizações ocorrem em Anápolis (Praça do Ancião), às 9h e na capital Goiânia (Praça Cívica), às 10h. “Em Anápolis, inclusive os profissionais das escolas particulares engrossam o protesto”.

    A sindicalista garante ainda que muitos representantes de diversas entidades rumam à capital federal. “A ordem é ocupar Brasília. Essa reforma não passará. Vamos derrotar o golpista Temer”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Metroviários confirmam paralisação de 24h desta quarta-feira contra a reforma da Previdência

    Em assembleia, realizada na noite desta terça-feira (14), os metroviários e metroviárias de São Paulo confirmaram a greve de 24 horas a partir da 0h desta quarta-feira (14), Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma da Previdência, um movimento de resistência à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/2016.

    Com a decisão, os metroviários se unem à diversas categorias que vão parar o país contra as reformas previdenciária e trabalhista apresentadas pelo governo Temer, que promovem um ataque sem precedentes aos direitos do conjunto da classe trabalhadora, como alerta o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes. "Nada até hoje foi capaz de afetar de forma tão radical a vida dos trabalhadores e trabalhadoras que estão na ativa como esse projeto do governo", disse.

    metroviarios3

    Segundo o sindicato, a greve que começa a partir da 0h paralisará as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e do monotrilho da Linha 15-Prata.

    Em São Paulo, também aderiram ao movimento grevista motoristas e cobradores, metalúrgicos, químicos, trabalhadores da sabesp, eletricitários, correios, professores estaduais e municipais, bancários, servidores federais, trabalhadores do judiciário federal, além de outros. A Linha 4-Amarela e CPTM operam normalmente. Motoristas paralisarão suas atividades até às 8 horas da manhã.

    Além disso, haverá vários trancaços em rodovias e avenidas na capital e grande São Paulo.

    Acompanhe pelo Portal CTB

     

     

  • Um dia sem comércio exterior: estivadores fecharão todos os portos do Brasil neste 15 de Março

    O Dia Nacional de Lutas desta quarta-feira (15) ganhará ainda mais peso com a paralisação dos trabalhadores portuários, que decidiram em assembleia nacional se juntarem aos professores, rurais e tantas outras categorias nos protestos contra Michel Temer.

    A participação dos portuários se dará principalmente pelo bloqueio do fluxo dos navios ao longo do dia, e vale para todos os estados nos quais operam portos públicos no Brasil. A decisão foi validada por ao menos 96 sindicatos e três federações da categoria (entre elas a Federação Nacional dos Trabalhadores Portuários, a Fenccovib, filiada à CTB).

    Com a adesão massiva do setor, espera-se que o fluxo de importações e exportações brasileiras seja completamente bloqueado nas próximas 24 horas, criando um protesto em forma de embargo econômico. Entre as 7h e as 19h, nenhuma embarcação de carga será carregada ou descarregada. Os trabalhadores vão aproveitar a paralisação e se unir às manifestações já organizadas nas cidades mais próximas, reforçando as vozes em defesa da Previdência e dos direitos trabalhistas.

    Leia também: Trabalhadores de 19 estados ocuparão as ruas contra as reformas neste 15/03; confira a agenda!

    “Quem vai sentir o impacto disso vão ser os empresários, vão sentir no bolso. Os portos são a ala mais estratégica do país, 97% das importações e exportações são feitas a partir deles. E eu posso dizer, sem medo de errar, que próximo de 100% dos portos públicos vão fechar”, garantiu o presidente da Feccovib e membro da Direção Executiva da CTB, Mário Teixeira.

    A fala é corroborada pelas estimativas econômicas do setor: em média, 1.200 navios ancoram por dia no Brasil, e para cada um cria-se um prejuízo de 30 a 50 mil dólares com a paralisação. Há também uma perda de receitas pela atraso das agendas, e questões como engarrafamento das navegações, conflitos de documentação e incômodos à rotina portuária em outros países.

    Para Teixeira, esta será a chance de a classe trabalhadora forçar Michel Temer a reconsiderar seu governo ultraliberal. “Nós sabemos que o governo está preocupado, até porque abriu uma ação na justiça contra nós na última greve, que está correndo até hoje. Mas nós vamos continuar. O protesto é importante porque o povo, de modo geral, está percebendo a realidade, está vendo que tem mesmo que ir para a rua. À medida em que for engrossando, o governo vai ter que admitir o peso das reivindicações”.

    A decisão foi tomada em Plenária Nacional realizada no Rio de Janeiro, nos dias 9 e 10 de março, com a presença da maioria dos sindicatos de portuários, representados por 247 delegados. Ela dará ainda mais peso às manifetações do 15 de Março, cuja programação você pode conferir na íntegra AQUI.

    Portal CTB

  • UM MILHÃO DE PESSOAS saíram às ruas contra as reformas de Michel Temer

    Um milhão de pessoas. Essa foi a dimensão nacional da paralisação deste 15 de Março, organizada por nove centrais sindicais, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, os partidos políticos progressistas e centenas de movimentos sociais. Com uma pauta unitária, as manifestações aconteceram em todos os 27 estados do Brasil, interrompendo o fluxo de comércio exterior por um dia inteiro e congelando a maior metrópole do país. Nada mal para a primeira grande mobilização de 2017.

    São Paulo foi a cidade com a maior concentração de manifestantes, superando a marca dos 200.000 no ponto alto do evento. Outras capitais atingiram marcas igualmente impressionantes, como Belo Horizonte (com 150.000 pessoas), Rio de Janeiro (100.000), Fortaleza (50.000), Curitiba (60.000), Recife (40.000), Brasília (20.000) e Campo Grande (20.000).

