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Ter, Jul

A Mulher do Fim do Mundo

  • Com concentração na Candelária, às 16h30, o Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais do Rio de Janeiro participa da Caminhada das Flores, nesta sexta-feira (21), por mais mulheres na política.

    “Nós mulheres trabalhadoras somos imprescindíveis nas lutas do nosso povo. Somos nós que alimentamos com vigor a chama das lutas políticas em nosso país”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    Neste ano, as mulheres ocupam as ruas do Rio de Janeiro para reforçar a luta contra o avanço da onda fascista, representada nas eleições, por um candidato à Presidência da República. “Este movimento é um grito contra a violência e pela vida”, afirma Kátia. Por isso, “eleger nossas companheiras é fundamental para que o nosso grito por igualdade não seja silenciado. Por isso, ele não”.

    Já a filósofa, Marcia Tiburi convida as cariocas a participar da caminhada para “juntas mostrar a força do movimento por mais mulheres na política” e derrotar o machismo que mata e corrói a sociedade brasileira.

    A filósofa lembra também que a Caminhada das Flores presta homenagem “às companheiras que vieram antes de nós e tanto lutaram por nossos direitos”. Porque a luta por igualdade de direitos entres os gêneros tem história.

    A Caminhada das Flores 2018 representa as ‘lutas por mais mulheres na política, pelo empoderamento feminino, pela saúde das mulheres, contra o racismo, o machismo, a misoginia, a desigualdade de gênero e a precarização do trabalho”, avalia Rejane de Almeida, a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ).

    Desconstruindo Amélia , de Pitty 

    As pessoas interessadas em participar podem confirmar presença pela página oficial do evento no Facebook. “A Caminhada das Flores reforça a proposta de combate à violência e à opressão. As mulheres sempre foram vanguarda na luta por direitos, mas precisamos avançar ainda e ocupar  mais  espaços de decisão e poder”, acentua Marlene Miranda, secretária de Mulheres da CUT-RJ.

    A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) concorda com ela e reforça a necessidade de unidade para barrar os retrocessos. "As mulheres, como muitas vezes em nossa História, são protagonistas das lutas de nosso país”, diz.

    “Hoje estamos enfrentando, juntas, a onda do fascismo que é propagada por um candidato presidencial”, afirma Jandira. E “juntas marcharemos nessa nova primavera, irradiando sororidade, união e luta contra esse retrocesso”.

    Enquanto Marlene reforça a Caminhada das Flores como uma forma de demonstrar que "somos muitas, somos diversas, mas somos unidas e unidas somos muito mais fortes. Essa é a hora. Lugar de mulher também é na política”.

    O palco histórico de resistência da Candelária vai ficar pequeno pelo tamanho da disposição de luta das mulheres contra o fascismo. Ana Rocha, secretária da Mulher do PCdoB-RJ, afirma que a caminhada é o momento no qual, “as mulheres sinalizam a abertura da primavera com suas propostas de esperança  de novas conquistas”.

    Acesse a plataforma eleitoral do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais aqui.

    E as eleições podem representar “uma virada democrática e com mais mulheres progressistas eleitas”. Para Kátia, a Caminhada das Flores defende a unidade do movimento feminista na resistência a todas as formas de opressão e discriminação.

    Mulher do fim do mundo, de Alice Coutinho e Romulo Froes, interpretada por Elza Soares 

    Ela explica que será entregue às candidatas que estiverem na caminhada a plataforma eleitoral do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais em defesa da igualdade de gênero e contra o fascismo.

    “O machismo está matando cada vez mais no Brasil e termos mais mulheres na política é uma das formas de combater a violência, a discriminação e defender a igualdade de salários e oportunidades”, finaliza Kátia.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB


    Colaborou Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ e dirigente da CTB nacional.

  • "A CTB condena o fim do Ministério de Trabalho e alerta que a sua extinção significará a descriminalização e institucionalização do trabalho análogo à escravidão e o fim das listas sujas de empresas que submetem seus empregados a condições degradantes", declarou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, ao comentar a declaração do 

    ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, desta segunda-feira (3), na qual reafirmou a extinção do MTE a partir de 1º de janeiro, quando o presidente Jair Bolsonaro assume o Executivo nacional.

     

     

    Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta manhã, Onyx explicou que as atuais atividades da pasta serão distribuídas entre os ministérios da Justiça, da Economia e da Cidadania. Segundo ele, tanto as concessões de cartas sindicais quanto a fiscalização das condições de trabalho ficarão a cargo da equipe de Sergio Moro (Justiça). Sob o guarda-chuva de Paulo Guedes (Economia) e Osmar Terra (Cidadania) serão divididas as políticas de emprego, contemplando ações voltadas para o empregador e para empresários.

    "São lamentáveis as declarações do porta-voz da gestão Bolsonaro esse desmonte compromete um trabalho de 88 anos e vai na contramão da luta por um Brasil democrático e justo. Embora esvaziado ao longo dos últimos 2 anos, o MTE desempenha importante papel na promoção do emprego e do desenvolvimento nacional bem como na progressiva humanização das relações sociais de produção, hoje submetidas a um brutal retrocesso", complementa o dirigente nacional.
    E afirma: "É ficando óbvio que o governo de extrema direita vai redobrar a ofensiva contra a classe trabalhadora, ampliar a retirada de direitos e fechar os canais de diálogo e denúncia, já bastante fragilizados por Michel Temer".
     
    Portal CTB
  • "A CTB condena o fim do Ministério de Trabalho e alerta que a sua extinção significará a descriminalização e institucionalização do trabalho análogo à escravidão e o fim das listas sujas de empresas que submetem seus empregados a condições degradantes", declarou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, ao comentar a declaração do 

    ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, desta segunda-feira (3), na qual reafirmou a extinção do MTE a partir de 1º de janeiro, quando o presidente Jair Bolsonaro assume o Executivo nacional.