    As primeiras atividades se iniciaram às 5h da manhã nas portas de milhares de locais de trabalho pelo país, declarando as paralisações de setores muito variados. Portos, correios, escolas públicas e privadas, transportes metropolitanos e postos de saúde foram apenas alguns dos pontos a terem suas atividades suspensas ou reduzidas para que os trabalhadores pudessem participar dos atos em defesa da aposentadoria. Em São Paulo, a paralisação total do serviço de metrô e ônibus pela manhã fez com que a cidade ficasse dormente.

    Ao contrário das manifestações do ano passado, o foco deste Dia Nacional de Lutas não foi a oposição ao golpe de Michel Temer, mas às propostas que seu governo vem empurrando sobre a população - especificamente, a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista. O apelo mais palpável dessas pautas fez com que muitos trabalhadores normalmente avessos a atos políticos comparecessem às atividades promovidas pelas centrais.

    Unidade de discursos

    O palanque erguido sobre o caminhão de som da Frente Brasil Popular na Avenida Paulista foi palco de dezenas de falas diferentes, variando de representantes de movimentos estudantis até o aguardado discurso do ex-presidente Lula.

    <#15M - Dia Nacional de Luta pela Previdência

    O presidente da CTB, Adilson Araújo, foi um dos que usou o microfone diante da avenida lotada: “O Brasil hoje acordou mais cedo, disposto a dar uma resposta a esse governo ilegítimo que tenta impor a todo custo uma agenda extremamente neoliberal. Nós sabemos o quanto foi importante a conquista da CLT, o quanto foi importante a luta pela democracia e a conquista da Constituição Cidadã de 1988. Nós aprendemos a fazer a lição de casa, e apostamos numa forma nova de governar este país, e agora esse governo entreguista tenta a todo custo liquidar nossas conquistas! Eles querem nos transformar nos patinhos da FIESP, mas aqui tem povo, tem periferia!”.

    Ele exaltou a resposta firme dos metroviários diante da tentativa de impedir a greve pelo governo de São Paulo, e elogiou as respostas positivas que a população deu à imprensa quando questionados sobre a situação. Mencionou também a provocação do relator da Reforma da Previdência, o deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), que afirmou que as manifestações não mudam "absolutamente nada". “Ele que tente colocar a reforma em votação, nós não vamos deixar!”, disse Adilson.

    Fala similar foi oferecida por Guilherme Boulos, coordenador-geral do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Boulos também chamou o 15 de Março de “dia histórico”, mas atribuiu a força dos atos justamente à participação de pessoas para além dos movimentos organizados. “Uma coisa é ocupar as ruas com os movimentos sociais, outra coisa é quando o povo e a periferia resolve ir para o protesto. A cidade parou! Isso aqui é um aviso: nossa paciência acabou!”, disse. Boulos sugeriu aos manifestantes que visitem cada deputado para cobrá-los do voto contrário à reforma, e disse que pretende impedir a votação de acontecer, nem que seja pela ocupação do Congresso Nacional.

    Outra liderança a subir no caminhão foi a presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Maria Izabel “Bebel” Noronha. Ela foi responsável pela agregação de um ato setorial que ocorria na Praça da República à manifestação das centrais, somando 80 mil educadores à Av. Paulista. Bebel frisou os dificuldades que sua categoria enfrenta para se aposentar, a começar pelo tempo mais longo de formação dos profissionais, e refletiu sobre a real importância da Previdência:

    “Não se pode pensar em aposentadoria somente como um problema econômico, ela é uma proteção social, é a garantia de dignidade da população. Eles criaram essa crise, deram o golpe, e agora querem sangrar os trabalhadores, mas não fomos nós que criamos isso! Nós não vamos deixar, se votarem contra nós, a gente vai parar esse país”. A mensagem foi repetida até por setores mais sectários da esquerda, como o PCO e o PSOL.

    O discurso de Lula

    A última fala, como de praxe, foi a do ex-presidente Lula, que preferiu fazer um discurso breve sobre o superávit oculto da Previdência e as conquistas ao longo dos governos do PT. Lula comentou a importância de vincular as aposentadorias ao Salário Mínimo, e criticou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, por tratar a Previdência como um “problema”. Assista sua fala na íntegra no vídeo abaixo:

    “O que eles querem é enfiar goela abaixo do povo brasileiro uma reforma que vai impedir a aposentadoria de milhões", analisou. “Ao invés de acabar com a aposentadoria, faça com que a economia volte a crescer que o problema está resolvido”, continuou, arrancando aplausos dos manifestantes.

    Ele criticou também a falta de credibilidade que Michel Temer imprimiu sobre o governo brasileiro. “O Brasil era um país que era respeitado pelos EUA, pela China, pela Rússia, pela Índia, e agora este presidente não tem coragem de viajar para a Bolívia com medo de ser rejeitado. É um governo fraco, mas que conseguiu uma força que nenhum representante eleito conseguiria, e usa essa força para desmontar o que demorou tanto para construir”, disse. “Está ficando cada vez mais claro que o golpe dado neste país não foi apenas contra a Dilma, foi contra todos nós”.

    A solução, para Lula, só virá com a convocação de novas eleições presidenciais. “Está muito claro que o povo só vai parar de protestar quando voltar a ter um governo democraticamente eleito. O governo tem que voltar a governar, o BNDES tem que voltar a investir, é preciso parar com essa bobagem de cortar, de terceirizar, porque só vende quem não sabe governar”.

    Por Renato Bazan - Portal CTB