     

     

    Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta manhã, Onyx explicou que as atuais atividades da pasta serão distribuídas entre os ministérios da Justiça, da Economia e da Cidadania. Segundo ele, tanto as concessões de cartas sindicais quanto a fiscalização das condições de trabalho ficarão a cargo da equipe de Sergio Moro (Justiça). Sob o guarda-chuva de Paulo Guedes (Economia) e Osmar Terra (Cidadania) serão divididas as políticas de emprego, contemplando ações voltadas para o empregador e para empresários.

    "São lamentáveis as declarações do porta-voz da gestão Bolsonaro esse desmonte compromete um trabalho de 88 anos e vai na contramão da luta por um Brasil democrático e justo. Embora esvaziado ao longo dos últimos 2 anos, o MTE desempenha importante papel na promoção do emprego e do desenvolvimento nacional bem como na progressiva humanização das relações sociais de produção, hoje submetidas a um brutal retrocesso", complementa o dirigente nacional.
    E afirma: "É ficando óbvio que o governo de extrema direita vai redobrar a ofensiva contra a classe trabalhadora, ampliar a retirada de direitos e fechar os canais de diálogo e denúncia, já bastante fragilizados por Michel Temer".
     
    Portal CTB
  • Na sexta-feira (3), o Portal CTB selecionou oito canções do rico repertório da música popular brasileira para homenagear as mulheres pelo 8 de março – Dia Internacional da Mulher (veja aqui). Agora repete a dose para atender a inúmeros pedidos. Nas duas publicações são 16 canções da mais fina flor da MPB.

    O cancioneiro brasileiro sempre encantou o imaginário popular, com profunda ligação aos temas candentes da sociedade. As questões da mulher não fogem à regra e fazem parte da nossa música com intrínseca ligação entre os anseios femininos de igualdade, liberdade e justiça.

    A temática evolui conforme ocorre evolução da luta emancipacionista promovida pelas feministas, que não nasceu hoje, tem história. Mas a MPB acompanha com muita poesia cantada como só os poetas conseguem vislumbrar.

    Essas canções ajudam mulheres e homens a construir o mundo novo, onde ninguém precise viver com medo de nada.

    Deleite-se com essas pérolas. E não seja moderada:

    Desinibida (Tulipa Ruiz e Tomás Cunha Ferreira) 

    A Mulher do Fim do Mundo (Alice Coutinho e Romulo Fróes)  

    Eu Sou Neguinha? (Caetano Veloso)  

    Cor de Rosa Choque (Rita Lee e Roberto de Carvalho)  

    Eduardo e Mônica (Renato Russo) 

    Lei Maria da Penha (Luana Hansen e Drika Ferreira) 

    Beatriz (Chico Buarque e Edu Lobo) 

    Explode Coração (Gonzaguinha) 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • Na entrega do 27º Prêmio da Música Brasileira, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (22), Elza Soares foi contemplada com o prêmio de Melhor Álbum, com “A Mulher do Fim do Mundo”, na categoria Pop/rock/reggae/hip-hop/funk.

    Um prêmio a mais para a “cantora do milênio”, definido pela BBC, não fosse concedido à véspera de seu aniversário de 79 anos, que ocorre nesta quinta-feira. Em sua página do Facebook, a cantora carioca se emocionou.

    “Não dormi pensando em como seria o Prêmio da Música Brasileira... A minha ligação com Gonzaguinha é muito grande. Fui a primeira a gravar música dele. Tinha e ainda tenho muito carinho e respeito por ele... Cantar ‘O Que É, O Que É’ significa muito para mim”, escreveu.

    Elza cantando Gonzaguinha

    Gonzaguinha (1945-1991) foi o homenageado desta edição da premiação pelo conjunto de sua obra. Suas canções ganharam interpretações de João Bosco, Lenine e Ney Matogrosso.

    A cantora enfrenta também uma polêmica absurda envolvendo seu mais recente trabalho, justamente o álbum premiado. Tem gente defendendo boicote a esse disco, porque o trabalho teria contado com “homens machistas” em sua produção.

    Mas o boicote não está pegando. “A coisa que eu mais queria fazer neste momento era falar sobre a mulher. Que está acima de qualquer coisa... Falar da negritude. Da homofobia. Dos sexos... Gritar”, escreveu Elza nas redes sociais.

    “Ainda existem mulheres caladas, submissas, reprimidas e é para essas mulheres que eu falo. Não podemos nos calar. Precisamos gritar quando algo ruim acontece contra nós, mulheres. Não podemos ter medo. Quando nos encorajamos, fortalecemos as que estão enfraquecidas”, falou Elza em entrevista à Rede Brasil Atual.

    A Mulher do Fim do Mundo (Romulo Fróes e Alice Coutinho)

     

    Ela ainda conclui ter “voz e bastante força para falar a respeito de ‘A Mulher Do Fim Do Mundo’. Eu conheço. Passei por dramas todos da vida”. Para comemorar, a cantora carioca pede a participação dos fãs na gravação de um especial sobre a premiação que lhe foi concedida, saiba como aqui.

    “Muito obrigada por esta noite, meus queridos... E muito obrigada por este prêmio, tão significativo, num momento tão importante para mim, em que me preparo para eternizar o show do disco através do Kickante”, acentuou emocionada.

    Felicidade é ter Elza Soares, aos 79 anos, abrilhantando a música popular brasileira com sua voz e timbre únicos. Sempre cantando as dores, as alegrias e os amores do povo. Sem medo de ser feliz, defendendo a cultura brasileira e transpirando talento por todos os poros.

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